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domingo, janeiro 18, 2026

Analise Comparativa do Sistema Eleitoral da Índia com o do Brasil

 

Bandeiras do Brasil e da Índia

João Cruzué

Pesquisa e relatóriorevisado de análise comparativa entre o sistema eleitoral indiano com o sistema  brasileiro, elaborado sob minha supervisão com o Agente de IA JBNews de minha criação, no programa LLM da OpenAI - ChatGPT-5.2. 

São 16 itens de pesquisa dispostos no relatório, com as referência bibliográficas no final. Direto ao ponto.


1) Financiamento de campanhas eleitorais

Índia.
Na Índia, o financiamento eleitoral combina doações privadas, contribuições partidárias e limites legais de gastos por candidato, definidos pela Election Commission of Índia (ECI). Os tetos de gastos variam conforme o cargo e o estado, e os partidos nacionais têm maior capacidade de captação. Um mecanismo relevante foi a introdução dos Electoral Bonds, títulos financeiros destinados a doações políticas, cujo objetivo declarado era dar transparência bancária às contribuições, embora tenham gerado intenso debate sobre opacidade quanto à origem dos recursos. A fiscalização existe, mas o volume do sistema e a informalidade econômica tornam o controle um desafio permanente.

Brasil.
O Brasil adota um modelo fortemente institucionalizado e público de financiamento. Desde 2015, doações empresariais são proibidas, e as campanhas são financiadas majoritariamente pelo Fundo Partidário e pelo Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), além de doações de pessoas físicas com limites legais. Há regras detalhadas de prestação de contas, fiscalização pelo TSE e sanções administrativas e judiciais. Esse modelo busca reduzir influência econômica privada, mas concentra poder nas direções partidárias, que decidem a distribuição dos recursos.


2) Propaganda eleitoral e uso da mídia

Índia.
A propaganda eleitoral indiana é rigidamente regulada pelo Model Code of Conduct, que entra em vigor assim que as eleições são convocadas. O código limita o uso da máquina pública, discursos de ódio e abuso de poder econômico. A mídia tradicional é supervisionada, mas o grande desafio atual está nas redes sociais e aplicativos de mensagens, amplamente utilizados em campanhas, onde o controle é mais complexo. A ECI pode suspender campanhas locais e até eleições em distritos específicos se houver abuso grave.

Brasil.
No Brasil, a propaganda é fortemente normatizada pela Justiça Eleitoral, com regras claras para rádio, televisão, internet e redes sociais. O Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE) é um pilar do sistema, distribuído conforme o tamanho das bancadas partidárias. A Justiça Eleitoral possui poder direto para retirar conteúdos, multar candidatos e cassar registros. O modelo brasileiro é mais centralizado e judicializado, com intervenção rápida do Judiciário em conflitos de campanha.


3) Delimitação territorial e desenho dos distritos

Índia.
A Índia utiliza distritos eleitorais uninominais, cujo desenho é feito pela Delimitation Commission, órgão independente que redefine os limites conforme dados censitários. Contudo, por razões políticas e federativas, a redistribuição de cadeiras entre estados foi congelada por décadas, para evitar penalizar estados que controlaram melhor o crescimento populacional. Isso cria distorções representativas, compensadas parcialmente pelo papel da Rajya Sabha.

Brasil.
O Brasil não utiliza distritos eleitorais internos para a Câmara dos Deputados: cada estado é um distrito plurinominal, com número de cadeiras definido por população, respeitando mínimos e máximos constitucionais. Não há redesenho distrital interno, o que elimina o risco de gerrymandering, mas reduz o vínculo territorial direto entre eleitor e deputado. A distorção federativa ocorre pelo mínimo e máximo de cadeiras por estado.


4) Resolução de disputas eleitorais

Índia.
As disputas eleitorais na Índia são julgadas principalmente pelo Judiciário comum, especialmente pelas High Courts e, em última instância, pela Supreme Court of India. A ECI atua de forma administrativa e regulatória, mas não exerce função jurisdicional plena. Esse modelo separa administração eleitoral e julgamento, mas pode tornar a resolução de litígios mais lenta.

Brasil.
No Brasil, a Justiça Eleitoral acumula funções administrativas, normativas e jurisdicionais. O TSE e os TREs organizam eleições, fiscalizam campanhas e julgam ações eleitorais. Esse arranjo permite decisões rápidas e uniformes, mas concentra grande poder institucional no Judiciário eleitoral, algo raro no comparativo internacional.


5) Participação feminina e inclusão política

Índia.
A Índia avançou fortemente na inclusão feminina em níveis locais, com reservas obrigatórias de assentos para mulheres em governos locais (panchayats). No Parlamento nacional, contudo, a representação feminina ainda é limitada, embora reformas recentes tenham aprovado reservas futuras de assentos para mulheres na Lok Sabha e nas assembleias estaduais, dependentes de implementação após nova delimitação distrital.

Brasil.
O Brasil adota cotas de gênero para candidaturas, exigindo percentual mínimo de mulheres nas listas partidárias, além de destinação obrigatória de recursos e tempo de propaganda. Apesar disso, a representação feminina eleita permanece baixa, em razão do sistema de lista aberta e da resistência interna dos partidos. O modelo brasileiro atua mais na fase de candidatura do que na reserva direta de assentos.


6) Calendário eleitoral e logística de votação

Índia.
Devido à dimensão continental do país, as eleições indianas ocorrem em múltiplas fases, distribuídas ao longo de várias semanas. Isso permite realocação de forças de segurança, urnas e equipes, garantindo votação segura até em regiões remotas ou conflituosas. O processo é longo, mas altamente planejado.

Brasil.
O Brasil realiza eleições em um único dia por turno, simultaneamente em todo o território nacional, com eventual segundo turno algumas semanas depois. A logística é centralizada e altamente informatizada, permitindo rapidez na apuração e divulgação de resultados em poucas horas, mesmo em um país de dimensões continentais.

Em síntese, a Índia apresenta um sistema representativo flexível, territorialmente enraizado e politicamente plural, ajustado à diversidade extrema do país e sustentado por um parlamentarismo funcional. O Brasil, por sua vez, adota um sistema mais normatizado, judicializado e institucionalmente centralizado, próprio de um presidencialismo de coalizão. Ambos são democracias complexas, mas enquanto a Índia prioriza governabilidade parlamentar e vínculo distrital, o Brasil enfatiza controle jurídico, proporcionalidade e estabilidade formal dos mandatos.


7) Forma de governo e relação entre Executivo e Legislativo

Índia.
A Índia adota um sistema parlamentarista, no qual o Executivo emerge diretamente do Legislativo. O Primeiro-Ministro é o líder do partido ou coalizão majoritária na Lok Sabha e permanece no cargo enquanto mantiver a confiança da maioria parlamentar. O governo pode ser derrubado por voto de desconfiança, e o Parlamento pode ser dissolvido antecipadamente. Esse modelo cria uma relação de dependência política direta entre Executivo e Legislativo, reforçando a responsabilidade governamental perante os representantes eleitos. O Primeiro-Ministro da Índia se chama NARENDRA MODI.

Brasil.
O Brasil opera sob um sistema presidencialista, caracterizado pela separação formal entre Executivo e Legislativo. O Presidente da República é eleito diretamente pelo povo, com mandato fixo, e não depende da confiança do Congresso para permanecer no cargo. A relação entre os poderes se dá por meio de negociação política, coalizões e controle recíproco (checks and balances). Esse arranjo garante estabilidade temporal do mandato presidencial, mas frequentemente gera tensões institucionais e desafios de governabilidade.


8) Estrutura do Parlamento e funções das Câmaras

Índia.
O Parlamento indiano é bicameral, composto pela Lok Sabha (Câmara do Povo) e pela Rajya Sabha (Conselho dos Estados). A Lok Sabha concentra o poder político central, pois dela depende a formação do governo e a aprovação do orçamento. A Rajya Sabha atua como câmara revisora e federativa, garantindo representação dos Estados e continuidade institucional, já que não pode ser dissolvida.

Brasil.
O Congresso Nacional também é bicameral, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. A Câmara representa a população de forma proporcional, enquanto o Senado representa os Estados e o Distrito Federal de forma igualitária. Diferentemente da Índia, nenhuma das duas Casas é politicamente subordinada à outra, e ambas participam de forma relativamente equilibrada do processo legislativo.


9) Sistema eleitoral e conversão de votos em cadeiras

Índia.
A Índia utiliza o sistema majoritário simples nos 543 Distritos uninominais para a Lok Sabha. Cada distrito elege um único representante, e vence o candidato mais votado, sem segundo turno. Esse modelo favorece partidos com forte base regional, tende a produzir maiorias mais claras e fortalece o vínculo territorial entre eleitor e representante, ainda que reduza a proporcionalidade entre votos nacionais e cadeiras parlamentares.

Brasil.
O Brasil adota o sistema proporcional de lista aberta para a Câmara dos Deputados. Os votos dados a candidatos e partidos determinam o número de cadeiras por legenda, e os mais votados dentro de cada partido ocupam essas vagas. O sistema amplia a representação de minorias políticas, mas incentiva fragmentação partidária, personalismo e competição interna, tornando o processo decisório mais complexo.


10) Representação federativa e peso dos Estados

Índia.
No modelo indiano, a representação federativa se expressa principalmente na Rajya Sabha, cujos assentos são distribuídos de forma desigual entre os Estados, conforme a população. Isso busca refletir o peso demográfico real, embora a delimitação de distritos e cadeiras tenha sido congelada por longos períodos para preservar equilíbrio político entre regiões.

Brasil.
No Brasil, a federação é protegida por um Senado de representação igualitária, com três senadores por Estado e pelo Distrito Federal, independentemente da população. Na Câmara, há limites mínimo e máximo de deputados por Estado, o que cria distorções representativas, mas funciona como mecanismo de proteção política das unidades federativas menos populosas.


11) Voto, idade eleitoral e obrigatoriedade

Índia.
O voto na Índia é facultativo e garantido a todos os cidadãos a partir dos 18 anos. A participação eleitoral depende da mobilização política e do engajamento social, o que representa um desafio em um país com mais de 900 milhões de eleitores, grandes desigualdades regionais e dificuldades logísticas.

Brasil.
No Brasil, o voto é obrigatório para cidadãos entre 18 e 70 anos, sendo facultativo para jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 e analfabetos. Esse modelo assegura taxas elevadas de comparecimento, mas também gera debates sobre voto consciente versus cumprimento formal de obrigação legal.


12) Tecnologia de votação e auditoria

Índia.
A Índia utiliza urnas eletrônicas (EVMs) combinadas com o VVPAT, que permite ao eleitor visualizar um comprovante físico do voto por alguns segundos. O sistema busca equilibrar simplicidade operacional e possibilidade de auditoria física, sendo especialmente relevante em um contexto de grande diversidade territorial e social.

Brasil.
O Brasil utiliza urnas eletrônicas desde a década de 1990, com forte ênfase em procedimentos de auditoria institucional, como testes públicos, verificação de integridade, boletins de urna e fiscalização por partidos e entidades. O modelo brasileiro prioriza rapidez na apuração e controle processual, ainda que dispense comprovante físico individual.


13) Administração eleitoral

Índia.
Election Commission of India é um órgão constitucional independente responsável por organizar e fiscalizar eleições. Atua principalmente na esfera administrativa e regulatória, com grande autonomia e capacidade operacional, especialmente na coordenação de eleições em múltiplas fases.

Brasil.
A administração eleitoral brasileira é exercida pela Justiça Eleitoral, que acumula funções administrativas, normativas e jurisdicionais. Esse modelo é singular no mundo e confere alto grau de controle institucional e resposta rápida a conflitos eleitorais.


14) Partidos políticos

Índia.
A Índia possui milhares de partidos registrados, mas apenas algumas dezenas são reconhecidos como nacionais ou estaduais. A competição real concentra-se em poucos partidos grandes e muitos partidos regionais fortes, refletindo a diversidade sociocultural do país e tornando comuns os governos de coalizão.

a) Partidos registrados (≈ 2.600–2.800)
Esse é o universo total de partidos que existem juridicamente na Índia. A Election Commission of India (ECI) permite o registro de partidos que cumpram requisitos legais mínimos (estatuto, liderança, endereço, regras internas). Nessa categoria entram milhares de siglas pequenas, muitas vezes locais, criadas para disputar uma única eleição, representar uma causa específica ou até permanecerem inativas. Esses partidos podem existir sem nunca lançar candidatos. É daí que vem o número em torno de 2.600+ partidos registrados.

b) Partidos reconhecidos (≈ 70–80)
Dentro do total registrado, apenas uma minoria obtém o status de partido reconhecido, que pode ser:

  • Nacional (atualmente cerca de 6), ou
  • Estadual (aproximadamente 60–70).
    O reconhecimento depende de desempenho eleitoral mínimo (percentual de votos e/ou cadeiras). Só esses partidos têm símbolo exclusivo, maior acesso a tempo de mídia, benefícios institucionais e reconhecimento formal ampliado. Eles concentram praticamente todo o poder parlamentar real.

c) Partidos que efetivamente concorreram em 2024 (≈ 700–750)
Esse é o número que citei antes. Ele se refere somente aos partidos que, na prática, lançaram ao menos um candidato nas eleições gerais de 2024 para a Lok Sabha. Segundo levantamentos baseados em dados oficiais divulgados e consolidados por agências como a Reuters, cerca de 740 partidos apresentaram candidaturas

➡️ Ou seja: nem todo partido registrado concorre, e nem todo concorrente é reconhecido.

Em síntese técnica:

  • ≈ 2.600–2.800 → partidos registrados (existem no papel)
  • ≈ 70–80 → partidos reconhecidos (relevância institucional)
  • ≈ 740 → partidos que realmente disputaram a eleição de 2024

Esse modelo explica por que a Índia é frequentemente descrita como o país com o maior e mais fragmentado sistema partidário formal do mundo, mas com competição efetiva concentrada em poucas dezenas de partidos.

Brasil.
O Brasil possui cerca de 30 partidos registrados, todos com atuação nacional formal. A fragmentação decorre menos de identidades regionais e mais do desenho institucional, resultando em um sistema multipartidário amplo, porém com desafios de coerência programática.


15) Mandatos eletivos

Índia.
Os mandatos da Lok Sabha têm duração de 5 anos, podendo ser encurtados por dissolução antecipada. Os membros da Rajya Sabha exercem mandatos de 6 anos, com renovação parcial. O mandato do Primeiro-Ministro é politicamente condicionado à maioria parlamentar.

Quanto aos mandatos eletivos, Índia e Brasil apresentam diferenças relevantes tanto na duração quanto na lógica institucional que os sustenta. Na Índia, os membros da Lok Sabha (câmara baixa) exercem mandato de 5 anos, podendo o Parlamento ser dissolvido antecipadamente caso o governo perca a maioria, característica típica do parlamentarismo; já os membros da Rajya Sabha possuem mandatos de 6 anos, com renovação parcial de um terço a cada dois anos, o que garante continuidade institucional. O Primeiro-Ministro não tem mandato fixo independente: sua permanência está condicionada à confiança da Lok Sabha. No Brasil, os Deputados Federais e Senadores possuem mandatos fixos, sendo de 4 anos para deputados e 8 anos para senadores, com renovação alternada de 1/3 e 2/3 do Senado; o Presidente da República exerce mandato de 4 anos, com possibilidade de uma reeleição consecutiva, independentemente da composição do Congresso. Assim, enquanto o modelo indiano privilegia flexibilidade política e responsabilidade parlamentar, o modelo brasileiro prioriza estabilidade temporal dos mandatos e separação rígida entre Executivo e Legislativo, refletindo a lógica presidencialista.

Brasil.
No Brasil, os mandatos são fixos: 4 anos para Presidente e Deputados, 8 anos para Senadores. A estabilidade temporal é maior, mas a remoção antecipada do Executivo depende de processos excepcionais, como o impeachment.


 

16) Gastos eleitorais na Índia na (última) Eleição geral de 2024

Os gastos oficialmente declarados pelos partidos políticos nas eleições gerais da Índia em 2024 totalizaram aproximadamente ₹ 3.352,8 crore (cerca de US$ 4,0 bilhões). Desse montante, os partidos nacionais responderam pela maior parcela, com cerca de ₹ 2.204 crore (aprox. US$ 2,65 bilhões). O Bharatiya Janata Party (BJP) foi o maior gastador individual, declarando cerca de ₹ 1.494 crore (aprox. US$ 1,80 bilhão), seguido pelo Indian National Congress (INC), com cerca de ₹ 620 crore (aprox. US$ 0,75 bilhão). Esses números correspondem apenas às despesas formalmente informadas à autoridade eleitoral.

Paralelamente aos dados oficiais, estimativas independentes elaboradas por centros de pesquisa e especialistas em financiamento eleitoral indicam que o custo total agregado das eleições de 2024 — incluindo gastos declarados, despesas de campanha indiretas, publicidade paralela, logística, mobilização política e custos sociais associados — pode ter alcançado entre ₹ 1,20 lakh crore e ₹ 1,35 lakh crore (aproximadamente US$ 14,5 bilhões a US$ 16,3 bilhões). Essas projeções consideram a escala continental do pleito e o envolvimento simultâneo de milhares de candidatos, partidos e estruturas de campanha.

A diferença entre os gastos oficialmente declarados (≈ US$ 4 bilhões) e o custo total estimado (até US$ 16 bilhões) evidencia uma característica estrutural do sistema eleitoral indiano: embora existam limites legais de gastos por candidato e exigência de prestação de contas, uma parcela significativa das despesas eleitorais não é plenamente capturada pelos relatórios formais, seja por fragmentação de gastos, seja por práticas informais historicamente associadas a campanhas de grande escala.

Em termos comparativos internacionais, mesmo considerando a faixa mais conservadora das estimativas, as eleições indianas de 2024 figuram entre as mais caras da história da democracia mundial, superando em volume absoluto de recursos a maioria dos pleitos nacionais, inclusive de países desenvolvidos. Esse nível de gasto reflete diretamente o tamanho do eleitorado, a complexidade logística, a duração prolongada do processo eleitoral e o alto grau de competição partidária.

Em síntese, pode-se afirmar que as eleições gerais da Índia em 2024 envolveram um gasto oficialmente reconhecido de cerca de ₹ 3,35 mil crore (≈ US$ 4 bilhões), mas com um impacto econômico total potencial situado entre ₹ 1,20 e ₹ 1,35 lakh crore (≈ US$ 14,5–16,3 bilhões), consolidando-as como um dos processos eleitorais mais custosos e complexos já realizados em escala global

Na numeração indianalakh e crore são unidades próprias. Eis a conversão conceitual e a aproximação em dólares, usando uma taxa média recente de ₹ 83 = US$ 1 (apenas para referência; o valor em USD varia com o câmbio):

🔢 O que são

  • 1 Lakh = 100.000 (cem mil) rúpias indianas
  • 1 Crore = 10.000.000 (dez milhões) rúpias indianas

Observação: 1 Crore = 100 Lakhs

💱 Aproximação em dólares (USD)

  • 1 Lakh (₹ 100.000) ≈ US$ 1.200
  • 1 Crore (₹ 10.000.000) ≈ US$ 120.000

📌 Exemplos rápidos

  • ₹ 50 Lakhs ≈ US$ 60.000
  • ₹ 10 Crores ≈ US$ 1,2 milhão
  • ₹ 1 Lakh Crore (100.000 Crores) ≈ US$ 12 bilhões

 

Síntese final integrada

Em conjunto, o sistema indiano privilegia flexibilidade política, vínculo territorial e responsabilidade parlamentar, enquanto o sistema brasileiro enfatiza estabilidade institucional, controle jurídico e proporcionalidade representativa. Ambos respondem a contextos sociais complexos, mas seguem lógicas distintas de organização do poder, representação e governabilidade.

 

Segue a Bibliografia e Fontes de Pesquisa, organizadas em formato ABNT (NBR 6023:2018), com base nas fontes efetivamente utilizadas ao longo do relatório.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSOCIATION FOR DEMOCRATIC REFORMS (ADR). ADR analysis of election expenditure in Lok Sabha Elections 2024Nova Délhi, 2024. Disponível em: https://adrindia.org. Acesso em: 18 jan. 2026.

CENTRE FOR MEDIA STUDIES (CMS). India’s election spending: estimates and trendsNova Délhi, 2024. Disponível em: https://cmsindia.org. Acesso em: 18 jan. 2026.

ELECTION COMMISSION OF INDIA (ECI). General Elections to Lok Sabha 2024: official statistics and reportsNova Délhi, 2024. Disponível em: https://eci.gov.in. Acesso em: 18 jan. 2026.

INDIA. Press Information Bureau (PIB). Registered political parties and electoral dataNova Délhi, 2024. Disponível em: https://www.pib.gov.in. Acesso em: 18 jan. 2026.

REUTERS. India election 2024: how parties compete and how much they spendLondres, 2024. Disponível em: https://www.reuters.com. Acesso em: 18 jan. 2026.

TIMES OF INDIA. ADR report: BJP spent Rs 1,494 crore in 2024 pollsNova Délhi, 2024. Disponível em: https://timesofindia.indiatimes.com. Acesso em: 18 jan. 2026.

SUPREME COURT OF INDIA. Judgments on electoral bonds and political financeNova Délhi, 2024. Disponível em: https://www.sci.gov.in. Acesso em: 18 jan. 2026.

WORLD BANK. India: governance, elections and public finance overviewWashington, DC, 2024. Disponível em: https://www.worldbank.org. Acesso em: 18 jan. 2026.

 

SP-18/01/2026.




A Índia se diz Laica mas ainda Consente na Perseguição de Cristãos

 

Pesquisa de João Cruzue

Fonte: Christian Solidarity International - CSI

Índia: Igrejas incendiadas, cristãos atacados, corpo exumado antes do Natal

Publicado em 19 de dezembro de 2025

No interior da Índia, um cristão local registrou em vídeo uma multidão atacando cristãos após um sepultamento. 

A violência começou depois que uma multidão local, supostamente incitada por nacionalistas hindus, alegou que um sepultamento cristão insultava sua divindade e violava direitos sobre terras tribais. O homem sepultado era o pai de Rajman Salam, chefe de aldeia eleito de Bade Tevda, no distrito de Kanker. Ele havia sido enterrado com ritos cristãos em 15 de dezembro. Moradores liderados por um homem identificado como Sukdu Ram então acusaram a família de profanar terra sagrada e exigiram que o corpo fosse removido.

Para apaziguar a multidão, autoridades acabaram exumando o corpo e transferindo-o para outro local.

Ataques generalizados e deslocamento

Imagens em vídeo da região mostram residentes tribais cristãos sendo agredidos com bastões e arrastados para fora de suas casas na manhã de 17 de dezembro. Policiais também foram empurrados e hostilizados por multidões. A casa de um pastor esteve entre as incendiadas, e várias famílias cristãs agora estão abrigadas em uma delegacia local, com medo de retornar para casa.

O hospital governamental de Kanker admitiu várias vítimas com ferimentos graves, segundo a equipe médica. Algumas podem precisar ser transferidas para unidades privadas para atendimento avançado. Trabalhadores de campo locais relataram que muitos feridos ficaram sem atendimento imediato após os ataques.

A instabilidade desencadeou deslocamento em larga escala. Dezenas de famílias cristãs, incluindo mulheres e crianças, fugiram da região, abandonando casas, campos e rebanhos.

Ameaças de nova violência e mobilização regional

Grupos nacionalistas hindus locais teriam ameaçado retornar em maior número, intensificando o temor de novos ataques.

Nas aldeias vizinhas, reuniões dos conselhos locais estão sendo convocadas para ampliar a oposição às famílias cristãs. Observadores de campo afirmam que esses encontros se tornaram plataformas de mobilização anticristã, aumentando o risco de violência coordenada.

Veredicto da Suprema Corte usado indevidamente para justificar ataques

Ativistas também relatam que grupos nacionalistas hindus estão usando indevidamente um recente veredicto dividido da Suprema Corte, de janeiro de 2025, em um caso relacionado a um cristão tribal, Ramesh Baghel, para justificar suas ações.

Embora a Corte não tenha reconhecido o direito de barrar sepultamentos com base na religião e, ao contrário, tenha viabilizado o sepultamento com proteção policial, a decisão vem sendo distorcida no terreno para alegar que cristãos não têm direito a sepultamento em aldeias onde são minoria. O uso indevido do veredicto encorajou atores majoritários a instrumentalizar ambiguidades legais, alimentando ataques a ritos funerários, deslocando famílias e aprofundando um clima de impunidade.

Dezenas de casos no centro da Índia

O United Christian Forum (UCF) documentou pelo menos 23 incidentes relacionados a sepultamentos em 2025 até agora, incluindo 19 em Chhattisgarh, dois no vizinho Jharkhand e um em cada um dos estados de Odisha e Bengala Ocidental — os quatro estados contíguos que formam o cinturão tribal do centro da Índia.

No ano anterior, houve cerca de 40 casos desse tipo, com 30 apenas em Chhattisgarh. Eles incluem ameaças, exumações forçadas e negação de espaço para sepultamento, muitas vezes seguidos de violência.

Em novembro, cristãos da aldeia de Jewartala, no distrito de Balod, em Chhattisgarh, também tiveram o direito de sepultamento negado. Por volta da mesma época, em Koderkurse, Kanker, a polícia não conseguiu encontrar um local de sepultamento para outro homem cristão por três dias, pois as aldeias ao redor recusaram acesso.

Em 2022, na aldeia de Krutola, Chhattisgarh, a família de uma idosa cristã chamada Chaitibai a enterrou em sua própria terra após ter sido negado espaço no cemitério da aldeia. Quatro dias depois, seu corpo teria sido exumado à força e realocado, com a polícia inicialmente apenas observando e, posteriormente, realizando o ato.

Incidentes mais recentes mostram a continuidade do padrão. No distrito de Nabarangpur, no estado de Odisha, um jovem cristão de 20 anos chamado Saravan Gond teve o sepultamento negado em sua aldeia depois que sua família se recusou a renunciar ao cristianismo em abril de 2025. Seus parentes foram agredidos, o local do sepultamento vandalizado e o corpo posteriormente desapareceu.

Em novembro de 2025, uma menina de 13 anos chamada Sunita morreu na área de Brehebeda, no distrito de Narayanpur, em Chhattisgarh. A família foi informada de que o sepultamento só seria permitido se abandonassem o cristianismo. Eles acabaram enterrando-a a 10 quilômetros (mais de 6 milhas) de distância, perto do centro do distrito.

Assédio comunitário e inação do Estado

Outros casos incluem moradores que se recusaram a permitir o sepultamento de Keshav Santa em Odisha, em março de 2025, porque seu filho havia se convertido ao cristianismo. Até mesmo o sepultamento em terreno privado foi bloqueado até que o filho renunciasse publicamente à sua religião. Após esse sepultamento, a família foi assediada, teve água e eletricidade cortadas, e autoridades emitiram então um aviso de “quebra da paz” contra a família cristã, em vez de contra os responsáveis por ameaças e intimidação.

Em uma nota à imprensa enviada à CSI, o UCF afirmou: “A primeira obrigação do governo é proteger a vida, a liberdade e a dignidade, especialmente quando uma família está mais vulnerável. Se a polícia e as autoridades locais não conseguem assegurar um sepultamento legal e pacífico e, em vez disso, permitem que multidões ditem quem pode lamentar e como, o Estado, ao deixar de proteger as comunidades, está permitindo a impunidade.”

Alvo sistêmico de cristãos tribais

Os ataques a cristãos tribais, ou indígenas, se intensificaram desde 2020, quando grupos hindus radicais lançaram uma campanha para impedir que comunidades indígenas — que têm direito constitucional a proteções e benefícios devido ao seu status historicamente marginalizado — se convertam ao cristianismo. Esses grupos também pressionam por proibições de acesso à educação e a benefícios de emprego para aqueles que mudam de fé.

Embora a maioria das comunidades tribais siga tradições próprias e sistemas de crença baseados na natureza, o Censo nacional continua a classificá-las como hindus, alimentando ainda mais tensões sobre identidade religiosa e direitos.


https://csi-usa.org/india-30-christians-injured-in-attack-by-hindu-nationalists-in-odisha/


terça-feira, fevereiro 18, 2014

A benção de Deus na vida de um jovem cristão indiano

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Por Aby Mammen

Tradução: João Cruzué

Foto: Irmãos Aby Mammen e Sheena Samuel


Eu cresci em um lar temente a Deus e minha família frequentava uma Igreja Episcopal protestante. Ali, havia uma antipatia geral contra o movimento pentecostal. Eu mesmo lembro-me da aversão que tinha contra ele. Quando meu pai faleceu eu tinha um ano e meio de idade. Minha irmã nasceu duas semanas depois da morte dele e naquela época, minha mãe tinha uma pequena interação com algumas irmãs pentecostais. Elas costumavam orar pelo meu pai que estava morrendo de câncer.

Havia uma irmã pentecostal que passou a noite inteira com minha mãe na noite em que meu pai se foi. Aquela irmã era uma estranha para minha mãe. Ela tinha ido ao hospital para visitar e orar pelos doentes, quando descobriu que minha mãe era amiga de uma certa conhecida dela, então ela decidiu ficar com minha mãe. Daquele momento em diante, minha mãe passou a sentir uma atração pelas igrejas pentecostais.

Eu era visitante de igreja e seguia a vida cristã nominal. Eu amava o Senhor, mas na verdade não tinha nascido de novo. Eu tinha 15 anos, quando o Senhor começou a trabalhar na minha vida para me trazer sua graça salvadora. Eu fui atraído pelo Senhor de formas diferentes: através de um folheto, estudos bíblicos, cultos públicos, e finalmente, quando eu vi um homem ser curado pela oração de um pastor, decidi entregar meu coração ao Senhor. Dois meses mais tarde, eu dei testemunho público ao Senhor no batismo em águas e depois passei a frequentar uma Igreja pentecostal.

Meu pastor costumava jejuar por 41 dias sem comer. Ele instou comigo para que pedisse ao Senhor que me enchesse com o Espírito Santo para adorar ao Senhor em línguas estranhas.

Eu não estava tão interessado porque vi alguns irmãos falando muito alto em línguas na Igreja. Assim, eu comecei a orar para que Deus me enchesse com seu Espírito Santo. Eu esperei por três meses. Em uma tarde de quarta-feira, depois da oração matinal, no momento de uma pequena oração intercessória, na reunião da Igreja, meu pastor sentiu um desejo de colocar suas mãos sobre mim e orar. Eu senti o poder de Deus caindo sobre a minha cabeça e se derramando dentro do meu coração, até não mais poder suportar.

Era como se eu estivesse queimando por dentro. Ao mesmo tempo eu senti que estava diante da santa presença do Senhor e que eu não mais ficar em silêncio. Meu corpo inteiro gritou em adoração a Ele. Minhas orações eram muito altas e eu não podia mais me controlar. Eu estava adorando a Deus de uma maneira diferente, que eu nunca tinha experimentado antes. Naquele dia, Deus me deu a evidência de que Ele era real!

No dia seguinte eu fui à escola e dei testemunho do que tinha acontecido comigo a um amigo Hindu. Ele me escutou atentamente. Embora ele não pudesse completamente me entender quando eu disse a ele que leu tinha sido cheio do Espírito de Deus, ele percebeu que alguma mudança tinha acontecido comigo. Ele costumava me ouvir e discutir comigo sobre assuntos relativos a Deus por alguns anos. Anos mais tarde o Senhor também trouxe a sua graça salvadora sobre a vida deste amigo.

Houve uma época, em meus primeiros anos de crente que o Senhor me concedeu o dom da profecia. O Senhor me fortalecia, de vez em quando, para entregar uma mensagem profética para fortalecer alguém. Já faz um bom tempo que o Senhor me fortaleceu dentro desta forma. O Senhor tem me dado um dom de comunicar a Palavra de Deus para as pessoas em uma linguagem simples. Eu tenho usado isso em nossa Igreja e nas reuniões próximas de meu local de trabalho.

Atualmente, nós estamos ministrando para crianças. Deus tem nos concedido três oportunidades: uma vez por semana, com alguns de nossos amigos, crentes, nós vamos até as proximidades de uma escola e ensinamos lições de moralidade (basicamente histórias bíblicas e canções). Uma vez a cada duas semanas nós conseguimos uma oportunidade para ministrar em um convento para meninos e meninas. As crianças são muito receptivas à mensagem que nós pregamos através da Palavra. Nós cremos que trazer uma criança para Cristo em sua tenra idade é muito mais eficaz.

Eu estava muito fraco em meus estudos na escola. Mas Deus transformou a minha fraqueza em força na faculdade. Ele me deu um emprego, que eu não merecia.

Eu faço parte de uma associação paraeclesiástica. O local aonde eu trabalho é um parque tecnológico, onde há mais de 100 companhias de softwares. Há muitos amigos convertidos trabalhando aqui em várias companhias. O Senhor tem levantado muitos irmãos e irmãs maravilhosos para juntos aprender, seriamente, a palavra do Senhor. Toda terça-feira, nós temos um estudo sistemático da Bíblia e um momento de oração. Os amigos que vêem a esta associação são de diferentes denominações. Esta associação tem seguido o modelo da Igreja Batista. A palavra de Deus é muito enfatizada.

Foi nesta associação que eu conheci Sheena, a jovem que hoje é minha esposa.


Comentário: Irmão Aby é nosso conhecido há mais sete anos. Desde o tempo em que era solteiro e  orava  para se casar. Há uns cinco anos ele enviou-me seu convite de casamento. Deus honrou sua fé. Quero dizer aos leitores de blog, que tenho visto a bênção de Deus na vida deste moço nativo da Índia. Pelo testemunho que ele escreveu e enviou para mim,  já deu para perceber que o Pentecostes é uma bênção na Índia e que a teologia da "prosperidade" não consegue fazer sucesso por lá. Irmão Aby e irmã Sheena, estão morando hoje na Inglaterra, e têm uma linda filhinha de três anos. O casal é de  Kerala, província do Sul da  Índia.(João Cruzué)


Em 21.08.2010

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sábado, fevereiro 09, 2013

A máquina do tempo e secularização dos costumes cristãos


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João Cruzué

Estive conversando com um irmão pentecostal indiano esta semana e ouvi algumas coisas interessantes sobre os pentecostais daquele país. Ele se admirou com a semelhança de costumes quando eu falei dos padrões de conduta e costumes dos pentecostais brasileiros dos anos 60's e 70's. E ele me disse que na Índia esses padrões, que ele chamou de ascetismo, iam um pouco mais além. Então eu comecei a analisar o quanto mudou os padrões evangélicos no Brasil, principalmente o pentecostal nestes últimos 40 anos. E as mudanças foram principalmente fisiológicas e doutrinárias.

 pentecostais na índia que se propuseram a radicalizar sobre usos e costumes. Rejeitam o uso de qualquer calçado, andando com os pés no chão. Nas reuniões não usam esteiras, bancos ou cadeiras como assento. Simplesmente assentam-se no chão. Coisas desse gênero.

No Brasil, soube de tempos que o uso do chapéu (e da bengala) eram obrigatórios. Alcancei o tempo da aversão aos paletós com abertura (rachados) atrás. Da exclusão pela compra e uso de um televisor (e rádio) em casa. Quantas jovens, eu presenciei, foram disciplinadas por ter aparado as pontas do cabelo, etc, etc, etc.

Sabemos que esse tipo de ascetimo, embora muito louvado, não faz da pessoa um cristão, embora um cristão de verdade possa se submeter a esses padrões por obediência à palavra de Deus. Mas não quero focar o texto em padrões de usos e costumes, embora os bons costumes devam ser encorajados. Desejo convidá-lo a pensar sobre a grande mudança que está acontecendo com a igreja evangélica brasileira, notadamente a pentecostal, quanto ao abandono dos princípios cristãos.

Gostaria de comentar o que está acontecendo com o princípio do temor de Deus. Fiquei muito admirado ao ver pastores de grande liderança pentecostal, já em idade avançada, trocar ou estão buscando a troca do púlpito pela tribuna de uma casa legislativa qualquer. A profanação e a relativização do sagrado pelo desejo de exercer o poder no mundo. E a perda desse temor está justamente em: "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele."

Minha mãe certa vez foi limpar um guarda-roupa. Ela encontrou alguns velhos cobertores e decidiu estendê-los no varal; ficou muito desapontada, quando percebeu que um "ninho" de cupins havia se instalado neles. Pela frente, não havia nem um sinal de cupins; olhando pelos lados, os cobertores estavam perfeitos, mas quando foram erguidos do lugar, o estrago estava por trás.

O povo evangélico de nosso país está surpreso. Decepcionado. Entre ele, me encontro. Decepcionado com a perda de muitos referenciais evangélicos, que se têm mostrado muito mais apaixonados e interessados pela política do que permanecer como paradigmas das gerações mais jovens. O que minhas filhas vão dizer quando aquele pastor presidente de um grande ministério da Assembléia de Deus trocou a palavra pelo discurso, o púlpito pela tribuna, o nome de "Irmão" pelo de "Excelência", sob o pretexto de "defender" os princípios cristãos contra o laicismo e os homossexuais? E o que dizer da enxurrada de "pastores", "bispos" e "apóstolos" que seguiram esse tipo de mau exemplo e estão correndo em desvario atrás de um cargo público que lhes dê mais ostentação?

Para onde estão indo os referenciais de nossa Igreja? E para onde vai a vida espiritual de nossos filhos e netos que já descobriram que eles são obreiros fraudulentos? Hipócritas que não guardaram o testemunho daquilo que pregaram e exigiram dos membros das igrejas, e até excluíram muitas famílias em nome de uma "santidade" que estão pisando agora?

E o que farão agora centenas e milhares de obreiros que sempre honraram e obedeceram estes referenciais que agora se mostram corrompidos de juízo e secos de amor ao Senhor? Vão continuar tranquilos e sustentando o insustentável?

Caro leitor, vou dizer apenas mais uma "coisinha" antes de parar por aqui. Meu irmão indiano me disse que uma das razões (postagem anterior) pela qual sua mãe decidiu ser uma cristã pentecostal, foi a atitude de uma irmã bem simples, que decidiu passar a noite em claro, com ela, no quarto de um hospital, assistindo um marido morrendo de câncer. Solidariedade.

Amor cristão. Quero perguntar e desejo ouvir uma resposta sincera: você tem visto solidariedade nos referenciais de sua Igreja? E uma pergunta ainda mais desconcertante: Valeria a pena ser solidário a alguém com o propósito de atraí-lo a congregar numa igreja dessas? O que essa pessoa iria aprender em uma Igreja onde os valores cristãos de seus referenciais já foram "bichados" por "cupins" e em seus corações a glória desse mundo é muito mais desejada?

Jesus, se eu estiver vendo as coisas de forma errada, o Senhor me perdoa, pois eu não consigo ver de forma diferente. Para mim, o lugar de um pastor presidente é à frente do Ministério. O Lugar de um Bispo, é à frente de uma Igreja. Brasília, pode ser o lugar de muitos crentes. Não de um Bispo ou de um presidente de um campo. A menos que ele não queira mais o cajado.

Os meus antigos referenciais não mais me servem de referência. Eles trocaram seus ministérios de pastores e bispos por cargos de deputados e senadores. Eles foram tentados e caíram, onde Jesus não caiu. E a cada ano eleitoral, estão fazendo mais "discípulos"

Graças a Deus que isto não me surpreende, pois já venho me decepcionando há muitos anos. Mas onde estão os referenciais da Igreja para meus filhos e neto? Se eles me perguntarem, vou dizer que estão de mudança para Brasília!






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quarta-feira, janeiro 18, 2012

India - Pogron contra cristãos em Kandhamal, Orissa

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João Cruzué

Se Ghandi ficou impressionado com má recepção de um porteiro em uma Igreja Evangélica na África do Sul, o que ele diria se alguém lhe mostrasse essa foto?

Esta foto faz parte de um album de fotos da grande perseguição de cristãos no Estado de Orissa começando no Natal de 2007, continuando até outubro de 2008.

Se você acha que o Hinduísmo é a religião do "paz e amor", da meditação e do Nirvana, talvez mude de opinião se der uma olha nas fotos e na matéria que escrevi em 2008: Perseguição Hindu em Orissa. Não foi um fato isolado. A matança terminou, mas a perseguição ainda continua.

Segundo nosso irmão indiano Pr. Philip Eapen, ela começou bem antes de 2008 e, na verdade, segundo ele, trata-se de um verdadeiro
pogron praticado pelos radicais hindus e tolerado pelas autoridades indianas.

Em breve vou traduzir a reportagem da visita que Pastor Philip fez em Orissa, falando da perseguição sistemática e violenta de radicais hindus no distrito de Kandhamal.

Fonte da Foto: www.persecution. in




domingo, outubro 23, 2011

Pastor Santosh foi preso na India na hora do batismo

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All Indian Christian Council

Tradução João Cruzué

No dia 28 setembro 2011, passado, em Athani Taluk, distrito de Begaum, estado de Karnataka, Índia, um pastor preso enquanto procedia o batismo nas águas.

Pastor Santosh estava batizando 08 novos convertidos quando um inspetor da polícia "passava" pelo local e o levou em custódia sem qualquer mandato prévio. O pastor foi interrogado pelo pocial e solto lá pelas 21:00 h depois de receber várias advertências.

Pastor Santosh está traumatizado com o evento e continua amendrontado, pois as circunstâncias de sua prisão ainda não foram oficializadas.
Comentário: A intolerância que os indianos reclamaram dos ingleses, agora estão praticando contra os próprios irmãos de minorias religiosas. Isto mostra que o poder sem controle pode tornar religiosos em bestas.



sábado, junho 04, 2011

Memorial da Grande Perseguição de Cristãos na India em 2008



PARA QUE ISTO NÃO SEJA ESQUECIDO


João Cruzué


No decorrer de 2008, acompanhei chocado os fatos acontecidos na Índia, onde uma grande perseguição contra os cristãos explodiu no Natal de 2007 prosseguindo até outubro de 2008. Como isto não é interessante para a mídia brasileira, eu cobri a evolução dos acontecimentos até o final quando o governo indiano, sob intensa pressão mundial, mandou as autoridades do Estado de Orissa colocar a polícia para controlar as agressões, dando um basta naquele sofrimento. Casas incendiadas, pastores queimados vivos, comércios e Igrejas Cristãos incendiados, freiras estupradas, professora de orfanato católico queimada viva. Uma atrocidade perpetrada por ala radical do Hinduísmo chamada VHP - "Vishaw Hind Parishat", uma espécie de "Al Qaeda" do Hinduísmo.

Na Índia, quando alguém muda de religião, deve ir a um Cartório para registrar seu ato - como uma escritura pública. Na verdade isto é um recurso da religião dominante para ter acesso à esta informação e usá-la (no Interior) para pressões visando a reconversão.

Passado três anos, aquele tipo de perseguição parou, mas uma outra mais eficiente foi iniciada: o boicote às necessiddes dos cristãos, como não transportar doentes em táxis, proibir compra de remédios em farmácias...etc. Daí eu achei por bem atualizar o blog "India para Jesus e deixar lá todos os posts que escrevi e traduzi sobre o assunto. Como um memorial. Não deixe de visitá-lo. É meu convidado; João.


A PERSEGUIÇÃO.

Manifestação da Igreja Cristã Indiana em frente ao prédio da ONU - Organização das Nações Unidas em 11 de outubro de 2008 contra a grande perseguição sofrida pelos cristãos do Estado de Orissa, distrito de Kandhamal no Nordeste da Índia.


A IGREJA CRISTÃ INDIANA PROTESTOU

Fotos do Protesto da Igreja Cristã Indiana na frente do Prédio da ONU - Organização das Nações Unidas, em Nova York, para chamar a atenção do mundo para a indiferença do Governo indiano. Funcionou.


Data da manifestação: 11 de outubro de 2008.

OR2008


OR2008Y


OR2008x

OR2008Z



E ELES ESTAVAM SE MANIFESTANDO CONTRA

ISTO:


fonte: AICC

Orissa 7
Jeep de Igreja incendiado

fonte: AICC

Orissa 12
Corpo do Pastor Dibya Sundars

fonte: AICC
Ourissa 36
Uma congregação destruída por fundamentalistas hinduístas

fonte: AICC
Ourissa 63
Hinduístas queimaram a casa da cristã

fonte: AICC
Ourissa 62
E a casa desta outra irmã em cristo também

João Cruzué
e Sharmilla de Mumbay


Uma grave perseguição
religiosa contra cristãos está acontecendo em Orissa, estado da Região Leste da Índia. Bandos de Hindus exaltados da VPH, uma associação fundamentalista para o hinduísmo mundial incedeiam e destroem Igrejas, matam pastores e expulsam cristãos de suas casas. As fotos abaixo mostram muita destruição e dor. Famílias inteiras estão se escondendo e dormindo no meio do mato depois que foram atacadas e expulsas de seus lares. As perseguições vêm se intensificando desde o Natal de 2007. E de agosto 2008 para cá, infelizmente recrudesceram. Policiais militares e até o exército indiano foram destacados para acalmar os ânimos. Pastores estão sendo falsamente acusados de estupro, justamente para enlouquecer grupos radicais contra os cristãos indianos.

A maioria desses cristãos são (ex)Dalits - também conhecidos por "intocáveis".-ou a casta mais baixa na hierarquia da religião hinduísta. Segundo as estatísticas, há 180 milhões de Dalits na Índia.Eles sofrem
o preconceito religioso porque são pobres e ainda por cima cristãos. Este preconceito resumidamente vem do sistema de castas hinduísta. Se uma pessoa pertence à casta dos Dalits (a mais baixa do hinduísmo) ele deve trabalhar a vida inteira em ocupações como lixeiro. Como em várias lugares da Índia não têm redes de esgotos ou fossas, as mulheres Dalits são obrigadas pela religião a retirar as fezes e todo o lixo das mansões dos membros da casta dominante. Se um Dalit (intocável) estiver passando fome, no meio da rua, segundo o costume do fundamentalismo radical hinduísta quem der de comer a ele estará pecando. Ele tem que sofrer e passar necessidades a vida inteira para "melhorar" seu "karma". Além de explorados, os Dalits são doutrinados a aceitar a exploração como sendo aldo da vontade do deus hinduísta.Traduzindo: o sistema de castas hinduísta é a organização mais miserável que o diabo já planejou com o nome de religião.

O sistema hinduísta de castas foi abolido da Constituição Indiana. Desde Mahatma Gandhi, os políticos vêm combatendo esta ignomínia através de leis que declararam ilegal o sistema de castas. Todavia, nas regiões mais remotas e no interior da Índia as leis nem sempre chegam ou funcionam. Prevalece a força do hinduísmo. Típico caso onde o Estado é laico, mas o povo não o é. Muitos Dalits ao ouvir o Evangelho aceitam Jesus para fugir tanto da miséria quanto do preconceito. Mas, se por um lado eles se tornam livres ao aceitar Jesus, já no convívio social eles continuam sendo tratados como Dalits. E o fundamentalismo Hinduísta não perde a oportunidade em torná-los bodes expiatórios, como é o caso desta perseguição que começou desde o Natal de 2007.
Até aqui a reportagem é de João Cruzué.


Screenshot de João Cruzué
clique para ampliar

Tradução de João Cruzué

"Entre 24 de dezembro de 2007 e 02 de janeiro de 2008 os ataques no "município" de kandhamal mataram ao menos quatro cristãos, e destruíram 100 templos religiosos e 730 casas de cristãos. A maioria das vítimas eram Dalits , anteriormente conhecidos como "intocáveis"

Os recentes ataques começaram depois que Lakshmanananda Saraswati, um líder da
Associação Fundamentalista hindu VHP - Vishwa Hindu Parishad, foi morto em 23 de agosto de 2008, por assaltantes desconhecidos . A VHP acusou publicamente os cristãos locais e grupos de militantes hindus atacaram pelo menos em 12 dos trinta "municípios" do "Estado" de Orissa. Os líderes das comunidades cristãs informaram que desde 03 de setembro, pelo menos 4.014 casas foram destruídas em 300 aldeias, e aproximadamente 50 mil pessoas, expulsas. Dois pastores e outros 24 líderes cristãos foram mortos. Mais de 100 templos foram incendiados. Uma freira foi estuprada e outra religiosa católica foi queimada viva em Bargarh, "município" de Orissa.

Em 25 de Agosto de 2008, as hordas de militantes hindus atacaram casas cristãs e lugares da adoração em Kandhamal. Os ataques foram principalmente à noite. Em primeiro de Setembro de 2008, o Governo do Estado Orissa contou os fatos em números: 16 pessoas mortas, 35 feridas, 185 presos; 558 casas e 17 lugares de adoração incendiados, 12,539 cristãos buscaram abrigo em 10 campos de refugiados; 12 companhias de forças paramilitares, 24 pelotões da Polícia Armada estatal de Orissa, duas seções da Força de Reserva de Polícia Armada, e duas equipes do Operat Especial.

Na Quinta-feira, 4 de setembro de 2008, o Supremo Tribunal de Índia instruiu o governador de Orissa para controlar a violência. As autoridades de Orissa prometeram impedir uma manifestação da VHP (Vishwa Hindu Parishad ou Conselho Hindu Mundial) marcada para o dia 7 de setembro de 2008. Contudo, os líderes de VHP disseram a uma jornalista indiana que eles ainda planejavam manter o "Shraad Yatra” um rito de funeral tradicional executado por sadhus hinduístas
no 16º dia da morte do swami. Anteriormente, líderes de todas as principais denominações cristas conclamaram um dia da oração e jejum através da Índia no domingo, 7 de setembro de 2008."

FOTOS DO RESULTADO DA PERSEGUIÇÃO

fonte: AICC
Orissa 11
Bíblias queimadas

fonte: AICC
Orissa 9
Irmã Namrata - adolescente com queimaduras de segundo grau

fonte: AICC
Orissa 8
Templo destruído

fonte: AICC
Orissa 8
Jeep de Igreja incendiado

fonte: AICC
Orissa 10
Irmão Sudhir junto com dois Evangelistas

fonte: AICC
Orissa  4
Igreja queimada

fonte: AICC
Orissa  1
Templo queimado

fonte: AICC
Orissa 11
Irmã Lydia e filho , viúva e órfão do Pastor Akbar Digal

fonte: AICC
Orissa 13
famílias amendrontadas se escondendo e dormindo no mato

fonte: AICC
Orissa  5
carro em mercadorias de cristãos queimados

fonte: AICC
Orissa  3
casa destruída pelo fogo

fonte: AICC
Orissa  2
veículo incendiado

Artigo mais recente: O fundamentalismo Hindu e as conversões




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sexta-feira, abril 22, 2011

Memórias da Grande Perseguição na India em 2008


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PARA NÃO NOS ESQUECERMOS DE 2008


TABIND


Photo: AICC
VHP attack
Agitadores e baderneiros Kandhs da VHP


DATA DA MATÉRIA: OUTUBRO 2008.

Jornal The Times of India


Tradução de João Cruzué

Tão logo a polícia de Kandhmal adotou severas medidas contra os agitadores Kandhs neste distrito do Estado de Orissa, hordas de membros tribais estão abandonando aldeias e se escondendo nas florestas. Este novo fenômeno começou há poucos dias depois que o Ministro Chefe, Naveen Patnaik, sob intenssa pressão do governo Federal [e internacional] para averiguar a violência local, ordenou pesadas e severas medidas contra as pessoas intolerantes, participantes de motins contra os cristãos.

O Governo Central da Índia também disparou [para inglês ver] uma série de fortes advertências ao governador de Orissa, para reveter a situação. O número de detenções de desordeiros no distrito Kandhmal subiu rapidamente para 575 pessoas. Várias aldeias ficaram quase totalmente vazias, em vista das detenções em larga escala. A maior parte dessas pessoas fugiram de suas aldeias" disse um antigo funcionário . Membros da tribo dos Kandh (de Kandhmal), estão em guerra com os Panas, pertencentes à casta Scheduled (anteriormente chamada Dalits) ou intocáveis cuja maioria são cristãos. Os Kandh estão atualmente no foco das autoridades por continuar com os ataques, que começaram no Natal de 2007.

Depois das lembranças dos violentos protestos do final de dezembro terem saído de suas mentes, o assassinato de Swami Laxmanananda Saraswati em 23 de agosto passado veio acrescentar mais lenha em uma fogueira antiga, reacendendo ódio para um ataque em larga escala contra as mesmas pessoas que eles mantêm diferenças durante anos.

"A ação da polícia está prestes a se realizar em tal situação. Além de estar envolvidos em distúrbios há alegações da ameaça de reconversão contra algumas pessoas. Estamos investigando isso," disse Madhusudan Padhi, administrador especial de Kandhmal.

Padhi disse que adotaria medidas para registros em cada campo e pediria às pessoas para anotar suas reclamações, inclusive as ameaças da reconversão, se houver alguma. O número de Cristãos nos campos de refugiados, segundo ele, caiu desde então a um pouco além de 12,000. "Isto é um bom sinal", acrescentou.

Embora os campos de refugiados dirigidos pelo governo forneçam abrigos para muitos, o que emergiu como um novo problema é como levar esta gente de volta para suas casas. A maioria dos refugiados se queixam que estão sendo aterrorizados para se reconverter ao hinduísmo, o que não estão dispostos fazer. A falta do que fazer nos campos, também os está deixando agitados, especialmente os homens.

A vida nos campos de refúgio não é boa, e os relatórios que vêm de lá apontam isso. É praticamente uma vida de cão, pessoas infelizes, que perderam ou deixaram tudo para trás, apressando-se por suas vidas, sem conseguir levar nada. As pessoas defecam ao ar livre e muitas dividem uma única esteira para dormir no chão. Kandhmal é altamente propenso à malária, nem todos têm um mosquiteiro para dormir. As redes fornecidas são pequenas para um adulto.

A situação é tão miserável que às vezes uma barra de sabão ou um pequeno saquinho de óleo são fornecidos para o uso coletivo. Isto vai além do dinheiro gasto pelo Fundo de Contingências para cobrir outras despesas.

Fonte: The Times of India

Comentários de João Cruzué: a repercusão mundial dos motins e da grave perseguição contra cristãos em Kandhmal, distrito de Orissa, não pôde ser abafada ou ignorada. Manifestações de repúdio vindas de vários países surtiram a pressão e os efeitos necessários sobre o Governo Central indiano. Dentre essas manifestações cabe destacar a passeata realizada em Londres. As fotos de selvageria divulgadoas pela Internet e notícias inimagináveis de um país considerado o berço da não violência, do estadista Mahatma Ghandi, chocaram o mundo.

O governo indiano ficou muito envergonhado com o caso do estupro de uma freira por quatro "bestas" hindus, enquanto outra jovem católica de um orfanato foi amarrada e queimada viva. Sua foto divulgada na internet retratou fielmente a pior imagem da perseguição de Kandhmal.

Além da morte de pastores, centenas de igrejas incendiadas, milhares de casas destruídas por baderneiros da VHP - Vishaw Hindu Parishad. Foi esta associação radical hindu que acusou propositalmente os cristãos de Kandhmal de terem assassinado o Swami local. As autoridades hindus, no entanto, estão prestes a colocar as mãos nos verdadeiros assinos: um grupo de maoistas. Mao Tse-tung se foi, mas ainda deixou algumas bestas como seguidores.

Andei recebendo comentários de estrangeiros justificando que os fundamentalistas hindus estão cobertos de razão em perseguir cristãos, pois em um passado de 200 ou mais anos, foram humilhado por estes. Minha resposta será sempre a mesma: um erro não justifica o outro. Uma matança atual não deve ser escondida debaixo do tapete da indiferença e não se justifica por causa do passado. Toda pessoa deve ser respeitada. Não importa sua cor, raça, religião ou com gostam de dizer os gays - sua opção sexual. Tirar a vida de alguém em nome de qualquer justificativa hoje é uma barbárie e não tem suporte bíblico sob égide do Novo Testamento firmado com o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Quero terminar, dizendo que voltei a pesquisar o assunto para ver se as medidas para conter as ações da VHP eram para valer ou de "mentirinha". Com isso cheguei a um relatório de uma comissão de sindicância do governo indiano que detectou que a perseguição continua. Não matando e incendiando pessoas e casas. Ela assumiu outra forma. Silenciosa, mas opressora. Cristãos estão impedidos de usar Taxis e comprar remédios e bems de primeira necessidade nas vilas. Quem transportar enfermos ou até mesmo defuntos têm recebido multa e se reincidir perta a habilitação e o veículo. Vou deixar o link da tradução do relatório que fiz aqui: Relatório.



Para se aprofundar no assunto:


Razões da Perseguição

Manifestação na ONU

Radicalismo Hindu





João Cruzué. SP. 22.04.2011.

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cruzue@gmail.com



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