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sábado, dezembro 20, 2025

Pespectiva de Duração da Guerra Rússia x Ucrânia em 2026

Putin x Zelensky

João Cruzué

A Guerra da Rússia x Ucrânia é sem dúvida o maior conflito mundial em andamento nesta véspera de Natal de 2025. A invasão da Ucrânia pelo exército russo iniciada em 24 de fevereiro de 2022 caminha para quatro anos de carnificina. Estimativas ocidentais dão conta de que a Rússia tenha perdido 250.000 combatentes entre  1.000.000 de baixas (mortos e feridos). Do outro lado,  a Ucrânia deve ter 100.000 mortos em 500.000 baixas. Isso soma 1.500.000 baixas, sendo 350.000 mortos. O que era para durar poucos dias ou semanas, de acordo com a perspectiva inicial dos estrategistas russos, pode se estender  mais tempo. Quanto esse tempo vai durar é incerto, porém a duração está estreitamenta relacionada com a capacidade russa em manter esse esforço de guerra. Veja a opinião dos principais analistas:

Institute for the Study of War (ISW)

O ISW avalia que a Rússia reestruturou sua economia e seu aparato militar para uma guerra de longa duração, operando em regime de mobilização parcial e economia de guerra. Segundo o instituto, Moscou consegue sustentar o conflito por vários anos, desde que mantenha controle político interno, continue redirecionando recursos civis para o setor militar e preserve canais de comércio indireto com países não alinhados às sanções. O ISW ressalta, contudo, que essa capacidade não é ilimitada: o custo humano crescente, o desgaste de equipamentos e a dependência de munições de menor qualidade indicam um modelo sustentável no tempo, porém com progressiva perda de eficiência estratégica.


Center for Strategic and International Studies (CSIS)

O CSIS estima que a Rússia possui capacidade material e industrial para sustentar o esforço bélico entre 3 e 5 anos, desde que mantenha elevados gastos militares (acima de 6% do PIB) e continue priorizando a produção de armamentos em detrimento do bem-estar econômico interno. O centro destaca que a Rússia compensou sanções com reorientação comercial, uso de estoques herdados da era soviética e importações paralelas. Entretanto, o CSIS alerta que a continuidade da guerra nesse horizonte temporal ampliará fragilidades fiscais, inflacionárias e tecnológicas, tornando o conflito cada vez mais oneroso para o Estado russo.


Chatham House

O Chatham House sustenta que a Rússia não opera com um “relógio econômico clássico”, mas com um cálculo político de sobrevivência do regime. Para seus analistas, Moscou pode sustentar a guerra por tempo indeterminado em termos formais, desde que a elite permaneça coesa e a repressão interna neutralize pressões sociais. O limite não seria financeiro imediato, mas político: a guerra se torna insustentável apenas quando os custos ameaçam a estabilidade do poder central. Assim, o instituto considera plausível um conflito prolongado por 5 anos ou mais, mesmo sob deterioração econômica gradual.


RAND Corporation

A RAND adota uma leitura cautelosa e baseada em cenários, avaliando que a Rússia dispõe de recursos para manter a guerra entre 2 e 4 anos em alta intensidade, ou por um período maior caso reduza o ritmo operacional e aceite ganhos territoriais limitados. A instituição destaca que o maior risco para Moscou não é a escassez imediata de recursos, mas o efeito cumulativo da guerra sobre produtividade, inovação tecnológica e legitimidade política. Para a RAND, a Rússia pode “aguentar mais”, mas cada ano adicional reduz sua margem estratégica futura.


War on the Rocks

Os analistas do War on the Rocks argumentam que a Rússia adaptou seu modelo de guerra para um formato de atrito prolongado, no qual aceita perdas elevadas para obter ganhos incrementais. Na visão do portal, Moscou possui recursos humanos e industriais suficientes para continuar a guerra por vários anos, mas com forças progressivamente menos qualificadas e equipamentos cada vez mais degradados. O tempo joga a favor da Rússia apenas se o apoio ocidental à Ucrânia diminuir; caso contrário, o conflito tende a se tornar um impasse custoso para ambos os lados.


Tim Willasey-Wilsey

Willasey-Wilsey entende que a Rússia planejou o conflito como uma disputa de resistência estratégica, apostando que o Ocidente se cansaria antes. Em sua avaliação, Moscou tem condições de sustentar a guerra por pelo menos 4 a 6 anos, desde que o regime mantenha controle narrativo interno e evite colapsos econômicos abruptos. Ele ressalta que a liderança russa está disposta a aceitar empobrecimento relativo da população como preço político aceitável para alcançar objetivos geopolíticos.


Evgeny Finkel

Finkel argumenta que a capacidade russa de continuar a guerra não depende apenas de recursos materiais, mas da normalização da violência e da repressão interna. Para ele, a Rússia pode sustentar o conflito por um período prolongado, potencialmente superior a 5 anos, porque o regime demonstrou disposição histórica de absorver perdas humanas elevadas. O verdadeiro limite, segundo Finkel, surgiria se a guerra passasse a ameaçar diretamente a estabilidade interna ou provocasse fraturas significativas entre elites civis e militares.


Atlantic Council – UkraineAlert

O Atlantic Council avalia que a Rússia possui recursos financeiros, industriais e humanos para continuar a guerra no médio prazo (3 a 5 anos), mas alerta que essa capacidade é diretamente influenciada pela intensidade e continuidade das sanções e pelo apoio externo à Ucrânia. Segundo o grupo, a Rússia consegue sustentar o conflito porque transformou a guerra em pilar de legitimação interna, mas cada ano adicional aumenta o custo estratégico e reduz sua capacidade de projeção global no pós-guerra.


Anders Puck Nielsen

Nielsen avalia que a Rússia tem condições de continuar lutando por vários anos, mas não indefinidamente no mesmo ritmo. Para ele, Moscou pode manter a guerra enquanto conseguir mobilizar tropas, produzir munições e compensar perdas, porém a qualidade operacional tende a cair com o tempo. O fator decisivo não é apenas quanto tempo a Rússia pode lutar, mas se consegue transformar esse esforço prolongado em ganhos estratégicos reais antes que o desgaste se torne irreversível.


Michael Clarke

Michael Clarke destaca que a Rússia estruturou sua narrativa interna para justificar uma guerra longa, preparando a sociedade para sacrifícios contínuos. Em sua análise, Moscou dispõe de recursos para sustentar o conflito por vários anos — possivelmente uma década em baixa intensidade, caso aceite estagnação econômica e isolamento internacional. O maior risco para o Kremlin não é a falta de recursos, mas a erosão gradual da legitimidade política se a guerra deixar de produzir resultados visíveis.


Síntese Geral

O consenso entre os principais analistas internacionais é que a Rússia não enfrenta um limite imediato de recursos, podendo sustentar a guerra entre 3 e 6 anos, ou até mais, se reduzir a intensidade do conflito e mantiver controle político interno. O verdadeiro fator limitante não é econômico no curto prazo, mas político, social e estratégico. A duração final da guerra dependerá menos da capacidade russa isolada e mais do nível de apoio ocidental à Ucrânia, da coesão interna do regime russo e da disposição de ambas as partes em aceitar um conflito prolongado de desgaste.

Minha opinião depois de ouvir os especialistas: A Rússia pode sustentar esta guerra por pelo menos mais 5 anos. O porém desta perspectiva é que, quanto mais tempo ela durar,  mais a Rússia  vai se  fragilizar politico e economicamdente. Em poucas palavras: pode ser uma vitória de Pirro. 

Mas, tem outra coisa.

É bem possível que o Senhor Deus esteja cobrando agora a "fatura" dos Pogrons. Assunto de post futuro. Veja isto:

Os perpetradores dos pogroms os organizavam localmente, algumas vezes com o incentivo do governo e da polícia. Eles estupravam e matavam suas vítimas, além de vandalizar e roubar suas propriedades. Durante a guerra civil que se seguiu à Revolução Bolchevique de 1917, nacionalistas ucranianos, autoridades polonesas, e soldados do Exército Vermelho se engajaram em violentos pogroms na região oeste da Bielorrússia e na província da Galícia, na Polônia (atualmente Ucrânia ocidental), matando dezenas de milhares de judeus entre 1918 e 1920.  Foi mais ou menos por esse tempo que ocorreu a Terceira Aliá (terceira onda de imigração judaica moderna para a Palestina) entre 1919 a 1923, logo após o fim da Primeira Guerra Mundial.  


SP-20/12/2025





sexta-feira, janeiro 16, 2009

Rússia - Nova lei religiosa prejudica missões


Do Campo Missionário


"Caros irmãos,

Ficamos sabendo que, ontem, o presidente [Medvedev] assinou a lei que foi apresentada pelo Parlamento e que tem um objetivo claro de prejudicar e barra o crescimento do Evangelho nesse país.

Entre outras coisas essa lei diz que:

1. Todas a igrejas precisarão ser registradas novamente e para consegui esse registro é necessário o mínimo de 200 participantes adultos. O problema é que podemos contar em uma mão as igrejas que têm mais de 200 membros.

2. Todo estrangeiro está probido de exercer qualquer atividade "espiritual" , a não ser que ele tenha o visto religioso. Até uma oração feita por um estrangeiro será ilegal se esse não tiver o visto religioso. Se um estrageiro for denunciado ou descoberto exercendo alguma atividade religiosa pode ser expulso do país.

3. As igrejas locais não podem fazer qualquer trabalho evangelístico a não ser com a devida autorização do departamento religioso.

Contamos com suas orações,"

Marcus Vinícius e Andrea Figueiredo
Missionários brasileiros, de Aracajú, na Rússia



Fonte: Irmã Wilma Acioli


Comentários: Atrás dessas restrições está o braço da Igreja Ortodoxa Russa. A partir dessa lei, a perseguição religiosa está legalizada. É o velho "urso" tentando mostrar os dentes outra vez. Por outro lado, as lideranças religiosas e políticas do pós-comunismo devem estar preocupadas, e querem evitar a invasão de denominações brotando indiscriminadamente por lá. Principalmente americanas. João Cruzué

cruzue@gmail.com

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quarta-feira, março 19, 2008

Um presidente cristão para a Rússia

Photobucket


"Aos 23 anos Dmitry Medvedev entrou na catedral da cidade de Leningrado e batizou-se na Igreja [católica] Ortodoxa Russa, uma decisão, disse, que tomou por si mesmo.

"--A partir daquele momento, penso, isso marcou o começo de uma nova vida para mim"

"Mesmo considerando o ambiente relativamente liberal da União Soviética nos tempos de Mikhail Gorbachev, aquillo foi um ato consciente de desafio de um estudante pós-graduado em Direito, cujas perspectivas dependiam de não ir tão longe das regras ideológicas".

Interview in english from Dmitry Medvedev Site: Interview Itogi Magazine


Comentário

A imprensa mundial está dizendo que Medvedev é apenas um fantoche de Vladimir Putin; religiosos e céticos também dizem que ele é um pseudo-cristão; e um a mais ou a menos não vai fazer a mínima diferença. Eu penso, sim, de forma diferente. Fazer um julgamento a priori de um mandato ainda não exercido, tem nome: preconceito! E preconceito é pura mesquinhez.

Se como cristão ele será mais um a decepcionar, também não julgo assim. O simples fato de que: na primeira grande oportunidade, na entrevista já como presidente eleito ter afirmado que o batismo cristão, aos 23 anos, marcou o começo de uma nova vida para si, é o suficiente para que eu o julgue digno, pois não se envergonha deste fato.

Ademais, em terras outrora comunistas onde se dizia que a "Religião é o ópio dos povos", um presidente assumidamente cristão é sim uma resposta de muitas décadas de orações.


Vamos agradecer por isso e continuemos, pois, orando tanto por ele quanto pelo povo russo.


João Cruzué
Para o Blog Olhar Cristão.
cruzue@gmail.com

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