sexta-feira, abril 22, 2016

A Igreja Evangélica, o Impeachment e o futuro do Brasil



Igreja Presbiteriana de Dom Cavati-MG
Por: João Cruzué
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Uma semana já é quase passada, depois da votação de domingo, da abertura do processo de impeachment, na Câmara,  contra o mandato da Presidente Dilma Rousseff. Se algum irmão pensa que o assunto já são favas contadas, cuide-se, pois o tempo de "dores" está apenas começando. À semelhança de Mariana, o que ocorreu na Câmara foi apenas o estouro da barragem. A Igreja Evangélica que já vinha orando, agora, melhor ainda, também deveria jejuar além de começar um planejamento para tirar o Brasil da lama dessa miséria física e espiritual. Se a Igreja, antes cuidava apenas da vida espiritual de seus cidadãos, agora tem razões  suficientes para planejar, por si, um projeto que livre o Brasil da miséria.

Domingo passado, surpreendentemente, 511 deputados/deputadas estiveram presentes em Brasília,  para votar o impeachment da Presidente Dilma.   Dos 513 deputados, apenas dois faltaram. A estatística da votação foi a seguinte: 

367  votos a favor do impeachment;  
137, contra;
e 7 abstenções. 
Total de presentes: 511 deputados. 

Tendo, assim, sido autorizada a abertura do processo, o Presidente da Casa encaminhou a matéria ao Senado Federal. No mês de maio ele vai decidir, também no voto, se a Presidente vai ou não ser afastada do cargo por 180 dias. Tudo indica que sim. 

O poder no Brasil hoje está nas mãos da esquerda. Socialistas de vários graus, desde os mais radicais até os pragmáticos, cada um está pendurado e firme nas "tetas" dos cofres públicos. Ao perder o poder, o leite vai secar não só para eles, mas para os parentes, os amigos... O Brasil está completamente aparelhado. 

Se a presidente Dilma for afastada do poder, provavelmente, ela não mais volta. No mês que isto acontecer, dezenas de milhares de companheiros, vão perder a boquinha.  Na verdade, o estouro da barragem será o afastamento da Presidente. O desaparelhamento da máquina estatal pode ser comparado ao turbilhão de lama que vai descer pela brecha da barragem. Isto não vai acontecer de forma pacífica, as reações vão ser bem fortes no começo.

Boa parte da Igreja Evangélica errou quando  ouviu o canto do operário valente, que chorava ao dizer que gostaria de ver o pobre comendo três refeições por dia. Foi com belos discursos como este, que o filho pródigo que as lideranças mais inquietas da Igreja passaram a ser cortejadas pelo ex-presidente Lula, e foi com a ajuda delas que o socialismo brasileiro chegou ao poder. E, lá chegando, procurou, primeiro, tornar o patrimônio do Estado em propriedade  dos companheiros. A Petrobrás que valia 300 bilhões de reais em 2009 e hoje vale menos de 40 bilhões é o pior exemplo disso.

O plano atual do petismo moribundo é desmoralizar o Vice-Presidente Michel Temer, o  provável substituto da Presidente Dilma já no mês de maio. Já que a presidência está mesmo perdida, uma nova eleição em outubro. Até lá, a situação no Brasil que já está péssima,  10 milhões de desempregados em abril, e crescendo... Orçamento de 2016, com previsão de  déficit em torno de 100 bilhões. Petrobrás com uma dívida de quase 600 bilhões de reais. Se for esperar a posse em 2017 de eventual presidente, eleito em outubro ou novembro (segundo turno) , até lá o país já estará com o dobro de desempregados com milhares de empresas quebradas, endividamento extremo, e pelo menos cinco anos serão necessários para reverter a situação. Deus me livre!

Se esta situação ainda for piorada com greves em escolas, greves em empresas, greves no setor público, invasões de fazendas produtivas e vai por aí, o Brasil poderá passar por um período de aperto nunca antes passado.

Se hoje o Brasil, que já está no atoleiro, caminhar para uma situação de vácuo de poder, pela fragilização e desconstrução do vice-presidente Temer, na minha opinião de crente, é tudo o que o diabo quer. O vice-presidente está longe de ser o Comandante da nação que desejo, mas no momento ele é o único que pode pilotar com alguma destreza este avião sem piloto antes que ele caia com o país inteiro.

É por isso que a situação não é de apenas ficar orando. 

A Igreja Evangélica, além de orar e jejuar, também deve ter boas propostas para erradicar a pobreza, em lugar de sustentar quem faz isso só no discurso para ganhar eleições e continuar explorando a pobreza como curral eleitoral. Por exemplo, vou deixar uma boa ideia. Durante meus tempos de adolescente ouvi muito sobre o projeto Rodom.  Coisa parecida também é feita pelas famílias dos Mormons, que mandam seus filhos para trabalhar pelo mundo durante dois anos. Muitos jovens vão servir no Exército, Marinha e Aeronáutica.

O povo crente, há 30, 50 anos atrás, era, na maioria, constituído por famílias de assalariados. Hoje, esta situação melhorou e muito. Por que não agora, de uma forma coordenada, assembleianos, batistas, presbiterianos, metodistas, não se assentam para trabalhar juntos um projeto de educação, alimentação, aconselhamento e interação  tendo como alvo as famílias dos meninos e meninas pobres de todo este Brasil? 

O grau de experiência, solidariedade, amor ao próximo, missões colhidos por um moço ou moça evangélico, de nível universitário, trabalhando por um período de sua vida em um projeto desses seria uma  coisa incomensurável. De outro lado, os olhos desconfiados dos não crentes que não se aproximam de Jesus, por causa dos pastores bispos e apóstolos avarentos que enxameiam pela televisão, verão a Igreja com outros olhos. Os próprios avarentos, se envergonharão das atitudes de sanguessugagem e passaram a investir no Brasil.

Isto sim, é Política com "P" maiúsculo. Para passar o Brasil a limpo, esta geração atual de políticos precisa levar uma lição. O Brasil nunca vai mudar, a não ser que os cidadãos de bem desta nação tomem as rédeas da solução dos problemas nacionais. As estrutura políticas que estão aí vão sempre perpetuar a pobreza, uma Educação falida e um Estado mal administrado. Os próprios políticos nunca vão mudar as regras do jogo, por que eles estão ganhando. Mas a população brasileira vem perdendo desde sempre. O discurso socialista disse que iria resolver,  mas estava apenas enchendo os próprios bolsos, às custas de um discurso ideológico parta os ouvidos dos pobres.

O futuro do Brasil, ao meu sentir, depende principalmente da Igreja Evangélica. Não estou falando de Denominações e Placas, mas de cidadãos evangélicos decentes e incorruptíveis. A Igreja Católica Romana teve 500 anos para tirar o Brasil da miséria, não tirou. O PT teve 14 anos para colocar em prática seu discurso de amor ao pobre, mas falhou. O Congresso está mais preocupado (e sempre esteve) apenas com o seu próprio brasil. A lentidão do Poder Judiciário é a principal causa da impunidade, da injustiça e da exploração dos mais pobres desta nação. Quem restou para lugar pelo Brasil? A Igreja Evangélica. 

Hoje, um terço dos brasileiros são evangélicos. Se as principais lideranças da Igreja Evangélica Brasileira se reunirem para tocar um Projeto Brasil anti-miséria, ouso dizer que haverá uma queima de etapas para ganhar o Brasil para Cristo. Só discurso bíblico não enche a barriga de ninguém sem o exercício do amor. A igreja que ficar só no "blá-blá-blá" sem um projeto de evangelização consistente, com o tempo não vai ter caixa nem para pagar a conta de água. Se ela for de Deus, ouvirá o Espírito Santo. Se for apenas uma  propriedade familiar, sem Deus ela morre de tanto escândalo.

É melhor investir em um grande projeto de Evangelização. Assim, a Igreja cresce, os filhos dos pastores não se desviam, a corrupção diminui e o Brasil se torna mesmo um terra onde o temor do SENHOR vem em primeiro lugar.







domingo, abril 10, 2016

O deserto vai passar


Pastor Samuel Mariano
Album: Depois do Culto

Letra,  música e intérprete: Samuel Mariano

Título da canção: VAI PASSAR

Vem surgindo mais um lindo dia
eEessa dor insiste em ficar
Eu clamo e reclamo desta vida
Pois minha vida agora é viver a chorar
E aqui ajoelhado neste cantinho
Madrugada inteira a gemer.

Já estou sem argumentos pra pedir
Nem sei o que é que estou fazendo aqui
Parece até que Deus não quer me atender.

Mas a promessa é que vai passar
Eu sei que vai passar
Deserto não é pra toda vida
Deus vai mostrar uma saída
Mas tenha calma por que vai passar.

Mas a promessa é que vai passar
Eu sei que vai passar
Deserto não é pra toda vida
Deus vai mostrar uma saída
É só ter calma que vai, vai, vai passar.

(veja se isto aqui não se parece com você) Declamado:

E aí ajoelhado neste cantinho
Já faz algumas madrugadas
Que você não dorme... E fica a gemer
Tem horas que falta argumentos para você pedir.




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Agora, enquanto escuta a música, 

leia uma parte do meu 

testemunho.


Comentário do Blogueiro: Porque eu copiei a letra deste hino? Bem, é porque ele mexe bastante com minhas emoções. Uma das razões por que comecei a escrever este blog, lá por 2005, foi para contar dos 11 anos que fiquei desempregado. 

Não me pergunte como foram, porque não mais me lembro dos detalhes, depois que o tempo do deserto passou. Uma coisa, porém, ficou e eu não consegui me esquecer: Do dia que consegui comprar um pacote de meio quilo de café no supermercado.  Quando cheguei em casa, eu chorei quando fui orar pela compra. Esta música, me faz lembrar disso. 

Quando o deserto estava quase no fim, eu estava plantando umas covas de bananeira maçã no sítio da minha mãe, e quando terminei de plantar aquelas 180 covas, choveu. Não uma chuva forte, mas uma "nublina", como se dizia na região do Vale do Rio Caratinga. De noite fui dormir ali pelas 20:00 e, antes de dormir, orei. 

Curiosamente, naquele exato momento que dobrei os joelhos, choveu de novo. Aí, eu fiz uma brincadeira na minha oração, e falei: Senhor, amanhã eu tenho que aguar aquelas 180 covas de bananeiras. Vou fazer isto alegre e satisfeito, mas se o Senhor quer mesmo molhar aquela terra, mande pelo menos uma chuva dez vezes mais forte. 

De madrugada, malhou aquele aguaceiro. Era começo de abril de 2003, mês que não costuma chover por ali. O barulho das águas nas telhas era forte e grossos cordões de água caiam da beirada das telhas lá na calçada de cimento do sobrado. Como eu estava dormindo na cobertura, tive sair depressa para o andar de baixo.

No outro dia, pela manhã, eu vi o barro da enxurrada que desceu pela estrada abaixo. Quando cheguei até as mudas de bananeiras, eu olhei e vi que Deus tinha respondido a minha  atrevida oração. E no momento que eu olhei as folhas de um  pequeno pé de banana, o Senhor Falou assim bem dentro de mim:

--Se Eu me preocupo com tão simples bananeiras, saiba que você vale muito mais que um pé de banana. Isto foi em abril, daí a três meses, Ele me abriu a porta do primeiro emprego, depois de 11 anos de deserto - 29 de julho de 1992 a 14 de julho de 2003. 

A partir de 2003, cada ano que passou, o Senhor foi aumentando a sua bênção.  De 2003 até dezembro de 2009 eu estive trabalhando na Prefeitura de São Paulo.

Ainda não sei porquê fui quebrado e moído durante 11 anos. Deus nunca me revelou, mas o deserto passou. Passou, porque Ele me conduziu todo dia pelo vale sombrio. 

Glória a Deus por meio quilo de café, e glória a Deus, hoje, pelo 6.º ano como servidor efetivo no Tribunal de Contas. 
O deserto foi muito duro, mas, graças ao Senhor, ele passou para mim, e também vai passar para você.



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