quinta-feira, fevereiro 11, 2010

As quatro propostas de faraó


O Mar Vermelho
João Cruzué

Quando Deus apareceu a Moisés no Monte Horebe deu-lhe uma missão quase impossível: Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó para que tires o Meu povo, os filhos de Israel, do Egito. E tendo (de má vontade) aceitado aquela missão, enfrentou a astúcia do soberano do Egito que não tinha nenhuma vontade de deixar o povo ir. Por quatro vezes Faraó tentou enganar Moisés sem lograr êxito.

A primeira proposta


Então chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Ide e sacrificai ao vosso Deus nesta terra. Moisés não aceitou, e por duas razões: ele temia que, sacrificando no Egito, os egípcios considerariam o sacrifício uma afronta a seus deuses e poderiam perseguir Israel. Mas o pior não era isso. Deus não aceitaria um sacrifício na terra da escravidão. O Egito simboliza o mundo, lugar do pecado; é preciso sair do mundo para consagrar a vida ao Senhor.

Deus requer mudança. Sacrifício no Egito significa um falso ensino e uma falsa conversão. A mensagem divina é: Arrependei-vos e convertei-vos dos vossos maus caminhos. O "Egito" é um mau caminho - é caminho do mundo. Um pecador para receber o perdão de Deus tem que abandonar o mundo, sair do Egito, e tornar-se para Deus.

O Faraó com tal proposta queria que Moisés e o povo de Israel pensassem que estariam agradando a Deus, mas seu real propósito era que continuassem escravos. O Egito é a terra da escravidão e Faraó simboliza satanás; e Moisés, o libertador, uma figura do Cristo.

Moisés recusou a proposta de Faraó e não aceitou o acordo.

A segunda proposta


Disse Faraó: Deixar-vos-ei ir, para que sacrifiqueis ao Senhor, vosso Deus, no deserto; somente que indo, não vades longe; orai também por mim. Tendo sofrido as conseqüências da quarta praga, Deus estava quebrando o orgulho de Faraó lento e gradualmente. Uma nova proposta Faraó fez, depois de ouvir os conselheiros. Moisés não se deixou enganar pela aparente humildade, pois a trás daquela proposta escondia outra armadilha - sacrificar perto do Egito. Isto significava coxear entre dois caminhos. Morar na divisa do Egito era tão perigoso quanto estar no Egito. Um exemplo: quando Ló, o sobrinho de Abraão, escolheu a campina do Jordão, não foi morar direto em Sodoma. Ao longo do tempo ele foi assentando sua tenda cada vez mais perto, e por fim, foi morar na própria Sodoma. Quem aceita Jesus, mas não rompe com as velhas amizades, é como a semente à beira do caminho, que fica ao alcance do diabo. Se na primeira proposta Faraó queria que Moisés aceitasse um sacrifício de mentirinha, na segunda ele esperava que a mudança também fosse de "brincadeirinha".

A terceira proposta


Mas três pragas tinham caído sobre o Egito. Sete pragas. Moisés ia fortalecendo-se diante dos olhos do Egito e de Israel. Agora ele estava na ofensiva e Faraó, acuado. Disse Moisés a Faraó: Assim diz o Senhor: Até quando recusas a humilhar-te diante de Mim? Deixa ir o Meu povo para que Me Sirva, e em seguida ameaçou com a praga de gafanhotos. Então Faraó querendo mostrar força diante de seus servos, endureceu as negociações. Moisés queria que saísse povo com suas famílias, incluindo velhos, filhos, filhas e o gado para fazer uma festa ao Senhor a uma distância de três dias no deserto. Faraó não concordou: Andai agora vós e os varões e ninguém mais. E os lançou fora do palácio.

De acordo com essa proposta, eles deviam deixar para trás as famílias e o gado. A família é um projeto do Senhor. Seu conceito é divino e uma Igreja forte se faz com famílias bem constituídas. Quando a família vai mal, sofrem a sociedade, a Igreja e toda nação. De que vale o crente ganhar o mundo inteiro para Cristo a custa da sua própria família? É isto que muitos pastores e pregadores estão fazendo. Moisés não aceitou deixar as famílias de Israel para trás; nem os velhos, nem as esposas, nem filhos, nem filhas; como também não ficariam nem os animais. Faraó recusou a proposta de Moisés e a resposta de Deus foi a praga dos gafanhotos, que arrasou com a agricultura do Egito.

A quarta proposta de Faraó.


E Faraó chamou Moisés - em Êxodo 10. 24 - e propôs: Ide e servi ao Senhor, as crianças também podem ir, mas vão ficar as ovelhas e as vacas. Faraó contava com a fuga de Israel para a liberdade. Ao exigir que ficassem as ovelhas e as vacas estava planejando que a fome debilitasse, fragilizasse Israel e quando estivesse assim, iriam se lembrar das cebolas, da comida dos escravos, e votaria correndo com os próprios pés.

Um povo sem vacas e sem ovelhas afetaria diretamente as crianças, pois não haveria leite e a reprodução ficaria comprometida. A esta altura, Moisés além de querer levar a família e o gado impôs uma nova condição: Tu também darás em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, para que ofereçamos ao Senhor nosso Deus.

Moisés aumentou as exigências em vez de diminuí-las. Faraó, irritado, disse que nunca mais queria vê-lo. O Resultado de sua recusa em deixar sair Israel foi a última e mais devastadora das pragas: a morte de todos os primogênitos do Egito. E não houve uma casa no Egito que não acordasse de luto.

A conclusão do negócio


Faraó mandou chamar a Moisés pela última vez. Na calada da noite ele disse: Levantai, e saí do meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel. Ide e servi ao Senhor, como tendes dito. Levai também convosco vossas ovelhas e vossas vacas, como tendes dito; e ide e abençoai-me também a mim. "E os egípcios apertavam o povo, apressando-se para lançá-los fora da terra com receio de serem todos mortos pelo Deus de Israel.

E fizeram , pois, os filhos de Israel conforme a palavra de Moisés e pediram aos egípcios vasos de prata, vasos de ouro e vestes. Indenização! E saíram em vitória, livres e prósperos.

Mensagens de João Cruzué

cruzue@gmail.com



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sábado, fevereiro 06, 2010

Missão Resgate Orfãos do Haiti - Adoção ou tráfico de crianças?

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Pastor Clint Henry - Igreja Batista Central Valley, Idaho

The Christian Science Monitor

Tradução de João Cruzué

A Prisão de 10 menbros da Igreja Batista Central Valley de Meridian, Idaho, pela tentativa de levar 33 crianças haitianas através da fronteira para a República Dominicana, no final de janeiro 2009, sem a documentação necessária, se transformou em um rumoroso incidente internacional. Por que um caso de adoção se transformou em tráfico infantil? Grande dor de cabeça para o Pastor Clint Henry, líder da Igreja de Idaho, que constantemente é requisitado para responder às perguntas da imprensa internacional.

Esta questão seria a última que um país notoriamente mal-equipado, financeiramente destruído, e sub-governado precisava, para atrapalhar o foco dos esforços mundiais para remediar os efeitos do grande terremoto de 12 de janeiro 2009, que matou mais de 200 mil pessoas somente em Porto Príncipe - Capital do Haiti. Esforços para levar alimentos, abrigo e segurança para mais de um milhão de pessoas sem abrigo, por causa do terremoto.

Os membros do Refúgio de Crianças Nova Vida disseram que apenas tentavam oferecer uma vida melhor para as crianças e negaram que o grupo tivesse feito algo errado. Mas o problema da falta de documentação e permissão adequadas levaram as autoridades a entender que tecnicamente se enquadrava como tráfico infantil. E em um país paupérrimo onde o comércio ilícito explodiu nos últimos anos, as autoridades estão levando isso isto muito a sério.

O Primeiro Ministro Max Bellerive acusou o grupo de fazer tráfico ilegal de crianças.

"Isto é uma "abdução" e não uma adoção", disse o Ministro de Relações Exteriores Yves Christallin, esclarecendo que crianças precisam de autorização do ministério para deixar o país.

Também o Secretário de Justiça Amarick Louis disse que uma Comissão se reuniria hoje se o Grupo New Life poderia sair, antes do julgamento. Entretanto o grupo está orando por um pouco de leniência.

" Nós cremos que a verdade será manifesta, e estamos orando por isto."

De volta à Igreja Batista Central Valley de Idaho, de onde saíram cinco dos dez missionários presos no Haiti, o Reverendo Pastor Clint Henry disse à CNN que toda a comunidade foi muito afetada pelos acontecimentos, mas que está orando por um entendimento. O Pastor Henry disse: Nós estamos orando para que o motivo e intentos sejam claramente entendidos pelas Cortes do Haiti.

Fonte: C.S.Monitor
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Comentários: Com milhares de crianças órfãs sobrando no Haiti, este rumoroso bate boca de algumas autoridades do Haiti está cheirando ao ranço de uma velha burocracia. Isto não pode ser a notícia principal dos jornais em todo o mundo. A imprensa se esqueceu até das mazelas do grande terremoto de 12 de janeiro por causa deste assunto. E por outro lado, a pressa de uma dezena de cristãos da Igreja Batista de Idaho que se esqueceram do óbvio: crianças não podem ser levadas sem a documentação exigida pelo Ministério da Justiça do Haiti. E pior, algumas crianças diziam que seus pais estavam vivos. Se estavam, por que não cuidavam de suas crianças? Que isto sirva de experiência para tantos outros missionários que trabalham em outros países do globo. É preciso prudência e muito cuidade neste assunto de adoção, para que não se torne em confusão!

João Cruzué


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