domingo, julho 25, 2010

Novos caminhos para a Igreja Evangélica no Brasil

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João Cruzué

A imagem das Igrejas Evangélicas brasileiras vem sendo arranhada pouco a pouco. E o ápice disso veio a partir dos anos 90s, quando a massificação do evangelho da "prosperidade" pela Igreja Universal do Bispo Macedo. A forma avarenta de buscar a "plata" no bolso dos fiéis chocou a sociedade em uma escala muito maior do que sua precursora, a Igreja Deus é Amor. Como a primeira impressão é indelével, quero utilizar mais uma vez esta "bigorna" virtual para acertar um alvo real e digno de nosso repúdio. E para não ficar apenas na crítica, mostrar novos e decentes caminhos para quem quiser observar.

Eu aceitei Jesus nos anos 70s na Igreja Deus é Amor. E já naquele tempo já existia uma crítica interna sobre a forma anti-bíblica de retirar as ofertas. A partir da antiga sede da Conde de Zarzedas, ainda no tempo do barracão de madeira, sempre se começava a retirar ofertas a partir da nota de maior valor. Quem tivesse aquela nota mencionada que ficasse com ela erguida para o alto, para que a oferta fosse vista e recolhida. Esta forma "didática" era copiada nas congregações. Considerando que a forma bíblica recomendada é a discrição no ofertar, para que haja uma recompensa, o erro doutrinário já começava ali.

E foi repercutido ao extremo pela Igreja Universal e tantas outras. Como cristão de viés evangélico sinto-me à vontade para falar sobre este assunto, sem deixar de registrar, que fui católico, e que as heresias e formas de tratar o dinheiro na ICR é ainda pior, pois sempre se utilizou de vultosas quantias de dinheiro público para tocar seus interesses. Mas o foco do texto não é esse, e portanto, volto ao curso do "rio".

É de um clareza cristalina a imagem que a Igreja Evangélica atual, umas mais outras menos, passa sobre sua forma de arrecadar e aplicar recursos. A preocupação de algumas Igrejas neo-pentecostais de "deixar" propositalmente de mostrar as arrecadações de ofertas nos cultos divulgados pela TV é um indício muito forte de que esta faltando de transparência, e esconde coisas erradas.

A multiplicação de congregações neo-pentecostais em todos os bairros das grandes cidades, antes eficientes evangelizar a periferia, hoje não é mais visto assim. Na verdade, elas são fontes de recursos. Quantidade que traz prosperidade - para a "Igreja" ou melhor multinacionais da fé. Se pensa que estou errado, que paguem uma pesquisa profissional para sacramentar o que o brasileiro comum pensa das Igrejas ditas evangélicas neste século XXI. Posso adiantar o resultado em duas palavras: ganância e avareza. Exploração financeira em cima de fragilidades humanas.

"Abre o teu bolso para Jesus, que ele vai recompensar sua atitude." "Quem semeia pouco (dinheiro) colhe pouco." "A oferta que está no teu bolso e você não quer dar, é porque está ouvindo a voz do diabo" Frases maliciosas, com certeza ditas por autênticos lobos, interessados em duas coisas: primeira no dinheiro. Segunda: que a responsabilidade de resolver o problema do fiel é de Jesus. Não da Igreja. Lavagem cerebral e mesquinhez.

Sanguessugas. Receitas sim, despesas não. Bem ao contrário das bases da Igreja verdadeira que Jesus lançou nos primeiros anos, quando os recursos da Igreja eram utilizados para o sustento do sagrado e amparo dos menos favorecidos.

Entendo que a forma atual de arrecadar ofertas das grandes denominações não visa o bem estar social, senão projetos megalomaníacos. Templos cada vez maiores. Shoppingtemplos com praças de alimentação, livrarias, roupas de grifes e uma série de outros desvarios sempre suplantados por outras "novidades" ainda piores. Isto é uma vergonha.

Vergonha para quem não sabe mais o sentido deste verbete, e dificuldades para quem ainda prega o Evangelho genuíno, que graças a Deus ainda ocorre.

A Igreja Evangélica brasileira não pode mais tapar o sol com a peneira com projetos de marketing desenhados apenas para enganar a fé alheia. Nossa nação já é muito esclarecida para aceitar tais enganos. Evangelho é primeiro virtude e depois palavras, na acepção paulina do termo. Se alguma Igreja deseja mesmo ganhar almas para Jesus, vai ter que mudar a política do "venha a nós; ao vosso reino, nada!

Por que será que o funk tem arrastado multidões de jovens na periferia das grandes capitais para ouvir letras chulas que insinuam que todas as mulheres são animais do sexo, enquanto centenas de congregações evangélicas estão com sérios problemas de crescimento? Simples, por que estas estão usando (direta ou indiretamente) Jesus como meio para atingir um fim que é dar sustentabilidade financeira à "filial" de uma Igreja. E o Espírito Santo, onde fica? Fica do lado de fora! Assim com também vão ficar uma multidão de crentes decepcionados, enganados e frustrados, por que deram - e não receberam.

Para ter a boa mão prosperando as ações de uma Igreja em nossos dias, é preciso repensar a forma de usar o dinheiro. A transparência que está acontecendo com os órgãos públicos vai ter que ser notada no meio da Igreja. Li recentemente no Blog Caos Esperança do meu irmão San Martin, uma entrevista com um antigo pastor da Assembleia de Deus, abordando a forma antiga e atual de se evangelizar. Achei ridicula a crítica, pois esse pastor sempre fez parte do "sinédrio". Se o povo perdeu o ímpeto de evangelizar, é porque cora de vergonha ao ver os interesses rasteiros de muitos de seus líderes. E na verdade, não se trata do povo, mas do próprio Espírito Santo, entristecido, em ver sua atuação manipulada para aumentar as fontes de financiamento de projetos de homens desviados da verdade.

O pior desviado é aquele que é cego, e não pode ver o caminho da perdição sob seus pés. Se antes os apóstolos se dedicavam à oração e à palavra, como podem ser compreendidos os líderes evangélicos de hoje, que estão escolhendo o caminho do Congresso Nacional? Estes novos rumos destoam dos exemplos apostólicos.

A Igreja evangélica precisa retornar ao leito original do Evangelho. Santidade, respeito no trato com o dinheiro, decência na forma de arrecadar fundos para uso intensivo em projetos sociais. Por exemplo: A desigualdade social de nosso país é uma das piores do mundo. Uma das formas clássicas de combatê-la é através de projetos de cunho educacional. Se isto não for feito, duas, três gerações de famílias de lugares desassistidos vão continuar na miséria sem ter quem os liberte. Há tantos projetos missionários transculturais por aí, apenas para "marketing", e preciso dar graças a Deus por eles, mas como se explica a existência de um país com desigualdade social apenas suplantada por um Haiti?

Se depender do Governo Federal, preocupado no momento com projetos de "Trem Bala", grandes estádios de futebol, e coisas afins, estas famílias escravizadas pela miséria, vão continuar escravas do diabo e de nosso egoísmo por muitas gerações. Eis um novo e "velho" caminho para a Igreja Evangélica. Carey, o missionário que dedicou sua vida à Índia, certa vez aconselhou seu filho à caminho de missões: "Primeiro se deve ensinar um povo a ler, para depois ensinar a Bíblia." Isto ainda é válido para nossos dias.

A Igreja Evangélica brasileira precisa repensar sua forma de atuação. Seu cheiro se mostra detestável perante a sociedade brasileira, por causa do mau comportamento de grande parte de suas lideranças. Isso pode ser mudado? Pode. Vai mudar quando ela deixar ajuntar tesouros e construir megatemplos, para ir em busca dos que estão escravizados pela miséria do analfabetismo, das portas fechadas a um ensino de qualidade. A partir do momento que o membro de uma família miserável tiver acesso a uma Universidade, ele mudará o destino de todas as gerações seguintes. Ainda estou com Carey. Um país de ignorantes sempre vai estar acorrentado à miséria que é filha do diabo.

Acredito em um Deus de Milagres, tanto quanto creio que quando certos milagres não vêm, são porque existem recursos humanos disponíveis que podem atacar as mesmas causas. A Igreja Evangélica brasileira já está madura e tem o conhecimento e os recursos necessários para demonstrar o verdadeiro amor de Deus e corrigir a heresia do "É dando, que se recebe" pela verdade bíblica do "Melhor coisa é dar do que receber".




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quarta-feira, julho 21, 2010

Os pastores das Igrejas Assembleias de Deus e as Eleições de outubro 2010

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O beijo
João Cruzué

No dia 03 de outubro de 2010, serão realizadas eleições para todos cargos políticos desta nação, exceto para prefeitos e vereadores. As principais matérias de cunho anti-cristão, tais como aborto, casamento gay, projeto de lei da homofobia, projeto de direitos autorais da internet e outras, estão estrategicamente escondidas nas gavetas do Congresso esperando o término dessas eleições para voltarem com toda força. No momento, os crentes que sempre foram considerados o atraso da sociedade brasileira, pela grande maioria dos políticos, estão sendo paparicados e adulados.

Creio que isto não é novidade para nenhum dos leitores.

Como também não é novidade a certeza que muitos políticos descrentes têm, que é muito fácil comprar o voto dos evangélicos a partir de propostas indecentes para seus pastores. Eles sabem que a fé e a moral desses pastores são bem relativas - com as raras e abençoadas exceções de sempre.

Pois bem, assim que os próximos deputados federais, estaduais e senadores tomarem posse em 2011, todos os assuntos anti-bíblicos engavetados e camuflados voltarão à pauta. E os crentes voltarão a ter o o mesmo cheiro ruim do fundamentalismo e do atraso que eles sempre disseram, depois de eleitos.

Se estes projetos contrários à Bíblia se converterem em Lei - como já aconteceu na Argentina, no Chile e na Suécia - berço dos missionários que fundaram e organizaram a Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Brasil - eu tenho algo muito grave a dizer. Se estas leis vieram a prejudicar a sociedade brasileira, é por culpa principalmente dos Pastores da Igreja Evangélica Assembleia de Deus.

Por que?

Porque seus templos recebem a visita de todos os candidatos com pretensão ao Congresso Nacional e Assembléias Legislativas - os homens e mulheres que decidirão o destino das leis. Esses pastores sabem exatamente o que deve e o que não deve ser feito com os votos dos membros das suas Igrejas. E digo mais, que é muito difícil um aspirante ao Congresso Nacional, hoje, conquistar seu cargo - sem votos de evangélicos.

Se na próxima legislatura, as crianças e adolescentes de nossas Igrejas voltarem para casa com um cartilha de homoafetividade na mão, impressa com autorização do MEC como está acontecendo no Chile. Se no dia de amanhã, pastores forem obrigados a mudar a liturgia ministerial em suas Igrejas para se adequarem à lei de homofobia - como aconteceu na Suécia. Se no dia de amanhã quebraram as portas de templos evangélicos para celebrar casamentos e outros eventos para gays e lésbicas, como já aconteceu em Goiás, eu vou culpar e responsabilizar principalmente os pastores da "minha" Igreja - a Igreja Evangélica Assembleia de Deus.

Vou culpar por não conscientizarem seus membros, porque eu não me atreveria a pensar que os culparia por negociar os votos potenciais de suas Igrejas em favor de ímpios por dinheiro ou vantagens inescrupulosas. Ou por empregos para parentes, terrenos para templos ou cinco milheiros de blocos.

Senhores pastores, o voto evangélico representa, no mínimo, 25% dos eleitores desta nação. Não costumamos votar com base em vida religiosa dos candidatos, mas por sua potencial competência. Mas de agora em diante, os candidatos comprometidos com causas inimigas da Igreja, ainda que vierem vestidos de branco e trazendo auréola de santos - não merecem o nosso voto. Não devem recerber um voto que seja de um cristão que tenha temor de Deus.

E por falar em temor de Deus, antes de votar em outubro pergunte para seu travesseiro: o deputado federal e os dois senadores que estiver pensando em votar, vai respeitar os interesses cristãos diante de um projeto que venha a prejudicar a Igreja? Se tiver dúvidas - não vote neles. E uma péssima notícia: a senadora melhor colocada nas pesquisas por São Paulo é ostensivamente a favor de tudo o que é nefasto para a família. E deve ter muito "crente" que vai votar nesta senhora.

E se seu pastor estiver fazendo campanha ostensiva ou disfarçada na Igreja em favor de candidatos, que só aparecem na Igreja no período eleitoral, reuna alguns irmãos e peçam explicações a ele. Não seja omisso, pois no dia que seu filho ou neto voltar para casa com uma cartilha gay ou sua Igreja for obrigada a realizar casamentos gay, ou ser proibido ler a Bíblia inteiro no púlpito, a culpa vai ser do seu pastor e também sua porque não fez nada - a não ser criticar DEPOIS!


Isto é muito duro, mas é melhor dizer agora - antes que o leite derrame!




Há segurança para o cristão aos pés do Mestre



Feet

Sadhu Sundar Singh*

Tradução: João Cruzué

A Primeira Visão

Certa vez, em uma noite escura, fui sozinho à floresta para orar. Assentei-me sobre uma rocha, contei a Deus as minhas necessidades mais profundas e implorei por sua ajuda. Depois de um breve período, vi um homem pobre vindo em minha direção. Pensei que viesse para pedir alguma ajuda, pois estava com fome e tinha frio.

Então eu lhe disse:
Sou um homem pobre, e exceto esta manta, não tenho mais nada. É melhor você ir até a aldeia mais próxima e pedir ajuda por lá. E enquanto dizia isto, ele resplandeceu como o brilho de um relâmpago, e caindo uma chuva de pingos de graça, imediatamente desapareceu. Ai! Ai! Ficou claro então para mim que fora o meu Mestre querido que veio, não para pedir algo de uma criatura pobre como eu, mas para abençoar-me e enriquecer-me (2 Cor.8:9). E assim fiquei chorando e lamentando minha loucura e falta de discernimento.


A Segunda Visão

E em outro dia, quando meu trabalho terminou, novamente fui à floresta orar. Assentado sobre a mesma rocha comecei a pensar por quais bênçãos deveria fazer minhas petições. Enquanto estava ali compenetrado ,senti que outra pessoa se aproximou e permaneceu perto de mim, e pelo seu discurso e maneira de vestir, parecia-me um honrado e devoto servo de Deus; mas seus olhos resplandeciam com astúcia e brilho estranhos. Assim que falou, senti o mau hálito do inferno.

Então ele se dirigiu a mim: "Santo e honrado Senhor, perdoe-me por interromper suas orações e invadir sua privacidade, mas é o meu dever procurar o bem estar dos outros, e é por isso eu vim até aqui lhe trazer uma importante proposta. Sua vida pura e desinteressada produz uma profunda impressão não só em mim, como também sobre um grande número de pessoas devotas.

Mas embora em nome de Deus você tenha sacrificado seu corpo e alma em favor dos outros, nunca foi realmente reconhecido. Eu creio que sendo um cristão, apenas alguns milhares de outros Cristãos serão influenciados por você, e mesmo alguns deles desconfiarão de você.

Muito melhor seria se você se tornasse um hindu ou um muçulmano, assim não se tornaria de fato um grande líder? Eles estão em busca de um líder assim tão espiritual quanto você. Se aceitar minha proposta, bilhões de Hindus e Muçulmanos tornar-se-ão seus seguidores, e lhe darão uma reverente homenagem."

Tão logo ouvi aquilo, dos meus lábios apressaram estas palavras: Retira-te daqui satanás!. Eu já sabia que era você, um lobo disfarçado com pelo de ovelha. O teu desejo na verdade é que eu abandone a cruz e o caminho estreito que leva à vida, em troca da estrada larga da morte.

Meu Mestre é minha sorte e a porção da minha herança, Ele deu a vida por mim, e convém também que eu ofereça a minha e tudo que eu tenho como sacrifício para Ele que é tudo em todos para mim. Vai-te embora daqui, porque entre você e eu não há mais nada a tratar.

Ao ouvir aquilo ele se foi rosnando e espumando de raiva. E eu, depois disso, em lágrimas derramei a minha alma diante de Deus em oração. Ó meu Senhor e Deus, meu tudo, vida da minha vida e Espírito do meu espírito, olha com olhos de misericórdia sobre mim, e enche-me com teu Espírito Santo para que meu coração não tenha lugar para outra coisa a não ser para o Teu amor. Eu não busco em Ti nenhuma dádiva a não ser a Tua presença. Tu és o Doador da vida e de todas as suas bênçãos.

De Ti não quero o mundo ou seus tesouros, nem ainda pelo céu faço meu pedido, mas somente a Ti eu desejo e em Ti espero, e onde o Senhor estiver aí é o céu. A fome e a sede deste meu coração somente podem ser saciadas em Ti, que me trouxestes à luz.

Ó Criador meu! Criastes meu coração exclusivamente para Ti, e não para outro. É por isso que ele não pode encontrar nenhum descanso ou suave calma a não ser em Ti. Leve embora então do meu coração tudo que é contrário a Ti, e entre nele e habite e governe para sempre. Amém. "

Quando me levantei desta oração, eis que um ser resplandecente, adornado de luz e beleza estava diante de mim. Embora Ele não dissesse uma palavra, e porque os meus olhos estivessem cheios de lágrimas não o vi tão claramente. Dele saíram relâmpagos e raios de amor vivificantes com tanto poder que e penetraram em mim e banharam completamente a minha alma.

Imediatamente, eu soube que era meu Salvador e estava diante de mim. Eu me levantei depressa, da rocha onde estava assentado, e caí junto a seus pés. Vi que segurava em Suas mãos a chave do meu coração. Ele abriu a sua câmara interior com sua chave de amor, e encheu meu coração com Sua presença. Para qualquer lugar que eu olhava, dentro ou para fora, eu nada via a não ser Ele.

Então eu descobri que o coração do homem é mesmo o trono e a fortaleza de Deus, e quando Ele entra ali para morar, começa o céu. Naqueles poucos segundos, Ele encheu tanto o meu coração, e falou palavras tão maravilhosas que mesmo se eu escrevesse muitos livros, não poderia contá-las todas. Porque estas coisas celestiais somente podem ser explicadas em língua celestial, e as línguas da terra não são suficientes para isto.

Fonte: Holy Trinity New Rochelle.org

Comentário: Ô glória!



Sadhu Sundar Singh era um indiano de família Sikh, que se converteu bem jovem ao Cristianismo.



Diálogo, comunhão e o perigo dos mal-entendidos


A IMPORTÂNCIA DO DIÁLOGO


A confissao de Pedro
--Senhor, Tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo.

João Cruzué

Quero aproveitar este princípio de tarde de um domingo ensolarado, aqui na Capital paulista, para voltar a escrever sobre a importância do diálogo. Vou usar alguns textos da Bíblia Sagrada, para comentar e meditar sobre este assunto, que espero contribua para melhorar tanto a minha quanto a sua capacidade de discernimento e evitar catástrofes.

No capítulo 59 do Livro do Profeta Isaías está escrito que: "A mão do Senhor não está encolhida, para que possa salvar; nem o seu ouvido entupido, para que possa ouvir. Mas são as nossas iniqüidades que fazem divisão entre nós e o nosso Deus, e os nossos pecados que encobrem o rosto de Deus de nós, para que não nos ouça".

Apesar de termos uma boca e dois ouvidos, somos propensos e mal habituados a falar demais e ouvir pouco. Diante de uma situação dessa natureza, ao querer impor nossa vontade sem ouvir o que o próximo tem a dizer, matamos o diálogo e geramos a intolerância. Não há nenhum demérito em primeiro ouvir, e depois responder. Ouvir o que o nosso interlocutor tem a dizer não significa de forma alguma sinais de fraqueza ou aquiescência. Ao contrário: mostra equilíbrio e sabedoria. Deus não precisar ouvir ninguém para decidir sobre o que quiser, mas nem Ele, que é: onisciente, onipresente e todo-poderoso, usa de seus atributos divinos para exercer uma ditadura ou para impor na "marra" sua vontade sobre a nossa. "Não por força; nem por violência, mas pelo meu Espírito", assim diz o Senhor, segundo registrou o profeta Zacarias.

Quantas decisões erradas são feitas, quantos lares, quanta comunhão, quantas amizades podem ser destruídos pela falta do exercício do diálogo e da tolerância? Somos especialistas em entrar em situações constrangedoras ao acreditar em juízos nascidos de mal-entendidos. Não estou escrevendo sobre isto como se fosse Phd. em aconselhamento comportamental. Eu sei quem sou: o primeiro da fila dos necessitados para ouvir o que a Palavra de Deus tem a dizer. Não estou escrevendo fora de mim, pois este é um texto simples e tenho uma mente racional.

Um dos primeiros exemplos de queda por mal-entendidos e falta de diálogo foi o caso de Eva. Aprendo que não se deve dialogar nem com o diabo nem com ímpios, quando o assunto tem a ver com aconselhamento pessoal. Quando a serpente insinou que Deus estava mentindo quando disse que não comessem do fruto da árvore da ciência do bem e do mal, ela estava maliciosamente dizendo que Deus não queria competidores; que a árvore traria todo o conhecimento a ponto de eles se tornasem como Deus. Entre o aviso do SENHOR e a insinuação da serpente nasceu uma desconfiança. Dessa desconfiança, veio o mal-entendido. Como não houve um diálogo entre Eva e Deus, questionando a conversa da serpente, o resultado foi o maior desastre que já se abateu sobre a humanidade - a morte pela força do pecado.

Moral da história: não devemos embarcar numa canoa aparentemente em bom estado, ouvindo apenas os argumentos do "vendedor". Precisamos, principalmente, ouvir a opinião do "especialista" em construção de barcos, para não embarcar em uma canoa furada. Existe muito mal-entendido por aí, consequência de assumir como "verdades", fatos distanciados disso.

Escolhi o segundo caso de falta de diálogo, entre Ló e Abraão, cujas consequências levaram trouxeram a ruína à vida do primeiro. Em certo momento da vida dos dois, começaram as contendas entre os empregados; disputas pelos melhores pastos para o gado. Os pastores de Abraão e de Ló começaram a discutir e brigar por causa de capim. O tio abriu o diálogo. para acabar com a cizânia. Concedeu ao sobrinho a opção de escolher, primeiro. O sobrinho, usando de esperteza, não deu seqüência ao diálogo, mesmo sabendo que a preferência da primeira escolha era do tio Abraão. Ló Escolheu as campinas do Jordão, que eram as melhores pastagens, tão verdinhas que pareciam o Jardim do Edem. Este foi um erro fatal.

Abraão, sentiu-seno prejuízo. Deus vendo a situação, apareceu-lhe para responder às aflições. Enquanto isso na campinha verdinha, o sobrinho começou sua aproximação com os moradores da região. Foi armar suas tendas próximo de Sodoma. Depois passou a morar na própria Sodoma. Levou sua família a fazer parte da sociedade local. Trouxe com isso o costume desta sociedade para dentro de sua casa. A ganância de Ló terminou em miséria. Sem gado e sem família, sua ingratidão foi tão grande que não encontrou forças para voltar para a companhia do Tio, para lhe pedir perdão.

Moral da história: não corra atrás de sonhos de prosperidade com os olhos fechados. Inicie um diálogo com Deus e pergunte a ele sobre o que pode estar escondido nas "campinas do Jordão", agradáveis à vista, mas escondido bem lá no fundo, pode estar um laço do diabo para você e sua família.

Agora em sua companhia vamos meditar sobre diálogo, exercício de tolerância e mal-entendidos na vida do Rei Davi, o home que tinha um coração segundo Deus. Davi é o exemplo típico do homem que tinha um grande diálogo e uma profunda comunhão com Deus. O Espírito de Deus, literalmente, se apoderou da vida de Davi. Todavia, foi o homem que menos diálogo teve com a família, e seu modo de agir representa nos dias de hoje a quase totalidade dos homens que exercem liderança cristã. Não preciso discorrer muito sobre isto. Davi tinha tempo para Deus, para liderar o reino, para sair com o exército, mas deixava os filhos crescendo ao deus-dará. O diabo, astuto, não perdoou isso. No primeiro dia que ficou ocioso em casa, deixando de ir para a guerra com Joabe, poderia ter convidado seus filhos para uma confraternização. Não fez assim. Acordou depois do meio dia, em meio à tarde, e sozinho foi para o terraço do palácio. O resto ficou por conta do diabo. Davi conquistou um trono. Foi o maior rei que Israel já teve. Mas se tornou um pai com um coração transpassado pela dor, porque nunca foi um bom pai de família. É isto que está acontecendo em nossos dias. Grandes pais. Grandes pastores. Grandes líderes. Grandes conquistadores. Mas ao negligenciar o amor devido à família e principalmente aos filhos, estão colhendo uma grande safra de caíns, esaús, absalões, nadabes, acãs, manassés, balaãos e judas.

Moral da história: O que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a própria família para o diabo?

Ainda desejo rever a parábola do filho pródigo para continuar nossa meditação, juntos. A história do filho pródigo é um exemplo típico do moço ou da moça cristã que trocou a comunhão com a família por um diálogo como pecadores aparentemente "mui" amigos. Tão logo colocou na a herança do pai na bolsa, o filho caçula foi se encontrar com seus falsos amigos. Aqueles que lhe venderam sonhos de uma terra de liberdade onde todas as coisas eram permitidas. Beber, dançar, se drogar e prostituir. Uma terra onde era proibido proibir.

Diz o apóstolo Paulo: todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm. O pai do filho pródigo tinha algo a dizer, mas percebeu que não seria ouvido, e a contragosto fez as contas e entregou a parte da herança, ainda em vida. Liberdade não é sinônimo de licença para pecar. A verdadeira liberdade é ter a Cristo e não ser escravo de vícios e pecados. A liberdade para pecar e fazer o que quiser não é verdadeira, ela esconde correntes e cadeados, cujas chaves estão nas mãos do diabo. Uma vez aberta a porta para os demônios, para os vícios, para as drogas, para a prostituição, para a pornografia, e para coisas piores a pessoa se descobre presa em um beco sem saída. O filho pródigo chegou a seguinte conclusão: ou morria de fome no meio de uma vida mais do que miserável ou voltava para casa, reabria o diálogo com seu pai, e lhe pedia perdão com sincero arrependimento.

Moral da história: Se esta é a sua situação, tome o mesmo caminho de volta e se concerte com as pessoas que magoou, para receber o perdão de Deus. Não existe liberdade na miséria, mas somente em Jesus Cristo.

E por fim vamos a um exemplo positivo: o do próprio Cristo. Era Deus, mas como homem não usurpou ser como Deus. Não precisava orar, mas amava de estar em comunhão com o Pai. Não precisava convidar homens para restaurar outros homens, mas escolheu doze leigos para o discipulado e os ensinou a ser pescadores de homens. Não precisava nascer em forma humana, para reconciliar a humanidade, mas por compaixão experimentou todos os sentimentos, angústias, solidão e sofreu os preconceitos e mal-entendidos da sociedade. Poderia ter nascido de uma família abastada para ter um berço ao nascer, mas acabou usando uma mangedoura. Jesus se tornou o mais humano dos homens. A cana quebrada não trilhou, e o morrão que fumegava não apagou. Era um especialista em abrir diálogos. Com nicodemos, com a mulher samaritana, com Zaqueu, com a mulher siro-fenícia, com Jairo, com a mulher do fluxo, com o mancebo de qualidade, coms os discípulos de Emaús, e com Simão Pedro.

E quando viu Pedro em amargura e fracasso, fez o que raramente temos visto nos dias de hoje: foi em busca da ovelha perdida. Estendeu-lhe a mão e transformou um discípulo fracassado e amargurado em um apóstolo cheio da graça e do poder de Deus. Jesus restaurou a Pedro pelo diálogo, pela tolerância com as fraquezas humanas.

Se o próprio Deus, em seu maior gesto de amor, enviou seu único filho para estabelecer o diálogopara restaurar os homens e desfazer os mal-entendidos e as outras obras do diabo, você e eu como cristãos não podemos ser intolerantes nem fechados ao diálogo. No exercício do diálogo vêm o entedimento a solução de mal-entendidos, a solução de dúvidas, e por consequinte a comunhão. Um versículo do apóstolo João: Se alguém disser que ama a Deus mas aborrece a seu irmão é mentiroso. Pois, quem não ama a seu irmão, ao qual vê, como pode dizer que ama a Deus, a quem não viu?

Conclusão: por falta de diálogo, às vezes, um pequeno mal-entendido pode se transformar em um grande problema, uma brecha no muro da graça de Deus. E depois que o muro se fender, o diabo vai entrar e sair quando quiser. É melhor pensar duas vezes abrir o diálogo e não deixar o muro cair.

Escrito em 30.11.2008

cruzue@gmail.com


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domingo, julho 18, 2010

Semelhanças entre os Presidentes Lula e Itamar Franco

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Certas semelhanças não são meras coincidências

João Cruzué

O que têm em comum o Presidente Lula e o ex-Presidente Itamar Franco? Eu penso que muita coisa. Quando começamos a pensar e o assunto é politica brasileira, as surpresas não costumam ser boas. O ex-presidente Itamar Franco que o diga, quando foi abandonado no cantinho por Fernando Henrique Cardoso e podado sistematicamente sempre que postulou a volta ao Planalto.

Em 1994, o Presidente Itamar Franco estava no seu último ano de mandato. Seu ministro da economia era Fernando Henrique Cardoso, o negociador do Plano Real. Mal o Plano foi lançado, o ministro dedicou-se  a candidatura à presidência, correndo atrás do prejuízo, pois Luiz Inácio Lula da Silva estava à frente nas pesquisas. Ciro Gomes foi chamado pelo Presidente Itamar para tomar a direção do Plano Real. A História conta o resto: FHC ganhou a disputa contra Lula e se tornou Presidente do Brasil, capitalizando só para si o sucesso do Plano Real.

Depois disso o ex-presidente Itamar Franco foi simplesmente esquecido e desprezado. No poder estava agora um novo "cesar". Mesmo querendo voltar em 2008, e se candidatando para voltar à presidência, Itamar Franco foi esmagado pelo rolo compressor de FHC. Foi classificado de um velho tonto que precisava de constante tutela para não fazer besteiras. E ele fez duas: nomeou um ingrato para ministro da economia e depois o apoiou como candidato à presidência. Foi uma das maiores "cravadas" nas costas que se já se viu.

Por que tenho estas diferenças com Fernando Henrique Cardoso? Posso explicar: Na semana que foi aprovado o Proer, o maior socorro à bancos falidos, dilapidados por seus donos, foi Fernando Henrique quem deu. E nesta primeira semana do Proer, o Banco Nacional de Minas Gerais, o banco de sua nora, foi aquinhoado com um fortuna de bilhões de reais. E para jogar uma cortina de fumaça e desviar o faro da imprensa deste fato mal contado, o bode expiatório foi o chute na santa e uma perseguição ao Bisbo Macedo e à Igreja Universal de mais ou menos dois meses. Havia mais interesses por trás deste assunto além dos Marinho. Foi muita coincidência. Tudo na mesma semana. Desde esse tempo nunca mais votei em FHC, pois ele se mostrou inimigo dos crentes. E no seu trato com o ex-presidente Itamar Franco, cuspiu e pisou no prato que comeu, não uma, mas muitas vezes.

Parece que o trailer deste filme volta diante dos meus olhos nestes últimos meses. Vejo o Presidente Lula tão empolgado, trabalhando em favor da candidatura da senhora Dilma Roussef, que muito provavelmente será eleita às custas da popularidade do Presidente. E daqui a quatro anos quando ele tentar se candidatar de novo, sabe quem é que poderia cuspir e pisar no prato?

Quanto à Igreja e aos políticos evangélicos que estão rodeando a candidata do Presidente eu também tenho algo a dizer: vem aí o casamento gay, as cartilhas de homoafetifidade patrocinadas pelo MEC, a lei contra as palmadinhas nos bumbuns dos infantes e o controle da imprensa. E o bode expiatório da vez, vai ser o Pastor Silas Malafaia.






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