sábado, setembro 04, 2021

O kit gay, o TCU, a Presidente Dilma e o Ministro Fernando Haddad

 


(Neste texto de 26.5.2011, o Globo mostrou que o MEC mentiu)


Por João Cruzué

DATA DA PUBLICAÇÃO ORIGINAL:  21.08.2012


Estou, outra vez, disponibilizando o resultado de minha pesquisa sobre a representação aceita pelo TCU - Tribunal de Contas da União, com decisão prolatada  pelo ACÓRDÃO 2158/2012 ATA 31 PLENÁRIO  - data 15/08/12, sobre o prejuízo de 800 mil reais aos cofres públicos, gerado pelos milhares de kits-gay encalhados no MEC, por terem sido feitos à revelia do Planalto e quase distribuídos na surdina para 6.000 escolas, pelas costas da Presidente Dilma Roussef, que ao saber passou aquele pito no Ministro Fernando Haddad. Toda história do Kit Gay foi pesquisada pela auditoria do TCU e pode ser lida  AQUI.

RESUMO DA MANIFESTAÇÃO DO TCU

Convênio: 832009/2007
Convenente: FNDE - Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
Conveniada: Pathfinder do Brasil
Valor: R$ 1.932.101,01
Objeto:  "Observe-se que o objeto do convênio é "conceder apoio financeiro para o desenvolvimento das ações de capacitação de profissionais e aquisição de material didático, conforme projeto apresentado (...)". Integra o convênio o plano de trabalho aprovado (peça 25, p. 78)".

Representação: Cuidam os autos de representação formulada pela unidade técnica, nos termos do art. 237, VI, do Regimento Interno do TCU (RI/TCU), acerca de possível ocorrência de desperdício de recursos públicos em decorrência da suspensão da distribuição às escolas públicas dos denominados "kits anti-homofobia". A produção desses kits é parte dos produtos previstos no projeto Escola sem Homofobia, executado por meio do convênio 832009/2007 (Siafi 603408), celebrado entre o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e a Associação Pathfinder do Brasil/BA (Pathfinder), no valor total de R$ 1.932.101,01.


DESFECHO

Voto do Ministro Relator: Dr. José Jorge

"Trata-se de representação formulada pela 6ª Secex com vistas a apurar o possível desperdício de recursos públicos em decorrência da suspensão da distribuição às escolas públicas dos denominados "Kit anti-homofobia", no âmbito do Programa "Escola sem Homofobia".

2. A representação é resultante de determinação adotada por este Tribunal na Sessão Plenária de 1/6/2011, no sentido de que a unidade técnica realizasse diligências com o objetivo de obter dados relativos ao material distribuído às escolas com objetivo de combater práticas homofóbicas.

3. Por sua vez, a determinação do Tribunal foi motivada pela comunicação por mim dirigida ao Colegiado no qual se questionou as circunstâncias da decisão do Poder Executivo Federal de suspender a distribuição do citado Kit, de modo que a unidade técnica deveria realizar diligências no intuito de esclarecer em relação a ele: em que consiste; forma de concepção e aquisição, valor total gasto até o momento; se sua não distribuição é fruto de uma decisão formal definitiva; e outras informações que a Unidade Técnica entendesse pertinentes para uma visão preliminar dos fatos, propondo as medidas que entendesse cabíveis.

4. No tocante à admissibilidade, entendo que a representação pode ser conhecida, vez que atendidos os requisitos previstos no art. 237, inciso VI, do Regimento Interno do TCU.

5. Por outro lado, quanto à proposta de mérito, discordo do encaminhamento alvitrado pela Unidade Técnica, por entender ausentes elementos de convicção suficientes para que o TCU aprecie a representação nesta oportunidade.

6. Diferentemente do entendimento da Unidade Técnica, penso que o prejuízo ou dano ao Erário está configurado ao menos em relação aos gastos públicos realizados na criação/confecção do referido material, estimados em aproximadamente R$ 800 mil na instrução, haja vista a decisão do Poder Executivo Federal de suspender a distribuição por entender que o material não estava adequado aos professores e estudantes.

7. Diante da ausência de justificativa técnica para a suspensão da distribuição do material, duas hipóteses se apresentam: ou a análise e aprovação do projeto de criação do kit não seguiu ou não se alinhou às diretrizes e aos critérios definidos pelo Governo Federal na condução da política educacional; ou agentes públicos encarregados da análise e aprovação do projeto não levaram em conta as orientações dos escalões superiores, atraindo para si a responsabilidade pela realização das despesas.

8. A unidade técnica considerou a resumida informação consignada no Relatório de Gestão da Secadi/MEC como indício da possibilidade de utilização do material em outra finalidade. No entanto, esta possibilidade constitui mera suposição, por não haver comprovação nos autos da destinação a ser dada ao material. Aliás, tal possibilidade evidenciaria a existência de decisões conflitantes no âmbito do Poder Executivo Federal.

9. Ora, se o Poder Executivo entendeu que aquele material não estava adequado para distribuição às escolas, não há que se falar, me parece, na utilização do material na formação de docentes da Rede de Formação Continuada de Professores. Assim, afigura-se impertinente a proposta de diligência alvitrada pela Unidade Técnica com o intuito de obter o planejamento para utilização e/ou destinação do material.

10. A aceitação de proposta dessa natureza daria a entender que o Tribunal estaria manifestando-se quanto à conveniência ou adequabilidade da abordagem a ser adotada pelo Ministério da Educação para orientar educadores e jovens estudantes. Conforme afirmei na comunicação ao Plenário, a "escolha da política pública, seja qual for a área de interesse, deve ficar sob a responsabilidade do Congresso Nacional e do Poder Executivo. Via de regra, o TCU não deve se pronunciar".

11. Ademais, não considero satisfatória a resposta apresentada pela Secadi/MEC quanto à aplicação do kit. Reforça minha percepção do desperdício do dinheiro público o fato de haver passado mais de um ano da decisão do Poder Executivo Federal de suspender a sua distribuição, sem que ainda tenha havido uma definição acerca de sua destinação. Assim, não é razoável a alegação de que o material se encontra pendente de análise de sua adequação e utilização.

12. Em face dessas considerações, julgo necessária a promoção de diligências e medidas saneadoras com o fito de esclarecer os fatos que motivaram a constituição dos presentes autos (suspensão da distribuição do "Kit anti-homofobia") e, principalmente, fornecer subsídios para que o Tribunal possa bem apreciar conclusivamente o mérito do processo.

Ante o exposto, Voto porque o Tribunal adote a deliberação que ora submeto ao Colegiado.

TCU, Sala das Sessões Ministro Luciano Brandão Alves de Souza, em 15 de agosto de 2012.

JOSÉ JORGE

Relator


Acordão:

VISTOS, relatados e discutidos estes autos que tratam de representação formulada pela 6ª Secex com vistas a apurar o possível desperdício de recursos públicos em decorrência da suspensão da distribuição às escolas públicas dos denominados "Kit anti-homofobia", no âmbito do Programa "Escola sem Homofobia".

ACORDAM os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos em Sessão do Plenário, ante as razões expostas pelo Relator, em:

9.1. com fundamento no art. 237, inciso VI, do RI/TCU, conhecer da presente Representação;

9.2. determinar a restituição dos autos à 6ª Secex para que adote as seguintes medidas:

9.2.1. solicitar ao Ministério da Educação a apresentação de justificativas técnicas para suspensão da distribuição do "Kit anti-homofobia";

9.2.2. identificar os responsáveis pela análise e aprovação do projeto e da elaboração do "Kit anti-homofobia", devendo, em todo caso, ser indicado se houve anuência dos escalações superiores do Ministério da Educação ou de outro órgão do Poder Executivo Federal;

9.2.3. quantificar os valores transferidos à Associação Pathfinder do Brasil/BA (Pathfinder) destinados à criação e à elaboração do "Kit anti-homofobia", bem como as despesas com a reprodução do material;

9.2.4. promover diligências à Secadi/MEC e ao FNDE com vistas à obtenção dos pareceres técnico e financeiro, respectivamente, relativos à prestação de contas do Convênio 832009/2007, e de outros esclarecimentos necessários ao deslinde da representação

ENTIDADE :
Entidade: Secretaria Executiva/MEC





A história do cristianismo no Japão.

 

Japão

João Cruzué 

O Cristianismo chegou ao Japão em meados do século XVI, levado pelas caravelas portuguesas na rota das Índias. Em 1542, uma nau de comerciantes portugueses aportou na Ilha de Kyushu levando armas de fogo para comercializarr e padres missionários jesuítas para evangelizar. Sessenta anos mais tarde, o cristianismo já estava disseminado pelo campo e nas famílias próximas dos Shoguns;  assustados, decidiram limitá-lo. Não conseguindo, partiram para seu extermínio. Cem anos depois, o cristianismo estava praticamente banido pelas armas do shogunato Tokugawa. Duzentos anos mais tarde, a partir de meados do século XIX, a era dos shoguns chegou a o fim através da Revolução Meiji. E o Cristianismo voltou. E voltou para florescer no Japão com a força dos missionários do Ocidente.

O Shogum, (sho = comandante, general, + gun= exército, tropas, militar) o senhor feudal japonês, deu as boas-vindas ao comércio exterior e aceitou os missionários católicos fascinado apenas pelas armas. Diante de uma demonstração, eles concluiram que o dai-shô (a katana e a wakizashi), o conjunto de espadas longa e curta dos samurais, precisava da companhia de uma arma de longo alcance.

Os jesuítas liderados por Francisco Xavier chegaram a converter e batizar a muitos, incluindo tanto camponeses como pessoas da classe dominante, próximas do shogun. Xavier orientou seus companheiros para aprender o Kanji, e daí surgiu o "romanji" - um mistura de latin com a língua nativa, usada no catecismo e na celebração das missas. Duas missões foram construídas, sendo uma no ano de 1550 na capital imperial - Kyoto. Havia também um interesse indireto do shogunato em permitir a introdução de uma nova religião em seus domínios, pois, planejavam com isso quebrar a força dos monges budistas e do shintô. 

Por volta do fim do século XVI, uma idéia sombria pairava sobre o sucesso da primeira missão, no Oeste do Japão. O shogunato passou a suspeitar de que os comerciantes e jesuítas eram na verdade infiltrados de táticas de conquista das potências ocidentais. A isso também foi levado em conta a forma grosseira com que alguns comerciantes tratavam os nativos. Os portugueses já não eram mais vistos com bons olhos. 

Por isso, em 1587, o xogum Toyotomi Hideyoshi proclamou um edito expulsando os missionários cristãos da Ilha de Kyushu. Nenhum franciscano ou jesuíta poderia mais desembarcar ali a partir de 1593. Mesmo assim os jesuítas continuaram ativos no país. Então Hideyoshi intensificou a perseguição. Em 1597 ele proclamou um novo edito de banimento e como aviso executou ao fio da espada 26 missionários franciscanos em Nagasaki. 

Depois dele, outro xogum, Tokugawa Ieyasu, e seus descendentes continuaram a perseguir os camponeses cristãos nativos através de vários editos. Em 1637 houve uma revolta conhecida como a Rebelião de Shimabara, em que 30.000 camponeses cristãos enfrentaram um exército de 100.000 guerreiros samurais do Castelo de Edo, residência da poderosa família Tokugawa. A rebelião foi esmagada com um alto custo para o exército do Shogum. Os cristãos foram destrídos. No ano de 1638, o cristianismo estava oficialmente extinto no Japão. 

Em 1853, o Japão saiu do isolamento e reabriu as portas para uma nova interação comercial com o Ocidente. Missionários de todas as religiões: católicos, protestantes e ortodoxos foram enviados para lá, apesar da proibição. Em 1871, depois da Restauração Meiji, a liberdade religiosa foi introduzida definitivamente pela Constituição Meiji, dando as comunidades cristãs existentes os direitos da existência legal e livre pregação do evangelho.

A Restauração Meiji foi uma sucessão de fatos que levaram o Japão a deixar o obsoleto sistema feudal para se tornar uma potência mundial nas décadas a seguir. Um desses acontecimentos foi a quebra da tradição com a mudança empreendida pelo Imperador Meiji, de Kyoto, a capital imperial, para estabelecer sua residência oficial no Castelo de Edo - a sede do shogunato da poderosa família Tokugawa. O Castelo de Edo e seus arredores vieram a se transformar em Tokyo (Capital do Leste), a grande metrópole japonesa. Com a mudança do imperador e a reabertura dos portos para o comércio exterior a era dos samurais e do feudalismo no Japão chegou ao fim.

A liberdade religiosa não foi o bastante para fazer do cristianismo uma religião popular no Japão. Ele tem crescido a taxas minúsculas; os cristãos são apenas cerca de 1 a 1,5% de uma população de 127 milhões.

Os símbolos cristãos têm sido mal compreendidos no Japão porque a forma de transmitir a mensagem do evangelho talvez não esteja adequada à compreensão nativa. A cultura japonesa tem olhos diferentes para pesar o valor das coisas. Para um japonês é incomum e até mesmo considerado de péssimo gosto, por exemplo, a construção de um templo em uma rua ou avenida movimentada, afirmam alguns analistas cristãos.

Por outro lado há coisas que os atraem no cristianismo, como por exemplo, a celebração da Santa Ceia. eles entendem bem a mensagem de um memorial de Cristo cujo corpo é o pão que é partido por nós. Eles são simpáticos a oportunidade que existe no final da missa/culto, principalmente de celebração da eucaristia/ceia, para por em dia o relacionamento social, reportou um padre católico.

Fontes de pesquisa: textos em inglês na WEB de autorias não conhecidas.
LEIA TAMBÉM: A História do Pentecoste no Japão


cruzue@gmail.com

sábado, junho 05, 2021

A vinda de Jesus e os dias de Ló

 

Wilma Rejane

Nos dias de Ló é uma expressão usada por Jesus para definir a situação humana no fim dos tempos.

Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam ; Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos.  Assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar.” Lucas 17:28-30.

Nos dias de Ló, a vida seguia o curso natural e o cotidiano era repleto “de cotidiano”: comer, beber, comprar, vender, tudo era tão necessário e urgente que não havia espaço para Deus. A chuva de enxofre chegou e encontrou em Sodoma e Gomorra homens fazendo coisas iguais ao que faziam todos os dias. Ocupados demais em garantir um lugar na terra, deixam de alcançar lugar no céu.

O pecado de Sodoma é assim definido por Isaías:

Eis que essa foi à iniquidade de Sodoma, fartura de pão e próspera ociosidade teve elas e suas filhas, mas nunca amparou o pobre e o necessitado”, 16 :49.

E por Ezequiel:

Ora, este foi o pecado de sua irmã Sodoma: Ela e suas filhas eram arrogantes, tinham fartura de comida e viviam despreocupadas; não ajudavam os pobres e os necessitados. Eram altivas e cometeram práticas repugnantes diante de mim. Por isso eu me desfiz delas conforme você viu.” Ezequiel 16:49,50

Desse modo, de acordo com o contexto Bíblico, nos dias de Ló,  Sodoma e Gomorra eram referência em corrupção humana, agravada pela comodidade,  consequência da fartura de pão e ociosidade. 

Aqui encontram-se lições indispensáveis para aqueles que almejam servir a Deus de modo agradável: é impossível servir a Deus sem importar-se com o próximo. Prosperidade material nem sempre é indicativo de bênção, nos dias de Ló, foi indicativo de maldição. A bênção da prosperidade consiste em ser ela uma bênção para si e também para o próximo, é quando a gratidão a Deus é tão vital quanto o servir ao próximo e este servir não significa dar tudo o que o outro pede, mas o que o outro precisa, assim interpreto. 

É interessante perceber –  isso me chama atenção –  que passados mais de quatro mil anos, milhares de gerações após os dias de Ló, os homens desta época ainda se assemelham aos homens daquela época. Jesus voltará, em um tempo que a ciência estará avançadíssima, a tecnologia terá produzido inventos eficientes e supermodernos, ainda assim haverá homens estagnados em seus cotidianos, fazendo todos os dias as mesmas coisas sem buscarem conhecimento sobre a vontade de Deus. Quem sabe, cada um estará absorto, tão dominado pelo fantástico mundo internético e tecnológico que esquecerá de olhar ao redor, ou pior: esquecerá de olhar para si mesmo. 

Os anos passam, o mundo evolui e os homens permanecem iguais em necessidades e conflitos. Comer, beber, comprar, vender, são coisas corriqueiras e quem haveria de dizer que há mal em realizar tais coisas? Afinal, isso é vida! Não há mal algum, desde que se pense nas coisas do alto. E para pensar nas coisas do alto, será necessário deixar um pouco as coisas da terra. Em Colossenses está escrito:

Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a fornicação, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; Pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. ”Colossenses 3:2-6

Quais são as coisas da terra?

“ Fornicação,  impureza,  afeição desordenada,  vil concupiscência,  avareza, que é idolatria”.

Não é comer, beber, comprar, vender, casar. O problema é fazer tudo isto e rejeitar a santidade fruto da graça de Deus. Esse era o problema dos dias de Ló e será o problema de todas as épocas, conforme disse Jesus.

Mas, se os dias de Ló reservam lições de juízo sobre o pecado, também reservam lições de livramento, por exemplo: Ló e suas filhas foram salvos por anjos quando Deus destruiu Sodoma e Gomorra (Gênesis 19). Da mesma forma, os crentes em Cristo Jesus serão salvos da destruição que há de vir sobre o mundo e  da morte eterna. Porque Deus está atento, Ele conhece as obras de cada um e ali, no cotidiano, onde se pensa que a vida segue naturalmente sua rotina, Deus está agindo de modo sobrenatural falando ao coração dos homens, na consciência sobre bem e mal, do pecado e da justiça. 

Como está as nossas vidas? Sem tempo para Deus e para o próximo? Sem tempo para nós mesmos? 

Certa ocasião Jesus falou de um homem que trabalhou duramente dia e noite para encher seus celeiros, porém, não parou para refletir sobre o futuro( ou mesmo o presente) de sua alma:

Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” Lucas 12:20

Podemos colocar todo o nosso coração no trabalho, nos estudos ou até mesmo na igreja. Porém, amados de Deus, se não colocarmos tudo o que temos e fazemos nas mãos de Deus, pela fé e esperança no Cristo ressuscitado, não valerá a pena.

Não, nossa salvação independe de obras, mas as obras realizadas por meio da fé estas dizem tudo sobre o destino de nossas almas.

Portanto, é pela fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade, não somente à que é da lei, mas também à que é da fé que teve Abraão, o qual é pai de todos nós. ”Romanos 4:16

Que possamos estar atentos, Jesus voltará e assim como foi nos dias de Ló, será naqueles dias. Muitos estarão desapercebidos, imersos em seus afazeres cotidianos e nas coisas da terra. Que não seja assim conosco.

Com amor e temor,

Que Deus em Sua eterna graça tenha compaixão de nós.

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O que fazer para ser salvo?

A salvação está na pessoa de Jesus:

Atos 4:12 diz: " E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos."

Uma simples oração pode ser feita reconhecendo-se um pecador, arrependendo-se do pecado e entregando a vida para Jesus:

"Senhor Jesus, reconheço que és o único e suficiente Salvador. Perdoa todos os meus pecados, conduz-me em Teus caminhos transformando-me em nova criatura, para glória de Deus. Sustenta-me diariamente, livra-me do engano desse mundo, santifica-me e me ensina a te adorar em espírito e em verdade. Obrigada pela salvação, é em teu nome que oro, amém".

domingo, fevereiro 21, 2021

Brasil 2021 x Venezuela 1999 do que eu tenho medo

 

Fome na Venezuela

Por  João Cruzué

Sou um blogueiro cristão e venho escrevendo desde 2005. Já tive momentos mais apaixonados, principalmente, na segunda onda de blogueiros evangélicos que surgiu em 2007. Há poucos anos o Google nos abandonou, por pressão da mídia tradicional. Quem continua no Blogger, o faz por teimosia. Bem, tendo tecido estas amenidades, vamos ao que nos interessa. Diante do momento atual em que na sexta-feira passada a Câmara Federal "referendou" a decisão do Esse-Te-Efe, matendo a prisão do Deputado  Federal Daniel Silveira. Fato que irritou bastante a classe política e elevou a temperatura de diversos segmentos da sociedade, entre eles a Igreja Evangélica. Tendo razóavel conhecimento da história da desgraça da Venezuela, comecei a ficar preocupado.

Em 1964, quando o exército brasileiro atendeu o anseio popular e depôs o governo do Presidente João Goulart, a Venezuela começa os anos de sua democracia. Enquanto a America do Sul, praticamente, inteira entrava debaixo da linha dura, a Venezuela começa a nadar em um mar de democracia que, resumidamente, durou até 1999.  No início dos anos 90, o povo venezuelado começou a ficar inquieto por causa da corrupção no governo. A corrupção não parou. Foi crescendo, tanto quando crescia a insatisfação do povo. Em 1993, ocorreu o impeachment por corrupção do Presidente em exercício, Carlos Andrés Perez, seguido da sua prisão. A Venezuela que de certa forma nadava no dinheiro do petróleo, sofreu uma crise bancária. A renda per capita despencou, ficando atrás da Argentina, Uruguai, Chile e Brasil [1].  Em 1995 tomou posse o Presidente Rafael Caldera, completando seu mandato em 31.01.1999. No final de 1998,  houve novas eleições, saindo vencedor o Coronel Hugo Chavez. 

Em fevereiro de 1999, o Presidente Chavez apoiou convocação de um plebiscito para instituir  uma Assembleia Nacional Constituinte, a "Soberaníssima".Em 25 de abril de 1999, o povo foi ao plebiscito referendando 92% o SIM, da sua constituição. A composição da Assembleia, foi realizada por votação em 25 de julho de 1999. Em 03 de agosto do mesmo ano ela se reuniu. Em 15 de dezembro de 1999, o povo referendou com 71,2% dos votantes a 26ª Constituição da Venezuela. Naquela votação, 54% do eleitores venezuelanos deixaram de comparecer. O que se seguiu foi a extinçao do Senado e do Congresso. Todos os mandatos foram considerados nulos. O autoritarismo foi crescendo e a Venezuela diminuindo. O povo pensou que havia colocado um gato para eliminar todos os ratos do país, mas este felino foi crescendo até se tornar um leão, que passou por cima de tudo.Talvez, nem o próprio Chavez , pensasse no início que o que parecia ser bom, acabou se tornando uma desgraça para o povo venezuela.

Qual foi a causa desse imenso infortúnio: resposta a corrupção.

Deixando de lado, agora, a História da Venezuela e voltando o olhar para o Brasil, vejo com grande preocupação o caminho do barco chamado Brasil, neste mar de incertezas, cada dia mais agitado. Considerado que talvez, esteja eu vendo uma tempestade em um copo d'água. Sinceramente, é melhor que seja assim, mas um pensamento veio a minha mente, e gostaria de deixá-lo registrado neste post que, com certeza, poucas pessouas irão ler.

Creio que por presunção ou excesso de confiança, tenho visto nossa "soberaníssima" Corte Maior esticando a ponta de uma corda, em que o povo está na outra ponta. O Brasil, neste novo século, passou por períodos em que a corrupção explodiu. Não que antes ela não tenha existido, simplesmente, houve uma explosão de roubalheira  e má aplicação do dinheiro de tributos do povo. Independentemente, provas e contra provas, a devolução de bilhões de recursos roubados, por si só acaba com qualquer dúvida.

Hoje a Lava Jato está desprestigiada. Os procuradores que a lideraram estão sendo cassados como coelhos, e centenas de corruptos e ladrões não foram para a cadeia. Nosso judiciário, encabeçado pelos Ministros do nosso STF, parece que estão em um país diferente, talvez na França ou Inglaterra. Em meio a toda essa pandemia,  vão e mandam prender um deputado federal no exercício do mandato, eleito legitimamente para representar seus eleitores, pelo fato de ter sido muito "bocudo" e falado m. das redes sociais. Se estão certos ou errados, os ministros do Esse-Te-Efe, no afã de moralizar (talvez...) a República entristeceram o Congresso e puseram mais fogo na panela de pressão onde está o povo.

Queira Deus que esta presunção ou "meninice" de um Ministro pare. Tenho para mim, que esta foi a última gota d'água de tolerância. Tomara que esteja eu errado, repito. Estou muito preocupado. Se houver reincidência por parte de alguém do Supremo que, por ventura, pensa que não houve "nada", o fato pode ser o gatilho de uma sequência de eventos imprevisíveis. O leão do autoritarismo está levando pedradas, mas continua quieto. O poder em excesso só faz m.  

Você já pensou, se algum novo fato acontecer que mostre para o povo que a corrupção não precisa ser combatida, que seus protagonistas podem ficar soltos e atirando pedras em um presidente - dito fraco - o que vai acontecer se este povo se irritar, perder a paciência e ficar enfurecido como a correnteza de uma enchente descendo por uma vale estreito?

Já vimos democracias mais antigas parirem monstros, como no início do século passado na Alemanha, Itália, Espanha. Na ânsia de resolver um  problema com urgência, existe a possibilidade de se criar outro muito maior.

A Venezuela dos anos 90, está muito parecida com o Brasil de 2021. 

O que podemos fazer, além de orar, é tomar muito cuidado para não ser influenciado por um espírito maligno, pois no meio de um povo revoltado, a última coisa que você poderia encontrar seria um anjo de Deus. O Brasil não é um país exercita o temor de Deus. Muita coisa ruim tem acontecido aqui nos últimos 20 anos.

Precisamos estar vigilantes porque quando a conta divina chegar, os políticos, os magistrados, a economia, a Igreja  - toda sociedade - vai ter que pagá-la. Justos e injustos. É por isso que estou tenho medo. O fim deste processo, mesmo que se iniciei com alegria, pode ser de extrema miséria.

Que nosso Papai do Céu nos guarde da fúria do diabo.


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domingo, janeiro 10, 2021

A China põe abaixo 900 cruzes da Igreja Cristã Estatal no primeiro semestre 2020

 

Perseguição Religiosa

Por João Cruzué

Caro leitor Cristão/Cara Leitora Cristã,

Sugestão: acrescente esta nova fonte confiável de notícias na lista de sua leitura  diária: Epochtimes

(Recorte)

"O Partido Comunista Chinês (PCC) removeu mais de 900 cruzes de igrejas estatais no primeiro semestre do ano, apenas na província de Anhui, de acordo com a Bitter Winter, uma revista sobre liberdade religiosa e direitos humanos na China."

“Eles fizeram uma ordem para remover todos os símbolos cristãos como parte da campanha de repressão do governo”, disse um funcionário do estado à Bitter Winter."

"Todas as cruzes que são mais altas do que os edifícios do governo devem ser demolidas porque ofuscam as instituições do Estado." (Um membro anônimo da igreja da China).

Fonte: https://www.epochtimes.com



SP-10.01.2021

Epochtimes - Fonte de informação interessante fora do blá blá blá

Por João Cruzué

Para fazer contraponto a mídia comum, é muito interessante conhecer um jornalismo diferente. 

Segue recorte e link.

(...) Documentos governamentais que vazaram para o Epoch Times desde então revelaram que casos COVID-19 podem ter surgido meses antes. Dados do hospital de Wuhan mostram que os pacientes foram hospitalizados com sintomas semelhantes ao COVID-19 já em setembro de 2019, enquanto várias pessoas morreram em outubro de 2019 de pneumonia, infecções pulmonares e outras condições semelhantes à COVID-19.


https://www.epochtimes.com.br/engano-e-supressao-um-ano-de-encobrimento-do-virus-em-pequim/


Confira,  avalie e passe à frente.


SP-10.01.2021



sábado, janeiro 02, 2021

A Igreja Evangélica e a Representação Política de Pastores

 

Profeta Isaías

Por João Cruzué 

Os acontecimentos do segundo semestre de 2020 jogaram uma pá de cal na corrente de pensamento, supostamente evangélica, de escalar pastores destacados, consagrados, para candidatura a cargos de representação política sob o pretexto de apologia dos princípios cristãos e "defesa" da Igreja.

Quando o Rei Salomão, no início da sua vida pública, orou e pediu a Deus sabedoria para entrar e sair diante do povo, Deus se alegrou com a petição e lhe concedeu sabedoria e riquezas. Por outro lado, Adonias seu meio irmão, julgando que as circunstâncias eram favoráveis, atropelou a vontade de Deus  e trilhou um caminho que terminou em morte. 

Ora, temos visto centenas, por que não dizer: milhares de pastores separados para a obra do Senhor dando ouvidos a argumentos de profetas velhos (ou à própria vaidade) ao buscar o caminho de Brasília ou de qualquer Casa Legislativa, trocando o sagrado pelo secular.

Os dois mais recentes exemplos do resultado dessa loucura é público e vexatório. Estamos falando das prisões do Pastor Everaldo e do Bispo Marcelo Crivela. Além deles, há dezenas de outros que vêm tropeçando desde 1993, tempos do escândalo dos "Anões do Orçamento". 

Se antes ainda restava alguma dúvida quanto a escrever sobre este assunto neste blor, hoje, tenho certeza do que vou dizer.

Não pense algum homem consagrado por Deus para a obra do Ministério de Cristo, seja ele Presbítero,  Evangelista, Pastor ou Bispo que, ao decidir aceitar formalmente uma candidatura a cargo de representação política ele ainda seja aceito por Deus como Obreiro da Igreja de Cristo - pois não será.  Sua situação é a mesma de Sansão quando perdeu os cabelos.  Se Sansão perdeu a força, o Obreiro perdeu a Graça e o Ministério.

Estas palavras são duras, pois revelam a realidade da nudez espiritual. Quem defende a Igreja é Cristo. Se Ele quiser pode usar pedras e jumentos para zelar da sua Igreja. Os apressadinhos como Saul e Adonias são dois bons exemplos bíblicos para não serem seguidos.

Por que chegamos a esse ponto? Vaidade e comichão nos ouvidos. 

Mas a Igreja deve abandonar a política? De jeito nenhum. O exercício da política deve ser praticado cada dia mais para levar melhorias e progresso a todos os seguimentos da sociedade. O orçamento da União para 2020 foi de 3,6 trilhoes de reais. Somando todos orçamentos do Estados, Município se União, a cifra pode chegar perto de 5 trilhões. É através do exercício da política que estes recursos chegam até onde precisam chegar. O Pastor Martin Luther King Jr é um bom exemplo disso. Ele atuava politicamente em favor do segmento da sociedade do qual fazia parte. Veja neste blog a tradução de um dos sermões mais contundente dele, entitulado "Além do Vietnã"

Um Pastor manuseando a Bíblia nos ouvidos da sociedade é mais perigoso que a pressão de 1.000 corruptos.

Agora,  é preciso dar um basta nesta mentira de achar que, ao decidir pelo caminho da representação política, um homem chamado por Deus para a obra do Ministério continua debaixo da Graça do Senhor Jesus  Cristo. Não continua não! Perante os homens e a Igreja ele pode até não ter feito carta de renúncia formal do cargo, mas diante de Deus "ja era"!

Não é por acaso que apesar de tantos "Pastores" no Congresso tantas leis anti-cristãs têm passado e continuarão passando. Eu sempre bati este bordão: ganhem o Brasil para Cristo que a representação política estará em boas mãos. Todavia, temos visto o carro na frente dos bois: "Vamos para Brasília, pois só com nossos representantes vamos barrar a corrupção e a Igreja vai ter quem a defenda" Será? A Igreja está correndo sério risco de ter que celebrar casamentos gays em seus altares - como já acontece tanto na Suécia quanto no Canadá. Mas como? Medo da perda de imunidade tributária po!denúncia de discriminação de gênero. Isso está acontecendo lá, porque o amor ao dinheiro é maior que o amor a Jesus.

Os membros da Igreja Evangélica devem ser instruídos em toda palavra de Deus, para benefício da sociedade, atuando na representação política,  na medicina, na economia, no direito e em toda ciência, mirando no exemplo do povo judeu.

Homens separados para Ministério têm  um compromisso de vida com o Senhor da Igreja. Representação política por meio do sacrifício de pastores é dar um tiro no próprio pé. A Igreja não precisa de Deputados, Senadores, Governadores nem Prefeitos. Ela precisa de mulheres, homens, jovens e crianças que andem na presença do Senhor.