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terça-feira, dezembro 30, 2025

Reflexão sobre o Salmo 126 - A Volta para Sião

 

Em meio ao cinza, havia uma canção.

Wilma Rejane


Salmo 126:1-Quando o Senhor trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham. 

O Salmo 126 foi escrito por um exilado judeu que experimentou  70 anos de deportação de Jerusalém para Babilônia. Qual o nome desse prisioneiro? Não se sabe. O que se sabe é que sua gratidão e louvor por ter retornado a Sião são e salvo, está registrada como  um cântico de celebração ou um Cântico dos degraus.

E que degraus eram esses? Eram os degraus das subidas entre Jerusalém e a Babilônia (Esdras 7:9) e os degraus do templo de Jerusalém,onde,ano a ano peregrinos se reuniam para relembrar a libertação do cativeiro. Cada degrau um novo cântico,um novo Salmo. No total, são quinze os Salmos denominados "dos degraus ou das romagens" do 120 ao 134.

O Salmo 126 é tão belo quanto os demais e versa especialmente sobre restauração. O autor faz uso de três metáforas para expressar a alegria do retorno para casa: Um sonho agradável, as águas frescas das torrentes do Neguev e as festividades da colheita. Lendo esse Salmo, logo no primeiro verso, encontro inúmeras lições que servem de referencial para os tempos de crises, de cativeiros enfrentados por nós em determinados momentos da vida. 

O cativeiro Babilônico teve inicio em 598 a. C e nos livros dos profetas Ezequiel, Jeremias, Daniel, Ageu e Zacarias é possível constatar relatos da época, bem como dos propósitos de Deus para a nação de Israel que estava sob julgamento. No livro de Esdras há um rico relato do período de retorno da Babilônia, do mover de Deus sobre a nação de cativos que com arrependimento e choro retornaram para os seus lares.

Mas o que aconteceu com os cativos  durante os 70 anos de crise? Como encontraram forças e ânimo para permanecerem esperançosos e confiantes de que tudo iria passar e Deus estava com eles? Não deve ter sido fácil porque a Babilônia procurou de todas as formas oprimir e roubar toda esperança do retorno. E é da Babilônia que nos chegam revelações do que acontece no mundo espiritual em tempos de crise. Claro, nem toda crise é resultado do juízo de Deus sobre nós. Existe base Bíblica para afirmar que até mesmo homens justos e tementes a Deus podem passar por cativeiros terríveis,foi o que aconteceu com Jó.

Se é difícil encontrar os porquês das crises, se não há unanimidade quanto a isso, porém,há unanimidade em outro aspecto das crises: elas confrontam nossa fé e força e todos, sem exceção, precisam lidar com elas, de modo a não se deixar abater, naufragar. Por esse motivo, é que olhar para o cativeiro nos ensina. Eclesiastes 7:5 diz: "O coração dos sábios está na casa do luto, mas o coração dos tolos na casa da alegria." Então, vamos aprender com a casa do luto?

Algumas dificuldades vividas pelos cativos na terra da Babilônia:

I- Uma das primeiras investidas do exército da Babilônia (sob o domínio de Nabucodonosor II) contra os judeus foi: saquear as preciosidades do templo de Jerusalém. Tudo quanto havia em ouro, prata, metais preciosos foram levados embora (Jeremias 52). 

O templo de Jerusalém era uma representação da presença de Deus,  um elo entre Deus e o povo. Era lá que os sacerdotes se reuniam para transmitir a Palavra de Deus, manejar as ofertas sagradas.

O templo saqueado indicava o inicio de um período de tristeza. Consideremos que nós somos o Templo do Espírito Santo de Deus. Quando as crises vêm elas têm o objetivo de saquear esse Templo: roubar a alegria, o gozo,a comunhão com Deus, o que há de mais valioso em nossas vidas. O templo estava vazio, mas sua estrutura estava lá de modo que ainda era possível sonhar com um retorno, com as festas e as reuniões solenes. Não por muito tempo, porque os opressores também investiram para destruir essa esperança.

II- Sacerdotes e ferreiros estavam na primeira turma de cativos (Jeremias 24:1)

Sem sacerdotes e sem ferreiros o povo enfraquecia. Não havia direção de Deus, não haviam armas para contra atacar. Até mesmo no exílio essas funções foram proibidas de serem exercidas, em Lamentações de Jeremias se lê:

Lamentações 2: 9 - "As portas de Jerusalém já de nada servem. Todas as fechaduras e cadeados estão violados e partidos; foi ele mesmo quem os arrombou. Os seus reis e os nobres estão escravizados em terras desconhecidas e afastadas, sem um templo, sem leis divinas para os governarem, sem visão profética para os guiar."

Efésios 6:10-18 afirma que nas crises trava-se uma batalha espiritual. Os recursos espirituais estavam sendo roubados de Israel. Armas materiais não mais haveriam e as espirituais precisavam ser buscadas, de modo individual. os profetas da prosperidade haviam sido envergonhados, suas mensagens de paz e bênçãos não se cumpriram e aos cativos restava ouvir os profetas dos "ais" (Lamentações 2:14). e ouvindo os "ais" cada um deveria buscar a Deus em arrependimento. 

O que aprendemos aqui? A salvação é individual. Romanos 14:12 diz: "De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus." Desconfie de qualquer evangelho que não pregue arrependimento e afastamento do pecado. Desconfie dos caminhos e portas largas que não exigem renúncia e comprometimento com Deus. Desconfie da ritualidade eclesiástica, porque Evangelho é libertação é relacionamento com Deus através de Jesus Cristo. Evangelho é restauração do Templo, é novo nascimento com retorno ao Criador para fazer a Sua vontade. 

I Pedro 1:23 "Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre.

Cada cativo precisava viver sua própria experiência, crescer pessoalmente na compreensão sobre Deus. Crises são aprendizados e não adianta querermos apenas culpar os outros pelo que não deu certo. É preciso fazer a nossa parte, refletir: onde preciso melhorar? 

III- A cidade destruída e a batalha para reergue-la.

Como voltar para os lares se a cidade estava em ruínas? Deus providencia o recomeço e instrui a Esdras para liderar a obra de restauração. Mas a Babilônia sabia que com os muro reerguidos e o templo em funcionamento, o retorno se tornaria possível, a esperança renasceria para os cativos que se tornariam mais fortes.


Esdras 4:4-5 "Todavia o povo da terra debilitava as mãos do povo de Judá, e inquietava-os no edificar. E alugaram contra eles conselheiros, para frustrarem o seu plano, todos os dias de Ciro, rei da Pérsia, até ao reinado de Dario, rei da Pérsia."

Não é assim também conosco? A Babilônia, não quer nos vê de pé e felizes, mas quando Deus ordena, Seus planos não se frustram. Havia chegado a hora do retorno, as ruínas do passado precisavam dar lugar a uma cidade forte. Salmo 113:7 diz que "Deus Levanta o pobre do pó e do monturo levanta o necessitado."

Se estamos dispostos a mudar a direção de nossas vidas, os pecados serão  perdoados. De vidas despedaçadas: por vícios, medos,abandonos, rebeldia...O que for, Deus ajunta os cacos e ergue fortalezas. Mas será preciso esforço, entrega. Não se pode esperar que outros façam por nós o que só nós podemos fazer. Israel não tinha mais que confiar em templos, reuniões, sacerdotes da prosperidade, armamentos. Israel tinha que decidir andar com Deus, as bençãos seriam consequências.

Para reconstruir Jerusalém, nem mesmo as pedras queimadas pelo fogo do incêndio provocado pelo exército inimigo foram descartadas. Elas serviram de alicerce para novas construções.  É isso mesmo, Deus é divinamente paciente para nos tratar com amor e perdão. Ele não quer nossa destruição, antes,porém, quer nosso crescimento e felicidade. E se para isso tiver que nos corrigir, assim seja. Sábio será o que aceitar a correção.

Hebreus 12:11 "E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela."


 A restauração:
  • Quando o Senhor trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham.
  • Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o Senhor a estes.
  • Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres.
  • Traze-nos outra vez, ó Senhor, do cativeiro, como as correntes das águas no sul. 
  • Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria.
  • Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos. 
Salmos 126:1-6

No final, a recompensa  chega como as correntes do Sul, que lugar é esse? Se refere as torrentes no deserto de Neguebe, um lugar inóspito ao Sul de Jerusalém. Ali existe um leito de rio vazio e seco em alguns períodos do ano, mas de repente, e sem haver chuva ou explicação, o lugar é inundado por torrentes de águas, e o lugar então, faz jus a indicação: "correntes do Sul" ou "torrentes do Sul" que transbordam como em um fenômeno.

No final o que foi plantado com choro, é colhido com alegria. Por que foi plantado com choro? Porque o terreno era trabalhoso, a caminhada era penosa, as sementes foram conseguidas com tanto esforço que mesmo andando e chorando o semeador não as soltou, não as desprezou. Pelo contrário, ele as sustentou com todo o zelo e acreditou que floresceriam. Que grande lição de fé nos dá esse Salmo!

Nesse momento, temos em diversas partes do mundo, servos fiéis  passando por cativeiros: missionários em prisão, mulheres em decepção por causa de um relacionamento, homens desempregados, quem sabe doenças, morte. Todos esses cativeiros são reais, mas não podemos soltar as sementes das promessas de Deus, não podemos perder jamais a alegria de ter o Reino de Deus em nós. As torrentes do Sul, podem jorrar como um despertar espiritual nos proporcionando crescimento que não alcançaríamos, de outra forma, que não através do choro de arrependimento, decepção, tristeza e outros regressos.


Que o Deus da restauração o abençoe.

Fonte de pesquisa: Bíblia de Estudo Plenitude, Sociedade Bíblica do Brasil, SP. Edição 1995.

terça-feira, fevereiro 19, 2013

Vem aí o 2º livro de Wilma Rejane, editora do Blog A Tenda na Rocha


João Cruzué

A Irmã Wilma Rejane, editora do Blog A Tenda na Rocha está com seu segundo livro no prelo, em contagem regressiva para  seu lançamento em breve. É uma excelente notícia que precisamos passar adiante. Anos atrás, alguém escreveu acertadamente que os blogs seriam oficinas de trabalho de onde sairiam no futuro uma nova geração de escritores cristãos. Este futuro já chegou. Quero deixar, a seguir, algumas repostas da Irmã Wilma sobre o processo de amadurecimento e de acontecimento de seus livros, sobre sua experiência com blogs, para minha leitura e sua também. 

Como foi o processo de amadurecimento do primeiro livro?


Publicar um livro era sonho antigo, eu gostava de escrever poemas e contos. Quando casei, meu esposo compilou meus poemas devidamente digitados e me presenteou com uma escrivaninha cor de rosa, junto ao presente um pedido: “Quero que prossiga escrevendo e um dia me mostre o livro de sua autoria”. Por alguns anos parei de produzir,  escrever se resumia ao trabalho jornalístico. Revivi na escrita após a conversão e creio que o livro Ás Margens do Quebar,  é a resultado de um sonho amadurecido durante anos e também  realização de uma promessa de Deus que sempre me falava fortemente através de Jeremias 30:2  “ Escreve num livro todas as Palavras que te tenho falado”.

Quem foi o incentivador deste passo?


Esse passo, na verdade, foi uma jornada. O primeiro incentivador foi Deus porque Sua Palavra é a vida, inspiração e restauração e sei que sem Ele eu não teria prosperado nessa missão. Depois vem meu esposo Franklin, nossos filhos (Joyce e Filipi) minha mãe Dionísia, e minha irmã Vitória Régia. Depois, algumas pessoas que conheci através da internet como o pastor Marcos Sampaio, de Feira de Santana na Bahia. Esse homem foi um instrumento de Deus na minha vida, nunca o vi pessoalmente, mas cada e-mail que recebia dele chorava como criança porque era como se o próprio Deus estivesse falando comigo. Parei por alguns dias de organizar os textos para enviar a Editora, estive cansada e um pouco desanimada e ele me envia a mensagem: “Não disse para você parar, continue a obra que Deus vai te levar a muitos lugares com esse livro”. Imagine como fiquei, assustada e maravilhada. Também agradeço ao Léo Kades da Editora Oxigênio, ao Eliseu Gomes e Sammis Reachers que faziam comentários animadores no blog quando os acessos ainda eram minguados. Sammis também fez o prefácio de meu primeiro livro.

Tenho visto  tem consegue um crescimento contínuo do Blog "A Tenda na Rocha", de onde veio este nome?


O nome do meu blog veio do livro do profeta Isaías 54: 2,3: “Amplia o lugar da tua tenda e estendam-se as cortinas das tuas habitações; não o impeças; alonga as tuas cordas, e fixa bem as tuas estacas, porque transbordaras, para a direita e para a esquerda; e a tua descendência possuirá os gentios e fará que sejam habitadas as cidades assoladas.”

Antes do blog, cheguei a pensar em um ministério itinerante usando tenda e por isso sempre orava a Deus para que o ministério a mim confiado, de ensino da Palavra, abrigasse muitas pessoas em baixo da tenda. Isaías 54 era uma oração diária. Assim, quando meu esposo perguntou: Qual o nome de seu blog? Não pensei duas vezes, a resposta foi imediata : “A Tenda na Rocha”. A Rocha é Jesus.

Por que seu segundo livro,  está centrado em Sara e  como a Irmã concebe a pessoa de Sara contextualizada hoje?


Sara viveu em um contexto histórico absolutamente patriarcal, em uma sociedade que discriminava o fator esterilidade e ainda assim, ela jamais deixou de sonhar ou se abateu por sua condição. A Bíblia diz que “Sara sorriu da promessa de ter um filho”  (Gênesis 18:12) e essa frase em especial me chamou atenção: “Por que riu Sara?” de alegria, ironia? Não sabemos, penso, contudo que ela riu porque a promessa era grande demais, porque cenas de seu sonho permearam sua mente. Sara sequer ovulada, já havia atravessado a menopausa e como poderia ser mãe? E na primavera, eis que nasce Isaac. Isso é lindo demais! Quantas Saras sorriem de seus sonhos nessa hora? Quantas olham para as circunstâncias e consideram as impossibilidades como entraves para felicidade? E Deus vem e diz: Sara, não sorria de seus sonhos, Eu sou maior que toda impossibilidade, Eu sou o Senhor da vida e cumprirei aquilo que prometi, porque vi não apenas teu riso, mas tuas lágrimas.

Vivemos em um contexto histórico bem diferente da época de Sara e Abraão, mas os conflitos que enfrentamos são os mesmos, Deus é o mesmo e as Saras são todas as mulheres que sonham, não apenas com filhos biológicos.

Por que a opção de editar  um blog de mensagens bíblicas?


Porque amo escrever e amo a Cristo Jesus, meu Senhor e Salvador. O Evangelho transformou minha vida e família,  como guardar essa grandeza só para si? Jesus falou: Não se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. Mateus 5:15-16. Interessante é que comecei a escrever mensagens em cadernos e certa vez os levei para o pastor Franzé ( no litoral do Piauí, onde congregava na época) e disse -lhe: “Pastor, será que podes ler essas mensagens ? É que tenho certeza que chegará a hora de pregá-las para muitas pessoas, até mesmo fora do Brasil”. Ele sorriu, segurou os cadernos nas mãos e  disse: “Irmã Wilma, não tenho dúvidas de que conseguirá  realizar o que diz. Algum dia a senhora estará testemunhando isso, e quero que seja aqui nessa igreja”. Por isso, fiz questão de realizar o primeiro lançamento do livro Às Margens do Quebar na Igreja Batista Boa Esperança, como forma de gratidão a Deus, pelo chamado iniciado ali. Tenho carinho imenso por aquela obra.

Que visão a senhora tem da Igreja hoje, com relação ao uso da Internet para Evangelização.

Não dá para generalizar, depende muito da visão de cada líder, mas para enfatizar ainda mais a resposta anterior sobre evangelização na internet, penso que deveria haver mais generosidade. O uso da internet ainda é considerado fator de contaminação,  declínio espiritual , o que não deixa de ser verdade  para muitos. Contudo, há uma visão errônea de que crente de verdade é aquele que prioriza as atividades na igreja, essa cultura se dá por medo do esvaziamento de templos,  de falta de submissão e outros fatores. O que faz um cristão genuíno é o amor que Ele tem por Jesus e pelo próximo, e próximo não é apenas  o que senta ao seu lado no banco da igreja, no domingo à noite ou na EBD.

Deixo aqui um desabafo e um clamor: A igreja precisa preparar pessoas para trabalhar em evangelização, além das quatro paredes de um templo. Jesus disse: Ide, evangelizar aos de perto e aos de longe, em todos os lugares da terra” Marcos 16:15.  Através da internet ou de outras mídias, é possível alcançar pessoas onde jamais conseguiríamos corpo a corpo. Mas que o amor não se esfrie, pelo contrário, que o crescimento espiritual seja notado por todos como motivo de alegria e salvação, como diz Timóteo: “Persiste em ler, exortar e ensinar. Não despreze o dom que há em ti, para que o aproveitamento seja manifesto a todos” I Tm 4: 13,15.

No livro recém-lançado, pela editora Visão Cristocêntrica: “Blogs Evangélicos, O Impacto da Mensagem Cristã na Internet”, tem um capitulo de minha autoria intitulado “Evangelização na Internet”, lá falo de forma mais extensa sobre o tema.

Vejo que tem tempo para retribuir com carinho os comentários de seus leitores, como  consegue?

Faço um esforço para interagir com os leitores, mas ainda deixo muito a desejar. Normalmente respondo os comentários das matérias que estão em evidência na página principal, porque não encontro tempo ou disposição suficiente para interagir com todos os leitores. E em termos de e-mail  considero a situação ainda pior, respondo a uns e outros não, simplesmente não tenho resposta para algumas das indagações que me fazem e acho complicado aconselhar por e-mail. Pedido de material de evangelização é uma constante e embora considere essa uma causa nobre e essencial, também  não tenho como atender a todos. Tomo como prioridade os pedidos de oração.

Com quem aprendeu a publicar?


Meu esposo Franklin me ajudou em tudo: inserir imagens, vídeos, fazer links, parcerias e etc. Ele sempre lia os textos antes da publicação e me dava sugestões, ainda hoje considero sua opinião muito importante na avaliação de conteúdo publicado, se ele me pede para mudar algo, faço sem medo, afinal além de me auxiliar ele é o leitor número 1. Mudar Layout e operar ferramentas mais complicadas é sempre ele quem faz. Enfim, o blog A Tenda na Rocha  até hoje recebe atenção de meu esposo e sou grata por isso, obrigada Deus pelo esposo!


Qual é o nome do seu esposo;  ele não gosta de escrever?

Meu esposo se chama Franklin, filho de um dos maiores escritores do Piauí, chamado Francisco Miguel de Moura, muito festejado por seus muitos livros publicados e colunas de crítica literária nos jornais de maior circulação do Estado.  Todos os filhos do “Chico Miguel” foram incentivados na leitura e escrita e meu esposo já escreveu contos e se dedicou a charges. Porém, seu talento mais latente é para a Física, disciplina que leciona há vários anos. Ele prefere os cálculos, eles se entendem bem, (risos).

Qual o nome de seus filhos, e o que eles pensam do seu trabalho? Santo de casa tem valor?

Nossa primeira filha chama-se Joyce; é pedagoga, casada e já nos presenteou com uma linda netinha chamada Sofia. Depois vem o Filipi; está no último período do curso de Comunicação Social e assim como a mãe e o avó, ama escrever. A Joyce lê mais as coisas que escrevo do que o Filipi. Certa vez ela me disse : “O que  a senhora escreve acalma a alma”. Ela sempre me pede para orar por isso ou aquilo e quando se sente mal também solicita minhas orações. Bem, creio que ela haverá de desenvolver a fé a ponto de confiar que a oração dela, tem tanto valor quanto a minha. O Filipi também é um garoto que não nos dá trabalho, mas em questões de fé, ainda contesta muito. 

Creio que “santo de casa tem valor”, irmão Cruzué. As orações dos pais pelos filhos, o testemunho, tudo isso conta muito. E na hora da conversão, Deus pode usar quem ou o quê Ele entender, de casa ou não, mas a fé e o amor que se encontram na família têm muito valor.









domingo, fevereiro 10, 2013

O complexo de Jó


Jó - quadro de Gerard Seghers 


Wilma Rejane

Ninguém gosta de ser surpreendido pelo mal. Queremos sempre o melhor, mesmo àqueles que não estão plantando coisas boas, querem colhe-las. É a vida. Existem até os que encontram felicidade em sofrer e fazer sofrer. Patologias que carecem de tratamento. Mesmo estes, com a visão distorcida de felicidade procuram encontrá-la à sua maneira.

Jó era próspero e feliz, mas no seu intimo, tinha medo. Medo de perder a felicidade, o que o fez declarar: “Porque aquilo que temia me sobreveio; e o que receava me aconteceu, nunca estive tranquilo, nem sosseguei, nem repousei, mas veio sobre mim a perturbação" Jó 3:25, 26. Ele aguardava a felicidade, mas, ao mesmo tempo não acreditava nela. Era um homem de fé, obediente a Deus, dedicado a família, porém, incertezas sobre o futuro o incomodavam.

Quantos de nós não somos como Jó? Sendo felizes com reservas? Queremos desesperadamente o bem, porém temos medo de recebê-lo por achar que não merecemos? Não conseguimos amanhecer e anoitecer, desfrutando cada minuto do dia, como uma dádiva que não se repete, porque seria injusto ser feliz?!

Algumas pessoas estão sempre esperando realizar algo para se sentirem completamente felizes: “Ah, quando eu tiver minha casa própria, serei feliz, quando eu tiver um bom emprego, quando eu não tiver dívidas, quando eu tiver um marido, quando eu tiver um filho, quando.... quando... quando...", está sempre faltando algo e quando se consegue esse algo, logo aparece outro motivo para não se ter felicidade.

Na tribulação então, é uma catástrofe. Se não consegue ser feliz na bonança, na tribulação, vira "Mulher de Jó": "Amaldiçoa a Deus, e morre" (Jó 2:9). Sem perspectiva nenhuma de vencer a situação, se entrega totalmente a tão temida adversidade. "Agora sim, tenho todos os motivos para não ser feliz". Conheço pessoas que haja o que houver, estão sempre se lamentando, como os Israelitas no deserto.

A felicidade estava no arraial deles, e eles, querendo o Egito. Medo de ser feliz? Não acreditavam que podiam ser. Deus estava se manifestando no monte, e eles, fazendo um bezerro de ouro para adorar. Deus enviando maná do céu, e eles querendo os alhos do Egito (Como pode trocar maná por alho?). Viviam na base do quando. "Quando tivermos muita comida, quando tivermos água, quando tivermos um deus de verdade...", e assim, não aproveitaram o que Deus lhes concedia

Não estou excluída desse "complexo de Jó", por vezes costumo refletir sobre o amanhã com receio de que o mal me surpreenda. Há uma necessidade constante de me refugiar em Deus, beber da sua fonte, me prostrar a Seus pés e confiar, que mesmo em meio a tribulação Ele tem propósitos abençoadores: "E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito" Rm 8:28. Não foi assim com Jó? "E o Senhor virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o Senhor acrescentou em dobro tudo quanto Jó possuía" Jó 41:10.

A verdade, é que depois que conheci a Cristo Jesus, escolhi ser feliz. Foi assim que Ele me ensinou. "Seja feliz hoje, esse é o dia que fez o Senhor! (Sl 118:24). Tudo quanto nesse dia acontecer, estará sob controle de Deus. Aleluia! "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas" Mt 11:29. Portanto, não devemos temer a felicidade, viver com o complexo de Jó, mas, que reine em nós a certeza de que Deus nos ama e Seus pensamentos sobre nós são de paz, e não de mal Jr 29: 11. Soli Deo Glória.



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domingo, junho 20, 2010

Curados pelo Amor divino

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Wilma Rejane


Blog a Tenda na Rocha

Uma passagem bíblica no livro de Gênesis me chamou à atenção. É sobre José. Lendo-a pude perceber porque ele era tão especial e teve um papel relevante na história do povo judeu. Um gesto de José, na prisão, muito me falou sobre sua personalidade (pequenas coisas, grandes significados).

Imaginei a cena como se estivesse lá, embora (na prisão) não fosse um bom lugar para se estar. "E veio José a eles pela manhã, e olhou para eles, e viu que estavam perturbados. Então perguntou aos oficiais de Faraó, que com ele estavam no cárcere da casa de seu senhor dizendo: Por que estão tristes o vosso semblante?"(Gn 40:6,7).

José percebia o estado sentimental das pessoas, coisa rara em nossos dias - Julgo o individualismo uma característica marcante da sociedade atual- Muitas pessoas passam por nossas vidas diariamente e muitas se vão sem que percebamos como estão, quem são e o que poderíamos fazer por elas.

Jesus agia como José. Ele parou em um lugar que os judeus geralmente não parariam e falou com uma samaritana, a quem seus compatriotas ignorariam. Faminto e com sede, Jesus quis primeiro saciá-la: "Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz : dá-me de beber, tu lhe pedirias, e Ele te daria água viva." Em pouco tempo de conversa a samaritana foi curada.

Por que não paramos para perceber os sentimentos e curar vidas? Estamos tão preocupados com nós mesmos que esquecemos do outro. Achamos que precisamos ser curados primeiro para depois curar o outro, porém nunca estamos curados totalmente. Jesus curou toda a humanidade quando esteve em sua maior dor. Ele libertou à todos quando esteve preso pelos pés, pelas mãos,todo o seu corpo doía, seu espírito clamava pelo Pai. Foi ai que consolou as multidões .

Que cada vez mais possamos deparar-nos com pessoas parecidas com Cristo e José, ou melhor, que possamos ser pessoas como eles.


Wilma Rejane é professora, jornalista e barachel em Teologia, em Terezina/Piauí.



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