sexta-feira, março 08, 2019

Dia Internacional da Mulher 2019

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08 de MARÇO de 2019

Este é o dia que fez o SENHOR; alegremo-nos e regozijemo-nos  nele. 
Foi o SENHOR que fez isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos.  
Salmo 118-24 e 23.

Homenagem ao Dia da Mulher
João Cruzué
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O mundo muda devagar. Mas ele muda. O reconhecimento dos mesmos direitos para gêneros diferentes tem evoluído mais nos últimos 90 anos que em qualquer outra época. Principalmente no meio da sociedade cristã, que veio do judaísmo. Mesmo assim, a cultura preconceituosa latente da pouca valorização da mulher dentro dessa sociedade, ainda tem muito que melhorar.

No Brasil, já não é mais estranho que a mulher seja Prefeita, Governadora, Juíza, Ministra ou Presidente. Por outro lado, se formos utilizar dados estatísticos, para tabular de que sexo é a maioria dos bebês que são abortados e abandonados pelas próprias mães, você e eu já sabemos a resposta: É do sexo feminino. É o que chamo de cultura preconceituosa latente.

Na Índia, existem programas  de políticas públicas do governo com o objetivo de estimular a mulher a continuar os estudos depois do casamento. Analisando de perto o problema, entendi que a preocupação é mais econômica do que de valorização. A economia indiana perde trilhões de rúpias, todo ano, pela falta de graduação das mulheres. Com menos estudos, elas ficam com menor potencial de produção e de consumo - um tropeço paquidérmico em um mundo cada vez mais globalizado.

Na Arábia Saudita, o berço do Islã onde fica a cidade sagrada de  Meca, na casa de Mohamad - o  Profeta de Alah, a mulher é tão inferior ao homem que ainda não tem o direito de dirigir um automóvel nas ruas.  Coisa mais comum que acontece, por exemplo, na Cidade de São Paulo.

Por que a Inglaterra e os Estados Unidos prosperaram tanto nos últimos 400 anos? Por que será que o Cristianismo cresceu mais que todas as religiões no mundo? Minha resposta ainda não tem base científica, pois não tive tempo para pesquisar. No entanto, minha intuição diz que isso foi devido a aceitação crescente da mulher como ser inteligente e do seu papel na sociedade como ser mais sensível, solidário, responsável e comunicativo. Isto teve, sim,  grande influência social, política e econômica.

Agora vamos falar de liderança eclesiástica feminina na Igreja evangélica brasileira. Tomamos por exemplo a Igreja Assembleia de Deus - a minha casa. Durante 16 anos frequentei as reuniões de obreiros desta Igreja em São Paulo. período que foi de 1988 a 2004. Tanto no ministério de Madureira quanto na "Missão". Naquela época, era apenas um "clube do Bolinha" onde nenhuma mulher punha os pés - nem a esposa do Pastor. De sete anos para cá mudou. Melhorou. Tornou-se  rotina a presença de oficiais e suas esposas. Naturalmente, seguindo o costume do que já acontece lá fora, há décadas. 

Será que a Igreja Evangélica atual esta errando ao outorgar ministério as mulheres? Literalmente, sim. Mas biblicamente, não. Deus colocou um sacerdócio provisório nas mãos da tribo de Levi. Mas o sacerdócio definitivo mudou para a tribo de Judá, por promessa e pelo advento do Messias. Creio que quanto ao ministério feminino, quem decide sobre está questão é o Espírito Santo. No tempo de Jesus havia servidão e escravidão. Ele não polemizou sobre essas práticas e, com o tempo elas foram reprovadas, repudiadas e banidas do meio cristão. Mas, quanto às mulheres, ele as considerava publicamente, coisa admirável naqueles dias.

O livro de Hebreus trouxe uma mensagem revolucionária demais, para os dias que foi escrito. Registra  os conceitos de uma mudança radical do Velho para o Novo Testamento. Mostra  que expiação dos pecados feita pelo sangue de bodes e cordeiros tinha passado e caducado. O sangue do Cristo inocente, derramado na cruz do Calvário, dali por diante alcançava o status de sacrifício perfeito, definitivo e eterno. A aceitação desta mudança não foi coisa de dias nem de anos. Até hoje, há judeus que não aceitam Jesus como o Messias profetizado. 

Lembro,  também,  quanto foi traumática a experiência de Paulo.  Ele só conseguiu enxergar o Cristo que estava combatendo depois do momento que ficara cego.

Jesus tinha uma cultura particular para tratar com as mulheres. Nas muitas vezes que o vemos na Bíblia dialogando, seja com a mulher samaritana, a viúva de Nain, a mulher do fluxo de sangue, a mulher encurvada, a mulher adúltera, a ex-prostituta  lhe enxugando os pés na casa do fariseu Simão, Maria Madalena, Marta e Maria irmãs de Lázaro, a mulher siro fenícia ou o destino da mãe aos cuidados do evangelista João. Isto dispensa comentários e mostra que Jesus era muito diferente da cultura machista daquela época.

A crescente aceitação e valorização da mulher no mundo cristão ao longo dos séculos vem, ou pelo menos deveria vir, da mesma forma com que Cristo olhava para as mulheres. Ele as olhava como seres humanos iguais e não inferiores aos homens. É isso que penso.

Quanto à questão do aborto. Vejo, principalmente, os líderes políticos de influência ateia-marxista tomarem a iniciativa de propor e lutar por leis que descriminalizam o aborto, o casamento gay em nome de uma suposta "modernidade". Pessoalmente, do ponto de vista cristão, acho que estas medidas de suposta proteção feminina escondem um grande sofisma. Na verdade isto  é prejudicial às próprias mulheres.  Explico: Se o aborto se tornar legal no Brasil, ele também vai aumentar a banalização da vida. Nos países onde isso é permitido (Japão, por exemplo) nos pré-natais alguns médicos induzem descaradamente as pacientes pobres e fragilizadas a abortarem.  E nesta decisão a pressão é maior se o feto for do sexo feminino. Mulher abortando mulher. Que espécie de direitos da mulher  é este?


A violência contra a mulher está longe de ser resolvida no Brasil. A prostituição infantil aumenta insidiosamente. As delegacias da mulher, espalhadas pelo país, ainda não são institutos fortes. Os estupros praticados por pais, padrastos, avôs e, pasmem: bisavôs, ainda continuam escondidos (e tolerados) debaixo do tapete. Homens agredindo violentamente  - e matando - suas  ex-companheiras.  

Estas coisas acontecem muito porque falta uma consciência verdadeiramente cristã dentro dos lares. É preciso de uma mudança endógena, de dentro da fora. A igreja cristã deve bater mito forte na bigorna dos VALORES cristãos. É contra uma cultura milenar de desvalorização feminina que é preciso lutar.

A mulher cresce e potencializa-se econômica, social, sentimental e profissionalmente quando a família abre a porta para o Cristo que bate.

Que venham dias melhores. Eu estou orando e torcendo por isso.

Salve  08 de Março de 2019,  Dia Internacional da  Mulher!


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Mãos de Marta e Coração de Maria

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Maria, Marta e Jesus.
João Cruzué

No dia que escrevei este post, 
desci à sala para orar, e um pensamento veio, para pedir ao Senhor que falasse comigo. Ao abrir a Bíblia, antes da oração, que Deus falou. E como gosto de fazer, vim até aqui para compartilhar. sobe o elo que existe entre os fatos passados na casa de Marta e Maria e a parábola do "bom samaritano".

-Senhor fala comigo pela sua Palavra, eu pedi. Há dias em que temos mais necessidades de orar que outros, e esta semana em especial, tem sido bem difícil, pois são vários os motivos para bater, buscar e pedir recurso onde se pode achar.

Meu antigo companheiro, auxiliar dos meus tempos de "pastor" estava fazendo quimioterapia. A esposa de outro amigo de muitos anos, também colega de ministério, jazia em um leito de UTI, havia três meses. Seu cérebro foi muitíssimo danificado com três paradas cardíacas. Isso ainda não foi tudo. Um antigo Pastor, dos meus tempos de jovem, estava há mais de 12 anos em uma cadeira de rodas, deprimido. Não mais lê, deixou a fisioterapia, disse-me que apenas fecha os olhos e ora constantemente. Depois de ter sofrido um derrame, teima que só voltará à Igreja depois de curado e de uma forma maravilhosa, mas já se passaram mais de 12 anos.... Como você pode perceber,  minha alma não estava tranquila diante dessas coisas tristes.

Ao abrir a Bíblia no final do capítulo 10 de Lucas veio o texto de Marta e Maria, continuando na parábola do bom samaritano. São palavras muito conhecidas, mas que naquele dia se fizeram novas para mim.

A preocupação de Marta era o serviço. Andava para lá, andava para cá. Imagino, arranjando lenha, assoprando brasas do fogo, limpando as panelas, assando um pão, talvez depenando alguma ave ou mesmo temperando um pequeno cordeiro. O tempo passava depressa a  noite estava se aproximando , e nada da ajuda de Maria.

Maria se esquecera completamente do serviço. Assentada aos pés de Jesus, (não havia nem cadeiras nem mesas altas naquele tempo e naquela cultura) ouvia com o coração ardendo o falar do Mestre. O tempo passava e ela não se cansava, como de vez em quando ainda acontece em nossos dias, quando a presença do Senhor se faz muito forte em algum culto.

Marta estava preocupada em servir, e Maria esquecera-se de tudo para  ouvir;  ouvia e queria mais ouvir as palavras do Senhor. Marta receosa de não dar conta do trabalho sugeriu ao Mestre: Senhor, não te importas que minha irmã me deixe servir sozinha? Dize-lhe, pois, que me ajude.

A comunicação é uma coisa boa; precisamos mesmo nos comunicar. Mas comunhão é algo muito mais profundo. Qualquer um pode comunicar-se, dizer bom dia, boa tarde, reportar o tempo; alguns podem orar acompanhados por uma hora, duas ou quem sabe até uma vigília inteira. Mas nem todos assuntos falados significam comunhão; isto é mais que sabido. Por exemplo: tenho duas filhas. Uma já se casou e a mais nova já tem namorado. Imagine que eu me assente à sala e passe a tarde inteira junto aos dois "segurando vela", como se diz em nossa cultura. Eles podem conversar assuntos os mais variados - mas nenhum deles vai ter a coragem necessária, por exemplo, para dizer "eu te amo".

Ano de 2019, século XXI - aqui estamos nós. Afadigados, preocupados, sem tempo... Como diligentes Martas, quem sabe até dando ordens ao Senhor. É um corre-corre, um sobe-e-desce, um ensaia-ensaia, um prega-prega, um canta-canta, um ensina-ensina   domingo, segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado e chega o outro domingo. Estamos servindo? Sim! Estamos trabalhando? Muito! Estamos nos afadigando? Sim! Mas, por que estamos vazios e colhendo tão pouco?

Não temos mais tempo para comunhão com o Senhor. 

Não mais somos como um noivo/a apaixonado/a. Ele quer nos ouvir e também falar conosco, mas não temos mais tempo para isso. Estamos nos enganando ao pensar que se trabalharmos dez vezes mais seremos 10 vezes mais eficientes na Igreja, planejando que órgão ou departamento que cuidamos vá decuplicar de tamanho. Aí começa vir a besteiras, pois não conseguimos mais orientações com Deus.

A conseqüência disso pode ser entendida na mesma página da minha Bíblia. "Descia um homem de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de salteadores, que o despojaram, espancaram-no, deixando-o quase morto. E ocasionalmente, descia pelo mesmo caminho um sacerdote, que vendo-o, passou ao largo. Eis que de igual modo, também passava um levita, que também o viu e passou ao largo.

Quem são o sacerdote e o Levita? Decerto que representam os que conhecem e ensinam palavra de Deus. Apressados, estressados com a fadiga do serviço do altar, não conseguem mais ouvir a voz do Senhor por falta de comunhão. Eles são como as mãos de Marta.

"Mas um samaritano que ia de viagem aproximou-se do ferido e vendo-o moveu-se de íntima compaixão". Talvez por ter sofrido no passado um ataque semelhante. "E aproximando-se, atou-lhe as feridas aplicando-lhes azeite e vinho. E pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. E partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, deu-os ao hospedeiro e recomendou-lhe: Cuida dele, e tudo o que mais gastares, eu to pagarei quando voltar". Aqui o temos um resultado diferente, pois atuaram em conjunto as "mãos" de Marta e o "coração" de Maria.

Os três personagens viram a mesma cena, mas suas atitudes foram inesperadas. Os dois primeiros julgaram que sua religião ou seus afazeres eram mais importante e tinham prioridade sobre um estranho caído no chão. O primeiro era um ministro a serviço do altar e segundo seu discípulo. Seus olhos não mais se comunicavam com o coração. Em algum lugar de suas vida eles perderam a compaixão e tornaram-se insensíveis à voz do Espírito que fala. Do samaritano poderia se esperar tudo, menos compaixão. 

E foi assim que entendi antes de começar minha oração, que não importa quão engajados nós estejamos em grandiosos projetos aos olhos alheios ou dos nossos próprios, há uma grande multidão muda, surda e em grande miséria ao nosso redor. Se dermos prioridade as coisas que nos interessam e relegarmos ao secundário os momentos que precisamos passar a sós com Deus, necessários para ouvir a Sua voz e fazer a sua vontade, ficaremos irremediavelmente secos de compaixão.

Por isso, vamos colocar o título da mensagem na ordem correta: "Coração de Maria e mãos de Marta". Primeiro a comunhão e depois o serviço.







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Abuso sexual e o perdão de Deus

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Por João Cruzué


Eu não posso curar as feridas nem acabar com as cicatrizes  da alma de uma mulher que passou pelo suplício de um abuso sexual, mas eu conheço alguém que pode. Há muitos anos, vou contar neste post, estive diante de uma cena inesperada que me deixou uma inesquecível lembrança. O perdão é mais forte que o abuso e o ódio a pior forma de tratar o problema. No final do texto, vou orar por você, que de alguma forma anda em busca da voz de Deus para curar sua dor.

Amanhá será comemorado o Dia Internacional da Mulher em 2019. É claro, que seria muito mais discreto e apropriado falar sobre a beleza, inteligência e conquistas da Mulher na sociedade brasileira. Todavia, embora seja espinhoso o assunto, quero escrever algumas palavras, desejando que elas sejam úteis nas mãos de Deus para abençoar e mudar a vida de uma mulher que foi abusada sexualmente na infância ou na juventude. Sei que é preciso um milagre para perdoar e esquecer. Isto é possível? Sim!

"O profeta Zacarias escreveu sob a unção de Deus este texto curioso:"E se alguém lhe disser: Que feridas são essas nas tuas mãos? Responderá ele: São as com que fui ferido na casa dos meus amigos" (Zc. 13.6).
 Como pode ser isto: ser ferido na casa de amigos? A Bíblia Sagrada mostra que este assunto diz respeito ao martírio de Jesus Cristo, determinado pelos  líderes religiosos da sua época, gente que tinha no coração uma serpente em lugar do Espírito de Deus.

A única arma que pode combater a dor de um - ou vários - abusos é o perdão. Podemos não ter esta capacidade, mas podemos orar para alcançá-la. Assim está escrito: "Porque para Deus nada é impossível" (Lucas. 1.37).

Na sociedade brasileira, infelizmente, é muito frequente o abuso sexual do pai contra a filha ou enteada. Há filhas que tiveram filhos do próprio pai. Segredos guardados com muitas chaves e como muita dor no coração.  Marcas que não saem com cirurgias plásticas pois não são visíveis aos olhos. 

Como disse no início, nos anos em que servi como pastor de uma congregação da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, fui convidado por uma família para realizar a cerimônia de um culto em um velório. No caixão estava o corpo de um senhor de seus 70 anos e, à volta, duas moças muito bonitas com os olhos cheios de lágrimas. Já tinha ouvido falar do caso. As duas tinha sido vítima de estupro do próprio pai.

Eu não tenho memória fotográfica. Longe disso, sou pouco detalhista. Mas, naquele dia eu vi e gravei bem uma cena. A moça olhando para o corpo daquele pai. Em seu rosto não dava para perceber sinais de ódio. Tinha um olhar amoroso e o rosto molhado de lágrimas.  Não tenho a certeza de que conseguiram perdoar, mas, tenho para mim que o fizeram, ou que buscavam fazer isso, de outra forma nem teriam ido ao velório e sepultamento.

Quando Deus fez a mulher para ser companheira do homem, deu-lhe dons e capacidades especiais. Por exemplo, é mais sensível, bela,  alegre, sociável e perdoadora do que o homem.  Na Igreja atual, quem mais ouve a voz de Deus não são os homens. Vejo a liderança nas mãos deles, mas  elas são quase 2/3 (dois terços) dos membros. Deixemos, de lado, estas estatísticas.

É possível perdoar e depois esquecer? Sim. No livro do profeta Isaías, Deus disse assim: "Eu, eu mesmo, sou o que apaga as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados me não lembro (Is. 43;25). Esta promessa está repetida pelo profeta Jeremias, no capítulo 31, vv 31 -34.

Por que Deus nos daria uma promessa de perdoar nossa maldades e não guardar nossos  pecados em sua lembrança? Porque Deus é amor. Jesus é a expressão do amor de Deus, perdoando, curando, sarando, libertando, alegrando e concedendo um nova oportunidade.

A falta de perdão é como a corrente que prende o ser à causa da sua dor. O perdão é o ato que liberta quem o dá, muito mais do que aquele que recebe. Isto está escrito na Bíblia. Segundo o apóstolo Paulo, Jesus disse "Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber."

Enquanto você guardar a dor do estupro em seu coração as correntes do inferno vão continuar mantendo você infeliz e doente. Não haveria lógica em perdoar, a não ser que o perdão desaparece com a tristeza e abre a porta da alegria. Quando você obedece a ordem de Cristo para perdoar, e perdoa ou procura forças em Deus para perdoar, o Espírito da alegria de Deus bate à porta do seu coração. Quando o perdão sai, o Espírito Santo entra. Quando o perdão é negado,  você continua presa pelas correntes do diabo.

Se você quiser experimentar o tamanho da alegria de Deus, perdoe. Descubra como perdoar. Ore a Deus para aprender a perdoar. 

Se perdoar fosse ruim, Jesus Cristo não teria ensinado tanto sobre o perdão. Por fim, a falta de perdão mata, adoece e leva ao inferno.

Agora vamos deixar de lado a lógica e os conceitos racionais para explorar os campos da fé.  Olha que palavras maravilhosas existem na Palavra de Deus. Podemos fortalecer nosso espírito, lendo e as guardando em nosso coração.

1. O amor tudo sofre, tudo crê. tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha (I Cor. 13; 7-8);
2. Perdoar, para que não sejamos vencidos por satanás (II Cor. 2;10);
3.  Pois Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de fortaleza, amor e temperança  (II Timóteo, 2:7);
4. E, uma coisa faço, e é que me esquecendo das coisas que para trás ficam, e olhando para as que estão adiante de mim, prossigo para o alvo, pela soberana vocação de Deus em Cristo Jesus (Filipenses 3; 13-14);
5. Bem-aventurado os que choram, porque eles serão consolados (Mateus 5:4);
6. Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16)
7. Quem crê em mim [disse Jesus], com diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E disso isso do Espírito [Santo] que haviam de receber os que nele cressem (João 7: 38-39).

O que quer dizer esta frase: "Rios de água viva correrão em seu ventre"?  Isto fala da imensa alegria que você pode sentir em seu coração, se ouvir as sua voz, dizendo para você perdoar. Essa alegria indescritível e incomensurável a a presença do Espírito Santo habitando no coração de uma pessoa que ouve e obedece a voz de Deus.

Faça um concerto com Deus. Reconcilie-se com Ele. Convide Jesus para morar no seu coração e lhe dar a capacidade de perdoar a pessoa que lhe trouxe tanta infelicidade. 

Se você crer nesta palavra, reconciliar com Deus,  perdoar de coração aquela pessoa àquela pessoa que o diabo usou para destruir a sua vida, uma coisa maravilhosa vai acontecer. Um dia, quando você menos esperar, você vai estar na sua casa, lavando os pratos na cozinha, ou caminhando na rua, ou dentro do ônibus, a pessoa do Espírito Santo vai entrar no seu coração e ele vai transbordar de alegria. Será algo tão grande, tão maravilhoso, que depois disso você nunca mais sentirá a dor do abuso. 

Minha oração por você: Senhor Jesus, eu sei que vais cumprir esta promessa na vida desta mulher, que chegou aqui trazida por Ti, e acabou de ler esta mensagem. Ajude-a perdoar e a receber a maravilhosa alegria do batismo no Espirito Santo. Obrigado, Senhor. Amém.

Com amor, 
do seu irmão em Cristo, 
João Batista Cruzué


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quinta-feira, março 07, 2019

Jesus com as Mulheres


Jesus escrevendo na areia

Autor: Paulo Brabo


"–Está vendo essa mulher?

Eu entrei na sua casa e você não me ofereceu

água para lavar os pés.

Ela, no entanto, lavou meus pés com lágrimas,

e enxugou-os com os seus cabelos.

Você não me cumprimentou com um beijo,

mas ela, desde que entrou,

não parou de beijar-me os pés.

Você não me derramou óleo sobre a cabeça,

mas ela passou essência perfumada nos meus pés.
"
 

Lucas 7:44-46



A distância cultural nos impedirá para sempre de apreender a extensão da sua influência e a absoluta novidade da sua postura, mas é certo que nenhuma outra figura masculina da antiguidade oriental – seja no domínio da realidade ou da ficção – sentiu-se mais à vontade entre as mulheres do que o Jesus dos evangelhos. Nenhum outro personagem do seu tempo, e talvez de tempo algum, fez mais para corrigir a distorção das lentes culturais através das quais a imagem da mulher era interpretada – e em muitos sentidos permanece sendo.

A singularidade de Jesus nesse aspecto não é menos do que tremenda. Acho notável ao ponto do milagroso que as posturas de Jesus diante das mulheres, conforme descritas nos evangelhos, não tenham sido censuradas posteriormente por homens menos preparados do que ele para abraçá-las.


É preciso lembrar o óbvio, que não faz cem anos que as mulheres alcançaram status social igualitário no ocidente, o que os evangelhos descrevem que ocorreu há dois mil.


Numa época em que um marido não deveria se dirigir à própria esposa em lugar público, e que homem algum deveria trocar palavra com uma mulher desconhecida (em ambos os casos para proteger a sua honra, não a dela), o rabi de Nazaré buscava a companhia amistosa de mulheres, puxava conversava com elas, tratava-as com admiração e naturalidade, interessava-se sem demagogia pelos seus interesses, deixava que tocassem publicamente o seu corpo e o seu coração.


O Filho do Homem não se constrangia em ser sustentado por mulheres, não virava o rosto à possibilidade de ser acarinhado por elas, não hesitava em recorrer a imagens que diziam respeito ao seu dia-a-dia, não sonegava histórias em que mulheres eram (muito subversivamente, na ótica do seu tempo) exemplo de humanidade, de integridade, de engenhosidade e de virtude.


Falamos de um tempo, num certo sentido não muito distante, em que os homens que não denegriam abertamente a imagem da mulher soterravam-na por completo debaixo de idealizações simplistas. Dependendo de quem estivesse falando, a mulher era vista como incômodo necessário, como homem imperfeito, como criança, como objeto mecânico de desejo, como objeto idealizado de poesia, como animal fraco e sensual; figura às vezes inocente, às vezes desejável, normalmente imprevisível, normalmente indigna de confiança e invariavelmente inferior.


Contra esse cenário, o rabi de Nazaré resgatou uma mulher adúltera das garras da justiça e da morte sem recorrer ao que seria o mais fácil e popular dos argumentos antes e depois dele, o que afirma que a mulher é criatura de mente obtusa e vontade fraca, particularmente suscetível às sensualidades da  carne. Em um único golpe eficaz ele transferiu a culpa da mulher, acuada para seus acusadores, todos eles homens, emblemas de poder e desenvoltura, até serem publicamente dissolvidos pela mão de Jesus. A vítima, transgressora, foi ao mesmo tempo salva da condenação e tratada, talvez pela primeira vez, como um ser humano independente e responsável (João 8:1-11).


Aqui estava um homem que, irresistivelmente, olhava para as mulheres sem rebaixar-se a preconceitos ou recorrer a idealizações. Jesus lia as mulheres como seres humanos, e foram necessários séculos para que o mundo arriscasse repetir a sua ousadia. Ainda hoje, transcorridos milênios ineficazes, não há homem que esteja imune a ler a mulher através de estereótipos novos e velhos; ainda somos tentados a enxergar o homem incompleto, a flor de pureza, a criança sem rédea. Mas ali, nas esquinas empoeiradas de um canto do mundo, as estruturas do mundo social haviam sido abaladas para sempre.


Para mim não há evidência maior de que o espírito subversivo de Jesus permaneceu vivo nos primeiros discípulos, logo após a ressurreição, do que a descrição da comunidade de seguidores em Atos 1:14: “Todos estes [homens] perseveravam unanimemente em oração, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele”.


Este com as mulheres me pega desprevenido todas as vezes, tanto pela sua necessidade quanto pelo impensável que representava no seu tempo. Em retrospecto é difícil avaliar o quanto está sendo efetivamente dito aqui, mas é preciso lembrar constantemente que naquela cultura as esferas de atividade de homens e mulheres eram divididas ao ponto do incompatível. Essa fenda corria de uma ponta à outra o tecido da sociedade, mas seu ponto nevrálgico talvez residisse na esfera religiosa, na qual era preciso ser homem para ter participação eficaz – isto é, para ter acesso verdadeiro e relevante à divindade.


Na visão de mundo vigente, homens e mulheres habitavam espaços separados no universo; essa incompatibilidade era espelhada na sociedade e prontamente celebrada através de espaços diferenciados de adoração. Tanto o Templo quanto as sinagogas tinham áreas separadas para homens e mulheres, e os recintos reservados para os homens ficavam invariavelmente mais próximos de Deus. Era uma sociedade em que não ocorreria a ninguém colocar homens e mulheres compartilhando voluntariamente de um mesmo espaço, muito menos um espaço religioso.


Agora que Jesus havia subido ao céu e os homens de branco haviam dito que mantivessem os olhos fixos na terra, os discípulos viram-se diante de um problema e de um embaraço. Jesus, o amigo das mulheres, havia partido, mas as mulheres haviam ficado. Deveriam eles, homens de respeito e maridos de boa fama, retornar ao antigo e unânime padrão social, devolvendo as mulheres ao seu devido lugar? Agora que Jesus não estava mais ali para efetuar a sua mágica, não seria inevitável que restabelecessem a fenda social que ele havia coberto temporariamente? Quando a multidão de seguidores retornasse a Jerusalém (onde Jesus dissera que aguardassem) deveriam o grupo de discípulos e o de discípulas “perseverar unanimemente” em recintos separados?


Escolher o contrário, escolher o abraço comunitário e a convivência santa nos padrões inaugurados por Jesus, seria nadar contra a corrente de todas as instituições sociais em efeito no seu tempo. Um observador só encontraria um modo razoável de interpretar uma reunião voluntária e regular entre homens e mulheres: como ocasião para licenciosidade. Foi efetivamente dessa maneira que as reuniões cristãs “de amor” foram interpretadas por seus antagonistas ao longo de seus primeiros séculos. Tinham que ser desculpas para sexo – porque, que mais poderia um homem querer fazer com uma mulher?


A momentosa decisão encapsulada nesse único verso demorou a encontrar compreensão e aceitação, tanto dentro quanto fora do grupo. Escolhendo reunir-se regularmente no mesmo recinto, tanto homens quanto mulheres abriram voluntariamente mão da ficção da “boa fama” em troca da generosidade, da inclusão e da convivência. Escolhendo sentar-se de modo criativo ao lado de um Outro com quem não criam ter nada em comum, romperam um véu ancestral e convidaram o mundo a explorar um universo de possibilidades inimagináveis. Nos dois casos, seguiam o desafio formidável deixado pelo exemplo de Jesus.



Fonte: Bacia das Almas - Paulo Brabo




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sábado, março 02, 2019

A Rua Bonnie Brae na História do Avivamento Pentecostal Moderno


Rua Azusa, Los Angeles

Por João Cruzué



Assisti recentemente no Teatro Brigadeiro a peça Rua Azusa - O Musical, de Caique Oliveira. Gostei. É inevitável a entrada da cultura evangélica na dramaturgia brasileira por uma questão estatística. Hoje, 30% da população brasileira é de cristãos não católicos, são 70 milhões de pessoas potenciais consumidoras de cultura. A Companhia sob a liderança de Oliveira, se não for a primeira, é uma das primeiras que surgem neste cenário. 

Mas nosso principal assunto é outro. Se formos justos, a Rua Azusa ficou com a fama, mas o berço do avivamento pentecostal moderno, na verdade,  teve início na Rua Bonnie Brae nº 214. É isso que vamos ver, juntos.


Em maio de 2006 - há quase 13 anos,  publicamos no blog Escola Bíblica a biografia de William Joseph Seymour. Se não houve mudanças, o texto original de nossa tradução (na época) de uma página da Azusastreet.Org.  Analisando toda história, há algumas coisas que precisamos considerar para referenciar se  o começo do Pentecoste moderno veio da Rua Azusa ou da Rua Bonnie Brae.  Claro que isto é uma questão secundária, mas como temos compromisso com a verdade dos fatos, vamos apresentá-los e deixo a conclusão por sua conta.

Um pouco de história. 


ugindo da pobreza e da opressão da vida no Sudeste da Louisiana, Seymour deixou o lar em plena infância. Ele esteve trabalhando em Indiana, Ohio, Illinois e outros estados; possivelmente no Missouri e no Tenesse. Habitualmente trabalhava como garçom em hotéis das grandes cidades.

Foi na cidade de Indianápolis que Seymour se converteu, em uma Igreja Metodista.  Entretanto, se uniu ao movimento da Igreja de Deus Reformada em Anderson, estado de Indiana. Naquele tempo, o grupo era chamado "Os santos da Luz do Alvorecer". Ali, foi separado e chamado para ser pregador.

Em Cincinnati, estado de Ohio, depois de um surto quase fatal de varíola, Seymour se rendeu à chamada ministerial. A varíola o deixou cego de um olho e marcas na face.  Pelo resto da vida ele usou barba para esconder aquelas marcas.

Em 1905, Seymour estava em Houston, estado do Texas, quando ouviu pela primeira vez a mensagem pentecostal. Ele se matriculou na Escola Bíblica dirigida por Charles F. Parham que foi o fundador do Movimento da Fé Apostólica, sendo considerado por alguns, como o pai do reavivamento Pentecostal/carismático moderno, pois foi  Na Escola Bíblica de Topeka, estado do Kansas, que seus seguidores receberam o batismo no Espírito Santo com a evidência bíblica de falar em outras línguas.

Por causa das leis de segregação racial da época, Seymour foi forçado a se assentar no corredor, do lado de fora da sala de aula. O humilde servo de Deus suportou a injustiça com graça. Em poucas semanas ele se tornou bastante familiarizado com os ensinos de Parham, que observou que ele também podia ensinar. Entretanto, não recebera o batismo com o Espírito Santo com a evidência de falar em línguas.

Continuando.

Parham e Seymour dirigiam reuniões juntos.  Em Houston, enquanto Seymour pregava para auditórios negros, Parham pregava para brancos. Parham tinha planos de enviar Seymour para espalhar a mensagem da Fé Apostólica para os afro-americanos do estado do Texas.

Mas foi Neely Terry, uma convidada de Los Angeles, quem se encontrou com Seymour, quando ele pregava numa Igreja regular pastoreada por Lucy Farrar,  empregada da família de Parham no Kansas.

Quando Nelly Terry retornou a Los Angeles, persuadiu os dirigentes  da pequena  Igreja que frequentava para convidar William Seymour para ir até Los Angeles para uma reunião. Sua pastora, a Sra. Julia Huthinson,  foi quem oficializou o convite.

Foi assim que Seymour chegou a Los Angeles, em fevereiro de 1906.

Seus primeiros esforços para pregar a mensagem pentecostal foram impedidos.  Ele foi expulso porta à fora da igreja pastoreada pela Sra. Huthinson. Ela tinha suspeitas da doutrina de Seymour, pois  estava convencida de que ele pregava sobre uma coisa que ainda não tinha recebido.

Seymour mudou-se para a casa de Edward Lee, um zelador de um banco local. Dali, começou a ministrar para um grupo de oração que se reunia regularmente na casa de Richard e Ruth Asbery, na Rua Bonnie Brae nº 214. 
Bonnie Brae House  nº 216 - Los Angeles/Califórnia
O Sr. Asberry também tinha um emprego de zelador. A maioria dos adoradores eram afro-americanos, com algumas visitas ocasionais de brancos. À medida que o grupo foi buscando a Deus por reavivamento sua fome foi se intensificando.  

Finalmente, em 19 de abril, Edward Lee foi batizado no Espírito Santo com a evidência de falar em outras línguas. Quando as novas de seu batismo foram contadas aos crentes da Rua Bonnie Brae, um poderoso derramamento se seguiu. Muitos receberam ali o Batismo do Espírito Santo. Foi dessa forma que o reavimento pentecostal chegou à Costa Oeste.

O culto de oração daquela tarde poderia ser descrito assim: gente caindo pelo assoalho, parecendo inconsciente, outros clamavam e corriam pela casa. Uma vizinha, a Sra. Jennie Evans Moore, tocou piano sem nunca ter tocado antes.

Em poucos dias de continuo derramamento, centenas de pessoas se ajuntaram. As ruas ficaram cheias e Seymour pregava do alpendre da casa dos Asbery. Mas foi somente em em 12 de abril, três dias depois do derramamento inicial, que William Joseph Seymour recebeu seu próprio batismo de poder.

Como a casa da Rua Bonnie Brae nº 214 não mais podia receber tanta gente, rapidamente, o Pregador foi à procura de um local mais amplo abrigar a  igreja. 

Foi assim que eles encontraram um prédio localizado na Rua Azusa nº 312.



Meninas vestem rosa - Damares Alves - Meninos vestem azul


Por João Cruzué

Não importa o que a Ministra Damares Alves fale: a cultura sinistra sempre vai odiá-la. Políticos, jornalistas, comunistas, petistas e desavisados. Em uma imagem, vejo uma multidão de "Caco Antibes" seguindo atrás dela, gritando aquela frase asquerosa "CALA BOCA! DAMARES".


Meninas vestem rosa 
Red Carpet 2019

Meninos vestem azul
Red Carpet 2019

Por que meninos vestem azul e meninas vestem rosa? Não sei o contexto da frase da Ministra, mas acho que a moda é, antes de tudo, prática. 

Assim como não posso mudar o resultado de 2 + 2 mesmo que proteste, deve ser muito cansativo ficar respondendo se o bebê é menino ou menina quando seu macacãozinho é branco.
Já os crentes, são 30% da população brasileira, então, o tempo de papéis sociais secundários passou. Hoje, evangélicos estão  participando de todos os tecidos sociais, inclusive no cargo. Se democracia de verdade tem alternância de poder, e se todos são iguais perante a Lei, chegou a vez da Pastora Doutora Damares Alves.  

Esquisito seria, se toda sociedade a estivesse aplaudindo aplaudindo a Ministra.

Para quem discorda da frase da Ministra "meninos vestem azul e meninas vestem rosa", tenho boa sugestão:   pague o Datafolha para fazer estatística sobre a cor dos macacões de recém-nascidos.











domingo, fevereiro 24, 2019

A vitória é nossa - Billy Graham



Billy Graham (3º E)
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Pastor Billy Graham

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Tradução de João Cruzué


Nosso maior inimigo é a morte. A morte implica em certo temor. A Bíblia diz que: "O aguilhão da morte é o pecado," e a partir do momento em que o primeiro casal sepultou seu filho em uma cova, as pessoas vêm temendo a morte. É o grande monstro misterioso cujos grandes dedos gelados fazem muitos se estremecerem aterrorizados.

O testemunho unânime da história é que a morte é inevitável. Gerações vêm e vão, e cada uma tem deitado seus mortos na tumba.

A Bíblia sempre relaciona a morte com o pecado. Ela diz que: "Como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim a morte infectou a todos os homens porquanto todos pecaram."

Estamos procurando prolongar a vida mediante fórmulas químicas nos laboratórios científicos de todo o mundo. Mas até que a ciência não pode encontrar uma solução para o problema da morte. Ainda assim, os cientistas descobriram um segredo que prolonga a vida terrena, ao mesmo tempo só conseguiriam êxito em estender nossos dias de tristeza e aflição.

Centenas de filósofos de todas as épocas têm procurado esquadrinhar mais e além do véu da morte. Suas especulações enchem volumes com respeito às possibilidades de vida além da sepultura.
A morte ronda entre ricos e pobres, eruditos e ignorantes. A morte não faz distinção de raça, cor nem credo. Suas sombras nos acercam dia e noite. Nunca sabemos quando chegará o momento temido.

Procuramos dissimular o desastre custeando um seguro de vida, e temos inventado outros mecanismos para tornar mais confortáveis nossos últimos dias; todavia sempre está presente a dura realidade da morte.

Muitos se perguntam: Há alguma esperança? Existe alguma porta de escape? Há uma possibilidade de imortalidade?


Não vou levá-los a um laboratório científico, nem à aula de um filósofo, nem ao consultório de um psicólogo. Em seu lugar, vou levá-lo à tumba vazia de José de Arimateia. Maria, Maria Madalena e Salomé tinham ido à tumba para ungir o corpo do Cristo crucificado. Elas ficaram surpresas ao ver a tumba vazia. Um anjo se colocou ao lado do sepulcro e lhes disse: "Buscais a Jesus nazareno? E logo adiantou: Ele ressuscitou, não está mais aqui."

Esta foi a maior notícia que o mundo jamais tinha ouvido. Jesus Cristo havia ressuscitado dentre os mortos, como havia prometido.

A ressurreição de Jesus Cristo é a verdade primordial da fé cristã. Ela descansa na mesma raiz do Evangelho. Sem uma fé na ressurreição não pode haver salvação pessoal. A Bíblia diz: "Se confessares com tua boca que Jesus é o Senhor, e creres em teu coração que Deus o levantou dos mortos, serás salvo." Temos que crer nisto ou nunca poderemos ser salvos.

Para muitas pessoas a ressurreição tem chegado a ser pouco mais que um símbolo consolador da imortalidade da alma. Porém, a ressurreição abarca muito mais que a perpetuidade da vida. Crer na imortalidade por si mesma poderia ser algo trágico e horrível. A Bíblia ensina que a fé deve ser acompanhada de uma segura convicção de que Deus uma existência eterna em sua presença gloriosa, através do conhecimento pessoal de seu Filho.

Começamos com o fato de que ao terceiro dia, Jesus Cristo havia ressuscitado dos mortos, saiu do sepulcro e apareceu aos desanimados e assombrados discípulos que haviam perdido toda a esperança de revê-lo. Sem nossa aceitação da realidade da ressurreição, essa celebração não é mais que uma ilusão. Como escreveu o apóstolo Paulo há muito tempo: "E se Cristo não ressuscitou, então é vã nossa pregação e vã também será a nossa fé"

Quando se contempla a ressurreição de Cristo como um feito histórico, o Domingo da Ressurreição se converte no dia dos dias e se deve reconhecer e celebrar como a maior vitória de todos os tempos.

A ressurreição foi, em um sentido, uma vitória suprema para a raça humana. Foi uma vitória sobre a morte: "Mas agora Cristo tem ressuscitado dos mortos; e foi feito as primícias dos que dormem." Sua ressurreição dos mortes é a garantia que também para nós a sepultura será aberta e que seremos também ressuscitados: Porque assim como em Adão todos morreram, também em Cristo todos serão vivificados."

A Ressurreição foi também uma vitória sobre o pecado: "O salário do pecado é a morte." O pecado de Adão no jardim do Éden teve como resultado a culpa, a condenação e a separação da presença de Deus. De fato, ali também se deu a gloriosa promessa de que apareceria a semente da mulher, e que Deus poria inimizade entre sua semente (Cristo) e a serpente (Satanás).

No conflito resultante, a semente da mulher seria ferida no calcanhar, porém a troca feriria a cabeça da serpente, infligindo-lhe uma chaga mortal. Isto se cumpriu e manifestado abertamente na ressurreição de Cristo.

A ressurreição também nos dá vitória sobre as dúvidas. Parece que há milhares de cristãos escravos das dúvidas. Não quero dizer que tais pessoas duvidam da existência de Deus ou das verdades bíblicas. Podemos aceitar tudo isso enquanto seguimos duvidando em nossa relação pessoa com o Deus em quem professamos crer. Algumas pessoas têm dúvidas quanto ao perdão de seus pecados, outras duvidam que sua esperança de ir ao céu, e ainda outras desconfiam de sua própria experiência interior.

Durante seu ministério terreno, Jesus fez uma série de assombrosas afirmações e promessas a seus discípulos, que podem ter lhes parecido inacreditáveis enquanto ele estava no sepulcro. Jesus lhes havia dito: "Eu vim para que tenham vida... todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá eternamente." Porém agora ele que havia feito essas promessas estava morto, e o sepulcro estava fechado sobre aquele que havia prometido vida eterna a todos os que creram nele. SE ele não tivesse ressuscitado, teríamos motivos suficientes para duvidar da validade de suas promessas.

Mas quando ele saiu do sepulcro, todas suas promessas e suas palavras saíram com ele e hoje vivem em gloriosa vitalidade, poder e autoridade.

A ressurreição é também uma garantia da vitória sobre nossos temores. Os temores são íntimos aliados das dúvidas. O presidente da faculdade de história de uma de nossas grandes universidades uma vez me confidenciou esta opinião: "Nós temos nos convertido em uma nação de covardes." Não aceitei sua declaração, porém ele arguiu que muitas pessoas têm se mostrado  resistentes a seguir um curso não se trata de algo popular. Inclusive se estamos convencidos de que algo é correto, procuramos não nos comprometer porque ficamos com temor. Se as probabilidades nos favorecem, nos colocamos a seu favor, porém se implica em algum risco em defender o que é correto, procuramos nos colocar a salvo.

Você que tem medo da morte, medo de perder a saúde ou de perder os amigos, examine as palavras de Paulo: "Porque Deus não nos tem dado um espírito de covardia, mas de poder, e de amor, e de domínio próprio." Deus nos tem dado uma viva esperança mediante a ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos. Este e outras passagens similares assinalam o fato de que nenhum cristão tem razão alguma perante os olhos da vontade de Deus; "Se Deus é por nós, quem será contra nós.

quarta-feira, fevereiro 20, 2019

O Gueto de Varsóvia

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Adrien Brody - Filme O Pianista, de Roman Polanski,  Gueto de Varsovia
(https://www.sfgate.com)

Tradução de João Cruzué

Em Varsóvia,  Capital da Polônia, os nazistas estabeleceram o maior gueto de toda a Europa, [durante a segunda guerra mundial]. Cerca de 375.000 judeus viviam em Varsóvia antes da guerra; aproximadamente 30% da população da cidade.

Em setembro de 1939, imediatamente após a rendição da Polônia [para os alemães], os judeus de Varsóvia foram literalmente encurralados como animais e obrigados ao trabalho forçado [dentro de um espaço estimado de 1.600 m x 2.400 m].

Ainda em 1939, os primeiros decretos anti-judaicos foram aprovados. Todos os judeus obrigatoriamente deviam usar uma braçadeira branca com a estrela azul de David. Depois, medidas econômicas foram tomadas exclusivamente com o propósito  de fechar-lhes a porta dos empregos.

O Judenrat (Conselho Judaico local) foi estabelecido sob a liderança de Adão Czerniakow e, em outubro de 1940, a determinação do estabelecimento de um gueto foi anunciado [pelos nazistas]. No dia 16 de novembro, os judeus foram amontoados dentro da área do gueto [cerca de 1.600 m de largura por 2.500 m de comprimento - em média]

Embora um terço da população de Varsóvia fosse judaica, o gueto tinha somente 2,4% da área da cidade. Massas de refugiados, que tinham sido trazidas de outros lugares para Varsóvia, foram despejadas no meio do gueto até sua da população  chegar a 450.000 seres humanos.

Rodeado de muros, que os próprios judeus foram obrigados a construir, debaixo do vigilância severa e violenta, os judeus de Varsóvia foram segregados do mundo exterior. Dentro do gueto, suas vidas oscilaram na luta desesperada entre a sobrevivência e a morte por doença ou inanição. As condições de vida eram insuportáveis e o gueto foi extremamente abarrotado. Em média, entre 6 a 7 pessoas viviam em uma sala e as rações alimentares diárias eram o equivalente a um décimo do mínimo necessário.

Os muros do gueto não puderam silenciar a atividade cultural de seus habitantes, contudo, e apesar das condições apavorantes de vida no gueto, os artistas e os intelectuais continuaram em suas perspectivas criativas. Além disso, a ocupação nazista e a deportação para o gueto serviram de incentivo ao ímpeto dos artistas para buscar alguma forma de expressão sobre a visita da destruição sobre o seu mundo. No gueto havia bibliotecas em um arquivo subterrâneo, o "Oneg Shabbat”, movimentos juvenis e até uma orquestra sinfônica. Os livros, o estudo, a música e o teatro serviram de uma fuga  e como uma lembrança das suas vidas prévias diante da realidade áspera que os rodeava.

A superpopulação do gueto o transformou em foco de epidemias e mortalidade em massa, que nem as instituições da comunidade judaica, nem a Judenrat,  nem as organizações de assistência social foram capazes de combater [no gueto não havia rede de esgotos]. Mais de 80.000 Judeus morreram ali.

Em Julho de 1942, começaram as deportações para o campo da morte em Treblinka. Quando as primeiras ordens para deportação foram recebidas, Adão Czerniakow, o Presidente da Judenrat, recusou-se a preparar as listas de pessoas para os registros de deportação,  em vez disso, suicidou-se em 23 de julho de 1942.


Fim da Tradução.

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Comentários finais: A palavra gueto, segundo a Wikipedia, etimologicamente, pode ter varias origens, mas é possível observar que na maioria dos casos era para designar um lugar de segregação de judeus. Na própria língua hebraica, o termo "get" significa literalmente "Nota de Divórcio". 

Em 1555, o Papa Paulo IV criou o Gueto Romano e emitiu um Cânone para forçar os judeus a viverem naquela área. O Papa Pio V também recomendou que todo os estados fronteiriços a Roma, deviam estabelecer um gueto para os judeus. Por isso, no século XVII, todas as principais  cidades perto de Roma, tinham o seu gueto de judeus. 

Todos estes guetos, citados, não eram hermeticamente cercados como no caso de Varsóvia. Eram áreas de moradias comunitárias "sugeridas" para judeus - apesar de isoladas.


Crédito do texto: Yadvashem.Org


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