sábado, setembro 11, 2010

À sombra do carvalho

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João Cruzué

Este post destoa, a princípio, do pensamento geral das lideranças evangélicas de nosso tempo. Digo a princípio, porque no meu entender há dois tipos de exercício da política: representação e ação política. Para mim a atuação política de um pastor diante de seu rebanho é muito mais valiosa que sua representação solitária em uma casa legislativa. Trocar as funções ministeriais pela representação política é desprezar e pisar no mandamento do Senhor.

Um Pastor com chamada de Deus é semelhante ao profeta novo que apareceu em Betel para anunciar o nascimento de Josias, da Casa de Davi, diante do Rei Jeroboão, profetizando contra o altar. E estendendo o Rei a mão contra o profeta, sua mão secou-se imediatamente. Humilhado, pediu oração ao profeta, e sua mão ficou curada. E disso Rei ao profeta novo: Vem comigo a minha casa e conforta-te. e dar-te-ei um presente.

Porém o profeta disse: Ainda que me desses a metade da sua casa, não iria contigo, nem comeria pão, nem beberia água neste lugar, porque assim me ordenou o Senhor: Não comerás pão, nem beberás água, nem voltareis pelo caminho por onde foste. E o profeta se foi, voltando por outro caminho.

E morava em Betel um profeta velho. E o profeta velho, muito experiente nas palavras, albardou o jumento e foi à procura do varão de Deus. E encontrando-o sentado à sombra de um carvalho, perguntou:

--É tu o homem de Deus que veio der Judá?

--Eu sou.

--Então vem comigo à minha casa e come pão.

-- Não Posso. O Senhor me disse que não.

-- Ah! também sou profeta como tu, e um anjo me falou pela palavra do Senhor dizendo: "Faze-o voltar contigo para tua casa, para que coma pão e beba água." Mentindo.

E sucedeu que depois que comeu pão e bebeu água, o homem de Deus, o profeta novo, foi -se embora montado no jumento. E um leão o encontrou no caminho e o matou. E tanto o jumento quanto o leão estavam junto ao cadáver, quando foi encontrado.

Como contextualiza bem o momento político atual com este trágico acontecimento do passado, que está registrado em no capítulo 13 do primeiro Livro dos Reis. Ele traz um alerta aos homens de Deus que hoje estão assentados à sombra do carvalho. À sombra da ociosidade. Orgulhosos das conquistas que já fizeram à frente do ministério. A sombra do carvalho é muito parecida com o terraço do palácio onde Davi estava, já cheio de tantas vitórias, no dia da tentação.

É à sombra deste carvalho que muitos homens de Deus, pastores, evangelistas e bispos, têm sido tentados de uns 15 anos para cá. Ali naquela penumbra, escondidos do sol, tem se ouvido muitos convites semelhantes, convincentes, baseados em discursos de profetas velhos cheios de argumentos ardilosos... Olha eu também sou pastor, bispo, homem de Deus como você, seu lugar não é no Deserto, você precisa ir para Brasília - para defender o "POVO", a Igreja Evangélica... volta, vem comer o pão e beber a água do Planalto!

De onde está vindo os muitos escândalos, contradições, fisiologismo, de homens que antes andavam calçados com os sapatos do evangelho, e os trocaram pelos "jumentos" do secularismo. Há muitas Igrejas de luto, olhando o que restou dos homens que antes cuidavam do rebanho do Senhor: cadáveres espirituais cercados de leões e jumentos.

A representação política está ao alcance de os todos cidadãos deste país. Mas não para o homem que tem uma chamada real para o santo ministério do Senhor. Se voltar atrás, a alma do Senhor não terá mais prazer nele. É sempre bom lembrar disso.



SP- 11.09.2010



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IBGE e o Censo dos evangélicos em 2010

João Cruzué

Muitos evangélicos estão surpresos com as diretrizes de contagem do novo Censo do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, com base no questionário básico . Muitos crentes e eu damos testemunho disso pois atendemos agente do Instituto em nossas casas, e não estão perguntando sobre religião. Se houver quantificação neste Censo para o item não será por contagem, mas por projeção estatística baseado no do questionário amostra, (Item 6:) que não está sendo aplicado à maioria dos lares.

No final do mês de agosto uma agente de recenseamento do IBGE bateu à porta de casa e procurei atendê-la com a honra que esta Instituição merece. Convidei-a para entrar, assentar-se no sofá da sala e ofereci água. Respondi suas perguntas, que foram poucas, e no final perguntei: Você não me vai perguntar sobre religião? E ela me disse que não havia designação para perguntar sobre o item para minha casa. Exatamente como aconteceu com minha mãe e com um colega do estado de Pernambuco havia me falado.


O item "Religião" não está relacionado dentro do interesse geral do Censo 2010, pelo menos para, creio, 95% ou mais do recenseamento. A quantificação em 2010, será feita por projeção, da mesma forma que estão sendo feitas as pesquisas eleitorais para o cargo presidencial.

Resumindo, mediante amostra.

Quando o Censo de 2010 for divulgado, em 27 de novembro 2010, conforme o previsto, se você encontrar uma quantificação demográfica sobre o aspecto religioso, saiba que os números oficiais vão ser meras projeções. Isto leva-me crer que pode haver grandes distorções; uma margem de 3 a 4% de erro sobre 195 milhões de brasileiros dá "apenas" quase 7 milhões de diferença, para mais ou para menos.


Antes de terminar, quero deixar esta importante informação: Com base no Censo de 10 anos atrás, eu mesmo fiz uma projeção em abril de 2009 e depois publiquei neste Blog em duas postagens: Projeção Censo Evangélicos 2010 e Projeção membros por Igrejas evangélica 2010. Se os números do IBGE forem parecidos, quero deixar um alerta: eu apenas incrementei um fator de crescimento para as projeções de 2010. O IBGE tem que fazer melhor que isto. Se não fizer, fica aqui o registro da minha desconfiança.


Fonte: João Cruzué/abril 2009
Proj2009
As informações da tabela são oficiais, exceção aos dados de 2010, que foram projetados


Fonte: João Cruzué/abril 2009
Project





SP 11.09.2010.


cruzue@gmail.com




sexta-feira, setembro 10, 2010

Dá-me de beber


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Amilton Santos Jr

Frase comum e cotidiana.

Sem me aprofundar muito na pesquisa à palavra de Deus, suponho que Jesus a tenha dito duas vezes. A primeira vez, citada em João 4, onde narra-se o encontro de Jesus com a mulher samaritana. Se possível, peço que você leia do versículo 5 ao 30 antes de continuar com esta meditação. A segunda vez foi quando estava agonizando na cruz.

Essa história é muito conhecida, sendo vastamente pregada em todas as igrejas e congregações mundo a fora. Espero poder trazer algum ponto de vista diferente, que toque sua vida.

Neste capítulo João narra a caminhada de Jesus saindo da Judéia indo para a Galiléia. Para fazer este percurso, ele teria suas opções: ou atravessaria o Jordão – como fazia a maioria dos Judeus pelo fato de não terem bom relacionamento som os samaritanos – ou teria que passar pela Samaria. Quando lemos esta passagem, a única lembrança que nos vem à cabeça é de que samaritanos não se dão bem com judeus. E só isso. Talvez seria necessário conhecer mais sobre os habitantes da Samaria.

Os samaritanos são um pequeno grupo religioso oriundos dos próprios judeus. Do mesmo modo que seus aparentados, baseiam-se no Pentateuco. Uma das únicas diferenças é que não consideram Jerusalém como uma cidade sagrada. Trazendo para hoje, poderiam ser considerados uma denominação evangélica qualquer, exemplificando, os judeus poderiam ser os irmãos Quadrangulares e os samaritanos, os Batistas, ou vice-versa. Essa rivalidade que tinham na época é vista hoje entre as milhares de denominações existentes no Brasil, não? Sempre há uma vertente afirmando que a igreja A ou B é melhor pois segue doutrinas, não é conivente com certas atitudes, etc e etc. Se você analisar, não é comum ver irmãos de uma denominação fazendo visitas a outras igrejas.

Muitos pastores, numa atitude de auto-defesa, já proclamam que o irmãozinho fica pulando de galho em galho. Ou não entendem o contexto da palavra de Deus ou simplesmente têm medo de perder mais membros. Na verdade a ordenança de Jesus a Pedro dizendo “apascenta as MINHAS ovelhas” e não as TUAS não é muito lembrada ultimamente. As ovelhas pertencem a Jesus e não aos pastores. Mas isso é um assunto para outra meditação. Só para que você se enquadre neste texto, pegue agora papel e caneta e comece a escrever os nomes dos irmãos de outras denominações que tens amizade. A dica é que não penses muito, pois poderá demorar um pouco. Tudo bem, voltemos ao texto então.

Muito ouve-se sobre avivamento e unidade da igreja. Mas como essa unidade será efetiva se não sabemos nem onde ficam as outras igrejas de nossa cidade? Não estou pregando que devemos ir a uma igreja diferente a cada domingo. NÃO! O que digo é que nossa atual unidade virtual não nos levará a nada.


Continua no Blog do Amilton




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O crente, o voto e sapatos novos

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sapatos

Luiz Cappeletti

Breve nos defrontaremos com as urnas e qual deve ser o posicionamento cristão, já que somos cidadãos com direitos e obrigações civis.Sabemos que nenhum sistema de governo ou programa de partido, pode atender aos interesses da Igreja na sua tarefa de representar o Reino do Nosso Senhor aqui na Terra. E mesmo que em determinado momento alguns dentre eles dê a impressão de estar fazendo isso, a Bíblia e a história nos provam que este quadro pode se reverter facilmente.
É só lembrar o que aconteceu com o povo hebreu que foi para o Egito a fim de gozar do socorro e da fartura que por um faraó lhes foram oferecido (Gn.47: 6), e logo se tornaram em escravos (Ex 1:13). Não é nossa intenção dizer que o individuo cristão não possa ter convicções políticas, mas qualquer risco deve ser calculado e assumido. Mas estes, mesmo representando os mais nobres interesses, são individuais e não devem sob nenhuma hipótese serem repassados para a igreja.

A razão disso é simples: as organizações passam, seus interesses e motivações mudam, o que parece ser bom e aplicável hoje pode ser mal e inaplicável amanhã. Observando, vemos que quando uma teoria consegue sair do papel, via de regra, já está descontextualizada; daí o freqüente anacronismo das ideologias.

Os interesses do Reino do Nosso Senhor, diferente disso, permanecem inalterados através da história. A igreja é o Corpo de Cristo, e como tal, deve buscar restaurar as responsabilidades que tem na causa da justiça e a promoção da regeneração de uma sociedade corrupta. Há muito que fazer, coisas para se envolver e bandeiras a empunhar; não são apenas alguns indivíduos, mas todo o Corpo que deve se envolver nas causas evidentemente justas, não visando fins pessoais, mas da coletividade.

Caso esteja precisando de sapatos novos, um par de número 37 ou, 43 não lhe servirão só porque são sapatos novos see você calça 39. A sua necessidade não é apenas um par de sapatos novos, mas de um par de sapatos que lhe sirva. Algumas vezes assumimos posições apenas pelo que a coisa é em si e deixamos de observar pequenos detalhes.

Ora, se somos tão rigorosos ao comprarmos sapatos, por que não seriamos mais ainda quando estamos comprando idéias, isto é, votando?





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11 de setembro - O dia que a terra parou


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911 a
O dia que a terra realmente parou
Renato Collyer

Era mais um dia comum. Uma terça-feira como outra qualquer. Eu estava retornando da escola. Minha mochila ainda estava suspensa em meu ombro direito quando, ao ligar a tv, deparei-me com uma imagem incrível. Inicialmente, pensei tratar-se de um filme de ficção científica. Mas depois de mudar de canal diversas vezes e perceber que a mesma cena estava sendo retratada em todos os outros, percebi que era bem real. Sem efeitos dignos de um sucesso de bilheteria de Hollywood. Era a vida real!

Às 8:46h, o avião que fazia o voo 11 da American Airlines bateu na torre norte do World Trade Center matando as 92 pessoas a bordo – além de matar ou isolar outras 1.366 no ponto do impacto do edifício ou acima dele. Equipes de reportagem correram para o local. Inicialmente, falou-se em terrível acidente aéreo, mas, 16 minutos depois, quando as câmeras flagraram o voo 175 da United Airlines se chocando contra a torre sul, ficou claro que os EUA estavam sob ataque.

Os sequestradores, a maioria sauditas, haviam assumido o controle dos dois voos com destino à Califórnia logo depois da decolagem de aeroportos da Costa Leste americana. Com facas e bastões, e ameaçando explodir bombas, eles dominaram tripulantes e passageiros e conduziram os aviões repletos de combustível até os alvos.

Na torre norte, todas as descidas foram bloqueadas. Pessoas presas faziam telefonemas desesperados para entes queridos, pedindo ajuda ou simplesmente dizendo adeus.

Em todo o mundo, milhões assistiam ao vivo pela tv pessoas se atirando do alto do prédio em chamas. Na torre sul, uma escada permaneceu intacta. Apenas 18 das cerca de 600 pessoas presas no prédio escaparam antes de seu desabamento. Às 10:28h, a torre norte também veio abaixo.

Controladores de voo ficaram sabendo que mais dois aviões haviam sido sequestrados, mas conseguiram localizá-los somente às 9h37, quando o voo 77 da American Airlines atingiu o Pentágono, quartel-general de defesa dos EUA, provocando a morte de mais 189 pessoas.

Às 10:03h, o avião que fazia o voo 93 da United Airlines caiu em um campo aberto na Pensilvânia, matando todos a bordo.

O presidente americano, George W. Bush, em pronunciamento à nação americana, disse: “Hoje, meus compatriotas, nosso modo de vida, nossa liberdade foram atacados”.

Onze de setembro de 2001, o dia em que a Terra realmente parou. Também foi o dia em que o mundo se perguntou até onde o fanatismo religioso aliado à intolerância são capazes de disseminar o terror e destruir vidas inocentes.



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