domingo, outubro 19, 2014

Estímulos educacionais em crianças nos primeiros anos de vida


"Tentar sedimentar num adolescente o conhecimento
que deveria ter sido apresentado a ele dez anos antes,
custa mais e é menos eficiente"
James Heckman

Monica Weinberg
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Entrevista James Heckman

Ao economista americano James Heckman, 65 anos, deve-se a criação de uma série de métodos precisos para avaliar o sucesso de programas sociais e de educação - trabalho pelo qual recebeu o Prêmio Nobel, em 2000. Nessa data, Heckman estava no Rio de Janeiro, numa das dezenas de visitas que já fez ao Brasil. 
Achou que fosse trote quando lhe disseram da premiação. Formado em Princeton e há 36 anos professor da Universidade de Chicago, James Heckman se dedica atualmente a estudar os efeitos dos estímulos educacionais oferecidos às crianças nos primeiros anos de vida - na escola e na própria família. Sua conclusão: "Quanto antes os estímulos vierem, mais chances a criança terá de se tornar um adulto bem-sucedido".

1. Em seus estudos, o senhor conclui que não há política pública mais eficaz do que investir na educação de crianças nos primeiros anos de vida. Por quê?
James Heckman: A educação é crucial para o avanço de um país - e, quanto antes chegar às pessoas, maior será o seu efeito e mais barato ela custará. Basta dizer que tentar sedimentar num adolescente o tipo de conhecimento que deveria ter sido apresentado a ele dez anos antes sai algo como 60% mais caro. Pior ainda: nem sempre o aprendizado tardio é tão eficiente. Não me refiro aqui apenas às habilidades cognitivas convencionais, mas a um conjunto de capacidades que deveriam ser lapidadas em todas as crianças desde os 3, 4 anos de vida.

2. O senhor poderia ser mais específico em relação a essas habilidades?

Há evidências científicas de que dois tipos de habilidade têm enorme influência sobre o sucesso de uma pessoa na vida. No primeiro grupo, situam-se as capacidades cognitivas - aquelas relacionadas ao QI. Por capacidades cognitivas entenda-se algo abrangente, como conseguir enxergar o mundo de forma mais abstrata e lógica. Num outro grupo, igualmente relevante, coloco as habilidades não cognitivas, relacionadas ao autocontrole, à motivação e ao comportamento social. Essas também devem ser estimuladas no começo da vida. Embora sejam cientificamente menosprezadas por muitos, descobri que elas estão diretamente relacionadas ao sucesso na escola - e, mais tarde, no próprio mercado de trabalho.


3. É realmente possível estimular esse tipo de habilidade?

Obviamente, há diferenças entre as pessoas, e estamos falando de capacidades muito relacionadas a personalidade e temperamento. Mas elas podem - e devem - ser melhoradas desde bem cedo. Defendo isso por uma razão: mesmo quando as intervenções em crianças pequenas não têm impacto sobre o QI, elas costumam trazer ótimo resultado sobre as capacidades não cognitivas. Muitos especialistas tendem a reduzir tudo ao QI, que é, logicamente, primordial para prosperar numa sociedade moderna. Hoje, no entanto, não se vai muito longe sem aquilo que poderíamos chamar de traquejo social, ou a capacidade de manter o controle diante de situações adversas. Isso pode ser desenvolvido. E, quanto mais cedo, melhor.


4. O que falta é investir mais na pré-escola?

As escolas têm um papel fundamental, especialmente quanto ao desenvolvimento das habilidades cognitivas. Mas enfatizo ainda a relevância dos programas sociais que tenham foco nas famílias, de modo que elas consigam fornecer os incentivos certos num momento-chave. Iniciativas mínimas têm altíssimo impacto, como o hábito de conversar com os filhos ou emprestar-lhes um livro. Só que alguns pais precisam  ser orientados a fazer isso, daí a necessidade de programas específicos. Não afirmo isso por bom-mocismo ou ideologia, mas com base em evidências. Elas indicam que qualquer tipo de intervenção que consiga despertar o interesse dos pais e fazê-los estimular, desde cedo, o aprendizado cognitivo e emocional dos filhos tem excelente custo-benefício. Infelizmente, governos no mundo inteiro ainda não se  renderam ao que a ciência já sabe.


5. Que tipo de intervenção funciona com as famílias?

Os estudos confirmam que um programa americano da década de 60, o Perry, amplamente copiado por outros países, tem ótimo retorno. Ele consiste, basicamente, em colocar crianças pobres na escola, em salas com poucos alunos, e envolver os pais no processo educativo. O professor visita as famílias para informar o que está sendo ensinado na aula, de modo que passem a participar mais ativamente. Sem esse amparo dos pais, dificilmente uma criança vai ter motivação para aprender, o que tende a se perpetuar no curso da vida escolar e resultar em adultos sem sucesso. Está provado que a família é o fator isolado que mais explica as desigualdades numa sociedade como a brasileira. Sob esse prisma, uma criança do Nordeste começa a vida em franca desvantagem em relação a uma do Sudeste. Com programas como esses, a ideia é tentar atenuar as diferenças no ponto de partida.


6. O que alguém que não desenvolve as principais habilidades nos primeiros anos de vida deve esperar?

Os números são espantosos. Uma criança de 8 anos que recebeu estímulos cognitivos aos 3 conta com um vocabulário de cerca de 12 000 palavras - o triplo do de um aluno sem a mesma base precoce. E a tendência é que essa diferença se agrave. Faz sentido. Como esperar que alguém que domine tão poucas palavras consiga aprender as estruturas mais complexas de uma língua, necessárias para o aprendizado de qualquer disciplina? Por isso as lacunas da primeira infância atrapalham tanto. Sempre as comparo aos alicerces de um prédio. Se a base for ruim, o edifício desmoronará.


7. O senhor parece fatalista.

Não sou. Acho uma bobagem o que pregam os cientistas que até hoje defendem a tese das janelas de oportunidade. Segundo essa teoria, existe um único momento na vida para aprender cada coisa. Ao contrário desses colegas, vejo o aprendizado como um processo bem mais flexível. É verdade que, por volta dos 10 anos, como mostram os estudos científicos, as habilidades cognitivas já estão cristalizadas e se torna bem mais difícil desenvolvê-las. Mas não é impossível. A questão central é que isso demandará mais tempo, custará mais caro e não necessariamente produzirá os mesmos resultados.


8. Por que é tão mais caro para uma sociedade educar suas crianças depois que elas já passaram pelos primeiros anos de vida?

É mais lento aprender toda uma gama de coisas depois da primeira infância e também porque a ausência dos incentivos corretos nessa fase da vida está associada a diversos indicadores ruins. Entre eles, evasão escolar, gravidez na adolescência, criminalidade e até os índices de tabagismo - sempre mais altos em sociedades incapazes de fornecer às suas crianças uma educação apropriada nos primeiros anos de vida. É claro que a falta de incentivos numa única fase da vida não explica 100% da ocorrência desses problemas, mas diria que o peso é grande. E isso tem seu preço. A criminalidade, por exemplo, pode ser reduzida, basicamente, de duas maneiras: investindo cedo em educação ou reforçando o policiamento nas ruas. Calculo que a opção pelo ensino custe algo como um décimo do gasto com segurança. Os Estados Unidos gastam trilhões de dólares a mais por ano só porque não entenderam isso.


9. Se há tanta clareza sobre os benefícios de programas que mirem os primeiros anos de vida de uma criança, por que os governos ainda resistem a essa ideia?

Há, sem dúvida nenhuma, alguma ignorância sobre o que a ciência já desvendou - mas isso é só uma parte do problema. A outra diz respeito a uma questão mais política. Para investir em programas com o objetivo de intervir nas famílias, é preciso, antes de tudo, reconhecer que há algo de errado com elas. Um ônus com o qual os políticos não querem arcar. Eles passam ao largo dos fatos e, pior ainda, divulgam uma imagem mistificada. Nessa visão ingênua, a família é uma unidade inabalável, que invariavelmente proporciona às crianças bem-estar. Além de não corresponder à realidade, essa imagem idílica só atrapalha, uma vez que ofusca o problema. Mais de 10% das crianças americanas são indesejadas, e muitas dessas jamais chegam a conhecer seus pais. Que tipo de incentivo para aprender se pode esperar numa situação dessas?


10. Um colega seu na Universidade de Chicago, o economista Steven Levitt, apresenta em seu livro Freakonomics uma opinião diferente da sua sobre a influência da família na vida dos filhos.

Levitt descambou para a simplificação absoluta de questões complexas, perigo eterno no meio acadêmico, sobretudo entre os economistas. Tendo bons números na mão, é sempre possível construir argumentos persuasivos, ainda que não passem de ciência social ruim. Uma das maiores bobagens de Levitt é justamente partir do pressuposto de que, se uma criança nasce em desvantagem, numa família que não lhe fornece nenhuma espécie de incentivo, não há nada a ser feito em relação a isso. Eu estou convicto do contrário. Só que é preciso começar cedo.


11. O Brasil investe sete vezes mais dinheiro no ensino superior do que na educação básica. O senhor considera essa uma inversão de prioridades?

Todo país precisa de boas universidades para formar cérebros e se tornar produtivo. É básico. Mas um país como o Brasil só conseguirá realmente alcançar altos índices de produtividade quando entender que é necessário mirar nos anos iniciais. Eles são decisivos para moldar habilidades que servirão de base para que outras surjam - um ciclo virtuoso do qual resulta gente preparada para produzir riquezas para si mesma e para seus países. Os governos, no entanto, têm se mostrado bastante ineficazes ao proporcionar esse ciclo.


12. Os educadores costumam dar muita ênfase à falta de dinheiro para a educação. Esse é realmente o problema fundamental?

O problema existe, mas não é o principal. O que realmente atrapalha nessa área é a péssima gestão do dinheiro. Se os governantes fossem um pouco mais eficazes, conseguiriam colher resultados infinitamente melhores. Em primeiro lugar, deveriam passar a tomar suas decisões com base na ciência, e não em critérios políticos ou ideológicos, como é mais comum. Veja o que aconteceu no caso da pesquisa com as células-tronco. Apesar de todas as evidências de que poderiam ser cruciais para curar doenças, deixamos de estudá-las durante oito anos nos Estados Unidos - isso por razões políticas. Um exemplo de obscurantismo em pleno século XXI. Na educação, há sempre a tentação de reduzir a discussão à luta do capitalismo contra o marxismo, da direita contra a esquerda ou de antissindicalistas contra sindicalizados. Meu esforço é justamente para trazer o debate a bases objetivas - e econômicas.


13. O que está comprovado sobre os benefícios da educação para um país?

Cada dólar gasto na educação de uma pessoa significa que ela produzirá algo como 10 centavos a mais por ano ao longo de toda a sua vida. Não há investimento melhor. A ideia é fornecer incentivos suficientes para que o talento atinja sempre o maior nível possível. Só com gente assim a Irlanda, por exemplo, conseguiu tirar proveito das oportunidades que surgiram depois que o país se integrou à economia mundial. É também o que ajuda a explicar o acelerado enriquecimento da Coreia do Sul nas últimas décadas. Nesse cenário, não há melhor aplicação do que canalizar o dinheiro para a formação de crianças em seus primeiros anos de vida. Insisto nisso porque são os países que já estão nesse caminho justamente os que se tornam mais competitivos - e despontaram na economia mundial.


Fim.


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Os cinco segredos da Educação na Finlândia

Thomaz Favaro


A Finlândia é um país do norte europeu, tem uma população de 559 mil habitantes e ocupa hoje o topo do ranking da qualidade no ensino com base em testes da OCDE - Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. No teste de 2006, enquanto o Brasil amargava as últimas posições no resultado, a Finlândia ficou em 1º lugar em Ciências, 1º  em Matemática e 2º lugar em Leitura. O Brasil cravou os 52º, 53º e 48º lugares.


Os estudantes finlandeses são os mais bem preparados do mundo e aqui estão os cinco segredos da Escola finladesa:

1 . O professor - o vestibular para professor é um dos mais disputados do país. De cada 10 candidatos, apenas um é aprovado. A Exigência dos professores é muito alta; o mestrado é pré-requisito para lecionar em cursos posteriores à pré-escola.

2 . Qualidade igual para todos - O desempenho das escolas em todo o país apresenta a mínima variação, a menor do mundo. O governo tem um sistema sigiloso de avaliação das escolas, enquanto seus diretores estão informados quanto ao desempenho de cada uma.

3 . Os alunos com dificuldades não são deixados para trás. Dois em cada dez alunos recebem aulas de reforço. Os índices de repetência são baixos e a auto-estima bem cuidada.


4 . Grade curricular ampliada - além do currículo padrão, há aulas de música, ecologia, artes, economia do lar e ética. O ensino de duas línguas estrangeiras é obrigatório; a critério do aluno, ele ainda pode optar por mais duas. 

5 . Prazer de estudar - Os diretores e professores são responsáveis pela criação de um ambiente agradável aos estudantes. A carga horária é bem dosada. A partir da 7ª série, os alunos estão livres para escolher algumas disciplinas com as quais têm maior afinidade.

Fonte para o artigo: Veja/20/02/08


João Cruzué
cruzue@gmail.com

sábado, outubro 18, 2014

Meditação em Mateus 21


Templo em Jerusalém
Por João Cruzué


Jesus saiu da Galileia para Jerusalém. Provavelmente, havia alguma festa religiosa e muitas pessoas estavam no Templo. Em Mateus 21; 23, o evangelista começa a descrever uma cena em que ele estava ensinando, quando as autoridades do Templo, os príncipes dos sacerdotes e anciões do povo decidiram questionar sua autoridade. Neste contexto,  dá-se um diálogo entre duas maneiras diferentes de interpretar o sagrado. De um lado, as autoridades do templo e os anciões do povo; de outro aquele que tinha a visão da realidade das coisas. Um confronto entre a presunção e o formalismo contra a verdade.

Disse Jesus: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida"

Para dar um calaboca em Jesus, os filhos dos sacerdotes chegaram e perguntaram:

--Com que autoridade fazes isto e quen lhe deu tal  autoridade? Ou seja: Quem lhe deu o direito de ficar ensinando aqui no pátio do Templo, se você não é dos nossos nem tem o nobre  sangue levita?

E Jesus respondeu assim: 

--Eu também vos perguntarei uma coisa. Se reponderes, também eu vos responderei a pergunta. O Batismo de João donde era: do céu ou dos homens?

Como os príncipes dos sacerdotes e os anciões não tiveram a coragem de dizer o que pensavam, Jesus não precisou dizer com que autoridade ensinava no Templo, área de influência e domínio dos questionadores.

Mas Jesus não permitiu que eles saíssem sem ouvir uma verdade que provou ser absoluta cerca 48 gerações depois. (29dC  até  1948dC).

Primeiro contou a parábola dos dois filhos. O pai mandou os dois trabalharem na vinha. Um disse que não ia, arrependeu-se e depois, foi. O outro, disse com a maior cara de pau que iria, e depois, não foi. O primeiro da parábola simboliza os publicanos e meretrizes  que eram pecadores, mas quando ouviam o Evangelho se arrependia. O Segundo dilho, o que disse que ia e não foi, simbolizava os príncipes dos sacerdotes e seus cupinchas políticos - os anciões do povo.

Não contente com uma só parábola, Jesus emendou outra: a parábola dos lavradores maus. Aqueles que receberam uma vinha recém-formada e bem aparelhada com uma vala no entorno, um lagar e uma torre. O proprietário da vinha decidiu arrendá-la e combinou que quando chegasse o tempo da colheita,  enviaria alguém para receber  parte dos frutos da vinha. 

Foram três os primeiros servos enviados para receber a parte do proprietários, Um ficou muito ferido, o outro foi apedrejado e o terceiro, morto. Então, o proprietário da vinha enviou outros em maior número, que foram, igualmente apedrejados, espancados e alguns, mortos.

Daí, decidiu enviar seu próprio filho para receber os frutos da vinha. Então, aqueles arrendatários da vinha receberam a visita do filho do dono da vinha. Pensando em ficar definitivamente com a propriedade, arrastaram aquele herdeiro para longe e mataram cruelmente.

Aí, Jesus concluiu que o proprietário da vinha voltaria e tiraria a posse dos arrendatários avarentos e criminosos e daria a vinha para outros lavradores que fossem fiéis de trato.

A esta altura da mensagem, os príncipes dos sacerdotes e os anciões do povo já estavam com suas orelhas vermelhas e concluíram quem eram os bandidos da parábola. Pensaram reagir, mas temiam o povo que estava no Templo, que consideravam Jesus um profeta.

Meditação: Sabemos que a vinha era a nação de Israel. E que esta nação ao assassinar Jesus selou toda profecia da parábola dos lavradores maus que arrendaram a vinha. A vinha era a nação e os arrendatários, sua liderança política-religiosa. Duros com o povo, e corruptos no trato com os romanos, para não saírem do poder. O poder ao custo da presença de Deus.

Na parábola está bem claro, que Deus tinha enviado três grandes profetas para advertir a LIDERANÇA religiosa do povo. Não surtiu resultado. Enviou outros profetas em maior número, e não houve mudança de comportamento de comportamento dos líderes religiosos. Por fim, Deus enviou Jesus Cristo, e foram as lideranças religiosas de |Israel que pediram a crucificação de Jesus.

O resultado foi que um geração depois, Jerusalém e o Templo foram reduzidos a pó. Cumprindo o que está  em Mateus 21;44. A nação de Israel foi desterrada, e somente voltou a possuir um território a partir de 1948, cerca de 47 gerações (de 40 anos) depois.

Reflexão: As lideranças religiosas cristãs, com o passar do tempo se apoderam da "Vinha", usurpando o senhorio do SENHOR YHWH. Trocam a obrigação de cuidar da vinha, por interesses políticos culturalmente mundanos. Usam de suas lideranças religiosas para alcançar a liderança política e ampliar o número de pessoas sobre as quais querem mandar. Aceitam dobrar o joelho diante da oferta de mandar sobre os reinos deste mundo - coisa que Jesus ouviu, mas recusou.

Conclusão: Nem todo que o que fala em sua boca o Nome do Senhor, tem temor do Senhor. Pode ser que ele use o Nome do Senhor para usurpar o mando na Casa do Senhor. E depois, apegando-se ao poder, almeja mandar em toda a nação. Esta usurpação tem um alto preço e não ficará sem cobrança.

Quem tem juízo atente bem e não faça como fizeram os anciões do povo, mencionados em Mateus 21. Eles sustentavam e apoiavam as ações dos príncipes dos sacerdotes, porque temiam passar necessidade e fome se rompessem com a filosofia de vida daqueles. Em nossos dias,  isto não mudou.