domingo, fevereiro 21, 2021

Brasil 2021 x Venezuela 1999 do que eu tenho medo

 

Fome na Venezuela

Por  João Cruzué

Sou um blogueiro cristão e venho escrevendo desde 2005. Já tive momentos mais apaixonados, principalmente, na segunda onda de blogueiros evangélicos que surgiu em 2007. Há poucos anos o Google nos abandonou, por pressão da mídia tradicional. Quem continua no Blogger, o faz por teimosia. Bem, tendo tecido estas amenidades, vamos ao que nos interessa. Diante do momento atual em que na sexta-feira passada a Câmara Federal "referendou" a decisão do Esse-Te-Efe, matendo a prisão do Deputado  Federal Daniel Silveira. Fato que irritou bastante a classe política e elevou a temperatura de diversos segmentos da sociedade, entre eles a Igreja Evangélica. Tendo razóavel conhecimento da história da desgraça da Venezuela, comecei a ficar preocupado.

Em 1964, quando o exército brasileiro atendeu o anseio popular e depôs o governo do Presidente João Goulart, a Venezuela começa os anos de sua democracia. Enquanto a America do Sul, praticamente, inteira entrava debaixo da linha dura, a Venezuela começa a nadar em um mar de democracia que, resumidamente, durou até 1999.  No início dos anos 90, o povo venezuelado começou a ficar inquieto por causa da corrupção no governo. A corrupção não parou. Foi crescendo, tanto quando crescia a insatisfação do povo. Em 1993, ocorreu o impeachment por corrupção do Presidente em exercício, Carlos Andrés Perez, seguido da sua prisão. A Venezuela que de certa forma nadava no dinheiro do petróleo, sofreu uma crise bancária. A renda per capita despencou, ficando atrás da Argentina, Uruguai, Chile e Brasil [1].  Em 1995 tomou posse o Presidente Rafael Caldera, completando seu mandato em 31.01.1999. No final de 1998,  houve novas eleições, saindo vencedor o Coronel Hugo Chavez. 

Em fevereiro de 1999, o Presidente Chavez apoiou convocação de um plebiscito para instituir  uma Assembleia Nacional Constituinte, a "Soberaníssima".Em 25 de abril de 1999, o povo foi ao plebiscito referendando 92% o SIM, da sua constituição. A composição da Assembleia, foi realizada por votação em 25 de julho de 1999. Em 03 de agosto do mesmo ano ela se reuniu. Em 15 de dezembro de 1999, o povo referendou com 71,2% dos votantes a 26ª Constituição da Venezuela. Naquela votação, 54% do eleitores venezuelanos deixaram de comparecer. O que se seguiu foi a extinçao do Senado e do Congresso. Todos os mandatos foram considerados nulos. O autoritarismo foi crescendo e a Venezuela diminuindo. O povo pensou que havia colocado um gato para eliminar todos os ratos do país, mas este felino foi crescendo até se tornar um leão, que passou por cima de tudo.Talvez, nem o próprio Chavez , pensasse no início que o que parecia ser bom, acabou se tornando uma desgraça para o povo venezuela.

Qual foi a causa desse imenso infortúnio: resposta a corrupção.

Deixando de lado, agora, a História da Venezuela e voltando o olhar para o Brasil, vejo com grande preocupação o caminho do barco chamado Brasil, neste mar de incertezas, cada dia mais agitado. Considerado que talvez, esteja eu vendo uma tempestade em um copo d'água. Sinceramente, é melhor que seja assim, mas um pensamento veio a minha mente, e gostaria de deixá-lo registrado neste post que, com certeza, poucas pessouas irão ler.

Creio que por presunção ou excesso de confiança, tenho visto nossa "soberaníssima" Corte Maior esticando a ponta de uma corda, em que o povo está na outra ponta. O Brasil, neste novo século, passou por períodos em que a corrupção explodiu. Não que antes ela não tenha existido, simplesmente, houve uma explosão de roubalheira  e má aplicação do dinheiro de tributos do povo. Independentemente, provas e contra provas, a devolução de bilhões de recursos roubados, por si só acaba com qualquer dúvida.

Hoje a Lava Jato está desprestigiada. Os procuradores que a lideraram estão sendo cassados como coelhos, e centenas de corruptos e ladrões não foram para a cadeia. Nosso judiciário, encabeçado pelos Ministros do nosso STF, parece que estão em um país diferente, talvez na França ou Inglaterra. Em meio a toda essa pandemia,  vão e mandam prender um deputado federal no exercício do mandato, eleito legitimamente para representar seus eleitores, pelo fato de ter sido muito "bocudo" e falado m. das redes sociais. Se estão certos ou errados, os ministros do Esse-Te-Efe, no afã de moralizar (talvez...) a República entristeceram o Congresso e puseram mais fogo na panela de pressão onde está o povo.

Queira Deus que esta presunção ou "meninice" de um Ministro pare. Tenho para mim, que esta foi a última gota d'água de tolerância. Tomara que esteja eu errado, repito. Estou muito preocupado. Se houver reincidência por parte de alguém do Supremo que, por ventura, pensa que não houve "nada", o fato pode ser o gatilho de uma sequência de eventos imprevisíveis. O leão do autoritarismo está levando pedradas, mas continua quieto. O poder em excesso só faz m.  

Você já pensou, se algum novo fato acontecer que mostre para o povo que a corrupção não precisa ser combatida, que seus protagonistas podem ficar soltos e atirando pedras em um presidente - dito fraco - o que vai acontecer se este povo se irritar, perder a paciência e ficar enfurecido como a correnteza de uma enchente descendo por uma vale estreito?

Já vimos democracias mais antigas parirem monstros, como no início do século passado na Alemanha, Itália, Espanha. Na ânsia de resolver um  problema com urgência, existe a possibilidade de se criar outro muito maior.

A Venezuela dos anos 90, está muito parecida com o Brasil de 2021. 

O que podemos fazer, além de orar, é tomar muito cuidado para não ser influenciado por um espírito maligno, pois no meio de um povo revoltado, a última coisa que você poderia encontrar seria um anjo de Deus. O Brasil não é um país exercita o temor de Deus. Muita coisa ruim tem acontecido aqui nos últimos 20 anos.

Precisamos estar vigilantes porque quando a conta divina chegar, os políticos, os magistrados, a economia, a Igreja  - toda sociedade - vai ter que pagá-la. Justos e injustos. É por isso que estou tenho medo. O fim deste processo, mesmo que se iniciei com alegria, pode ser de extrema miséria.

Que nosso Papai do Céu nos guarde da fúria do diabo.


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domingo, janeiro 10, 2021

A China põe abaixo 900 cruzes da Igreja Cristã Estatal no primeiro semestre 2020

 

Perseguição Religiosa

Por João Cruzué

Caro leitor Cristão/Cara Leitora Cristã,

Sugestão: acrescente esta nova fonte confiável de notícias na lista de sua leitura  diária: Epochtimes

(Recorte)

"O Partido Comunista Chinês (PCC) removeu mais de 900 cruzes de igrejas estatais no primeiro semestre do ano, apenas na província de Anhui, de acordo com a Bitter Winter, uma revista sobre liberdade religiosa e direitos humanos na China."

“Eles fizeram uma ordem para remover todos os símbolos cristãos como parte da campanha de repressão do governo”, disse um funcionário do estado à Bitter Winter."

"Todas as cruzes que são mais altas do que os edifícios do governo devem ser demolidas porque ofuscam as instituições do Estado." (Um membro anônimo da igreja da China).

Fonte: https://www.epochtimes.com



SP-10.01.2021

Epochtimes - Fonte de informação interessante fora do blá blá blá

Por João Cruzué

Para fazer contraponto a mídia comum, é muito interessante conhecer um jornalismo diferente. 

Segue recorte e link.

(...) Documentos governamentais que vazaram para o Epoch Times desde então revelaram que casos COVID-19 podem ter surgido meses antes. Dados do hospital de Wuhan mostram que os pacientes foram hospitalizados com sintomas semelhantes ao COVID-19 já em setembro de 2019, enquanto várias pessoas morreram em outubro de 2019 de pneumonia, infecções pulmonares e outras condições semelhantes à COVID-19.


https://www.epochtimes.com.br/engano-e-supressao-um-ano-de-encobrimento-do-virus-em-pequim/


Confira,  avalie e passe à frente.


SP-10.01.2021



sábado, janeiro 02, 2021

A Igreja Evangélica e a Representação Política de Pastores

 

Profeta Isaías

Por João Cruzué 

Os acontecimentos do segundo semestre de 2020 jogaram uma pá de cal na corrente de pensamento, supostamente evangélica, de escalar pastores destacados, consagrados, para candidatura a cargos de representação política sob o pretexto de apologia dos princípios cristãos e "defesa" da Igreja.

Quando o Rei Salomão, no início da sua vida pública, orou e pediu a Deus sabedoria para entrar e sair diante do povo, Deus se alegrou com a petição e lhe concedeu sabedoria e riquezas. Por outro lado, Adonias seu meio irmão, julgando que as circunstâncias eram favoráveis, atropelou a vontade de Deus  e trilhou um caminho que terminou em morte. 

Ora, temos visto centenas, por que não dizer: milhares de pastores separados para a obra do Senhor dando ouvidos a argumentos de profetas velhos (ou à própria vaidade) ao buscar o caminho de Brasília ou de qualquer Casa Legislativa, trocando o sagrado pelo secular.

Os dois mais recentes exemplos do resultado dessa loucura é público e vexatório. Estamos falando das prisões do Pastor Everaldo e do Bispo Marcelo Crivela. Além deles, há dezenas de outros que vêm tropeçando desde 1993, tempos do escândalo dos "Anões do Orçamento". 

Se antes ainda restava alguma dúvida quanto a escrever sobre este assunto neste blor, hoje, tenho certeza do que vou dizer.

Não pense algum homem consagrado por Deus para a obra do Ministério de Cristo, seja ele Presbítero,  Evangelista, Pastor ou Bispo que, ao decidir aceitar formalmente uma candidatura a cargo de representação política ele ainda seja aceito por Deus como Obreiro da Igreja de Cristo - pois não será.  Sua situação é a mesma de Sansão quando perdeu os cabelos.  Se Sansão perdeu a força, o Obreiro perdeu a Graça e o Ministério.

Estas palavras são duras, pois revelam a realidade da nudez espiritual. Quem defende a Igreja é Cristo. Se Ele quiser pode usar pedras e jumentos para zelar da sua Igreja. Os apressadinhos como Saul e Adonias são dois bons exemplos bíblicos para não serem seguidos.

Por que chegamos a esse ponto? Vaidade e comichão nos ouvidos. 

Mas a Igreja deve abandonar a política? De jeito nenhum. O exercício da política deve ser praticado cada dia mais para levar melhorias e progresso a todos os seguimentos da sociedade. O orçamento da União para 2020 foi de 3,6 trilhoes de reais. Somando todos orçamentos do Estados, Município se União, a cifra pode chegar perto de 5 trilhões. É através do exercício da política que estes recursos chegam até onde precisam chegar. O Pastor Martin Luther King Jr é um bom exemplo disso. Ele atuava politicamente em favor do segmento da sociedade do qual fazia parte. Veja neste blog a tradução de um dos sermões mais contundente dele, entitulado "Além do Vietnã"

Um Pastor manuseando a Bíblia nos ouvidos da sociedade é mais perigoso que a pressão de 1.000 corruptos.

Agora,  é preciso dar um basta nesta mentira de achar que, ao decidir pelo caminho da representação política, um homem chamado por Deus para a obra do Ministério continua debaixo da Graça do Senhor Jesus  Cristo. Não continua não! Perante os homens e a Igreja ele pode até não ter feito carta de renúncia formal do cargo, mas diante de Deus "ja era"!

Não é por acaso que apesar de tantos "Pastores" no Congresso tantas leis anti-cristãs têm passado e continuarão passando. Eu sempre bati este bordão: ganhem o Brasil para Cristo que a representação política estará em boas mãos. Todavia, temos visto o carro na frente dos bois: "Vamos para Brasília, pois só com nossos representantes vamos barrar a corrupção e a Igreja vai ter quem a defenda" Será? A Igreja está correndo sério risco de ter que celebrar casamentos gays em seus altares - como já acontece tanto na Suécia quanto no Canadá. Mas como? Medo da perda de imunidade tributária po!denúncia de discriminação de gênero. Isso está acontecendo lá, porque o amor ao dinheiro é maior que o amor a Jesus.

Os membros da Igreja Evangélica devem ser instruídos em toda palavra de Deus, para benefício da sociedade, atuando na representação política,  na medicina, na economia, no direito e em toda ciência, mirando no exemplo do povo judeu.

Homens separados para Ministério têm  um compromisso de vida com o Senhor da Igreja. Representação política por meio do sacrifício de pastores é dar um tiro no próprio pé. A Igreja não precisa de Deputados, Senadores, Governadores nem Prefeitos. Ela precisa de mulheres, homens, jovens e crianças que andem na presença do Senhor.