terça-feira, abril 01, 2008

Mais visão e menos vaias

MAIS VISÃO E MENOS PAIXÃO
João Cruzué

Sou compelido a dizer algumas palavras diante do momento singular que passa a AD no Brasil, naturalmente porque tenho o privilégio de ter como leitores muitos ministros desta Igreja, na qual também tenho a honra de congregar desde 1976. Minhas palavras são de alguém que sempre orou a Deus para não estar no lugar nem cargo errados, não porque seja tímido, mas porque conheço minha tendência à presunção e à vaidade. Estamos diante de um momento ímpar: se as paixões forem colocadas em segundo plano e nortearmos nossos olhos para os próximos 100 anos, no final deste século.

Como organização a Igreja Assembléia de Deus - independentemente de Ministérios - segue o caminho de todo empreendimento humano: nasce, cresce, estabiliza e se reorienta para manter-se em contínua ascensão. Nasceu de uma visão, cresceu com ela, mas perdeu muitas oportunidades que poderiam ter sido suas, por sair do caminho da humildade e achar-se consciente ou inconscientemente dona do único caminho para a verdade.

Se não vejamos: Nos anos 50, tinha orejiza por seminários bíblicos. Nos anos 60 satanizou o rádio. Nas décadas de 70 e 80 fez o mesmo com a televisão, que ensinava ser o "caixote do diabo". Com isso, passou a oportunidade por falta de visão - a outras Igrejas que surgiram do nada e tornaram-se grandes. Isto só aconteceu porque a AD passou a dar excessiva importância a costumes (obras) em lugar de desenvolver a visão (fé) de suas gerações de obreiros.

Hoje continua no mesmo caminho, quando estigmatiza a WEB como sendo "ponto de encontro de pedófilos e amantes da pornografia" e nociva à família. Ora, ora, por que será que Paul Yonggi Cho, tão cantado em prosa e verso em nossas bandas, tem um site com todos os cultos traduzidos para oito idiomas? Por que será que os bancos, as indústrias, o comércio, todas as universidades do mundo - além das coisas mundanas - estão ali? Naturalmente avançaram neste setor porque têm visão.

A palavra de ordem de hoje em nosso meio é: consenso. Se é boa ou não para o momento, não sei; o que sei é que consenso e visão são coisas que precisamos para repetir à essencia da visão de Vingren e Berg. Aquela oração feita em 1911, no banco da praça da cidade de Belém do Pará, funcionou porque eles tiveram um visão de salvação para milhões de brasileiros, em lugar um olhar míope em busca do "puder". Cabe a geração de ministros de hoje sonhar o mesmo sonho e vislumbrar a mesma visão. Se isto for feito, daqui a 100 anos as próximas gerações também terão motivos para agradecer a Deus, da mesma forma que hoje podemos.

Este é um momento de grandeza senhores. Para terminhar, deixo o mesmo conselho que o ministro Sérgio Motta deu, no leito de morte, ao presidente Fernando Henrique: Não se apequenem! Com todo respeito pensem grande, com os olhos no futuro e para o alto.

João.

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Um comentário:

Jessé Wesley disse...

Parabens pelo Blog realmente muito edificante