segunda-feira, junho 30, 2008

Uma escada para Jacó


Jacob's Ladder

João Cruzué

Tenho meditado sobre Jacó há pelo menos duas semanas.Um personagem bíblico firme, que depois caiu, levantou-se e cresceu na comunhão com Deus. Um grande exemplo para adolescentes, jovens e cristãos adultos de nossos dias. Quando a tentação vem, nosso adversário não escolhe qualquer área de nossa vida para seu ataque - com a experiência que tem em derrubar homens e mulheres há milhares de anos - ele arma o seu laço fulminante não sobre às fraquezas do caráter de cada um, mas onde está sua maior força.

Jacó casou-se velho. Quando foi levado à presença de Faraó tinha 130 anos; seu filho José estava com quase 39 anos de idade. Isto significa que Jacó tinha cerca de91 anos quando José nascera, e considerando que José nascera no final dos 14 anos de serviço prestados ao sogro, podemos estimar que Jacó casou-se com 76 anos, e isso significa que a paciência era a maior virtude de Jacó.

Esaú, o irmão gêmeo, aos 40 anos já morava com duas mulheres hetéias. Mas Jacó continuava solteiro pacientemente esperando no Senhor. Eis que em apenas um dia, aconselhado a usurpar a bênção da primogenitura de Esaú, Jacó mentiu por três vezes e enganou o velho Isaque. Isso era plano de Deus? Não! Seria muita tolice imaginar que, no ato da bênção de primogenitura, a vontade de Deus precisasse de um empurrãozinho. Certamente quando Isaque fosse pronunciar a bênção, o Espírito de Deus não iria se enganar, uma vez que Esaú estava caído da graça. Jacó perdeu a paciência, mentiu, enganou, e com isso permitiu que o inimigo oprimisse sua vida nos próximos vinte anos, até o confronto com Esaú.

Outros personagens Bíblicos também caíram quando tentados no ponto de suas maiores forças. Onde Abraão caiu? Ele foi tentado em sua fé. Um homem que abandonara sua terra, sua parentela, a casa do pai para ir em busca da bênção em um país estrangeiro ou era doido, ou tinha muita fé. E quando Deus lhe prometeu um herdeiro, não acreditou que fosse verdade. Deu mais ouvidos à Sara do que a JEOVÁ. Ismael foi o fruto da sua incredulidade.

Moisés foi criado em toda ciência do Egito, jovem poderoso em palavras e obras. Admite-se que Moisés era entendido na arte da guerra. Se a estratégia de guerra era o seu forte, foi nela que foi derrubado. Pensou em conquistar a libertação de seus irmãos hebreus pela força das armas, mas sua estratégia falhou. Não eram assim os planos de Deus para a retirada do povo de Israel do Egito; não pela força das armas, mas por prodígios, quebras de sofismas, e pragas devastadoras.

O apóstolo Pedro tinha seu ponto forte na coragem. Confiava tanto em si mesmo ao ponto de afirmar que estava pronto para seguir a Jesus à prisão e até na morte, que nunca o negaria. Pedro não resistiu nem mesmo à pergunta de uma simples criada.

A força de Saulo de Tarso estava em sua teologia. Passou anos e anos estudando com mestre Gamaliel, o mais sábio dos rabinos de sua época. Paulo, um teólogo instruído em todo o conhecimento, tanto para ensinar a Lei quanto discernir a voz de Deus. Mas a sua força na lei e na teologia o levou a matar os seguidores de Cristo.

E o que dizer do Rei Davi e de seu filho, o Rei Salomão? Davi aparece na Bíblia como um moço trabalhador, inimigo do ócio. Mas bastou um dia de ócio, para que o diabo o derrubasse por terra e perturbasse a sua família pelo resto da vida. E de que serviu toda a sabedoria do Rei Salomão? Mesmo com tanto conhecimento, não soube governar a si próprio e tornou-se um idolatra ao agradar mulheres e cocumbinas.

Que paradoxo mais perturbador. Por que podemos ser derrubados pela tentação do diabo no atributo de nosso caráter onde somos mais fortes? Posso responder a isso usando a palavra de Deus: primeiro, é para que nenhuma carne possa se gloriar diante de Deus; segundo porque o diabo tem uma vasta experiência acumulada em derrubar os homens.

Se conseguimos ficar de pé, é pela graça de Deus. Paulo sabia disso quando escreveu: " E [o Senhor] disse-me:" A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei em minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, por amor de Cristo. Porque, quando eu sou fraco, então, sou forte" 2 Coríntios 12:9 -10.

E lá estava Jacó a caminho de Padã-Arã. Sozinho, longe de casa, dormindo no relento, uma pedra era seu travesseiro. Jacó estava em crise. Sua consciência estava ferida por dois pecados: mentira ao pai e roubara a bênção da primogenitura do irmão. E foi naquela noite que ele teve um sonho, uma escada que fora posta na terra e cujo o topo chegava ao céu, e anjos subiam e desciam por ela.

O que significa aquela escada? Na Bíblia não tem nenhuma menção da escada com os momentos que Jacó estava passando. Se ele estava angustiado, e com certeza estava, isto não é mencionado. Para mim aquela escada era uma segunda chance de comunhão dada pela misericórdia de Deus. Jacó estava no chão. Se ele esperou pacientemente pela bênção de Deus cerca de 76 anos, sem nenhum vacilo, bastou apenas uma tarde e um conselho tentador para que caísse e falhasse. Ele havia quebrado sua comunhão com Deus, falhado com seu pai e roubado seu irmão. agora, A caminho da casa de Labão, ele tinha uma chance de começar tudo de novo.

Moisés teve uma segunda chance; Jesus deu uma segunda chance a Pedro; e até Saulo de Tarso teve sua segunda chance. O cair é do homem, mas é a misericórdia de Deus que levanta da poeira da derrota e a graça que nos mantém de pé.

Jacó nunca mais tocou no assunto da escada, mas daquele dia em diante a presença do Senhor nunca mais o abandonou e nem ele tornou a enganar ou mentir para ninguém. Aproveite também a mesma oportunidade de Jacó, o neto de Abraão. Se você nunca falhou com Deus, não se glorie e fique atento. Se já falhou e precisa de um conselho: levante-se, ande de novo na presença do Senhor e sê perfeito(a).


João Cruzué
SP - 30/06/2008

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Crônica de uma pia entupida


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João Cruzué

Eu não sou judeu, mas sábado é meu dia de descanso. Posso levantar mais tarde, mesmo acordando mais cedo por causa da Nala. Uma gata angorá. Uma espécie de "cuco" que abre o bico religiosamente às seis da manhã. Meu sábado tinha tudo para ser perfeito até que me lembrei de uma coisa: a pia da cozinha estava entupida.

Pias de cozinha são aquelas coisas maravilhosas que ficam discretas por meses e anos, até o dia que entopem para nos chatear. E um detalhe interessante: existem diversos tipos de defeitos possíveis em pias. Tem o da borrachinha, do sumiço do ralo, vazamento em cima, entupimento embaixo... e o pior de todos eles - o cano de esgoto da pia entupido.

Sabe o que estar tranqüilamente na cama em uma bela manhã de sábado, quando de repente você se lembra de uma pia? Terrível! Pois é. Fui logo deixando a cama tão quentinha para fazer uma lista de compras. Para o conserto e outras "cositas más" que uma casa sempre está precisando. Calcei o tênis. Saí para para unir o útil ao desagradável - caminhar uns dois quilômetros para comprar um sifão novo e outras coisas.

Troquei o sifão, mas o problema não era o sifão. Era o pior.;um entupimento não-sei-onde no cano de esgoto da pia. A cuba de inox estava cheia d'água e não descia nem um milímetro. Entupidaça! Pensei em colocar soda no cano, mas desisti porque alguém já havia tentado isso antes e foi derrotada. Tinha um frasco de soda vazio bem perto da pia.

A situação estava em alerta vermelho e precisei mudei a tática.

Fui pedir ajuda ao senhor da loja de produtos de limpeza. Um tipo sabichão: "Meu filho", disse ele (tenho 52 anos) "Leve este produto aqui; não sei bem o que tem dentro mais desentope legal. São dois e cinquenta. Ah! o senhor também põe água quente para "ajudar" o produto.

Cheguei em casa e procurei uma mangueira para despejar o tal produto no cano para atacar bem de perto o problema. Um cateterismo em cano da pia. Começou a sair uma fumacinha mal-cheirosa e lembrei-me de por a tal água quente para "ajudar". Esperei mais um pouco. Um xeque-mate? Para ter certeza disso, fiz o teste "São Tomé": abri a torneira até encher a cuba. Nada!

Voltei à loja de materiais de limpeza para comprar mais um frasco do desentupidor, e aproveitei para reclamar: "O senhor tem certeza de que não estou comprando água verde em vez de desentupidor de pia? Depois de uns 15 minutos de explicações (...) que o produto no passado era muito mais forte, mas que por motivo de registro no M.S. teve a fórmula abrandada... voltei para casa com a sensação de que caíra no conto do desentupidor de pia.

O sábado já era. Quatro horas da tarde! E lá estava eu derramando o segundo frasco no cano entupido. Desta vez não economizei despejei tudo de uma vez, e mais água quente. De novo veio a fumaça, e que fumaça! Passou mais meia hora, e "lá vamos nós" para o segundo teste "São Tomé."Enchi a cuba de novo. De repente, lembrei-me de um detalhe importante.

--Ó Jesus, nunca li que o Senhor tivesse ajudado alguém a desentupir uma pia no Evangelho, nem me atreveria a pedir uma coisa destas, pois seria como querer transformar pedras em pães. Mas como eu já aprendi no passado que o Senhor tem bom humor, me ajuda com isto aqui.

Fiz pressão com a mão pela enésima vez no fundo da pia, e cinco segundos depois ouvi aquele barulho escandaloso de sucção: usssshhhhhhhh!

Eu não sabia se ria ou se chorava, mas acabei chorando. Foi minha segunda experiência desse tipo. Eu não sabia, mas o Senhor estivera comigo o dia inteiro. Lembrei que ele falou dos lírios, dos passarinhos, e também cuida muito bem de nós. Se Ele nos mostra seu amor em coisas tão pequenas como pias, que dirá, pois, das mais importantes e necessárias?

SP - 30/06/2008
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A discriminação sexual na China

Série de textos sobre o discriminação - 3/3

ONU alerta que discriminação sexual na China
pode ter conseqüências futuras

Pequim, 8 mar (EFE).- O coordenador da ONU na China, Khalid Malik, alertou hoje que a discriminação sexual no país - onde nascem 118 meninos para cada 100 meninas - é um dos grandes obstáculos para se alcançar a igualdade de gêneros.

A discriminação reflete a "atitude social" dos chineses e "pode ter sérias conseqüências para o futuro do país", acrescentou.

Em uma mesa-redonda organizada em virtude do Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje, vários analistas e representantes de ONGs debateram a discriminação da mulher na China, sob um ponto de vista legal, social, trabalhista e cultural.

Muitos ressaltaram as dificuldades para a aplicação da Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher (Cedaw, sigla em inglês) no país.

A Cedaw, adotada pelas Nações Unidas em 1979, é o único acordo internacional sobre os direitos femininos, tendo sido ratificado por 185 países, incluindo a China.

Entre as dificuldades está a falta de dados concretos para a elaboração de uma análise sobre a situação da mulher no país, já que nas estatísticas chinesas não se costuma fazer a divisão por gêneros, disse Zou Xiaoqiao, da Federação de Mulheres de Toda a China e membro da Cedaw.

Para Li Mingshun, professor de Direito na Universidade de Mulheres da China, uma das bases da discriminação está na legislação, que não apresenta uma definição concreta do problema e reflete a falta de consciência na sociedade.

Entre os projetos que a ONU realiza na China por meio de suas agências há iniciativas para o combate ao tráfico de mulheres; pela prevenção e cuidados contra a Aids; por um sistema legislativo que promova a igualdade sexual; campanhas contra a violência doméstica; e a análise detalhada das estatísticas.

Além disso, o grupo de trabalho da ONU para a igualdade de gêneros no país lançará uma campanha nacional de conscientização juntamente com a Federação de Mulheres de Toda a China, que informará à população sobre a Cedaw, e que pretende ajudar o Governo a cumprir os requisitos estabelecidos pelo tratado.

A discriminação feminina é uma realidade sentida em muitos âmbitos do cotidiano chinês, como na preferência pelo filho homem, no fato de que muitas meninas nas zonas rurais trabalham para pagar as taxas escolares de seus irmãos, e nos freqüentes casos de violência doméstica.

A imagem da família ideal chinesa ainda continua sendo a do homem trabalhador e da mulher dona de casa. As mulheres chinesas são freqüentemente perguntadas em entrevistas de emprego "se não se sentem culpadas por não estarem cuidando devidamente dos filhos", afirmou a representante de uma ONG no encontro.

Texto: Notícias Uol.com.br


Comentários: série de publicações compiladas da WEB sobre discriminação. João Cruzué

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O que é discriminação

Série de textos sobre o discriminação - 2/3

"O QUE É DISCRIMINAÇÃO"

WALTER E. WILLIANS
www.causaliberal.com.br
14 - out - 2006.


"Passamos nossas vidas numa seqüência de discriminação a favor e contra uma coisa ou outra. Em outras palavras, escolha exige discriminação. Quando modificamos o alvo da discriminação para raça, sexo, altura, peso ou idade, nós meramente especificamos o critério de escolha.

Imagine quão estúpida - sem falar de sua impossibilidade - seria a vida, se a discriminação fosse ilegal. Imagine se envolver em qualquer atividade onde não pudéssemos discriminar raça, sexo, altura, peso, idade, comportamento, universidade de origem, aparência ou habilidade. Seria um carnaval.

Há tanta confusão e comoção quando se fala de discriminação que pensei em me arriscar a uma análise desapaixonada do problema. Discriminação é simplesmente o ato de escolha. Quando escolhemos um vinho Bordeaux, nós discriminamos o vinho Burgundy. Quando eu casei como a Sra. Williams, eu discriminei todas as outras mulheres. (...)A Sra. Williams exige uma permanente discriminação.

Você diz, "Williams, tal discriminação não faz mal a ninguém". Você está errado. A discriminação a favor do vinho Bordeaux reduz o valor dos recursos de produção do vinho Burgundy. Discriminação a favor da Sra. Williams afeta outras mulheres, reduzindo suas oportunidades, supondo que sou um homem com quem outras mulheres gostariam de casar.

Tenho, algumas vezes, perguntado a estudantes se eles acreditam em oportunidades iguais de emprego. Invariavelmente, eles respondem que sim. Então eu pergunto se eles quando se graduarem planejam dar a cada empregador igual oportunidade de os contratar. Muitos freqüentemente respondem que não; eles planejam discriminar certos empregadores. Então eu lhes pergunto: se eles não vão dar a cada empregador a mesma oportunidade de contratá-los, onde está a justiça ao se exigir que cada empregador lhes dê a mesma oportunidade de ser contratado?

E algumas vezes os estudantes argumentam que certas formas de discriminação são aceitáveis mas que a discriminação racial é a que é realmente ofensiva. Este é o momento que confesso minha própria história de discriminação racial. No final dos anos 1950, quando da escolha da minha companheira para a vida inteira, mesmo que a escolha de uma mulher branca, mexicana, indiana, chinesa ou japonesa fosse possível, eu não lhes dei nenhuma chance. Parece que a maioria dos americanos age da mesma forma, por discriminação racial, em seus contratos de casamento. De acordo com o Censo de 1992, somente 2,2% dos americanos são casados com pessoas de raças diferentes das suas próprias.

Você diz, "Tudo bem, Williams, discriminação no casamento não tem o impacto social que outras formas de discriminação têm". Você está equivocado de novo. Quando há uma escolha não-aleatória de parceiro, ela eleva qualquer diferença de grupo existente na população. Por exemplo, indivíduos com altos QI´s tendem a escolher parceiros com altos QI´s. Pessoas de alta renda tendem a escolher parceiros com alta renda.

Acontece o mesmo com a educação. Na medida em que há uma correlação racial entre essas características, a discriminação racial na escolha do parceiro exacerba as diferenças sociais de inteligência e distribuição de renda. Haveria mais igualdade se não houvesse esse tipo de discriminação na escolha do parceiro.

Em outras palavras, se pessoas com alto QI fossem forçadas a selecionar parceiros de baixo QI, pessoas de alta renda fossem forçadas a selecionar parceiros de baixa renda e pessoas instruídas fossem forçadas a selecionar parceiros com pouca instrução, haveria mais igualdade social. Haveria mais igualdade social mas a taxa de divórcio dispararia, pois desigualdades tão grandes levariam a muitos conflitos.

O bom senso sugere que nem todas as discriminações deveriam ser eliminadas, então a questão é: qual tipo de discriminação deveria ser permitido? Suspeito que a resposta dependa dos valores que cada um tem a respeito da liberdade de associação, lembrando que liberdade de associação implica liberdade de não associação."

Fonte: original do texto de Walter E Willians


Comentários: Série de opiniões coletadas da WEB sobre o assunto discriminação. A Opinião do autor do texto não é, necessáriamente, a minha opinião. João Cruzué.


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Significados de preconceito racismo e discriminacao social

Série de textos sobre o discriminação - 1/3

Cartilha Cidadania para Todos


Fonte: Conselho Estadual dos Direitos do Homem de do Cidadão da Paraíba

"PRECONCEITO, RACISMO E DISCRIMINAÇÃO SOCIAL"

"O Estado brasileiro foi constituído a partir de diferentes matrizes étnicas e culturais, formando, assim, uma sociedade multicultural. As desigualdades sociais, construídas historicamente com base na exploração econômica, violência e escravidão gerou um modo de pensar e agir desiguais.

Várias são as incompreensões existentes entre os termos Preconceito, Racismo e Discriminação.

O documento Brasil, Gênero e Raça, lançado pelo Ministério do Trabalho, define:

Racismo – "a ideologia que postula a existência de hierarquia entre grupos humanos";

Preconceito - "uma indisposição, um julgamento prévio negativo que se faz de pessoas estigmatizadas por estereótipos";

Estereótipo - "atributos dirigidos a pessoas e grupos, formando um julgamento a priori, um carimbo. Uma vez ‘carimbados’ os membros de determinado grupo como possuidores deste ou daquele ‘atributo’, as pessoas deixaram de avaliar os membros desses grupos pelas suas reais qualidades e passam a julgá-las pelo carimbo";

Discriminação – "é o nome que se dá para a conduta (ação ou omissão) que viola direitos das pessoas com base em critérios injustificados e injustos, tais como: a raça, o sexo, a idade, a opção religiosa e outros".

Racismo é crime inafiançável e imprescritível.(Art. 5.º, XLII, CF).

Segundo a Constituição Federal, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. A Carta diz, também, que constituem princípios fundamentais da Republica Federativa do Brasil o de promover o bem comum, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade ou quaisquer outras formas de discriminação.

Dentre os crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor, punidos pela lei (Leis N.º 7.716/89 e 9.459/97), estão os seguintes:

1 – Impedir ou obstar o acesso de alguém, devidamente habilitado, a qualquer cargo da Administração Pública, bem como negar ou impedir emprego em empresa privada.

2 – Recusar, negar ou impedir a inscrição de aluno em estabelecimento de ensino público de qualquer grau;

3 – Impedir o acesso ou recusar o atendimento nos seguintes locais: a) restaurantes, bares e confeitarias; b) estabelecimentos esportivos, casas de diversões e clubes sociais abertos ao público; c) hotéis, pensões e estalagens;

4 – Impedir o acesso às entradas sociais em edifícios públicos ou residenciais e respectivos elevadores ou escadas de acesso."

Fonte: C. E. D. D. H. C.


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domingo, junho 29, 2008

Entrega oficial do Manifesto Evangélico contra o PL 122 em Brasília

Fotos oficiais da entrega do Manifesto Evangélico contra o PL 122
No Senado Federal em Brasília no dia 25 de junho de 2008

Blog Olhar Cristão - João Cruzué

clique nas fotos para ver no tamanho original

Foto: Diógenis Santos
Deputado Miguel Martini e o Pastor Silas Malafaia entregam ao Senador Magno Malta,
Presidente do Senado em exercício, o Manifesto Evangélico contra o PL. 122/06.

Foto: Diógenis Santos
missão cumprida.

Foto: Edson Santos
Evangélicos em manifestação na Praça dos Três Poderes

Foto: Edson Santos

Foto: Laycer Tomaz

Foto: Laycer Tomaz

No Salão Negro só caberiam 70 pessoas; não era possível a entrada de todos.


Clique nas fotos para ampliar ao tamanho original

Fonte: banco de imagens da Câmara


Blog Olhar Cristão - João Cruzué
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Ao diretor de redação da Revista Veja

Réplica ao artigo de André Petry

e-mail enviado dia 28 de junho de 2008
para veja@abril.com.br
João Cruzué

Senhor diretor,

Direto ao ponto: sou crente desde 1974 e estou na Igreja Assembléia de Deus há mais de 30 anos. Quando converti-me a uma denominação protestante, sofri discriminação da família e até fui gentilmente "convidado" a sair da casa de meus pais. No trabalho, porque não fui comprar um maço de cigarros para o patrão, sofri descompostura pública na presença de mais de 20 colegas e ameaça velada de ser mandado embora do emprego.

Fui diplomado na escola da discriminação e do preconceito.

Sou contador público, já editei pasquins, gosto da Revista Veja e não vou abandonar sua leitura, de maneira alguma, por causa da visão diferente que alguns articulistas seus, entre eles o jornalista Petry. Senhor editor, é bem verdade que radicalismo e fanatismo existem entre pessoas de qualquer grupo humano. Mas não vou calar-me diante de uma "abobrinha" memorável do senhor Petry. Quem foi que disse a ele que nós os crentes, queremos ver gays sendo apedrejados, mortos, execrados diante das pessoas porque têm uma forma diferente de usar o sexo? Mesmo nos tempos em que isto era possível - falo dos anos da ditadura- nunca vi, ou li, que grupos de crentes reuniram-se para matar, agredir ou ferir gays.

Se alguns de nossos representantes foram a Brasília, não foi pelo direito de discriminar gays, nem mantê-los em guetos, nem de assassiná-los. Se for feito uma análise imparcial do texto do Projeto de Lei 122/2006, vai ser encontrada, sim, uma brecha que mina o direito à livre expressão, não só religiosa, mas de qualquer outro tipo de opinião dentro dos princípios constitucionais.

Senhor, em meu blog Olhar Cristão, sempre recebo ofensas gratuitas de gays nesses termos: "os crentes são a pior coisa que existe no mundo"; que a Bíblia é um "um livro racista, nazista, fachista" e vai por aí afora. Quem está literalmente discriminando quem?

O manifesto foi feito em Brasília, porque nos países onde já existe esta lei, a liberdade de ensinar a Bíblia foi tolhida. Quantos pastores podem ser presos por ler um texto Bíblico dentro da igreja, se um homossexual se infiltrar lá com o propósito de perseguir os crentes? Por acaso a sociedade brasileira deseja uma nova inquisição?

Se eles podem nos discriminar, criticar, ofender, porque pensamos de uma forma diferente, que ensinamos a nossos filhos que Deus não aprova o homossexualismo - e isto fazemos pela interpretação literal da Bíblia - nós também queremos exercer nosso direito de criticar, emitir uma opinião diferente, com apenas uma exceção: sem discriminar. Se Deus não mata ninguém automaticamente quando peca, porque nós evangélicos iríamos enxovalhar, linchar, desrespeitar e expor a preferência sexual das pessoas com alegações fanáticas?

Quando integrantes de várias correntes sociais protestam por seus direitos, isto chama-se democracia. Quando crentes e pastores protestam, são chamados de a "praga do atraso da sociedade". Ora senhor, isto, a meu ver, chama-se preconceito. Perante a grande mídia brasileira, todos mudaram e melhoraram, será que somente os crentes involuíram? Uma mudança está acontecendo em nosso meio, sim, deixamos de ser politicamente alienados para participar ativamente da boa política brasileira, porque estamos aprendendo a exercer nossa cidadania.

Estou sugerindo, com todo respeito e educação, que este projeto de Lei seja examinado com mais acurácia, que as pessoas dos dois extremos sejam ouvidas, entrevistadas, para que exponham com clareza seus pontos de vistas. Isto é o mínimo que deve acontecer em um regime democrático.

Os crentes estão protestando sim: pelo direito de usar e interpretar a Bíblia na sua forma literal, sem distorções, direito este que está sendo ameaçado pelo Projeto de Lei 122/06. E, por favor, apresente ao Sr. Petry nossos protestos de indignação, pois ele, no que concerne aos evangélicos brasileiros, está se baseando na imagem dos crentes que ele viu em novelas da Globo e não na realidade das coisas.

Senhor, se esta lei trouxer a censura para o uso da Bíblia dentro as Igrejas Evangélicas, tal censura não ficará por aí: vai crescer e a próxima vítima pode ser a grande imprensa brasileira. Juízo ao senhor Petry.

Termino parabenizando esta revista, em detrimento de algumas inverdades; saiba que entre as outras três grandes revistas concorrentes, a Veja vem de longe realizando um trabalho democrático, pouco tendencioso, digno de ser apreciado. Li as últimas três entrevistas dos pré-candidatos à alcadia de São Paulo, elas levaram à queda do "muro de berlim" que impedia o exercício da liberdade de informação política no Brasil. Um "Adios " ao resto da ditadura!

Obrigado,

João Batista Cruzué

Blog Olhar Cristão

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sábado, junho 28, 2008

Opinião dos Blogueiros Evangélicos sobre a Manifestação em Brasília



"OS EVANGÉLICOS NÃO ESTÃO MAIS DE BRAÇOS CRUZADOS"

VALMIR NASCIMENTO MILOMEM
União dos Blogueiros Evangélicos

"A manifestação feita pelos evangélicos no dia 25 de junho, em Brasília, em contrariedade ao PL 122, demonstrou ao povo brasileiro, à mídia, e principalmente aos políticos, que a liderança evangélica não ficará de braços cruzados frente a essa proposta legislativa que busca instituir a mordaça gay, em detrimento à liberdade de expressão.

Apesar da abordagem da mídia secular ter demonstrado o ato com contornos de fanatismo e preconceito por parte dos evangélicos, com matérias enfatizando que religiosos "invadiram o Senado Federal" (o que já era de se esperar,) fica patente que o resultado primeiro do ato do dia 25 foi o seu impacto provocado na sociedade e o alerta ao demais cidadãos, religiosos ou não, que até então não haviam se dado conta dos estragos que poderão ser provocados pela referida lei.

Nesse sentido, entendo que a manifestação é, não somente válida, mas sobretudo, necessária. Porém, a nossa luta em desconformidade ao PL. 122/06 não pode ficar adstrita somente a esse ato, mais ainda: é imprescindível que o povo evangélico fortaleça a sua base no âmbito do Senado Federal, bem como se estruture juridicamente para que o projeto não seja aprovado."

Selo UBE


"OS EVANGÉLICOS GANHARAM VISIBILIDADE"

DALADIER LIMA

Blog Reflexões sobre quase tudo


"Achei excelente por dois motivos principais:

É óbvio, que ganhamos visibilidade. De repente, a mídia descobriu que existem evangélicos no Brasil. Foram poucos, dadas as condições de deslocamento, o dia (após um feriado), o horário (muita gente trabalhando), mas 1000 pessoas, foram, no mínimo, representativas.


Escolhemos a pauta adequada. Essa proposta de "diabo pra lá", "diabo pra cá," não sensibiliza a opinião pública. Temos que ressaltar a nossa própria discriminação, para dizer que queremos contradizer, assim como somos contraditados, hoje. Devemos mostrar as marcas de nossa perseguição diária na mídia e na história.

Selo UBE


"PASTOR MALAFAIA DEU EXEMPLO: FALOU E PÔS EM PRÁTICA"

PASTOR CARLOS ROBERTO SILVA
Blog Point Rhema

"Quanto a manifestação realizada no último dia 25 em Brasília, contra o Projeto de Lei 122/06, acredito que foi mais uma das ferramentas mais importantes que devemos utilizar para combater tal proposta.

É claro que nossa cultura evangélica não é de manifestações como esta, no entanto, o momento exige mesmo uma tomada de posições de impacto, para que venha produzir os efeitos desejados.

Vejo que o Pastor Silas Malafaia no dia em que referiu-se ao assunto, além de falar muito bem sobre a questão, deu bom exemplo, colocando em prática o que sugeriu a todos, colocando o veículo de massa que tem sob sua administração para convocação e mobilização daqueles que crêem como nós.

O PL 122/06 é uma afronta não somente aos evangélicos, mas contra todos os cidadãos de bens que não gozam de privilégios especiais, no entanto, além de lutarmos por igualdade, estamos também lutando pela manutenção da liberdade de pregarmos o evangelho e pela liberdade de expressão e divulgação da Bíblia Sagrada, nossa regra de fé e prática.

Ou nos mobilizamos agora ou amanhã será tarde."

Selo UBE


"JÁ TEMOS UM COMEÇO DE CONSCIÊNCIA POLÍTICA"

ALTAIR GERMANO
Blog do Pr. Altair Germano


"A mobilização evangélica em Brasília contra o PL 122, nos dá vislumbres de que estamos começando a entender como as coisas acontecem na sociedade pós-moderna. A tomada de consciência de que além da oração é preciso em certos casos "ação política", é extramente necessária para o abandono de um "ingenuísmo cristão" já ultrapassado. Apesar de tímida, e assim interpreto pelo número de participantes que lá estiveram (a população evangélica só de Brasília daria para congregar uma grande multidão), já é de certa forma um começo.

Entendo que é urgente a necessidade de politizar o nosso povo. É preciso ensinar política e cidadania à luz da Bíblia, em vez de usar o povo para fazer politicagem. É preciso promover uma tomada de consciência, uma postura crítica, pois muitos daqueles que foram eleitos pelos votos dos evangélicos, hoje defendem idéias como as presentes no PL 122."


Selo UBE


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Um cavalo de tróia escondido no Projeto de Lei 122/06


MANIFESTO DOS
EVANGÉLICOS EM BRASÍLIA
EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO AMEAÇADA PELO PROJETO DE LEI 122/06

Um projeto embrulhado como elixir da defesa da diversidade, mas que traz em seu conteúdo uma ameaça à isonomia e à liberdade de expressão. Basta conferir cuidadosamente para perceber um cavalo de tróia camuflado em seu texto . Veja as fotos e depois o texto do porquê da manifestação evangélica realizada em Brasília, quarta-feira, na tarde do dia 25 de junho de 2008. João Cruzué - Blog Olhar Cristão.

Fotógrafo: Marcelo JS Photo - Campinas
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Foto: Marcelo
JS Photo
MARCELO JS5

Foto: Marcelo JS Photo
marcelo js 2

Foto: Marcelo JS Photo
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Foto: Marcelo JS Photo
MARCELO JS4
Fotógrafo: Marcelo JS Photo - Campinas - marcelojsphoto@terra.com.br


Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom
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Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom

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Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom
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Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom
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Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom
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Foto Ed Ferreira
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Foto Ed Ferreira
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Foto Ed Ferreira
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PORQUE OS EVANGÉLICOS FIZERAM UM MANIFESTO EM BRASÍLIA
no dia 25 de junho de 2008
João Cruzué

Escrevo este texto porque estou convicto de que há pessoas inteligentes, cartesianas, que interpretam e analisam bem um texto, embora não comunguem do nosso credo nem da mesma idiossincrasia. Eu sei que o medo e o ódio devem ser combatidos pois nunca trouxeram paz à humanidade e como cristão consigo identificar perfeitamente que nossa luta não é contra pessoas, pois que as amamos, mas contra uma nuvem escura que paira sobre a liberdade de expressão, um cavalo de tróia chamado de Projeto de Lei 122/06. É Por respeito a esses leitores que deixo aqui minha opinião, que não difere em substância da maioria dos evangélicos e de suas lideranças, ao classificar este projeto como uma ameça à liberdade de expressão.

Evangélicos e católicos não odeiam pessoas homossexuais.

Há uma razão para isto: Jesus Cristo, o fiador do Novo Testamento, sempre foi o advogado das pessoas "diferentes". Foi assim com Zaqueu, com a mulher samaritana, com Maria Madalena, com a mulher adúltera do Evangelho de João. Ele era, é, e será sempre a expressão do amor de Deus. Por falta de conhecimento muitos consideram Deus um carrasco ou um monstro. Onde está o erro desta idéa? Deus se manifestou entre os homens como Jesus. É este Deus que conheço: amoroso, perdoador, fiel, paciente, compassivo e misericordioso. Jesus é a imagem não distorcida de Deus. O comportamento de poucos e falsos seguidores não é uma premissa lógica para a compreender a idéia de Deus. Da mesma forma que Osama Bin Laden não está para o Islã.

As atitudes da maioria dos crentes pauta-se pelo amor e respeito cristãos. Se Deus é amor, onde houver um cristão deve existir: respeito, comunicação, paciência, esperança e tolerância - que são os frutos do amor. Por causa de um conselho do apóstolo Paulo, posso inferir que no dia de amanhã possa eu estar caído da graça e em meu lugar um homossexual regenerado servindo a Deus. Este fato pode acontecer comigo, pois no vestibular de Deus duas matérias são eliminatórias: compaixão e misericórdia!

Há pessoas crentes radicais? Sim! Como em qualquer outro segmento social. Se no passado alguns pastores evangélicos cometeram excessos e expuseram a vida íntima de pessoas, hoje percebo que a prudência e o respeito evoluiram e melhoraram entre eles. Cabe explicar que Igreja Evangélica brasileira, e toda sociedade, de certa forma ficaram miseravelmente sujeitas à influência de uma ditadura, que graças a Deus acabou. Se houve extremismo, hoje há moderação. Nunca li na grande mídia brasileira que crentes reunem-se para linchar gays. Isto acontece apenas em algumas novelas da Globo.

Por que os evangélicos foram protestar em Brasília?

Com certeza não foram para tirar o direito de escolha sexual de quem quer que seja, se nem Deus faz isto. O que está escrito na Bíblia não impede as pessoas de exercer o livre arbítrio, pois Deus não nos criou robôs ou "zumbis" mas seres humanos dotados de intelecto e vontade próprios. Os evangélicos foram a Brasília com o propósito de manifestar de forma pacífica e ordeira contra a ameaça da perda do direito constitucional de liberdade de expressão, não apenas deles como de toda a sociedade.

Se uma pessoa homossexual tem o direito de expressar-se livremente e criticar a Bíblia, os crentes, os católicos - nós não queremos perder esse mesmo direito para fazer o contraponto. Se um projeto desses passasse, e o que vale na justiça é a letra da lei, qualquer pai, mãe, pastor ou padre, que abordarem em casa, na Igreja, no trabalho que a opção pelo homossexualismo é um pecado condenado pelas grandes religiões, correriam o risco de serem processados, condenado, presos por abordarem o assunto de acordo com suas consciências. Isto nos levaria ao erro de uma nova inquisição.

Por isso, os crentes e também posso dizer os católicos, não têm nenhum desejo de linchar, machucar, matar, ferir homossexuais nem desrespeitar as escolhas e preferências sexuais de ninguém. Querem, sim, que a Constituição Brasileira continue assegurando a todos, indistintamente, o direito de criticar , e o direito integral à liberdade de expressão. Isto não é "homofobia", muito pelo contrário, chama-se Democracia!

João Cruzué
Blog Olhar Cristão
cruzue@gmail.com

sexta-feira, junho 27, 2008

Porque os evangélicos foram a Brasília

Os Evangélicos
e o projeto de lei da "homofobia"

João Cruzué

Escrevo este texto porque estou convicto de que há pessoas inteligentes, cartesianas, que interpretam e analisam bem um texto, embora não comunguem do nosso credo nem da mesma idiossincrasia. Eu sei que o medo e o ódio devem ser combatidos pois nunca trouxeram paz à humanidade. É Por respeito a esses leitores que deixo aqui minha opinião, que não difere em substância da maioria dos cristãos e de suas lideranças.

Evangélicos e católicos não odeiam pessoas homossexuais.

Há uma razão para isto: Jesus Cristo, o fiador do Novo Testamento, sempre foi o advogado das pessoas "diferentes". Foi assim com Zaqueu, com a mulher samaritana, com Maria Madalena, com a mulher adúltera do Evangelho de João. Ele era, é, e será sempre a expressão do amor de Deus. Por falta de conhecimento muitos consideram Deus um carrasco ou um monstro. Onde está o erro desta idéa? Deus se manifestou entre os homens como Jesus. É este Deus que conheço: amoroso, perdoador, fiel, paciente, compassivo e misericordioso. Jesus é a imagem não distorcida de Deus. O comportamento de poucos e falsos seguidores não é uma premissa lógica para a compreender a idéia de Deus. Da mesma forma que Osama Bin Laden não está para o Islã.

As atitudes da maioria dos crentes pauta-se pelo amor e respeito cristãos. Se Deus é amor, onde houver um cristão deve existir: respeito, comunicação, paciência, esperança e tolerância - que são os frutos do amor. Por causa de um conselho do apóstolo Paulo, posso inferir que no dia de amanhã possa eu estar caído da graça e em meu lugar um homossexual regenerado servindo a Deus. Este fato pode acontecer comigo, pois no vestibular de Deus duas matérias são eliminatórias: compaixão e misericórdia!

Há pessoas crentes radicais? Sim! Como em qualquer outro segmento social. Se no passado alguns pastores evangélicos cometeram excessos e expuseram a vida íntima de pessoas, hoje percebo que a prudência e o respeito evoluiram e melhoraram entre eles. Cabe explicar que Igreja Evangélica brasileira, e toda sociedade, de certa forma ficaram miseravelmente sujeitas à influência de uma ditadura, que graças a Deus acabou. Se houve extremismo, hoje há moderação. Nunca li na grande mídia brasileira que crentes reunem-se para linchar gays. Isto acontece apenas em algumas novelas da Globo.

Por que os evangélicos foram protestar em Brasília?

Com certeza não foram para tirar o direito de escolha sexual de quem quer que seja, se nem Deus faz isto. O que está escrito na Bíblia não impede as pessoas de exercer o livre arbítrio, pois Deus não nos criou robôs ou "zumbis" mas seres humanos dotados de intelecto e vontade próprios. Os evangélicos foram a Brasília com o propósito de manifestar de forma pacífica e ordeira contra a ameaça da perda do direito constitucional de liberdade de expressão, não apenas deles como de toda a sociedade. Existe um cavalo de tróia escondido neste Projeto.

Se uma pessoa homossexual tem o direito de expressar-se livremente e criticar a Bíblia, os crentes, os católicos - nós não queremos perder esse mesmo direito para fazer o contraponto. Se um projeto desses passasse, e o que vale na justiça é a letra da lei, qualquer pai, mãe, pastor ou padre, que criticar em casa, na Igreja, no trabalho que a opção pelo homossexualismo é um pecado condenado pelas grandes religiões, correria o risco de ser processado, condenado, preso por abordar um assunto de acordo com sua consciência. Isto nos levaria ao erro de uma nova inquisição.

Por isso, os crentes e também posso dizer os católicos, não têm nenhum desejo de linchar, machucar, matar, ferir homossexuais nem desrespeitar as escolhas e preferências sexuais de ninguém. Querem, sim, que a Constituição Brasileira continue assegurando a todos, indistintamente, o direito de criticar , e o direito integral à liberdade de expressão. Isto não é "homofobia", muito pelo contrário, chama-se Democracia!

João Cruzué
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Fotos da manifestação dos Evangélicos em Brasília


MANIFESTAÇÃO
DOS EVANGÉLICOS
EM BRASÍLIA CONTRA O PROJETO DE LEI 122/06

Blog Olhar Cristão

Fotógrafo: Marcelo JS Photo - Campinas
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Foto: Marcelo
JS Photo
MARCELO JS5

Foto: Marcelo JS Photo
marcelo js 2

Foto: Marcelo JS Photo
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Foto: Marcelo JS Photo
MARCELO JS4

Brasília 25 de junho de 2008

Fotógrafo: Marcelo JS Photo - Campinas
marcelojsphoto@terra.com.br
Igreja Bola de Neve

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quarta-feira, junho 25, 2008

Manifestação evangélica em Brasília


Até que enfim os Cristãos acordaram!
Blog Olhar Cristão - João Cruzué
mais de 1.000 visitas no dia 26/06/2008

Veja também:
1 . As fotos oficiais da entrega do Manifesto Evangélico no Senado Federal

2 . Não deixe de ler: Um cavalo de tróia escondido no Projeto de Lei 122/06

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom
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Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom

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Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom
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Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom
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Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom
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Foto Ed Ferreira
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Foto Ed Ferreira
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Foto Ed Ferreira
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Foto Dida Sampaio
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Foto Ricardo Marques
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Senador Magno Malta-ES


Evangélicos protestam contra criminalização da homofobia

Agência Senado

"Brasília - O 4º secretário do Senado, Magno Malta (PR-ES) recebeu, nesta quarta-feira, na sala da Presidência da Casa, representantes da Frente Nacional Evangélica que foram ao Congresso protestar contra a aprovação do projeto de lei da Câmara (PLC 122/06) que torna crime a discriminação contra homossexuais.

Integrada por vários deputados federais, senadores e pastores de diversas igrejas evangélicas, a frente considera que, a pretexto de combater a homofobia, o PLC 122/06 fere a liberdade de manifestação religiosa e o direito à livre manifestação do pensamento. Isso porque criminalizaria "toda e qualquer manifestação contrária ao homossexualismo e às suas práticas, ferindo o direito constitucional que cada cidadão tem de, livremente, manifestar-se, expressar-se e opinar sobre qualquer tipo de conduta moral ou tema social".

Na opinião do pastor Fadi Faraj, do Ministério da Fé, o projeto suprime o direito à opinião do indivíduo e confere mais direitos a uns cidadãos do que a outros.

"Não se trata aqui da pessoa ter liberdade de ser o que gostaria de ser. Se ela quer ser homossexual, que seja; se quer se juntar com alguém, que se junte. Mas eu não preciso aceitar isso. Eu tenho minha opinião e não gostaria de ver meu filho recebendo educação que considero inadequada dentro de uma escola. Não gostaria de ver nossa liberdade constitucional violentada por eu ter que engolir algo em que eu não acredito", disse Fadi Faraj.

O PLC 122/06, já aprovado na Câmara dos Deputados, encontra-se em análise na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.

Após o encontro com Magno Malta, os evangélicos se dirigiram ao Plenário e encaminharam à Mesa da Casa um manifesto contra a aprovação do PLC 122/06."

Fonte: Agência Senado


Evangélicos “invadem” Congresso
e reivindicam direito de criticar homossexualismo

ultimosegundo.ig.com.br

BRASÍLIA - Cerca de mil evangélicos realizaram, na tarde desta quarta-feira, um grande protesto em frente ao Congresso Nacional contra o projeto de lei (PL) 122/2006, que entre outros pontos prevê prisão para quem praticar a homofobia. Uma parte dos manifestantes, inclusive pastores e parlamentares, forçou a entrada no Parlamento e distribuiu um documento a parlamentares para pedir a rejeição do projeto, alegando prejuízo à prática religiosa.

O PL 122, de autoria da ex-deputada Iara Bernardi (PT-SP), atualmente tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado após aprovação na Câmara dos Deputados em 2007. A proposta considera crime o preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. Entre as sanções previstas para a homofobia, está a pena de cinco anos de prisão

A luta contra o projeto de lei, que atualmente aguarda votação na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, vem ocorrendo há semanas, por meio dos obstáculos colocados por senadores evangélicos para impedir sua apreciação e aprovação. Os senadores conseguiram mobilizar caravanas que somaram cerca de mil manifestantes na frente do Congresso, que fizeram orações e gritaram palavras de ordem contra o PL.

Um dos pastores que puxou as orações, Jabes de Alencar, da Assembléia de Deus, apelou: “Senhor, sabemos que há uma maquinação para que este País seja transformado numa Sodoma e Gomorra (cidades que, pela Bíblia, foi arrasada por Deus pela prática da luxúria). Um projeto desses vai abrir as portas do inferno”. Quando começaram a se dirigir para o interior do Congresso, os protestantes gritavam melodias como “Caia, Babilônia, caia, Babilônia”.

Expressão

Parlamentares ajudaram um grupo de pastores e fiéis a entrar no Parlamento, após o empurra-empurra em frente à entrada principal. Depois, eles se dirigiram à sala da Presidência do Senado e aproveitaram o fato de só haver como representante da Presidência um senador evangélico, Magno Malta (PR-ES).

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O coordenador do movimento, o pastor da Assembléia de Deus Silas Malafaia, entregou a Malta o documento para ser distribuído aos senadores. “Esse projeto de livre expressão sexual abre as portas para a pedofilia. É uma afronta à Constituição e à família”, discursou Malafaia.

Magno Malta tomou a palavra e elogiou a manifestação. “Sempre falaram que esse era um debate de evangélicos, mas temos aqui um deputado católico (Miguel Martini, do PHS-MG) que sempre representou o segmento católico do Brasil e está apoiando um documento que contradita as inconstitucionalidades do PL 122”, disse.

O deputado católico Miguel Martini foi ainda mais duro. “Querem calar a boca dos cristãos para impedir que falemos a verdade, que está na Bíblia. Nós amamos os homossexuais, porque são nossos irmãos, mas não amamos o homossexualismo. Não aceitamos discriminação de ninguém, mas não aceitamos sermos discriminados em nossas convicções religiosas”, bradou Martini.

O projeto

O PL 122, de autoria da ex-deputada Iara Bernardi (PT-SP), atualmente tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado após aprovação na Câmara dos Deputados em 2007. A proposta considera crime o preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. Entre as sanções previstas para a homofobia, está a pena de cinco anos de prisão.

Segundo a relatora do PL 122 na CAS, senadora Fátima Cleide (PT-RO), "no Brasil não se muda a realidade se não houver punição".

Mas o deputado federal Bispo Rodovalho (DEM-DF), protestou contra possíveis “abusos” decorrentes do PL 122. “O PL 122 dá poderes ditatoriais a uma minoria. Se um funcionário for dispensado de uma empresa, poderá alegar homofobia, e o dono da empresa vai ser preso por crime hediondo, inafiançável”, alegou Rodovalho."

Fonte: ultimosegundo.com.br

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João Cruzué
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Biografia de Myer Pearlman


Myer Pearlman

Myer Pearlman - adquiria seus abençoados livros

Nills Lawrence Olson

"O saudoso irmão Myer Pearlman foi um judeu que se converteu a Cristo. A história de sua breve vida de apenas 44 anos é um verdadeiro romance. Myer Pearlman, pela sua extrema simplicidade cristã e dedicado amor a Jesus, de quem foi um dos mais ardorosos discípulos, ainda vive no coração de milhares de seus admiradores.

Nascido a 19 de dezembro de 1898, em Edinburgo, na Escócia, de pais israelitas, o jovem primogênito, Myer, tal qual um Saulo de Tarso, passou os primeiros anos de sua educação na Escola Hebraica, aos pés de rabinos que lhe inculcaram os ensinos férreos do Judaísmo tradicional, das Escrituras do Antigo Testamento, e da língua hebraica. Ele recorda que nesses dias os alunos compravam a Bíblia, como nós a temos, e arrancavam o Novo Testamento do livro, pois não lhes era permitido lê-lo, por ser considerado espúrio. O estudante Myer distinguiu-se pelas qualidades excepcionais de rara inteligência e perspicácia. Aos 14 anos, sozinho, aprendeu a língua francesa, a poder de freqüentes consultas à Biblioteca Pública, conhecimento que muito lhe valeu nos dias da Primeira Guerra Mundial, ocasião em que serviu como intérprete no exército norte-americano, na França.

Jesus, a Luz do mundo, guiava os passos do jovem Myer em direção ao "Santuário", como ele, posteriormente, costumava dizer. A família mudou-se para os Estados Unidos da América, onde esperava encontrar melhores condições de vida. Certa ocasião, na cidade de Cincinnati, passeando em determinada rua, foi fortemente impressionado por um letreiro na fachada de uma igreja evangélica, que dizia: Igreja Aberta. . . Entre. . . Descanse e Ore." Por um instante quis entrar, mas logo abafou o impulso que, certamente, era inspirado pelo Espírito Santo. Anos depois, quando já convertido, ele teve oportunidade de entrar nessa mesma igreja e agradecer a Deus o tê-lo dirigido no caminho da luz e da vida.

Quando servia no exército, ganhou um Novo Testamento, que leu com muito interesse, estando a sua alma em procura ardente de certa satisfação, por ora desconhecida. Após a Segunda Guerra Mundial, ele foi residir em São Francisco, na Califórnia. Certa noite, ao passear, foi sua atenção despertada por um grupo de cristãos da fé pentecostal, que dirigia um culto em praça pública defronte de um salão.

Em outra noite novamente chegou perto para ouvi-los e teve a coragem de entrar nesse salão de cultos. Ficou grandemente impressionado pelos hinos alegres cantados em louvor a Deus, hinos que muito contrastavam com os cânticos tristonhos da sinagoga. Um desses hinos era de autoria do saudoso irmão F. A. Graves, grande pioneiro do movimento pentecostal. Myer não podia ter imaginado que mais tarde ele se casaria com a filha desse irmão, Irene Graves! Como são maravilhosos os caminhos do nosso Deus! Assim começou o jovem Myer a freqüentar, todas as noites, durante semanas, os cultos nesse humilde salão. Certa noite ele pensou em ir ao cinema, mas acabou assistindo ao culto, tanto foi a estranha atração da presença de Deus.

O povo, sabendo de sua origem judaica, tratava-o com todo o carinho e orava ao Senhor pela sua conversão. Certa noite, deitado na sua cama, foi completamente vencido por uma sensação de remorso, sentindo fortemente a sua culpa perante Deus. Logo depois, em um culto, ao sair da igreja, ficou parado perto da porta, ouvindo o último hino. De repente, sentiu descer sobre si uma influência indescritível e maravilhosa. Foi esse o momento decisivo de sua vida quando Myer abriu o coração a Jesus, a Luz do mundo. Essa Luz resplandeceu nas trevas dessa alma. Havia ele chegado ao seu "Santuário", que tanto almejara! Seu coração havia experimentado a realidade da Pessoa de Cristo, o seu Messias! Tal qual Saulo de Tarso, Myer Pearlman encontrara-se com Jesus, o Nazareno!

Não demorou muito, e certo dia, quando em oração a seu Messias, Myer Pearlman começou a falar em língua por ele desconhecida. Mesmo para ele, lingüista, foi uma gloriosa surpresa receber, como os discípulos no dia de Pentecoste, o maravilhoso dom do Espírito Santo, o Consolador, de que tanto ele viria a precisar em dias posteriores.

Sentindo o chamado do Senhor para dedicar a vida ao trabalho do Evangelho, Myer matriculou-se no Instituto Bíblico Central, que, havia pouco, fora fundado em Springfield, no Estado de Missouri. Fez o curso de três anos, ao término do qual foi convidado a ser professor nesse mesmo educandário. Durante quatorze anos Myer Pearlman distinguiu-se como instrutor dotado de rara capacidade ministerial, possuído como era de inteligência sempre consagrada ao seu Mestre e Senhor. Graças à sua formação baseada no Antigo Testamento, pôde torná-lo um Livro extremamente interessante para os seus alunos. E, além desses trabalhos, como professor do Instituto, o irmão Pearlman aceitava convites para dirigir estudos bíblicos em diversas partes do país. Também se tornou autor de diversos livros de grande utilidade e que grande influência têm exercido, não somente na língua inglesa, mas também em diversos idiomas para os quais foram traduzidos.

Durante anos, foi autor da Revista para Adultos e da Revista para Professores de Adultos das Escolas Dominicais, trabalho ao qual se dedicou prazerosamente, com todas as energias, até ao tempo de sua morte. Durante a Segunda Guerra Mundial lançou, ainda, um jornal em estilo próprio para a evangelização das Forças Armadas, denominado "Reveille", o qual foi um grande sucesso e certamente muito contribuiu para a salvação de milhares de homens e mulheres a serviço da pátria.

Em 1942 os excessivos trabalhos literários e didáticos cansaram o organismo do nosso estimado irmão Pearlman, resultando em uma crise aguda do sistema nervoso. Com as complicações de pneumonia, que advieram, foi rapidamente encurtada a carreira brilhante desse humilde servo de Cristo de Nazaré, servo que não buscava a glória terrestre, e, sim, a celeste. Apesar de ter recebido a melhor assistência hospitalar, veio a falecer aos 44 anos de idade. Um dos enfermeiros testificou que havia orado a noite toda. Deixou esposa e três filhos, e inúmeros amigos em toda parte do mundo que o têm em admiração e que aguardam o dia quando novamente possam abraçar esse saudoso judeu, que, apesar da pequena estatura física, era, em verdade, grande de espírito.

Para o autor destas linhas póstumas, tem sido um prazer e raro privilégio traduzir a presente obra de pena do irmão Pearlman, Através da Bíblia livro por livro*, na esperança de que ela proporcione aos leitores de língua portuguesa, obreiros em particular, um mui profundo conhecimento bíblico e pentecostal das grandes verdades da nossa fé. Creio que muitos, ao manusearem estas páginas, experimentarão algo da sensação que nós, que tivemos o privilégio de ser seus alunos, experimentamos nos estudos dirigidos pelo saudoso irmão Pearlman, que tão ardentemente amava ao seu Senhor, o Messias, o Cristo de Deus, e a quem tudo entregou - até a própria vida."