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sexta-feira, dezembro 19, 2025

As Três Bestas do Apocalipse

 

Apóstolo João


João Cruzué

O Apocalipse apresenta três figuras do mal em aliança — o Dragão, a Besta que sobe do mar e a Besta que sobe da terra (o falso profeta) — formando uma paródia profana da Trindade. Essas figuras não são meros personagens isolados, mas expressões articuladas do mal espiritual, político e religioso. A tradição cristã leu esses textos de maneiras distintas conforme o método teológico adotado. A seguir, são expostas, de modo contínuo e comparativo, as interpretações de Stanley M. Horton, John F. Walvoord, Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, com cinco parágrafos dedicados a cada Besta.

O Dragão, em Apocalipse 12, é compreendido por Stanley Horton como Satanás pessoal e real, a fonte espiritual de toda perseguição e engano. Para ele, o texto não permite uma leitura meramente simbólica: trata-se do inimigo histórico da Igreja, derrotado judicialmente pela cruz, mas ainda ativo no tempo presente. Horton enfatiza que o Dragão atua por meio de sistemas e poderes humanos, nunca de forma isolada.

John Walvoord interpreta o Dragão de maneira igualmente literal, mas com forte ênfase escatológica. Para ele, Apocalipse 12 descreve eventos objetivos ligados ao fim dos tempos, incluindo a expulsão definitiva de Satanás da esfera celestial e sua fúria concentrada contra Israel e os santos. O Dragão é um ser pessoal, inteligente e estrategista, cujo tempo é curto e delimitado.

Santo Agostinho vê o Dragão como a personificação do mal espiritual que atravessa toda a história. Em sua teologia das duas cidades, o Dragão é o princípio animador da Cidade dos Homens em oposição à Cidade de Deus. Não está restrito a um momento final, mas age continuamente por meio da soberba, da violência e da idolatria do poder.

São Tomás de Aquino, em continuidade com Agostinho, entende o Dragão como Satanás enquanto intelecto decaído, cuja ação se dá primariamente no plano moral e racional. Para Tomás, o Dragão não cria o mal, mas o parasita, desviando a vontade humana da lei natural e divina. Sua atuação é real, porém sempre subordinada à providência de Deus.

Comparativamente, os quatro concordam que o Dragão é Satanás pessoal; divergem, porém, quanto ao foco temporal. Horton e Walvoord enfatizam sua atuação escatológica direta, enquanto Agostinho e Tomás o veem como um agente permanente da história humana. Ainda assim, todos afirmam que seu poder é limitado e já condenado.

A Besta que sobe do mar (Apocalipse 13:1–10) é interpretada por Stanley Horton como um sistema político anticristão, inspirado por Satanás e manifestado em impérios e governos opressores. Horton admite a possibilidade de uma liderança pessoal final, mas insiste que a Besta já opera historicamente sempre que o poder se absolutiza e persegue os santos.

John Walvoord entende essa Besta como o Anticristo literal, um governante mundial futuro que exercerá autoridade global real. Para ele, a conexão com Daniel 7 é direta e histórica, apontando para um império final concreto. Diferente de Horton, Walvoord concentra-se na figura pessoal que encabeça o sistema.

Santo Agostinho rejeita a identificação primária da Besta com um indivíduo específico. Para ele, a Besta do mar é a Civitas Terrena em sua expressão máxima, o poder político que se rebela contra Deus e exige obediência absoluta. Roma pagã foi uma figura histórica da Besta, mas não sua realização final.

São Tomás de Aquino harmoniza essas leituras ao afirmar que a Besta representa o corpo moral do poder injusto. Ele admite a possibilidade de um líder final anticristão, mas sustenta que a essência da Besta está na perversão da finalidade da autoridade, quando o governo deixa de servir ao bem comum e se torna tirânico.

No comparativo, percebe-se que Horton e Agostinho privilegiam a dimensão sistêmica e histórica, Walvoord enfatiza a manifestação pessoal futura, e Tomás atua como síntese, integrando indivíduo e estrutura sob um critério moral. Todos, porém, concordam que a Besta do mar representa o poder político hostil a Deus.

A Besta que sobe da terra, o Falso Profeta (Apocalipse 13:11–18), é vista por Stanley Horton como um poder religioso enganador, que legitima a primeira Besta por meio de sinais e falsa espiritualidade. Horton alerta que essa Besta se parece com cordeiro, mas fala como dragão, simbolizando líderes religiosos que mantêm aparência de piedade enquanto traem a verdade.

John Walvoord interpreta o Falso Profeta como um líder religioso literal e futuro, aliado direto do Anticristo. Para ele, trata-se de uma figura histórica concreta que promoverá a adoração da primeira Besta e imporá a marca com consequências econômicas reais, ainda que envolva decisão consciente de lealdade.

Santo Agostinho entende essa Besta como a corrupção da religião, quando o culto deixa de apontar para Deus e passa a servir ao poder humano. A marca da Besta, para ele, não é física, mas espiritual: está na mente e nas obras daqueles que aderem aos valores da Cidade dos Homens.

São Tomás de Aquino segue Agostinho ao interpretar a marca como adesão intelectual e prática ao erro. Para Tomás, o Falso Profeta representa o mau uso da razão e da fé, quando a religião se afasta da verdade e se torna instrumento de dominação moral e social.

Comparativamente, Horton e Agostinho enfatizam o engano religioso presente, Walvoord destaca a figura futura literal, e Tomás fornece a leitura ética que integra ambas. Os quatro concordam que o maior perigo dessa Besta não é a violência, mas o engano espiritual travestido de piedade.

A análise conjunta revela que, apesar das diferenças metodológicas, os quatro teólogos convergem em pontos essenciais: as três Bestas representam um mal organizado, articulado e temporário, sempre subordinado à soberania de Deus. Horton chama a Igreja ao discernimento espiritual, Walvoord à vigilância escatológica, Agostinho à leitura ética da história e Tomás à ordem moral da razão iluminada pela fé. Em todos, a mensagem final do Apocalipse permanece a mesma: o Dragão, as Bestas e todo poder anticristão serão derrotados, e o Cordeiro reina para sempre.

terça-feira, dezembro 09, 2025

O Fim do Mundo na Visão do Catolicismo

 

Perspectiva do purgatório

João Cruzué

A compreensão do “fim do mundo” difere de modo significativo entre o catolicismo e a perspectiva evangélico-pentecostal, ainda que ambas professem a volta gloriosa de Cristo, o juízo final e a consumação eterna. 

O catolicismo, influenciado majoritariamente por Santo Agostinho, entende o fim como um evento único, no qual Cristo retorna, julga e inaugura a eternidade — incluindo o papel do purgatório, que funciona como uma etapa de purificação anterior à visão beatífica. 

Já a teologia evangélico-pentecostal, fundamentada por autores como George Eldon Ladd e Stanley Horton, vê o fim como uma sequência cronológica de eventos proféticos, rejeitando totalmente o purgatório e afirmando que o destino final é selado exclusivamente nesta vida. Assim, embora converjam quanto ao triunfo final de Cristo, divergem quanto ao caminho que conduz a essa consumação.

No primeiro tema — a estrutura dos eventos finais — a visão evangélico-pentecostal entende que a história progride por fases definidas: o arrebatamento da Igreja, seguido pela Grande Tribulação, a segunda vinda visível de Cristo, o Milênio literal e, por fim, o Juízo Final. Essa sequência deriva de uma hermenêutica literal-gramatical, aplicada especialmente aos livros de Daniel e Apocalipse. Para autores como Ladd e Horton, esse encadeamento demonstra o agir progressivo de Deus na história e reforça a expectativa de vigilância da Igreja diante dos sinais escatológicos.

A visão católica, em contraste, sustenta que a consumação ocorre de modo unitário: Cristo retorna uma única vez, e nesse mesmo momento acontece a ressurreição geral e o juízo final. Essa interpretação, herdada principalmente do pensamento de Agostinho, absorve a ideia de que o “milênio” não é uma etapa futura literal, mas uma representação simbólica da era atual da Igreja. 

Nesse contexto aparece o purgatório, cuja doutrina começou a se formar entre os séculos II e IV, desenvolveu-se no pensamento patrístico (especialmente em Tertuliano e Orígenes) e ganhou estrutura definitiva com Agostinho. Ele entendeu que algumas almas, embora salvas, ainda necessitavam ser purificadas para entrar na presença de Deus. A doutrina foi consolidada no Concílio de Florença (1439) e no Concílio de Trento (século XVI), tornando-se parte formal da escatologia católica. Essa etapa intermediária contrasta diretamente com a visão evangélica, que rejeita qualquer possibilidade de purificação pós-morte.

Quanto ao milênio de Apocalipse 20 — a posição evangélico-pentecostal, inspirada em Ladd e Horton, interpreta o milênio como um período literal, no qual Cristo reina fisicamente sobre a Terra após derrotar o Anticristo. Esse reinado é visto como cumprimento das profecias dadas a Israel e como demonstração universal da autoridade messiânica. Para essa tradição, o milênio é uma etapa indispensável da narrativa escatológica.

Já a visão católica, fundamentada na leitura de Agostinho, entende o milênio como simbólico, representando o reinado espiritual de Cristo já presente na história por meio da Igreja. Assim, Apocalipse 20 não descreve uma fase futura da cronologia humana, mas um quadro teológico do triunfo de Cristo sobre o mal ao longo dos séculos. Essa postura reforça a ênfase católica na unidade e consumação final, sem a necessidade de um reinado terreno literal.

Sobre a interpretação do Apocalipse — também distingue profundamente as duas tradições. A teologia evangélico-pentecostal costuma ler o Apocalipse como uma revelação de eventos futuros concretos, incluindo a figura pessoal do Anticristo, a marca da besta, os juízos divinos e a batalha de Armagedom. Autores como Horton, John Walvoord e Charles Ryrie sustentam que grande parte da profecia permanece por se cumprir e deve ser interpretada literalmente.

Na tradição católica, guiada por Agostinho, Tomás de Aquino e reforçada por teólogos modernos como Joseph Ratzinger (Bento XVI), o Apocalipse é compreendido principalmente como um livro simbólico e espiritual, destinado a fortalecer a esperança dos fiéis. Suas imagens não são, em regra, um roteiro minucioso de eventos futuros, mas representações teológicas da luta da Igreja e do triunfo definitivo de Cristo sobre o mal.

Ambas as tradições afirmam a vitória eterna de Cristo, mas percorrem caminhos interpretativos profundamente diferentes. O catolicismo, influenciado por Agostinho, adota uma visão unitária, simbólica e sacramental, na qual o purgatório tem função purificadora e o milênio é visto de forma espiritual.  Já a teologia evangélico-pentecostal, influenciada por Ladd e Horton, defende uma escatologia cronológica, literal e progressiva, rejeitando o purgatório e enfatizando fases distintas até a consumação final. 

Assim, embora o destino último seja o mesmo — a plena restauração sob o senhorio de Cristo —, o percurso teológico até esse destino é descrito de maneira claramente distinta por cada tradição.


SP- 09/12/2025.


sexta-feira, novembro 21, 2025

As Imagens que João viu no Apocalipse

 

João viu a Eterna Cidade

João Cruzué

João, o apóstolo amado, recebeu uma revelação sublime enquanto se encontrava exilado na solitária ilha de Patmos, para escrever o Livro do Apocalipse. Ali, arrebatado em espírito, contemplou inicialmente a figura majestosa de Cristo ressuscitado, não mais velado pela fragilidade humana, mas resplandecendo em plena glória divina. Seus olhos cintilavam como labaredas ardentes, sua voz ressoava como o estrondo de muitas águas, e o esplendor de seu rosto irradiava como a luz do sol em seu auge. Essa visão inaugural estabeleceu o fundamento do livro: a história humana não é um curso aleatório, mas está submetida à soberania absoluta do Cordeiro, Senhor da Igreja.

Conduzido às alturas celestes, João contemplou o trono de Deus, circundado por anjos e pelos vinte e quatro anciãos que, em reverência incessante, lançavam suas coroas diante daquele que vive pelos séculos dos séculos. Entre cânticos de adoração e reverência indescritível, João viu o Cordeiro aproximar-se para tomar o livro selado, símbolo do plano perfeito de Deus para o destino de todas as coisas. Somente Ele era digno de rompê-lo, e à medida que os selos eram abertos, o curso divino da história começava a revelar-se diante dos olhos do profeta.

João contemplou a sucessão dos juízos representados pelos sete selos, pelas sete trombetas e pelas sete taças da ira divina. Eram sinais de convulsões cósmicas, guerras, fome, pestes e terremotos que abalariam a terra, expressando a justiça de Deus contra a rebelião humana. Contudo, em meio à dor e ao estremecimento do mundo, João vislumbrou uma multidão incontável, redimida pelo sangue do Cordeiro, proveniente de todos os povos e línguas, em perfeita adoração diante do trono — testemunho de que a misericórdia de Deus permanece e alcança aqueles que nele confiam.

O apóstolo também viu revelado o drama espiritual que permeia a realidade humana: a mulher vestida de sol, símbolo do povo de Deus, perseguida pelo grande dragão vermelho, figura de Satanás, o adversário eterno. Observou a ascensão da besta que emerge do mar e da besta que sobe da terra, ambas expressões terríveis do poder anticristão que domina os homens e impõe a marca da besta — sinal de submissão a um sistema mundano que se opõe a Deus. O mal alcança força e aparente triunfo, mas sua derrota é inevitável e já decretada.

João viu o juízo da grande Babilônia, imagem do sistema global corrompido por idolatria, violência e arrogância espiritual. Assistiu à sua queda repentina, celebrada com cânticos de triunfo no céu, anunciando o fim da soberba humana e o início da vitória plena do Cordeiro. Em seguida, contemplou Cristo regressando em majestade, montado em um cavalo branco, coroado com múltiplas diademas e denominado Verbo de Deus, vencendo o Anticristo e o falso profeta, lançados vivos no lago de fogo.

Na continuidade da visão, João viu Satanás ser aprisionado por mil anos e Cristo reinar com os santos em um tempo de justiça e paz. Mas ao fim deste período, o inimigo seria solto por um breve instante, reunindo nações para uma última rebelião, imediatamente esmagada pela palavra do Senhor. 

Então João viu o grande Trono Branco, diante do qual toda a humanidade ressuscitada comparece e é julgada segundo suas obras; e quem não foi encontrado inscrito no Livro da Vida foi lançado ao lago de fogo, consumando o juízo final.

Diante de seus olhos maravilhados, surgiu um novo céu e uma nova terra, purificados de toda corrupção e sofrimento. 

Por fim, João viu a Nova Jerusalém descendo da presença de Deus como uma noiva adornada para seu esposo. E ouviu a promessa suprema: “Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens.” Lá, não haverá mais pranto, dor, morte ou escuridão; ali fluem o rio da água da vida e a árvore da vida, oferecendo cura e alegria perpétua. Assim termina a visão sublime do Apocalipse: não com temor, mas com esperança eterna, proclamando a vitória definitiva de Cristo e convidando os fiéis à perseverança até o glorioso dia em que Ele virá.


SP-21/11/2025.







quarta-feira, fevereiro 18, 2015

Quando virá o fim do mundo

Fim do mundo
JOÃO CRUZUÉ

Foi no Monte das Oliveiras que  os 12 discípulos olharam para o Senhor Jesus e fizeram, sem rodeios, esta pergunta objetiva:  "Dize-nos quando serão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo" Mateus, 24; 3. E ele assentando-se, sem pressa começou a dar detalhes da sua volta e do fim do mundo. É sobre isto que vamos refletir, juntos.

Jesus começou falando de cautela com os espíritos enganadores que falam pela boca de falsos cristos e falsos profetas. Falou de guerras e rumores de guerras. Falou de um tempo em que as nações e os reinos da terra se levantariam para a guerra uns com as outros. Falou de perseguição, ódio e morte aos cristãos por causa do Cristo. E, ainda repetiu o aparecimento de muitos falsos profetas que enganariam a muitos. E, por causa da multiplicação da iniquidade (dentro da Igreja) o amor de muitos esfriaria.

Cristo continuou falando que o Evangelho do Reino seria pregado em todo mundo para que houvesse testemunho entre todas as gentes. Povos, línguas, tribos e nações, mais exatamente. Depois disso viria o fim.

Vamos começar nossa reflexão neste ponto: antes do fim, o Evangelho do Reino seria pregado em todo mundo. Bom, eu creio que a Internet tem sido neste século XXI a ferramenta que tem levado o evangelho a qualquer canto deste mundo. Dou testemunho desta facilidade: há uns seis anos deixei uma tradução do Evangelho de São João para a língua vietnamita, para uma adolescente que acessava a web de um cybercoffee em Saigon. O instrumento de contato foi o friendster.com. Fiz muitos contatos com indianos, filipinos, tailandeses, indonésios, mongóis, chineses, birmaneses, nepaleses... e, olha que meu trabalho era muito pequeno. Se o apóstolo Paulo levava um a dois anos em suas viagens missionárias, hoje, para pregar o Evangelho é possível falar com o mundo inteiro. Quem estava atrás da primeira página eletrônica construída por Tim Berners-Lee em 1991, no CERN europeu? Com certeza o kairós de Deus.

E por se multiplicar a iniquidade (dentro da Igreja), o amor de muitos (cristãos) esfriaria. Este é outro sinal da proximidade do fim do mundo: A ação dos falsos profetas e do espírito de engano trazendo tristeza pelo mau testemunho dentro da Igreja. Pastores usurpando a cadeira do próprio Cristo praticando torpe ganância ou usando o dinheiro da Casa de Deus como se fosse propriedade deles. Quer um testemunho disso? Veja o que aconteceu com  David Youngii Cho, o pastor da maior Igreja pentecostal da Coreia do Sul. Sem contar com os escândalos de Jimmy Swaggart e seus críticos do PTM. Para encurtar o texto, a ação do "evangelho" da prosperidade que tem por trás um bando de falsos profetas. Acrescente-se a isto, a enxurrada de divórcios praticada livremente dentro das Igrejas Evangélicas, onde velhotes cinquentenários trocam suas primeiras esposas por outras mais jovens e disponíveis.  E o que tudo isto faz? O esfriamento do amor dos membros das Igrejas que se entristecem por não mais terem coragem de levar uma alma para dentro de uma arapuca dessas. E olha que eu não estou comentando a pedofilia rolando solta há séculos no meio da Igreja Católica Romana.

No tempo do fim, somente os que forem muito perseverantes manterão sua salvação. Vai ser muito difícil conviver com o pecado operando livremente dentro das Igrejas, que estão deixando de ser o SAL e  LUZ do mundo para ser um local cheio de cinzas de um passado glorioso distante.

Depois Cristo, volta a falar de liderança religiosa podre no lugar santo. Fala da destruição de Jerusalém que se cumpriu 40 anos mais tarde e volta falar dos espíritos dos falsos cristos, muito comuns no meio do judaísmo.

Aí, Cristo vai direto ao ponto:  "depois das aflições daqueles dias, o sol escurecerá e a lua não dará a sua luz e as estrelas cairão do céu, porque as potências dos céus serão abaladas.

Há dezenas de filmes catastróficos por aí. Por exemplo: Impacto Profundo, Armagedon e tantos outros. Há cientistas olhando para o céu todo dia em busca de cometas e asteroides em rota de colisão com a terra. Em 1994, um grande cometa Shoemaker-Levy chocou-se com o planeta Júpiter. Recentemente a Nasa mostrou fotos do lado oculto da Lua onde se via a maior cratera, causada pelo impacto de um corpo celeste. Por abalo das potências do céus, eu posso interpretar duas coisas: no sentido literal, qualquer coisa que abale o cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter será o bastante para alterar suas órbitas estáveis. Na interpretação espiritual, entendo a ação de anjos potentíssimos que têm poder quase ilimitado, só contido por Deus.

Olhando para o passado da lua, os cientistas contabilizaram  30 crateras medindo mais de 300 km de diâmetro. Com certeza, uma quantidade parecido deve ter se chocado com a terra. Um deles, ocorreu a cerca de 65 milhões de anos. Cerca de 41 cientistas fizeram uma revisão nos 20 anos sobre de estudos da cratera de Yucatan, no México, e calcularam que o meteoro que caiu naquela região tinha 10 km de diâmetro, viajava a  20 km/s e produziu uma cratera de 200 km de diâmetro. Segundo os pesquisadores, "o impacto liberou grandes quantidades de água, poeira, gases e partículas de carboneto e fuligem, o que teria causado um bloqueio da luz solar e o consequente esfriamento da Terra. A perturbação na vida da terra foi extremamente rápida. Pelas pesquisas, a extinção dos dinossauros ocorreu naquela época.

Além da grande quantidade d enxofre liberada pelo choque, um coisa que abre uma cratera de 200 km de diâmetro em um segundo, produziu um tsunami de altura inimaginável, "afirmou o geólogo marinho Tim Bralower da Universidade de Penn, que participou do estudo".

As autoridades pensam, que uma nave suicida pode resolver o problema se posta a caminho com antecedência. Isto é duvidoso. Há asteroides que apenas são descobertos a pouco tempo de sua passagem pela órbita da terra.

A profecia de Jesus, feita na semana que antecedeu a sua morte é precisa: o fim do mundo acontecerá por um evento cataclísmico. Não será o sol nem a lua que se apagarão, mas "estrelas" que cairão do céu. A palavra estrelas está flexionada no plural. Isto quer dizer que não vai ser apenas um asteroide, mas vários. Este vários pode ser corpos celestes naturais, ou pedaços de um só asteroide que a comunidade científica  tentou explodir para desviar da terra, sem sucesso.

No capítulo 8 do livro de Apocalipse fala uma estrela, chamada Absinto que vai cair na terra. No capítulo 9 do mesmo livro fala de outra estrela que ao cair vai abri o poço do abismo. No capítulo 13 do livro do profeta Isaías, também está escrito que o sol se escurecerá ao nascer e que a lua não resplandecerá com sua luz. No livro do profeta Ezequiel, capítulo 32;7 fala do mesmo assunto. O profeta Joel também fala nos capítulos dois e três que o sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o terrível dia do Senhor.

Portanto, o fim do mundo não é um evento em que a terra será destruída, mas uma catástrofe que quase vai levar todos os seres vivos à destruição final. A terra vai continuar, mas a sobrevivência dos seres vivos estará ameaçada. E no que diz respeito à humanidade, logo depois deste impacto, Jesus Cristo vai voltar, não como um homem limitado, mas como Deus de poder e grande glória para ajuntar seus escolhidos e estabelecer seu reino físico nesta terra.

Todos os eventos preditos para  antes do grande impacto das "estrelas" (asteroides ou cometa) já aconteceram e se cumpriram. Resta a grande aflição da humanidade diante de um evento cataclísmico anunciado há mais de 2000 mil anos - o chamado fim do mundo. Já aconteceu no passado, está documentado pela ciência, e está profetizado por cinco profetas na Bíblica: Isaías, Ezequiel, Joel, Jesus Cristo e  São João do Apocalipse.

Ora, vem Senhor Jesus.



terça-feira, abril 01, 2014

O que diz o silêncio na Bíblia

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João Cruzué


No livro de Eclesiastes está escrito que tudo tem seu tempo determinado e que há tempo para todo propósito debaixo do céu. Inclusive o tempo de falar e tempo de ficar calado. Também há outras formas de silêncio na Bíblia que merecem uma boa análise. Então vamos ver isso de mais perto.
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No Salmo 115:17 está escrito que os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem ao silêncio. Esta semana foi particularmente dura quanto a esta forma, pois minha cunhada Dalva, a mais alegre, a mais barulhenta, faleceu e está em um lugar de silêncio na cidade de Barra do Turvo/SP


No Evangelho segundo Mateus, no capítulo 26, também está escrito que Jesus guardava silêncio diante do sumo sacerdote judeu no dia do julgamento. O líder religioso perguntava, mas Jesus continuava calado. Talvez admirado da ignorância dele, tão fora de sintonia com Deus. Então o sumo sacerdote perguntou: Conjuro-te perante o Deus vivo que nos diga se tu és o Cristo, o filho de Deus. Então Jesus abandonou o silêncio e produziu a prova oral que o condenou à morte. "Tu o disseste; entretanto, eu vos declaro que, desde agora, vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu." Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: "Blasfemou! Que necessidade mais temos de testemunhas? Eis que ouvistes agora a blasfêmia!" Para um Judeu, Deus é único e não tem filho.

No Centro da Cidade de São Paulo as pessoas também fazem silêncio diante dos grupos de viciados em crack e loucos da Região da Praça da República. É o silêncio da desigualdade e da impotência. Se o próprio viciado não procurar por ajuda, ele não pode ser forçado nem ajudado. O silencio diante de uma liberdade da escolha de autodestruição.

Em Lucas 15, um pai amoroso não disse uma palavra quando o filho mais novo pediu a herança e foi embora de casa. Nada do que o pai dissesse teria valor. Foi o silêncio do amor e da sabedoria. Aquele pai aguardou em silêncio até o dia que avistou o filho retornando para casa. Então começou a falar sem parar: Trazei-me depressa a melhor roupa, ponde-lhe um anel na mão, sandálias nos pés, trazei-me o bezerro cevado e matai-o; comamos e alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha se perdido e foi achado!"

No Evangelho segundo João, um grupo de fariseus levou uma mulher adúltera diante de Jesus. Eles queriam ver sangue;  acusavam e Jesus permanecia em silencio. Eles continuaram acusando enquanto Jesus escrevia na areia. Não  disse uma palavra. Quando os homens calaram-se Jesus disse: "Aquele que estiver sem pecado, atire a primeira pedra." Ele guardou silêncio diante da hipocrisia, quando ela se calou, ouviu uma crítica certeira. E foi em silêncio que eles foram embora. Um silêncio de vergonha.
Em Apocalipse 8, por quase meia hora se fez silêncio no céu. O silêncio da expectativa.

Existe também o silêncio dos covardes, que no tempo de falar preferem ficar calados. Há ainda o silêncio de um coração contrito cujas palavras e gemidos já se esgotaram em oração. E  há o silêncio da dor, da opressão, onde a língua permanece muda, enquanto as lágrimas falam.

Para cada tempo e ocasião existe uma forma de silêncio adequada. Mas eu guardei a melhor para o final. Se você ainda não aceitou Jesus Cristo como Senhor da sua vida, ou está distanciado dele como o filho pródigo, não fique em silêncio diante da oportunidade quando você ouvir a voz de Deus falando a sua alma.



cruzue@gmail.com

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