terça-feira, maio 28, 2013

Uma passagem de volta para Jonas


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O profeta Jonas
João Cruzué

Um dos profetas antigos que mais se contextualiza nossos dias, é o profeta Jonas. As Igrejas estão cheias de Jonas. Homens que pensam  que Deus é mais justiça que misericórdia. Mas há um lado animador nesta história: quando  Jonas foi confrontado por Deus e passou por um processo de reeducação, ele  aprendeu colocar sua vontade em segundo plano.

Jonas era um teólogo moderno. Achava-se mais sabido do que Deus. Não que todo teólogo seja assim, mas grande parte deles são pessoas que acham conhecer tudo. Mas graças a Deus por eles, tanto pelos noviços quanto pelos que já provaram na própria pele a pedagogia de Deus, através de experiências duras. Dizem que na Faculdade de Gamaliel, Saulo de Tarso cai do cavalo. E Jonas, como costuma fazer muitos teólogos presunçosos, posicionou-se como um crítico da vontade de Deus.

Jonas estava cheio de razão mas seco do Espírito. Apesar de ter vocação de profeta e chamada de profeta, ainda andava envolvido por demais com as opiniões da sua época. Em lugar de arranjar mais tempo para ouvir a voz de Deus, Jonas ouvia as razões da sua própria consciência. Jonas era livre. Independente. Ou pelos menos achava que era.  


Hoje é tudo do mesmo jeito. Fazemos tudo correndo. Até a oração é rápida. Bem diferente da prioridade dos primeiros apóstolos que ao se acharem envolvidos com muitos assuntos administrativos e de assistência social, separaram sete homens probos para servir às mesas  e voltaram à oração e pregação da Palavra. 

Quando não temos tempo para ficar na presença do Senhor, perdemos a direção e depois a compaixão. Compaixão é  olhar com os olhos do Espírito de Deus. É o profundo entendimento de Deus das fraquezas humanas. Quando a compaixão sai, fica apenas o grande desejo de criticar do formalismo religioso. Se Jonas queria de fato a destruição do povo de Nínive,  é porque já não mais enxergava com os olhos do Espírito.

Por que Jonas não foi substituído? 


Deus poderia muito bem ter  chamado outros profetas para pregar em Nínive. Havia dezenas ou centenas deles em Israel. O fato é que a boa obra que Deus começara em Jonas não iria deixá-la inconclusa. Jonas fora criado para um grande propósito: anunciar as palavras de juízo aos ninivitas e servir de exemplo às futuras gerações de profetas. Quando propositalmente não foi, o plano B de Deus entrou em ação. Jonas mudou de atitude porque tinha somente duas alternativas: ou ia ou morria.

Jonas não era um pregador eloquente. Ele repetia apenas uma frase: "Em quarenta dias, Nínive será subvertida". Era isto que queria. Mas era a mensagem de Deus. Jonas pregava desejando que o juízo sobreviesse e destruísse os ninivitas. Mas Deus tinha outro desejo: queria que houvesse  arrependimento. Era uma pequena possibilidade. Parece que Deus queria dar uma lição em Jonas. Este tinha certeza que em 40 dias a cidade ira virar cinza e fumaça, mas Deus tinha um olhar diferente. Um propósito diferente. Ele via uma multidão de pessoas arrependidas.


Por que há tantos Jonas nas Igrejas? Porque estamos passando por uma época de pregações de um evangelho distorcido. Assim como Jonas, Deus criou cada um para um propósito santo. Todavia, há um evangelho humanista que vem pregando apenas para satisfazer a o desejo de cada crente. Tenho visto, por repetidas vezes, ao final de mensagens nos cultos, pregadores conclamando e até mesmo forçando as pessoas para virem à frente dos púlpitos para deixarem seus problemas. E nada acontece.

Quando cristãos passam por lutas continuadas, a primeira coisa que deve ser analisada são as causas e não apenas as consequências. Pode ser que estejam no "ventre da baleia" passando por um processo pedagógico, para um breve desbaste de suas próprias vontades. Se esta for a causa, não há oração que os tire de lá a não ser que primeiro façam um compromisso de obediência com Deus.

Se é o seu caso, verifique atentamente se não está ocioso na obra do Senhor. Se não está fugindo da vontade do Senhor. Ou se está querendo receber bênçãos sem cumprir os compromissos de fidelidade. 
Quando você se batizou deve ter ouvido  de  esta pergunta: "Você promete ser fiel a Deus enquanto viver? Por isso, antes de mais nada, se está pensando em ir para bem longe da vontade do Senhor, pense no caro preço que Jonas pagou pela sua viagem de volta.



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segunda-feira, maio 27, 2013

LIVRO NADA A PERDER - UMA BIOGRAFIA DO BISPO EDIR MACEDO


João Cruzué



Comprei o livro "Nada a Perder", o primeiro de uma série de três, da autobiografia escrita pelo Bispo Macedo, líder espiritual da Igreja Universal do Reino de Deus. Como gosto de fazer depois do almoço na Quintino Bocaiuva, Centro de São Paulo, fui até as Lojas Americanas, da Rua José Bonifácio, para dar uma bisbilhotada nas coisas do primeiro andar e relaxar um pouco, antes do segundo tempo de trabalho no Tribunal. 

Olhei os filmes, o material escolar, os brinquedos, as toalhas, os chocolates... Fui gastando meu tempo, até que passei pela estante e vi o livro "Nada a Perder" do Bispo Macedo. Eu já o vinha acompanhando pelo ranking dos livros mais vendidos de não ficção  da Revista Veja. O  preço bom, lógico, interessou-me: R$19,90. No caixa o preço estava maior, R$29,90, mas eu reclamei e saí de lá com o livro pelo preço menor. 

Comecei a ler na quinta-feira e terminei hoje, domingo, já perto da meia-noite. O Bispo fala que serão três, os livros de sua memória. Como sempre, ele vende muito bem. E dou graças a Deus por isso, pois até cinco anos atrás, eu só via livros espíritas nas bancas e nas maiores livrarias da Cidade. Hoje temos a grata surpresa de ver o surgimento das obras de vários pastores. E mais virão.

Três grandes temas estão presentes no livro. 

O episódio da prisão do Bispo em 1992, que ele entende como um cala-boca encomendado por líderes paulistas da Igreja Católica com a maciça atuação da TV Globo. E como ficou esclarecido pelo tempo: o tiro saiu pela culatra.

A dor que ele e sua esposa passaram por causa da filha caçula, Viviane, que nasceu com a deficiência dos lábios leporinos. Um calvário penoso, de muito preconceito, mais discriminação e mais de uma dezena de operações.

E o nascimento da Igreja Universal, passando pela Igreja Nova Vida, depois pela Cruzada do Caminho Eterno liderada pelos Pastores Samuel Coutinho e Romildo Ribeiro Soares. O primeiro jogou na cara do jovem Edir Macedo que ele não tinha chamada ministerial de Deus, e o segundo fez de tudo para que a sogra (mãe de Macedo) desistisse de ser a fiadora do filho no aluguel do espaço na funerária no bairro carioca da Abolição. 

O Bispo revela que o evangelista Edir Macedo sempre era desprezado pelos pastores das Igrejas onde serviu, a começar pelo Bispo Roberto Maclister e depois por Samuel Coutinho. Gostei dessa parte, pois as pedras do desprezo e o desmerecimento daqueles não foram suficientes para enterrar a sua vocação. Ele que era considerado um obreiro de poucas ovelhas, que não conseguia público para suas reuniões, deu a volta por cima e se tornou um dos maiores líderes evangélicos do Brasil, e com igrejas espalhadas por todos os continentes.

O Bispo Edir Macedo é  polêmico? Sim. É considerado de forma depreciativa pela sociedade brasileira? É! Mas, por outro lado, ninguém pode dizer que ele não foi um jovem esforçado e que conquistou seu lugar na obra de Deus a custa de muito esforço e muitas pedradas.

Vamos aguardar os outros dois livros, para ver suas explicações quanto aos demais fatos que se passaram depois do período das vacas magras. 

Eu aconselho a comprar e ler o livro. 

Não fiquei decepcionado com o primeiro texto de sua autobiografia. 

É o tipo de leitura que do meio para frente não tem como ir até o fim.  Tenho muitas críticas a muitas atitudes e postura do Bispo, mas não faço a crítica pelo mau hábito de sempre criticar.   

O que este homem já tirou de almas do poço do inferno não pode ser desprezado nem esquecido. 

O grande aumento do número dos evangélicos na década de 90, tem muito a ver com seu trabalho, principalmente com sua visão de usar a televisão para pregar o evangelho, até então considerada o "caixote do diabo" por muitas Igrejas Pentecostais.

Se ele depois disso andou pisando na bola com Deus, já não me compete ser o juiz disso. Tenho que, para mim, devo seguir a recomendação do Apóstolo Paulo: Examinar tudo, mas reter só o bem. Tem muita coisa boa no livro, para aprender.













domingo, maio 26, 2013

Carta Evangélica ao CNJ - Conselho Nacional de Justica


João Cruzué
(livre para cópia)
Esta carta representa minha opinião e minhas convicções evangélicas. Não tenho a outorga do povo evangélico para falar em nome dele, mas tenho certeza que milhões deles gostariam de dizer em termos mais ou menos incisivos, sempre respeitosamente, o que está opinado abaixo.

O CNJ - Conselho Nacional de Justiça,  aprovou  em 14/05/13, por maioria de votos (14 x 1), uma resolução que obriga todos  cartórios do Brasil a celebrar o casamento civil em pessoas do mesmo sexo. O Autor e defensor da proposta foi o Ministro Joaquim Barbosa, Presidente do STJ - Supremo Tribunal Federal.

O  único voto contrário à Resolução foi dado pela mais nova conselheira da Casa,  Maria Cristina Peduzzi, que  para ela,  é da competência  do Congresso Nacional a tarefa de definir o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

Este ato foi encorajado pela preexistência de um outro, de autoria do STJ - Supremo Tribunal Federal, que atropelou o Congresso há um ano, mudando o espírito da Carta Magna no seu artigo 226:

Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
§ 1º - O casamento é civil e gratuita a celebração.
§ 2º - O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei.
§ 3º - Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento. 

Como cidadão brasileiro consciente dos meus direitos quanto à manifestação de opinião, quero expressar em alto e claro tom que Vossas Excelências erraram ao participar do segundo atropelo do Congresso Nacional já, há poucos dias, acutilado pelo Ministro Joaquim Barbosa como um Congresso de "faz de contas". E eu creio que a provocação do Ministro infelizmente foi correta, porque se no primeiro atropelo quedaram em silêncio, agora, à luz do dia, uma força bem menor tornou passar por cima das funções privativas da mesma Casa.

Com muito humildade, eu afirmo a Vossas Excelências - que deveriam ser o exemplo do respeito aos direitos constitucionais - atropelaram, sim, pela segunda vez, o mesmo Congresso, quando passaram por cima de uma Carta Magna com resoluções minúsculas. A Carta Magna,  Excelências,  foi o resultado do exercício do direito legitimado pelo voto do povo. A Constitução emana do povo. Nenhuma resolução de quem quer que seja, não tem a altura necessária para descartar no lixo a letra de uma Constituição. E foi isto fizeram e agora estão fazendo de novo. Um desrespeito aos Congressistas e ao povo que os elegeu.

E o desrespeito começou logo por quem tem o dever de respeitar a Constituição. É sabido que os homens e mulheres que elaboraram e votaram a Constituição Brasileira tinham plena consciência, à época e a gora, de que aos Ministros do STJ ou Conselheiros do CNJ não é dado o direito de mudar o espírito dos artigos e dos parágrafos da Constituição. O pretexto de uma modernidade discutível não pode ser o start de para mudar a Letra Constitucional na canetada. Isto traz um precedente muito perigoso.

Vossas Excelências, em um pequeno momento exposição da mídia, estão trazendo sobre si um olhar de reprovação dos cidadãos mais esclarecidos da Nação. Tenho certeza de que, com estes arroubos de legislação, cruzaram o limite do bom senso. E se tivermos uma reação desproporcional deste mesmo Congresso, desmerecido, quem vai perder é a Nação Brasileira quando o Congresso em ato legítimo colocar uma tranca desproporcional às invasões de competências tanto do STF, quanto do CNJ e do MP.

Já que Vossas Excelências estão tão ansiosos por legislar nas costas do Congresso, pelo menos o façam pela porta da frente: ano que vem teremos eleições majoritárias e proporcionais.  Candidatem-se!  Conquistem o direito de legislar de forma legítima. Participem diretamente do processo democrático de escolha de lideranças. Adquiram o cheiro do povo. Deixem o ar climatizado de vossos gabinetes e venham conhecer de perto necessidades bem mais urgentes de nosso povo. Se conhecessem bem isto, garanto que teriam conhecimento de que as mazelas de nossas crianças e juventude (fome, prostituição, drogas, falta de livros, cadernos, calçados, analfabetismo crônico, escravidão, orfanatos, tráfico)  o casamento homoafetivo viria em um dos últimos lugares.

Por que a pressa, Excelências?

Uma Constituição não se muda no tapetão ou na canetada. Qualquer mudança constitucional deve ser feita no voto e no Plenário das duas Casas. Se não for mais assim, logo, qualquer um pode atropelar o Congresso, uma vez que o mau exemplo está sendo dado por quem não devia.

Quero ainda expressar mais profundamente minha indignação quanto a esta resolução do CNJ nos seguintes termos: 

Hoje,  é moda no mundo inteiro que seus governantes coloquem  o casamento gay à frente de muitas coisas mais importantes. Isso pode ser visto recentemente na França, na Grã Bretanha e nos Estados Unidos. Mas lá, isto é mudado pelo Congresso ou Parlamento, não na canetada ou no tapetão.

Excelências, daqui mais alguns anos, a tal "modernidade" poderá  clamar por uma nova mudança, pois o casamento gay, atual, vai envelhecer.  O que dizer  reconhecimento da existência de um casamento pela união de  um pai com a própria filha? E de novo as nações do mundo irão dizer que isto é o novo conceito de família moderna. Vão reclamar que a mudança não é possível pela via legislativa, por causa do peso dos votos dos seguimentos conservadores da sociedade (voto evangélico). A culpa, de novo, será atribuída aos pastores evangélicos, que "lavam" a cabeça dos "coitadinhos".

Quero ir mais longe em meu texto. 

Em um livro publicado pela Editora Record nos anos 80s, entitulado "Os 40 anos finais da terra", de cujo autor não me lembro momento, estava escrito que ia chegar um tempo que o próprio satanás iria abrir o peito cheio de malignidades  e lançar sobre a sociedade toda sua podridão sobre a família. E esta última "modernidade"  seria a mãe enamorar e  se casar com o próprio filho. E dessa forma, e pelo mau exemplo de hoje, eu, infelizmente, posso ver lá no futuro um órgão "tipo" CNJ, fazendo outra resolução, para adaptar na canetada o novo "moderno", a "última" moda  à letra da Constituição.

E vou ainda mais longe.  

No ritmo que esta "modernidade" vai, ficará velha e chata, a ponto de exigir uma outra ainda "mais" moderna.  A Bíblia Sagrada registra que o mundo "jaz" no maligno. Diz também que o diabo veio para roubar, matar e destruir. E no aspecto de desconstrução familiar,  quem é que pode me contradizer, se daqui a 30 ou 50 anos surgir a moda de uma pessoa se unir afetivamente com um animal? 

Juízo, Excelências. 

Cuidado com  a falsa impressão de sucesso perante os olhos do povo. Aquela fábula da roupa dourada do imperador, que foi feita com invisíveis fios de ouro é muito oportuna. Na pressa de seguir a modernidade, que só os "inteligentes" podem ver, Vossas Excelências podem aparecer "descobertos" diante dos olhos do povo  "menos inteligente".


sábado, maio 25, 2013

TESTEMUNHO DA CONVERSÃO DO PR. WATCHMAN NEE

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CONVERSÃO E INÍCIO DO MINISTÉRIO


Tradução: João Cruzué

"Meu nascimento foi em resposta de uma oração. Minha mãe tinha muito medo de que sucedesse a ela o mesmo que acontecera a sua cunhada que tivera seis filhas, o que segundo os costumes chineses era ruim, pois meninos eram os mais desejados. Mamãe já tivera duas meninas, e embora não entendesse completamente o compromisso de uma oração, ela orou ao Senhor e disse: “Se o Senhor me der um filho, eu lho darei de volta de presente". E, o Senhor ouviu sua oração, e eu nasci. foi meu pai que mais tarde me dissera que antes do meu nascimento minha mãe tinha-me prometido ao Senhor".

Para muitas pessoas, a característica proeminente de ser salvo é o ato de ser liberto do pecado. Entretanto, para mim a questão era se eu aceitaria Jesus e me tornaria seu seguidor e um servo ao mesmo tempo. Eu Fiquei assustado porque se me tornasse um cristão então eu seria chamado para servir a Cristo, e isto iria custar muito caro para mim. Conseqüentemente, o conflito foi resolvido assim que eu percebi que minha salvação deveria ter os dois aspectos. Então, decidi aceitar Cristo como meu Salvador e servi-lo como meu Senhor. Isto foi em 1920, quando tinha 17 anos de idade.

"Na tarde de 29 de abril de 1920, eu estava sozinho em meu quarto lutando para decidir se deveria ou não crer em Cristo. Primeiro, eu estava relutante, mas assim que tentei orar, vi a magnitude dos meus pecados e a realidade, a eficácia de Jesus como Salvador. Assim que eu visualizei as mãos do Senhor estendidas sobre a cruz, elas pareciam me envolver e vi o Senhor dizer: Eu estava aqui esperando por você!

Observando efetivamente o sangue de Cristo limpando meus pecados e cobrindo me de tanto amor eu o aceitei ali mesmo em meu quarto. Anteriormente, eu havia rido das pessoas que aceitavam Jesus, mas naquela tarde, a experiência se tornou também real para mim, e eu chorei, e confessei meus pecados, procurando pelo perdão do Senhor. Assim que fiz minha primeira oração, eu conheci uma alegria e paz tais, que eu nunca tinha experimentado antes. Uma luz parecia fluir no quarto e eu disse ao Senhor: Jesus, o Senhor tem sido deveras misericordioso para comigo."

Depois que me tornei um salvo em Cristo, enquanto meus colegas traziam novelas para ler em classe, eu levava a Bíblia para estudar. Mais tarde, eu deixei a Faculdade para entrar em um Instituto Bíblico, sediado em Xangai criado pela irmã Dora Yu. No começo, por muitas vezes, ela muito educadamente tentou me expulsar do instituto com a explicação de que era inconveniente para mim ficar ali mais tempo. Na realidade era por causa de meu exigente apetite, roupas diletantes e costume de me levantar muito tarde pelas manhãs. Ela queria me mandar embora. Meu desejo de servir a Deus tinha levado um sério revés.

Embora eu pensasse que minha vida tinha sido transformada, de fato permaneciam muitas e muitas coisas que precisavam ser mudadas. Percebendo que eu ainda não estava pronto para o serviço do Senhor, decidi voltar a escola secular. Meus colegas de classe reconheceram que algumas coisas tinha alterado em minha vida mas que existiam muitas outras que ainda permaneciam em meu velho temperamento . Por isso, meu testemunho na escola não era muito poderoso, e quando pela primeira vez dei meu testemunho para o irmão Weigh, ele não me deu atenção.

Seguindo minha nova natureza de salvo já havia muitas mudanças e todo um planejamento de mais de dez anos se tornou sem significado e minhas ambições de uma brilhante carreira já estavam sendo descartadas. A partir daquele dia com uma inegável certeza do chamado de Deus, eu sabia qual deveria ser carreira da minha vida. Eu entendi que o Senhor tinha me escolhido para si, para minha própria salvação e para sua glória. Ele tinha me chamado para servi-lo e para ser seu amigo-operário.

Antes eu desprezava pregadores e pregações porque naqueles dias eles eram assalariados dos missionários americanos ou europeus, e por este serviço ganhavam deles míseros oito ou nove dólares de prata por mês. Eu nunca imaginaria, nem por um momento, que me tornaria um pregador, uma profissão a qual eu considerava tão insignificante.

Depois de me tornar um cristão, tive espontaneamente um desejo de levar outras pessoas para Cristo, mas depois de um ano de testemunho e testemunhando para meus colegas de escola secular, não havia nenhum resultado visível. Eu pensava que mais palavras e mais razões seriam eficientes, mas meu testemunho parecia não ter um efeito poderoso sobre as pessoas.

Tempos mais tarde, encontrei uma missionária da Região Oeste, a irmã Grose, que me perguntou quantas pessoas tinham sido salvas através de mim naquele primeiro ano. Eu abaixei minha cabeça e vergonhosamente confessei que a despeito de minhas tentativas de pregar o evangelho para meus colegas, nenhum deles tinha se convertido.

Então, ela me disse francamente que deveria existir alguma coisa errada impedindo minha comunicação com o Senhor. Talvez fosse um pecado escondido, dívidas ou algum outro impedimento. Admiti que tais coisas existiam e ela me arguiu se estava disposto resolvê-las, imediatamente. Concordei. A seguir me perguntou como dava meu testemunho e eu lhe disse que escolhia as pessoas ao acaso e lhes falava a respeito do Senhor, se elas mostrassem algum interesse. Ao que a missionária me ensinou que eu deveria fazer uma lista e orasse por meus amigos primeiro, enquanto aguardasse pela oportunidade de Deus para testemunhar para eles.

Imediatamente, comecei a colocar minha vida em ordem para eliminar os problemas que impediam minha comunhão com o Senhor. Ao mesmo tempo, fiz uma lista com o nome de setenta amigos com o propósito de orar por eles diariamente. Alguns dias eu orava a cada hora, até na sala de aula. Quando as oportunidades vieram eu tentava persuadi-los a crer no Senhor Jesus. Meus colegas freqüentemente diziam jocosamente, lá vem o Sr. pregador, vamos ouvir sua pregação... Embora de fato, eles não tivessem a mínima intenção de ouvir.

Eu contei, depois, meu fracasso a irmã Grose e ela me persuadiu a continuar orando até que algum deles fosse salvo. E, com a graça do Senhor continuei orando diariamente, e depois de vários meses, todas, com exceção de uma, das setenta pessoas daquela lista foram salvas

Frases de Watchman Nee:"A menos que sejamos tratados e quebrantados por meio da disciplina, estaremos restringindo o poder de Deus. Sem o quebrantamento do homem exterior, a igreja não pode ser um canal de Deus".

Em sua última carta, escrita no dia de sua morte: "Apesar da minha doença, ainda continuo cheio de alegria em meu coração." 
http://www.watchmannee.org
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Ultima nota: Nee tinha um espinho na carne controlado pela graça de Deus. Desde 1924, ele era tuberculoso. Sobre esse assunto, estive olhando o material e pude ver que a luta de Nee em oração contra essa doença é de uma inspiração e edificação maravilhosas. Ele dependia do Senhor, todo dia, para viver por causa da doença. Viveu com ela 48 anos. Deve demandar umas duas semanas de tradução. Orem por mim, pois gostaria de compartilhar essa bênção com meus leitores.

Comentários: quando olho para as fotos deste chinês, meus olhos ficam molhados. Para ser cristão na China, naquela época, tinha que desprezar a própria vida. Ele sabia o preço e não negociava. Quando quiseram libertá-lo, em 1968, com a condição de nunca mais pregar o nome de Jesus, ele não aceitou e assim o mantiveram no cárcere até à morte. Quando for da próxima vez a uma livraria cristã, não perca tempo. Watchman Nee escreveu sobre aquilo que vivenciava.

Agora veja 90 fotos aqui da Igreja Evangélica da China

Fonte de pesquisa do testemunho


BIOGRAFIA DO PASTOR WATCHMAN NEE


O sorriso do chinês

Pastor Watchman Nee - (1903-1972)

Tradução: João Cruzué

Nee To-sheng ou Watchman Nee, o grande lider cristão chinês, nasceu numa província do Sul da China. Em sua juventude, provou ser um indivíduo dotado de grande inteligência e um futuro promissor. Ele foi consistentemente o melhor melhor aluno da Faculdade Trinity, adqüirindo excelente histórico acadêmico. Nee, naturalmente, tinha grandes sonhos e planos para uma carreira cheia de realizações.

Em 1920, aos 17 anos de idade, conheceu o evangelho e depois de algumas lutas internas aceitou Jesus como seu Salvador e Senhor; ao tomar essa decisão deixou a carreira universitária. Desde então, seu ministério passou a ser conhecido como um dos mais espirituais e significativos do século 20. Seu nome anterior era Nee Shu-tsu. Após sua conversão mudou seu nome para Nee To-sheng, devido a um costume local, segundo o qual, se algum fato mudasse a vida de uma pessoa, ela mudaria de nome. No caso de Nee, foi sua conversão ao cristianismo.

Já no início de sua vida cristã começou a escrever. Seu ministério de aproximadamente 30 anos foi uma bênção de Deus para a Igreja chinesa, e seus livros ainda serão por muito tempo um manancial de espiritualidade e inspiração para cristãos em todo mundo, em todas as épocas. Sua obra teve um profundo impacto sobre a divulgação do evangelho e o estabelecimento de centenas de igrejas locais através da Ásia. Por causa da sua fé em Cristo, Nee foi preso em 1952 pelo regime comunista de Mao Tse-tung, permanecendo seus últimos 20 anos de vida na prisão.

No início ele era um cristão metodista, depois, começou ele mesmo a restauração da Igreja nos moldes da Igreja Primitiva, segundo estava nas escrituras. Ele era ferrenho opositor da fragmentação do corpo de Cristo pela criação indiscriminada de denominações e divisões da Igreja. Sua Igreja em Xangai cresceu e chegou a ter 3.000 membros. Orando, decidiu dividi-la em 15 grupos, chamados de "pequenos rebanhos". Cada pequeno rebanho (grupo familiar) chegava a ter 200 membros. No início dos anos 40, a Igreja de Nee já possuia perto de 500 "pequenos rebanhos". Em 1941, Xangai foi invadida pelo exército japonês e a Igreja começou a passar por necessidades financeiras. Ele e seu irmão montaram um empresa farmacêutica para complementar os recursos para as necessidades da Igreja . Daí pode-se perceber que o sistema de grupos familiares, desenvolvido mais tarde na Igreja sul coreana pelo Pastor Paul Yonggi Cho foi influências do trabalho de Nee.

Em 1949, o Partido Comunista da China derrubou o governo nacionalista e instituiu a Republica Popular da China. A princípio, os comunistas insinuaram um apoio aos líderes cristãos locais, enquanto expulsava os missionários "imperialistas". Dois anos mais tarde, Mao Tse-tung mostrou sua verdadeira intenção - a de controlar as Igrejas. Durante esse tempo, os pequenos rebanhos resistiam a ordem comunista de que todos deveriam ser filiados a Igreja Cristã Nacional, uma organização fantoche. Milhares de membros da Igreja de Nee foram mortos ou colocados em prisões. Havia informantes comunistas se infiltrados entre os grupos.

Os pastores eram rotulados de lacaios dos imperialistas estrangeiros e Nee foi acusado de liderar um grande sistema secreto que envenenava as pessoas com palavras reacionárias. Em 1952 ele foi preso. Antes disso, ajudou a criar várias Igrejas subterrâneas. Em 1956,foi julgado e sentenciado à prisão por 15 anos. Em 1967, ele deveria ser solto, mas com a seguinte condição: de nunca mais voltar a pregar o evangelho. Nee não concordou. Ele foi transferido para outra prisão onde morreu cinco anos mais tarde. Ele preparou a Igreja da China para sobreviver sob a "cortina de bambu" e ela Sobreviveu. Mao se foi, mas Jesus continua na China salvando, batizando e derramando o Espírito Santo. 


.Veja isto nas fotos tiradas mais recentemente: fotos da igreja da china.




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sexta-feira, maio 24, 2013

Como preencher o vazio da alma


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João Cruzué

O vazio tem muitas formas e duas origens. Eu sei que Deus pode falar ao seu coração através desta mensagem. Tenha bom ânimo; o que vou escrever aqui são minhas experiências com Deus, que desejo compartilhar com você. O salmista disse que Deus criou você para ser feliz e uma bênção para todos que o/a rodeiam. Se você estiver angustiado/a precisa ter um encontro com Ele.

A primeira forma de vazio é a falta de Cristo dentro da alma, do coração, que não se pode preencher com filosofia, religião, álcool, sexo, maconha, cocaína, crack, pornografia, anti-depressivos, calmantes, viagens, namorados, futebol, nada. Ele vai sempre continuar lá, enquanto o Senhor estiver ausente.

É uma tristeza silenciosa, que pode se esconder atrás de uma "máscara", até mesmo sorridente. Você vai estar sorrindo apenas por fora. Mas eu Temos boas notícias! No evangelho de São João está escrito: " E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim, nunca terá sede. João 6:35. E, no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, que venha a mim e beba. João 7:37 .


Este tipo de vazio só pode ser preenchido por uma pessoa: Jesus Cristo. E ele só virá, se você convidá-lo, pessoalmente, em oração, para morar em seu coração. Isso pode ser feito da maneira mais direta e simples possível. Sobre este mesmo assunto, leia nossa mensagem, clicando no link : Como se Reconciliar com Deus 

Há um segundo vazio. Uma sensação de abandono espiritual. Também está escrito: "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu". Eclesiastes 3:1. Então, há tempos em que você ora e Deus responde com bênçãos. Emprego, cônjuge, universidade, concursos, carros, promoções, vendas magníficas. Você está lá no alto do monte. Mas para compensar estes dias; para saber se você ama a Deus apenas no "monte" acontece, às vezes, que você começa a perder tudo. Ficar sem amigos, emprego, cargos na Igreja, aparecem as dívidas em sua empresa, problemas familiares... é a temporada do "Vale" ou do fundo do poço. Aí, você se sente só, desamparado, sem amigos, com muitas necessidades e fragilidades.   Sozinho.

Em passado recente, você era querido(a) admirado(a). Agora todos o(a) desprezam. Isto é muito freqüente.  Saiba que antes de você, muitos outros servos de Deus passaram pelo mesmo tipo de aflições. O Espírito não o abandonou, embora você não consegue sentir a presença dEle. Jó foi repreendido por Deus porque andou resmungando... reclamando, mas não murmurou. Jesus teve a mesma sensação e orou: "Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Mateus 27:46.

Quando estamos no "vale", o adversário costuma alimentar nossos pensamentos com sensações de tristeza e abandono. Não confie no que você estiver pensando. Aprenda a identificar a fonte maligna desses pensamentos e repreenda. O diabo é eficicente em seus ardis quando não é percebido, identificado. " Sujeitai-vos a Deus, e resisti ao diabo e ele fugirá de Vós" O melhor combate, nesta hora, é procurar um lugar íntimo e orar ao Senhor pedindo a vitória. Fiz assim durante um longo tempo de provação. Cada dia é uma nova batalha. Fique firme para vencer sua guerra. No tempo do vale, o adversário procura trazer a nossa mente, culpas e pecados do passado. Se eles já foram confessados a Cristo - já foram perdoados.

Aqui, cabe quatro bons esclarecimentos para resolver problemas de consciência. PrimeiroPecados praticados antes de ter aceitado Jesus como seu Senhor e Salvador, por favor, leia no blog "Curso Bíblico", no link acima citado, a mensagem "Como se Reconciliar com Deus". Segundo, pecado praticado sozinho e em oculto: o perdão pode ser pedido ao Senhor, e basta. Caso ainda se sinta desconfortável, converse com o Pastor da Igreja. Terceiro: pecado cometido envolvimento outra pessoa: este, não pode ser tratado apenas com Deus. Deve ser dito ao pastor da Igreja. Quarto: escândalos públicos, isto é, coisas que a comunidade fica conhecendo, solução: confesse diante da Igreja, em ocasião apropriada. Uma ilustração: Se o pneu do carro está furado, não adianta consertar a porta ou trocar o escapamento. 


Jó foi constantemente acusado pelos "amigos" de que seu sofrimento era conseqüência de pecado. Mas não era. Por trás, o tempo todo, era o diabo que tinha inveja de Jó. Só Deus sabia disso e nunca falou para Jó. Em nenhum momento, Jó aceitou as acusações dos amigos, pois não encontrava em seu coração pecado de morte.

Esta temporada no vale vai passar. E, quando ela passar, você vai estar com sua fé fortalecida. O tempo no vale é permitido por Deus para ensinar a não confiar em nós mesmos, quando estamos lá no alto do monte.


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"Tudo posso naquele que me fortalece"


Também serve para melhorar nosso caráter, temperamento, ensinar humildade. Serve para confortar os outros, que estão passando pelas mesmas dificuldades, com palavras de ânimo e inspiração. Como agora estamos fazendo.





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Bob Pierce e a Visão Mundial





HISTÓRIA

Tradução: João Cruzué

Bob Pierce, fundador da ONG internacional Visão Mundial

World Vision teve início com a visão de um homem – O Reverendo Bob Pierce.
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Em 1947 Bob Pierce conheceu uma professora chamada Tena Hoelkedor, durante uma viagem à China. Ela lhe apresentou uma criança espancada e abandonada chamada White Jade. Incapaz de cuidar dela, a professora perguntou: “O que o senhor vai fazer por ela?” Então, o Reverendo Pierce lhe deu seus últimos 5 dólares, e combinou de enviar, todo mês, a mesma quantia, para ajudar aquela mulher a cuidar da menina.
Aquele encontro trouxe uma virada na vida de Bob Pierce. E foi assim que em 1950 ele fundou uma organização dedicada a ajudar crianças do mundo inteiro, chamada World Vision. O seu primeiro programa de patrocínio infantil começou três anos depois, para atender as necessidades de centenas de milhares de crianças órfãs coreanas, do final da Guerra da Coréia.

Durante as próximas décadas, a Visão Mundial estendeu seu trabalho a todas as partes da Ásia, América Latina, a África, o Oriente Médio e Europa Oriental. Os recursos do patrocínio infantil assistiram crianças pobres com comida, educação, cuidado de saúde e formação profissional.

Nos anos 70, a Visão Mundial abraçou um amplo modelo de desenvolvimento comunitário e estabeleceu uma divisão de socorro de emergência. Ela tentou atingir as causas da pobreza concentrando-se em atender necessidades comunitárias tais como: água, saneamento, educação, saúde, treinamento de lideranças e programas de geração de renda.

A Visão Mundial iniciou o século XXI fortalecendo seus esforços de advocacia, particularmente em questões relacionadas á sobrevivência infantil e diminuição da pobreza. Se tornou mais ativa em parcerias com governos, empresas e outras organizações em questões ligadas ao trabalho infantil, crianças em conflitos armados e à exploração sexual de mulheres e crianças.

A Visão Mundial se tornou uma organização líder em questões humanitárias. Aproximadamente 31,000 membros de pessoal implementam programas de desenvolvimento comunitário, ajuda de emergência e promoção de justiça em quase 100 países.

O QUE FAZ A VISÃO MUNDIAL


A Visão Mundial trabalha com desenvolvimento comunitário, ajuda em desastres, e advocacia.

Transformando Comunidades
Transforming communitiesCom a pobreza tem causas locais e globais, a Visão Mundial opera dentro das comunidades e através de áreas geográficas para ajudar indivíduos e grupos a melhorar o bem-estar de crianças e a superar a pobreza.

Resposta aos Desastres
Responding to disastersQuando os disastres sobrevêm, a World Vision fica globalmente posicionada para ajudar com gêneros de primeira necessidade tais como: alimentos, água e abrigo. A Visão Mundial também trabalha junto à comunidade para a recuperação pós-desastre e prevenção de futuras catástrofes.

Buscando uma Mudança Global
Seeking global change
A Visão Mundial engaja instituições, doadores e o grande público, para atacar os problemas globais que perpetuam a pobreza. O staff da advocacia capacita as comunidades a defender seus direitos, tanto local como globalmente.

terça-feira, maio 21, 2013

O valor de um dependente na Declaração do Imposto de Renda

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Imposto de Renda - 2013

Jornalista Hélio Fraga

O pai moderno, muitas vezes perplexo e angustiado, passa a vida inteira correndo como um louco em busca do futuro, esquecendo-se do agora. Com prazer e orgulho, a cada ano, preenche sua declaração de bens para o Imposto de Renda. Cada nova linha acrescida foi produto de muito trabalho. Lotes, casas, apartamentos, sítio, casa na praia, automóvel do ano.

Tudo isso custou dias, semanas, meses de luta. Mas ele está sedimentando o futuro de sua família. Se partir de repente, já cumpriu sua missão e não vai deixá-la desamparada.

Todavia, para escrever cada vez mais linhas na sua relação de bens, ele não se contenta com um emprego só. É preciso ter dois ou três; vender parte das férias, levar serviço para casa. É um tal de viajar, almoçar fora, fazer reuniões, preencher a agenda - afinal, ele é um executivo dinâmico, não pode fraquejar.

Esse homem se esquece de que a verdadeira declaração de bens, o valor que efetivamente conta, está em outra página do formulário de Imposto de Renda - naquelas modestas linhas, quase escondidas, em que se lê: relação de dependentes.São filhos que colocou no mundo, a quem deve dedicar o melhor do seu tempo. Os filhos, novos demais, não estão interessados em propriedades e no aumento da renda. Eles só querem um pai para conviver, dialogar, brincar.

Os anos passam, os meninos crescem, e o pai nem percebe, porque se entregou de tal forma à construção do futuro, que não participou de suas pequenas alegrias. Não os levou ou buscou no colégio; nunca foi a uma festa infantil. Um executivo não deve desviar sua atenção para essas bobagens.

Há órfãos de pais vivos porque estão o pai, para um lado, e a mãe, para outro, e a família desintegrada. Sem amor, sem diálogo, sem convivência que solidifica a fraternidade entre irmãos, abre caminho no coração, elimina problemas e resolve as coisas na base do entendimento.

Há irmãos crescendo como verdadeiros estranhos, que só se encontram de passagem em casa. E para ver os pais, é quase preciso marcar hora.

Depois de uma dramática experiência pessoal e familiar vivida, a mensagem que tenho para dar é: não há tempo melhor aplicado do que aquele destinado aos filhos. Dos dezoito anos de casado passei quinze absorvido por muitas tarefas, envolvido em várias ocupações e totalmente entregue a um objetivo único e prioritário: construir o futuro para três filhos e minha esposa.

Isso me custou longos afastamentos de casa; viagens, estágios, cursos, plantões no jornal, madrugadas no estúdio da televisão... Agora estou aqui com o resultado de tanto esforço; construí o futuro, penosamente, e não sei o que fazer com ele, depois da perda de Luiz Otávio e Priscila.

De que vale tudo o que ajuntei, se esses filhos não estão mais aqui para aproveitar isso conosco?

Se o resultado de trinta anos de trabalho fosse consumido agora por um incêndio e, desses bens todos, não restasse nada mais do que cinzas, isso não teria a menor importância, porque minha escala de valores mudou e o dinheiro passou a ter peso mínimo e relativo em tudo.

Se o dinheiro não foi capaz de comprar a cura do meu filho que se drogou e morreu; não foi capaz de evitar a fuga de minha filhinha que saiu de casa e se prostituiu, e dela não tenho mais notícias; para que serve? Para que ser escravo dele?

Eu trocaria - explodindo de felicidade - todas as linhas da declaração de bens por duas únicas que tive de retirar da relação de dependentes: os nomes de Luiz Otávio e de Priscila. E como doeu retirar essas linhas na declaração de 1986, ano base 85.

Luiz Otávio morreu aos quatorze anos e Priscila fugiu um mês antes de completar quinze.


Fonte: Depoimento de Hélio Fraga




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domingo, maio 19, 2013

O milagre da ressurreição de Lázaro


Foto: João Cruzué
Crisântemo 
João Cruzué

Esta flor tem uma história muito parecida com a ressurreição de Lázaro, no capítulo 11 do Evangelho São João.  Ela foi tirada em 2006, e fiz uma moldura que harmonizasse com sua beleza. Quero compartilhar com você uma mensagem inspirada na história deste crisântemo.

Minha esposa comprou uma caixa com seis vasos de crisântemos coloridos para uma ornamentação, uns três meses antes do meu click. Naturalmente para compor os arranjos precisou cortar todas as hastes, a meio palmo de altura. Como eu sempre gostei muito de  plantas, antes de descartar todos os vasos separei dois deles e comecei a regá-los, na esperança que acontecesse um rebrote.

Algumas vezes, por causa do trabalho,  eu esquecia da rega por três ou quatro dias. Aí  suas folhas murchavam e quase secavam.  Eu contornei o problema, arranjando um prato para samambaias e coloquei nele os dois vasos dos crisântemos. Esse tipo de planta, precisa ser umedecido de baixo para cima. E assim o tempo passou, e eles não melhoraram muito de aspecto. Achei mesmo que iriam morrer.

Mas em abril daquele ano,  eucoloquei um pouquinho de adubo em suas folhas para ver o que acontecia com as plantas. Elas brotaram e continuei aguando. Depois vieram alguns botões  que se abriram  em  flores. A princípio, pensei que fossem lilases e me  surpreendi depois com esse tom abóbora. 

Quando Lázaro adoeceu e estava à morte, suas irmãs mandaram chamar o Mestre,que justamente há pouco tempo tinha saído às pressas de Jerusalém, para não ser apedrejado. E Ele tardou em chegar e Lázaro morreu.

Quando Jesus voltou, Marta veio-lhe ao encontro e aborrecida disse: "Se tu estivesses aqui meu irmão não teria morrido, mas agora eu sei, que tudo o que pedires a Deus, Ele to concederá". Depois de mais algumas frases, Jesus lhe respodeu: Eu sou a ressurreição e a vida, quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim, nunca morrerá! Crês tu nisto?

Lázaro estava morto há três dias; sepultado e separado por uma pedra. O Mestre mandou que tirassem a pedra, orou ao Pai, e depois gritou: Lázaro, vem para fora! O morto, que já cheirava mal, se levantou e saiu! Depois Jesus mandou que lhe tirassem as faixas. 

A fé não pode ser explicada pela razão nem o milagre pela ciência. Deus o Criador está firme no controle. Ele pode trazer uma nova chuva sobre o deserto da sua vida e saciar novamente com água a sua alma. Como disse o próprio Cristo: Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá! E se estiver vivo e crê em Mim, nunca morrerá!

Agora eu peço que você volte lá em cima no texto e clique duas vezes na foto do crisântemo e depois volte aqui, por favor, para continuar a leitura

Em nome de Jesus levante sua cabeça, repreenda este sentimento de derrota e glorifique o nome de Jesus mesmo debaixo de amargura. Abra a sua boca e comece a glorificar o nome de Jesus. E, enquanto glorifica, lembre-se de agradecê-lo: pela sua vida, pela sua família, pela comida que está no armário da sua cozinha. E se estiver vazio, agradeça do mesmo jeito, as coisa boas e as ruins. Tenho certeza que vai sentir a presença do Espírito de Deus em sua vida. Medite bem no contexto deste parágrafo. Às vezes estamos secos porque não levantamos a boca de nosso vazo para cima. Um vaso virado está na posição errada, desvire o vaso agradecendo e glorificando ao Senhor

Deus ama você. Para ele você vale muito mais que essa flor.  O vaso poderia ter ido para o lixo, depois que suas flores foram cortadas. Mas eu cuidei dele, e hoje tirei essa foto. Você também pode ter sido cortado, humilhado, ferido, jogado no lixo,  mas se é um servo do Senhor,  não está abandonado. Deus está olhando para  você neste momento. Ele sabe que sua vida reflorescerá para glória do Senhor. Creia nisso! Efésios 6:10.




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sábado, maio 18, 2013

A sombra do divórcio entre os casais evangélicos


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João Cruzué

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Está faltando autoridade, temor de Deus

e orações nos púlpitos e em muitos lares evangélicos
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Li recentemente uma pesquisa feita sobre divórcio em relação a religião das pessoas, e o resultado mostrou que os índices de separação eram idênticos tanto para católicos, quanto evangélicos, espíritas, judeus e muçulmanos. A mesma proporção entre a população religiosa estimada e a quantidade de divórcios. Como sou evangélico desde os 18, e faço 30 anos de casado neste ano, creio que tenho alguma experiência e autoridade para abordar o assunto.

Deus tem um compromisso com o casamento. Isso é inegável. Foi Deus quem criou a instituição do casamento: um compromisso formal assumido entre um homem e uma mulher, diante de suas famílias, amigos e autoridades, em todas as culturas e religiões. A forma pode ter diferenças, mas os princípios e compromissos familiares são os mesmos.

Quando um casal se separa, produz um mau exemplo, potencialmente "copiável" pelas gerações seguintes. Quando o pai abandona sua esposa, está ensinando para o filho que é o compromisso com a família é relativo. E do filho para o neto, mais relativo ainda. Quando os limites são quebrados, os referenciais deixam de existir. É isso que está acontecendo no meio evangélico. Quando os jovens membros da Igreja presenciam os filhos da "segunda" subirem no colo das esposas  repudiadas, os valores do matrimônio são desmerecidos e o púlpito perde autoridade e respeito - porque finge não ver aquilo que Deus desaprova.

Uma Igreja de faz de contas. 

É exatamente isso que tenho a dizer, e aquele versículo de Hebreus 12:5, passa de fato a ter a seguinte redação: "Desprezado seja entre vós o matrimônio, e o leito maculado não faz mal." E por deixar passar um boi, o púlpito acaba deixando passar um rebanho inteiro, pois a moral e a Bíblia foram relativizadas.

Um casamento não se sustenta apenas por sexo. Daí, a importância do jovem insistir com Deus em oração, para se casar com a pessoa certa. E o Senhor comunica conosco quem é esta pessoa, se, e somente se, andamos em santidade. Tem que andar emretidão com Deus para receber respostas de Deus. 

Orações de ímpios, profanos e pecadores não são respondidas. O conselho está bem claro em II Crônicas 7:14. Para se aproximar de Deus e receber respostas à oração é preciso andar com um coração reto. Esta comunhão com Deus traz a noiva/noivo escolhido ao encontro um do outro, da mesma forma que Eliézer encontrou Rebeca para Isaque. Amor não é sinônimo de sexo, o prazer de tocar e abraçar o corpo do cônjuge. Amor conjugal é sacrifício. E sacrifício é perdoar, desculpar, esquecer, criticar e ficar calado dependendo das circunstâncias. 

Amar é valorizar o cônjuge, levá-lo a alcançar posições mais altas nos estudos, na Igreja, na vida profissional. Nisso é preciso uma análise mais profunda, uma abordagem do caráter de muitos cristãos, que têm o péssimo defeito de criticar o cônjuge 100% do tempo . Precisamos tomar cuidado com isso, pois quando a crítica é um atributo preponderante em nosso caráter, espelhamos mais a personalidade do diabo que a de Deus. Em rápidas palavras, uma pequena ilustração: Se Zaqueu estivesse na árvore, e o diabo estivesse passando, diria: Vejam todos o homem mais corrupto, ladrão e traidor da cidade de Jericó. E Cristo, ao passar, não disse uma palavra sobre a vida de Zaqueu, suas palavras, ao contrário, levaram o "ladrão" a se arrepender e mudar de vida. Da mesma forma, elogios ausentes e críticas frequentes, fazem com que nosso cônjuge desenvolva o pior lado de seu caráter.

O sexo é muito presente nos primeiros anos do casal, mas ele deixa de ser preponderante à medida que envelhecem. É quase impossível que não aconteça rusgas e divergências sérias,  entre o interesse de um e a má vontade de outro, mas se Jesus é o Senhor de um lar cristão, o perdão cristão e a "borracha" do esquecimento devem ser bastante utilizados.

O mais importante que tenho a dizer nesta ocasião é que poucos sabem o que  fazer na hora mais difícil que casal cristão é posto à prova. Eu passei por onze anos de desemprego, onde chegou a faltar muitas coisas em minha casa. E o problema financeiro prolongado afetou muito meu casamento. Mas em todas ocasiões difíceis que minha esposa e eu passamos, quando parecia que não as coisas chegavam perto de um ponto final, nós orávamos e pedíamos ajuda ao Senhor. E foram estas orações, e são estas orações, que Deus precisa ouvir para nos ajudar. Muitos perdem seu casamento, porque se esquecem na hora decisiva de dobrar os joelhos de entregar o problema nas mãos de Jesus.

Um casal cristão somente se divorcia, se, e somente se, quando já deixou de ter um relacionamento íntimo do Senhor Jesus. Quando os dois se esquecem, ou não querem mais orar e manter Jesus em suas vidas, o lar naufraga mesmo. Pois quando Jesus é desprezado e abandonado, a capacidade de perdoar acaba, a fé vai embora e o diabo vem e toma posse. Primeiro destrói o lar dos pais, depois leva os filhos à fornicação, a usar de engano no namoro. Quando a geração dos netos chega à adolescência, a promiscuidade já tomou conta da família. O divórcio é o resultado de vários erros que poderiam ser evitados se houvesse mais temor de Deus tanto na nave quanto no púlpito das Igrejas Evangélicas.

Que o Senhor tenha misericórdia, e atenda as orações de quem está neste momento em dificuldades. Quando tudo mais falha, a oração nunca perde seu valor, pois mantém aberta a porta do socorro de Deus, bem presente nas horas de aflição. Antes de jogar tudo fora, peça ajuda ao Senhor e espere pela vitória.

Assim, entendo que o divórcio entre casais evangélicos se tornou comum em nosso país por causa da falta de temor de Deus e do hábito de orar em secreto a Deus. O mau exemplo tem sido tolerado pelos púlpitos, que tem feito (com raras e honrosas exceções) vista grossa para o pecado que acontece debaixo de seu "nariz". E quando o matrimônio é relativizado, as pesquisas de sobre divórcio vai mesmo mostrar que não existe diferença na quantidade de divórcios entre crentes, católicos, espíritas, judeus, muçulmanos, incrédulos, ímpios, etc. Está faltando autoridade, temor de Deus e orações nos púlpitos e em muitos lares cristãos.




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O Brasil está morrendo

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João Cruzué


Tenho observado nestes meus 57 anos que as nações que conquistaram grande desenvolvimento no mudo, o fizeram porque a justiça garantiu a segurança necessária para que houvesse paz e crescimento econômico. A segurança no Brasil está piorando porque nossa justiça é cega, lerda, tardia,  ineficaz e ineficiente e "inefetiva".

Educação. Durante quatro séculos a ignorância e o analfabetismo foram propositalmente planejados, imagino, baseado em um verdade: se as pessoas não estudam, elas nunca poderão ser livres; sempre dependeram da tutela dos "coronéis" e do governo. 

Século 21 - ano 2006. Veio o século seguinte, e no final dele mais de 100 milhões de pessoas ainda não tinham concluído o segundo grau, conforme análise do Senador Cristovam Buarque, ex-Ministro da Educação, em um artigo publicado em 2008 na Folha de São Paulo:  Abandonados no Deserto. Este contingente enorme de pessoas - a metade da população brasileira - não tiveram e não tem ainda um direito básico - que deveria ser obrigatório - seu cumprimento pelos políticos brasileiros para que a renda desses brasileiros fosse potencialmente maior, pela conquista de uma formação superior.

Tive a rara oportunidade de conquistar esta formação, mesmo tendo saído da roça onde li meus livros por muitos anos à luz de uma lamparina de querosene. Meus pais, apesar de simples agricultores, tinham foco na educação e não aceitaram que eu ficasse lá na roça. E em consequência disso, estudei na cidade, formei-me,  e ainda hoje estou estudando uma pós-graduação. Tenho planos mais audaciosos, mesmo aos  57 anos.

Na análise dos números do TSE de 2006, o Senador Buarque enfileirou as seguintes estatísticas:

28,8 milhões de eleitores se declararam analfabetos;

72 milhões não tinha completado o ensino fundamental;

104 milhões de eleitores ainda não tinha concluído o ensino médio;


Em 2013, sei que isto não mudou.

Democracia - O ministro disse que o eleitor sabe votar corretamente, mas sem educação, não tem alternativas de [um bom] emprego e precisa de soluções imediatas para seus problemas - a famosa pirâmide de Abraham Harold Maslow (1908 - 1970). Em vez de votar naquele candidato que propõe mudar o quadro do futuro da saúde, vai votar naquele que lhe oferece uma caixa de remédios, por causa de uma doença atual. "É um voto inteligente" - disse ele, mas que fragiliza a democracia e leva ao aumento da corrupção.

Pesquisando no portal do governo brasileiro, no mês de abril/2013, os beneficiários do programa-bolsa família atingiu a marca de 13,6 milhões de famílias. Calculando uma média de quatro pessoas por família isto dá mais de 50 milhões de pessoas. Segundo o governo, o benefício médio do benefício é de R$150,00. 

Por um lado, eu dou graças a Deus por este benefício, pois ele deve ser uma bênção para o bolso de quem não tem nada. Mas, por outro lado, esses milhões de famílias quando votam, votam sempre no mesmo governo por que não têm liberdade de escolha. 

Mas, eu estou indignado. Indignado porque depois de 500 anos ainda estamos no mesmo buraco, de onde a Coreia do Sul já saiu e a China está saindo.  O ministro ainda disse o seguinte:


Economia: Hoje não há futuro para uma economia cuja mão de obra não seja altamente qualificada, com trabalhadores preparados para para operar maquinas e instrumentos modernos. Também não há futuro para uma economia que não é capaz de criar know-how. Sem reposição de recursos humanos qualificados nas universidades não haverá o desenvolvimento de técnicas com base nas ciências que o mundo de hoje exige.

Notícias desta terceira semana de maio dão conta de que o Governo vai simplificar o processo de visto para estrangeiros que vêm para trabalhar no Brasil. E, por que isto? porque não há mão de obra qualificada para as demandas internas.

Caramba!  Diante desta imensa deficiência e de 500 anos de inércia, qual tem sido as prioridades das autoridades brasileiras? 

1) Perpetuação no governo à custa de mais dependentes de bolsas-famílias;

2) Instituição do casamento gay

3) manutenção da maioridade penal para livrar a cara de marmanjos bandidos de 16, 17 anos;

4) Livrar a cara dos corruptos do mensalão;

5) Calar a boca dos pastores da Igreja Evangélica, por abrirem os olhos políticos dos crentes.

Daí, eu faço as seguintes perguntas:  Será que o casamento gay vai resolver o problema da Educação no Brasil? Não. Será que o aumento de beneficiários do programa bolsa-família vai tirar o atraso do Brasil? Não, vai combater apenas as consequências e não as causas. Será que se o STF liberar todos os processados pelo mensalão, isto vai trazer melhoras para a população brasileira? Não! Definitivamente, não. Será que mantendo a maioridade penal em 18 anos, isto vai levar a nação a ser mais resiliente com os crimes amparados pelo beneplácito do ECA? pelo contrário, a justiça informal (que já existe) vai recrudescer.

Por que o Brasil está morrendo em berço esplêndido? Porque estamos gastando muito com coisas inoportunas. Eficientes, mas não eficazes. Eficazes, mas não efetivas. 

Um exemplo: O programa bolsa família tem sido implementado corretamente? Sim. Mas ele tem sido implementado pelos objetivos certos? Não. Deveria ser dado apenas para famílias cujos filhos estão na escola e passando de ano. Deveria haver um incremento no valor, a medida que o garoto(a) fosse avançado na instrução. O Programa bolsa-família tem sido efetivo em combater a fome? Não, porque a cada ano aumenta o número das pessoas que são dependentes dele e deveria acontecer justamente o contrário. A esmagadora maioria desses beneficiários estão contentes com o conforto trazido pelo benefício, e não desejam mais perdê-lo.

A Venezuela e a Argentina estão aí moribundas porque implementaram medidas populistas para sujeitar o povo às migalhas do governo. Acabaram com as indústrias, acabaram com a iniciativa privada, para criar o monopólio do peixe.  Elas dão o peixe ao povo em lugar de um barco para pescar.

E, o Brasil está no mesmo caminho há mais de 10 anos. Economia ineficiente, aumento na tutela do povo. O estudante pobre continua   pagando pela faculdade noturna, e o programa de cotas é uma mentira, porque é preciso ter primeiro uma boa base para assentar uma carreira encima. 

Um canudo sem um conhecimento diferenciado agregado, não passa de um canudo vazio. Não vai ser o canudo de uma Universidade Federal que vai segurar o emprego de um cara no ambiente competitivo de uma grande empresa, a menos que instituam também uma política de cotas para ineptos.  Pelo visto, a julgar pela falta de vontade política, o Brasil vai precisar de mais 500 anos para conquistar um lugar entre as três maiores economias do planeta. 

O dia que eu puder escrever aqui que as estatísticas do TSE mostram que há 100 milhões de eleitores que com curso superior completo, que 72 milhões já têm curso de pós-graduação e 28,9 milhões já são doutores, eu vou dizer que temos Governo, Ministros e Presidente. Todos com letra maiúscula.

Como isto não está acontecendo, e até piorando, eu concluo afirmando que o Brasil está morrendo. Morrendo nas mãos de  uma justiça cega, que finge não ver as mazelas maiores do povo e se concentra nas causas de uma minoria. Está morrendo nas mãos de um governo populista, que procura aumentar a tutela das famílias brasileiras com bolsas:  bolsa-esmola,  bolsa-crack, bolsa-universidade... há 500 anos mantém a metade da população na ignorância, sem a potencialidade de aumento de renda de um curso superior. E para quê? Para continuar tendo um vasto e crescente curral de eternos cativos de consciência: eles não podem nem pensar em votar nas próprias preferências.