sábado, junho 12, 2010

Oportunidade para Blogueiros Evangélicos.


CONCURSO LITERÁRIO

PARA BLOGUEIROS EVANGÉLICOS

Além do Prêmio + R$500,00 em dinheiro.



e João Cruzué

Caros Leitores,

Em protesto contra aqueles que podem, mas não querem fazer, O Blog Olhar Cristão vai dar início ao primeiro concurso literário do gênero. Nosso objetivo de premiar a originalidade, dar visibilidade a blogueiros iniciantes e incentivar a produção de conteúdo cristão com um Prêmio Literário reforçado por uma pequena quantia em dinheiro.


PROPOSTA:

Se você começou a blogar a partir de 2008 e seu blog ainda não tem visibilidade na busca do Google nem os leitores que gostaria de ter, eu, Irmão João Cruzué, estou disposto a oferecer duas oportunidades: O Prêmio Blogueiro Cristão 2010 e R$500,00 em dinheiro. Veja as Regras.

No mês de novembro de 2010, vou conceder o Prêmio Blogueiro Cristão 2010 ao autor do melhor texto. E para acompanhar o Prêmio Virtual, um cheque no valor de R$500,00 (Quinhentos Reais). Se alguma empresa cristã quiser apoiar a iniciativa e elevar o valor do prêmio, a proposta vai ser analisada.

REGRAS:


I -O prêmio é exclusivo para cristãos de Igrejas Evangélicas, que começaram a blogar a partir de 2008;

II - Para ter direito a participar do prêmio, você precisa enviar 05 (cinco) textos de sua autoria. Um em cada mês, a partir de 12 de julho. Vou conceder uma única tolerância para o mês de julho. O texto de julho, pode ser entregue até 12 de agosto de 2010. Daí em diante, o texto de cada mês deve ser entregue no próprio mês. O de agosto, em agosto, o de setembro, em setembro, o de outubro, em outubor e o último texto - novembro - deve ser entregue, sem atraso, até 20 de novembro de 2010.

III - Não basta apenas enviar o texto. É preciso que ele chegue até a mim e seja publicado no Blog da Associação de Blogueiros Cristãos - www.blogueiroscristaos.blogspot.com .

IV - A premiação é exclusiva para textos de própria autoria - inéditos (ainda não publicados) .Não vale textos copiados ou escritos por outra pessoa da família. O prêmio é para a originalidade.

V - Os dois melhores textos de cada mês serão publicados no blog www.olharcristao.blogspot.com dando o respectivo crédito aos autores e o endereço de seus blogs estarão dispostos nos textos.

VI - No final de novembro farei a escolha do melhor texto, entre os textos de todos os meses, e com a graça de Deus, comunicarei o prêmio e farei o depósito dos R$500,00 na conta do premiado, com sugestão de que aplique uma parte em oferta de missões.

VII - O critério da classificação dos textos é subjetivo e objetivo. Subjetivo porque vai levar em conta meus seis anos de blogagem. Objetivo, porque vai levar em conta o assunto, o contexto e a Língua Portuguesa.

VIII - Faça seu cadastro enviando um email com: 1) seu nome completo, 2) endereço, 3) Igreja onde congrega, 4) Data de seu primeiro blog, 5) E digite o texto no final do email: "CONHEÇO E CONCORDO COM AS REGRAS DO PRÊMIO BLOGUEIRO CRISTÃO 2010"


IX - O Concurso não será levado adiante se a quantidade de participantes for inferior a 50 participantes.

X - TRANSPARÊNCIA: O nome dos participantes e outras informações importantes serão publicados, abaixo, nesta mesma postagem, que pode ser acessada do menu "Concurso" no cabeçalho deste Blog.


Patrocinador
:
João Batista Cruzué
Blog Olhar Cristão/ Associação de Blogueiros Cristãos
Prêmio Blogueiro Cristão 2010.


Conclusão da oportunidade: Em dezembro, o premiado foi o jovem Renato Collyer, de Poços de Caldas.




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sexta-feira, junho 11, 2010

Pastores de ovelhas x administradores de empresas


Paulo Cezar Lima
Meu objetivo com esse tema não é o de criar um debate, mas quero fazer algumas observações quando ao que está acontecendo em nosso Brasil. Principalmente quando se trata do rebanho do Senhor e daqueles que foram chamados para cuidar das ovelhas do mestre.

Alguns dias atrás, visitando algumas comunidades do orkut deparei-me com a comunidade do pastor Ciro Sanches, um sábio escritor que vem se destacando em blog pelo seu desempenho como ministro do evangelho e escritor. Nesse blog um visitante comentou algo sobre pastores leigos, que sem o conhecimento necessário estão por esse nosso Brasil pastoreando muitas igrejas, alguns até, eu entendo, que se fazem necessários devido a regiões sem escolas, porém outros usam o título de pastor devido a divisões eclesiásticas, alguns se auto-consagram e por uma interpretação errônea das escrituras propagam ensinamentos que hermeneuticamente fogem das verdades bíblicas.

Porém o que desejo tratar aqui não é isso, mas de um assunto que se tem alarmado nesses últimos dias, onde muitos líderes estão consagrando seus membros a pastores, mesmo sem terem nenhuma chamada ou quando têm, é para outro ofício.Pessoas que têm um diploma de teologia, porque têm um ótimo relacionamento social e eclesiástico já estão sendo consagradas, não por chamada, mas por posições social e acadêmica.

Concordo plenamente que uma pessoa que freqüentou um seminário por três ou quatro anos tem capacidade para exercer cargos em uma igreja, até porque estudou para isso, porém para ser um Pastor é necessário uma chamada divina e não um canudo acadêmico.

Nossas igrejas hoje estão mais sofisticadas, temos ótimos professores de escola dominical que estão muito bem preparados para ensinar; temos pessoas na igreja com ótima capacidade de comunicarem-se que se apresentam impecáveis, com seus ternos belos e caros , com voz bem modulada, movimentos ensaiados, ótimos comunicadores que usam com perfeição o rádio e a televisão.
Tudo isso é muito bom, e necessário para a igreja do século XXI, porém ainda falta alguma coisa.

Nossos púlpitos não precisam somente de intelectuais, mas de Pastores que amem as ovelhas, que se importem com elas, que se preocupem em alimentá-las com a genuína palavra de Deus, que façam visitas não somente aos empresários ou aqueles que dão um dízimo alto, mas também ao mais pobre que muitas das vezes não tem oferta para dar, mas que nas madrugadas está lá no seu quartinho de joelhos humildemente orando pelo seu pastor e sua família.

O grito das ovelhas é por Pastores, mas a liderança que temos hoje, ou melhor, o modelo de líderes que temos buscado, não está satisfazendo os anseios das almas das ovelhas de Jesus Cristo. Temos tecnologia, bom administradores, bons professores, excelentes gerentes que tocam a igreja, mas muito pouco Pastores.

Nossas igrejas estão se transformando em empresas e nossos pastores em administradores, que quando estão perdendo as almas (clientes), não estão indo atrás e nem fazendo visitas, mas apenas trazendo inovações para atrair os crentes novamente ao seio da igreja, o problema é que esses métodos (promoções) são falsificados ou importados dos EUA.

Isso quando não se fazem grandes congressos com nomes de pessoas que entraram para o evangelho, porém o evangelho ainda não penetrou nelas. Pessoas que tiraram a glória que pertence a Cristo e a transferiram para elas, os famosos "gospel stars", que cobram fortunas para pregar e cantar, mas que estão com a vida totalmente torta. Pregadores que convidam as pessoas para aceitarem Jesus, quando são elas que deveriam descer do púlpito para aceitar Jesus de novo.


Muitos “pastores” - se é que os posso chamar assim - sabem da arrogância e da carnalidade que esses "gospel stars" estão vivendo, mas os convida para ocupar púlpitos que deveriam ser usados somente por aqueles que tem uma vida reta com Deus. Não estão interessados na vida espiritual das ovelhas, mas sim na lã que elas oferecem. Enchem igrejas (quantidade), com essas inovações, que irresponsavelmente estão trazendo pensando que elas sejam de Deus, porém com isso estão diminuindo o mover do Espírito Santo (qualidade) que deveria ser o ponto de referência dessas igrejas.Precisamos de Pastores que cuidem de ovelhas e não de "pastores" administradores de empresas.

Paulo Cézar de Lima - Assembléia de Deus –Itararé SP



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quarta-feira, junho 09, 2010

O Processo de secularização


Celuy Roberta Hundzinski Damásio

"O problema da secularização persiste em toda a Europa e vem, cada vez mais, tornar-se assunto de primeira ordem. Para compreendermos melhor a forte secularização européia é interessante olharmos a historia: o espírito das luzes e da Revolução Francesa do século XVII. A Europa conheceu um anti-clericalismo violento que, enfaticamente na França, deveria “esmagar a Igreja”, como disse Voltaire. Os meios intelectuais propagaram essas idéias voltadas, sobretudo, para a economia. Quando a escola tornou-se obrigatória, sendo função do Estado central, as crianças foram encharcadas dessa inteligência secularizada.

O termo “secularização” já aparecia nos escritos néo-testamentários do apostolo Paulo designando sob o aspecto “saeculum”, o século[1]: trata-se da temporalidade deste mundo, a dimensão mundana da vida humana, associada à dimensão do pecado. Compreende-se assim, que a expressão “retornar ao século” significa retornar ao mundo profano, identificando-se desta forma, com a laicização. Mais globalmente, a secularização designa o processo visível desde o final da Idade Média que vê atividades ou dimensões da vida humana ligados à esfera religiosa como a Arte, a Ética, a Moral ou a Política cortar-se de toda referência ao sagrado ou transcendência. Hoje, a expressão secularização é usada para definir um processo no qual o mundo e a história humana se compreendem a partir deles mesmos, de maneira propriamente imanente.

Foi, em 1922, na obra Teologia Política de Carl Schimitt que o termo “Säkularisation” aparece pela primeira vez: um neologismo alemão baseado no francês “sécularisation”, indicando a translação política moderna de noções provindas da teologia e reinvestidas no vocabulário da vida política. Em 1941, Martin Heidegger começou, também, a fazer uso desse termo, estimulando sua propagação.

Desde que os homens conquistaram o mar e começaram a fazer grandes viagens, as sociedades puderam ser comparadas umas às outras, fazendo com que houvesse um maior questionamento sobre sua organização. Os séculos XVII e XVIII foram herdeiros dessa racionalização progressiva do pensamento social. Nessa época, triunfam a filosofia das luzes e o pensamento racionalista e individualista moderno; as artes e as ciências emancipam-se progressivamente da tutela da Igreja. O estado moderno se constrói centralizado e burocrático.

Com essa mudança epistemológica, filosófica, política e social, a religião se torna um objeto a ser pensado, podendo ser representada como uma realidade positiva, relativa, histórica, como uma construção institucional ligada a um conjunto doutrinal abstrato, controlando as práticas, impondo normas.

Esse processo desenrolou-se lentamente, com elementos que influenciaram desde o século XIV, relativizando valores que caracterizam nosso universo racional e intelectual no qual as religiões – na Europa, sobretudo o cristianismo – foram perdendo sua credibilidade.

Segundo o sociólogo D. Hervieu-Léger, a secularização é o impacto da modernidade – em diferentes níveis: econômico, social, político, intelectual, simbólico, etc. – sobre a religião ou mais exatamente, sobre a configuração tradicional das relações entre a religião e a sociedade.

Ela envia, primeiramente, a um fenômeno jurídico-político: a separação das Igrejas e do Estado. Com todas as transformações, o Estado moderno, temendo perder a soberania, não tolera o domínio da instância religiosa, mas quer estreitar juridicamente, suas relações com ela, a fim de proteger sua independência. A secularização designa igualmente, a localização da religião fora da esfera pública, e seu limite ao domínio privado. Enfim, ela remete a um processo de laicização pelo qual as diversas instituições sociais conquistam sua autonomia dotando-se de ideologias, referências e regras próprias.

Não importa em que domínio, a religião entra em concorrência com uma nova visão do lugar do homem num mundo a conquistar e a organizar. Como a Igreja, que era a peça mestra do dispositivo de socialização e do controle social das sociedades do passado, perde essa função, aí, o conceito de secularização pode, extensivamente, designar a perda de influência da religião na sociedade.

Com isso, foram-se criando movimentos religiosos, que desvinculavam-se, total ou parcialmente, dos grandes sistemas religiosos tradicionais. Pois, houve uma liberação formal de profissões da fé. Juntamente com o enfraquecimento da religiosidade clássica veio o retorno ao sagrado, por essas novas correntes que ao invés de contradizer o movimento geral de secularização das sociedades vêm atuar como seu prolongamento: exprime ao mesmo tempo um protesto contra a incerteza devida à crise da mudança, e um tipo de religiosidade compatível com a nova sociedade.

Félicité de Lammennais (1782-1854)- juntamente com Louis de Bonald e Joseph de Maistre – já questionava se a Igreja deveria ou não adaptar-se à sociedade em torno dela, e em seu conjunto sua resposta era, preferencialmente positiva, entretanto suas idéias foram condenadas por excesso, em 1832, pelo papa Gregório XVI; decepcionado, ele abandona a Igreja. Isso ocasionou a “descristianização” do mundo operário, mas suas idéias com relação à liberdade, independência e pobreza, foram mais tarde, retomadas por seguidores mennaisianos.

O que houve, durante todo esse percurso, foi a descentralização do poder das instituições religiosas clássicas, não significando o desaparecimento das Igrejas tradicionais. Esse poder foi transferido para o Estado, que denomina-se leigo. Aí cabem os questionamentos mais difíceis de serem respondidos: como pode o Estado ser leigo se não é constituído 100% por pessoas leigas? Quero dizer com isso que há uma profissão de religiosidade persistente nas pessoas que constituem o Estado, ainda que essa profissão seja dissimulada ou personalizada: 63% dos suecos designam-se “cristãos à sua maneira”, essa realidade estende-se por toda Europa e não atinge, somente, o cristianismo.

Há uma dificuldade geral em separar o cultural do religioso, o que não devemos estranhar, pois o homem é um todo e não partes. Assim sendo, o parlamento, para ser laico, deveria ser composto somente de pessoas laicas, o que ocasionaria um processo discriminativo. Somente suprimir os signos religiosos em lugares públicos não interfere na formação individual de cada ser humano. Não proporcionando, desta maneira, a verdadeira laicidade estatal.

Porém, penso que o grande problema hodierno, mas fruto de todo esse processo, é a secularização ou a laicização por conveniência. Há um grande número de atitudes tomadas em nome da secularização que atinge interesses próprios de cada linha política. E há, também, o lado anti-secularização que atua em benefício próprio. Não quero afirmar, aqui, que todas as resoluções ou causas têm esse intuito, mas temos vários exemplos disso.

Estamos, na França, em plena discussão sobre o feriado de pentecostes. Foi suprimido o dia de folga sendo alegado que a lei que instaura um dia de solidariedade – adotada pelo parlamento em 30/06/2004 – permitirá financiar os cuidados às pessoas idosas pela “Sécurité Saciale” – Segurança Social (Saúde Publica). Entretanto, várias empresas privadas conservarão o feriado, compensando com um minuto a mais de trabalho por dia.

No início, a discussão para a abolição do feriado era que fosse suprimida uma comemoração religiosa, por causa da laicidade. O foco, agora, converteu-se para o dinheiro público, e as discussões sobre o assunto, não abordam somente a secularização. Além do mais, falava-se na época em que a lei foi votada, em um feriado para outras profissões religiosas. O que seria a laicidade, nesse caso?

Sabemos que em toda essa problemática, mora o risco de transformar ciência em cientificismo, laicidade (sentido nobre do reconhecimento da divergência dos sistemas de crenças) em laicismo (utilização do espaço público para desvalorizar ou ridicularizar as crenças), da mesma maneira que pode-se degenerar o Estado em estadismo. Todos esses desencadeamentos voluntários descartam as religiões, tentando mesmo, destruí-las.

O problema não está na separação da Igreja e do Estado, mas na maneira como se faz e nos objetivos que levam a isso. Há uma acomodação em cima de teorias, até bem fundadas, que levam os poderes a fazer o que bem quiserem de acordo com o que lhe é mais conveniente. Esse lado da questão deve ser bem tratado, averiguado e detectado por todo cidadão para que seja, no mínimo, denunciado. Sobretudo, não devemos ignorar que o ser humano não é somente composto pela sociedade ou pela religião, pelo intelecto ou pelo sentimento, e que tanto uma faceta quanto à outra, compõem o Estado, bem como a Igreja. Não há discordância que não possa ser discutida e superada, desde que ambos os lados estejam despojados da ganância e do interesse próprio. Utópico? Eu diria: difícil, mas não impossível".

*Doutoranda no Institut Catholique de Paris e Université Marne-la-Vallée
Revista Espaço Acadêmico




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segunda-feira, junho 07, 2010

Carta de renúncia do Pastor Antonio Silva Santana, Tesoureiro da CGADB

Foto: P.A.
Pr. Antonio Silva Santana


"CARTA DE RENÚNCIA DA PRIMEIRA TESOURARIA DA MESA DIRETORA DA CONVENÇÃO GERAL DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS NO BRASIL."

(Texto compilado por João Cruzué/Blog Olhar Cristão)

À MESA DIRETORA:


Considerando que fui eleito como Primeiro Tesoureiro da mesa diretora da CGADB, em 24 de abril de 2009, por ocasião da 39ª Convenção das Assembleias de Deus no Brasil, realizada em Serra/ES;

Considerando que só tomei posse em 29 de julho de 2009, e não sendo me entregue os documentos fiscais, contábeis e bancários, e principalmente, relatórios da situação financeira, fiscal e contábil da CGADB até a posse;

Considerando que só a partir desta data é que fui tomando ciência da real situação fiscal e financeira da CGADB (Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil), encontrando saldo devedor no Banco Bradesco Agência 026 da Avenida 1º de Março, Conta Corrente 015.800-0 e muitos cheques emitidos pelo Tesoureiro anterior, que foram devolvidos de todas as contas correntes pertencentes à entidade;

Considerando ter encontrado a Tesouraria sem nenhum funcionário, os computadores bloqueados;

Considerando que ao longo deste período foi impossível de desenvolver o trabalho a mim confiado por 6.326 companheiros de ministério, que me outorgaram o mandato de primeiro Tesoureiro desta entidade;

Considerando que a cada dia fica impossível o levantamento de toda documentação contábil, fiscal e bancária, uma vez que não foi atendida a solicitação do Conselho Fiscal da CGADB lavrado em 12 de março de 2010 solicitando uma auditoria nas contas do mandato anterior a 2009;

Considerando o relatório da comissão especial lavrado em 25 de maio de 2010 contestado por mim, discordando do presidente desta comissão especial dos termos aludidos ao presente relatório onde está epigrafado que a tesouraria não apresentou relatório das receitas aferidas em janeiro de 2007 a dezembro de 2009;

Que não foram encaminhados os comprovantes efetuados em igual período;

Que não teve como efetuar as conciliações bancárias por falto dos extratos das respectivas contas desta entidade;

Que soube pelo então contador, Pr. Josuel Batista Ferreira, que a dívida fiscal [INSS] estava em processo de parcelamento junto à Receita Federal do Brasil, porém sem nenhum comprovante ou protocolo do mesmo;

Que toda documentação comprobatória das receitas e pagamentos dos anos anteriores até abril de 2009 como elencado no relatório, encontra-se sob a guarda do secretário adjunto, Pr. Cyro Melo e que no período subseqüente de abril a dezembro de 2009 por ordem do assessor da Presidência desta entidade, Pr. Antonio Ferreira, sendo recomendado pelo Pr. Cyro Melo que está com a documentação, que só poderia ser liberada ao contador com sua devida autorização e que até o presente momento não tenho conhecimento onde se encontram tais documentos, relatórios, balanços, etc.;

Que não assinei a confissão de dívida celebrada entre esta entidade [CGADB] e a US TRAVEL OPERADORA DE TURISMO LTDA. inscrita no CNPJ 06.314.936/0001-73 no valor de R$3.300.000,00 pagas em três parcelas, sendo a primeira parcela por transferência eletrônica nº 016524 e 0165928 em 23 de junho de 2009, e a segunda parcela por transferência eletrônica nº 0631213 em 23 de julho de 2009, e a última parcela por determinação exclusiva do presidente, não tenho informação se foi ou não paga;

Considerando que no relatório da comissão especial onde se apurou não ser necessária e completamente sem sentido a exigência de uma auditoria nas contas da entidade requeridas pelo Conselho Fiscal da mesma, e com parecer pela rejeição das mesmas, e por achar tremendas irregularidades;

Considerando o não entrosamento do sistema de informática da entidade principalmente na tesouraria, impossibilitando o bom desempenho deste tesoureiro;

Considerando ainda o aparecimento de inúmeros cheques emitidos pela CGADB , onde não constavam locais e datas de emissão, porém pré-datados, inclusive com vencimentos previstos para abril de 2010, com valores extremamente elevados, não tendo conhecimento das respectivas notas fiscais emitidos em nome da Convenção, pelos serviços prestados, e quem foram os beneficiários;

Considerando que diante de todos estes entraves torna-se impossível a reorganização das documentações pertinentes à tesouraria para que com maior profundidade se tenha uma real clareza da efetiva situação;

Considerando que o alto endividamento e os procedimentos não muito transparentes das contas a pagar, sem uma devida autorização expressa pelo tesoureiro, e a grande dificuldade por não ter contas liberadas junto aos bancos uma vez que até às mesmas contém restrição bancárias junto ao BACEN;

Venho em caráter irrevogável e irretratável RENUNCIAR ao cargo de Primeiro Tesoureiro da mesa diretora da CGADB – Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil, a partir desta data.

Ciente de que com este meu gesto, posso de consciência tranqüila continuar o trabalho que há muito tempo venho desenvolvendo na presidência da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Ribeirão Preto/SP, e poder junto com aqueles que a mim confiaram este tão elevado posto, estar certos de que me dediquei ao máximo para ver nossa CGADB diferente e com outra postura, principalmente no aspecto administrativo, o que infelizmente não consegui.

Agradeço a Deus, a minha família, ao ministério, e a todos que sempre depositou[depositaram] em mim plena e total confiança, e neste momento de uma decisão tão difícil se solidarizam comigo.

Abraço fraterno em Cristo.


Rio de Janeiro, 31 de maio de 2010.


a: Antonio Silva Santana

Firma reconhecida no 2º Cartório

Protocolo de Recebimento na Secretaria Geral da CGADB em 31 de maio de 2010

Fonte: rodriggss@hotmail.com



Comentários:

1) Aqui a Nota de Esclarecimento do Pr. José Wellington Presidente da CGADB:

2) Aqui uma análise do Pr. Geremias do Couto: Nota que nada Esclarece

2) O princípio da transparência agora é Lei (EC 131) para todos os órgãos públicos. Como evangélico, assembleiano e servidor público de Tribunal de Contas, espero que este princípio seja padrão nas ADs. A julgar pela carta do ex-tesoureiro, em matéria de transparência financeira, a Administração Pública está servindo de padrão para a Igreja. Não deveria ser o contrário? (João Cruzué).

2) A foto do Pr. Antonio foi copiada do site de P.A.




domingo, junho 06, 2010

Conselhos cristãos para investir na própria saúde

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Keep Walking


"E percorria as cidades e as aldeias,

ensinando, e caminhando para Jerusalém." Lucas 13:22



João Cruzué

Imagine que você compre um carro novinho, coloque combustível nele e depois o deixe parado na garagem por cinco anos. Também imagine deixar um veículo usado, de meia vida, parado sem nem mesmo ligar por dez anos. E depois desse tempo você vai, liga o carro, para fazer uma viagem de 1.000 km. Você teria coragem de levar sua família com você nesta viagem?

Bem, e se em lugar do carro, o seu corpo fosse tratado do mesmo jeito?

Ontem, minha esposa e eu estávamos assistindo o filme Jeca Tatu, do Mazzaropi. Uma coisa chamou minha atenção. Dezenas de personagens e coadjuvantes eram super magros e somente uns dois ou três mais "fortinhos", além de rir bastante, pois o assunto tratado no filme era a cultura (corrupta) eleitoral e o coronelismo dos anos 60.

Nunca antes da história deste país (rsss...) se andou tanto de automóvel e tão pouco a pé. Seria capaz de dizer que: a cada dois anos que você deixa de caminhar para usar APENAS o carro vai ganhar 10 kg de sobrepeso. Seis anos, lhe darão 30 kg. Posso ter exagerado nos números, mas com certeza o sobrepeso vem.

Sou uma pessoa que tem problemas com a balança. E na origem, lá nos anos 80 - o carro teve muito a ver. Entretanto, já faz alguns anos que desprezei o carro e tenho praticado boas caminhadas. Por exemplo, saio para o trabalho uma hora mais cedo, para descer três km antes do destino para praticar uma meia hora de caminhada. São 10 minutos para cada km, se você andar mais depressa.

Minha pressão arterial pontuava na casa dos 14, 15... Baixou para 12:8. Meu colesterol não sai mais da casa dos 160. E a glicose, está abaixo de 100. Devo isso a minhas caminhadas e abandono do uso excessivo do carro.

Nos tempos (11 anos) que passei por desemprego e sérios problemas financeiros, eu costumava sair para caminhar e praticar a oração. Orar caminhando é um exercício completo: você cuida dos aspectos físico, emocional e espiritual ao mesmo tempo. A depressão, por falta (ou não) de serotonina, pode ser atenuada pela oração. E a endorfina produzida pelo exercício físico melhora nosso humor e produz uma sensação de alegria.

Se você está há muito tempo sem praticar exercícios, comece caminhando uns 100 metros. Depois de umas três caminhadas, aumente para 200 metros. Progressivamente, sem forçar. Re-eduque-se. Tenho certeza que esses pequenos investimentos em caminhadas regulares, umas três vezes por semana, vai lhe trazer inúmeros benefícios, além de lhe dar um momento muito apropriado para melhorar sua comunhão com Deus.

E para terminar, lembre-se que Jesus caminhava muito, na sua época não tinha fast-foods, nem alimentos industrializados, nem sal refinado e automóveis! Quatro coisas que podem contribuir para tirar a saúde de qualquer pessoa.