sábado, fevereiro 11, 2012

Sete anos de blogs evangélicos

.

Blogs cristãos de 2005 a 2012


Joao Cruzue

Por João Cruzué

Sábado - 11.02.2012.

Nos primeiros cinco anos da última década, os blogs cristãos brasileiros eram coisas de nerds, intelectuais evangélicos, que tinham livre acesso à cultura americana. Com sua popularização, a partir de 2009, a blogosfera intelectual começou sofrer o impacto de emergentes menos "nobres". E como água e gasolina não se misturaram e os "intelectuais" que se isolaram, sumiram. Enquanto isso, os blogueiros emergentes, mormente presbíteros da Igreja Assembleia de Deus, deram início a a segunda onda de associação de blogueiros, da qual a UBE - União de Blogueiros Evangélicos foi precursora. Daí por diante iniciou-se uma política voltada ao incentivo de produção e publicação de conteúdo cristão na Internet.

Sem falsa modéstia, fomos um dos pioneiros no fomento de criação de blogs cristãos para ir de encontro às porcarias da Internet que não tinham nenhum contraponto cristão. Não estive sozinho nisso, pois os fundadores da UBE e outros moderadores da comunidade estiveram juntos. Pagamos o preço do atrevimento sofrendo muitas críticas, a maioria delas contra a péssima qualidade dos textos dos iniciantes, acrescida pela esterilidade e consequente publicação de textos de outros autores não engajados

Até hoje, ainda não sei escrever direito. E creio que não chegue a ficar bom nisso, mas sempre procuro dar qualidade às publicações, investindo em revisões de português, melhoria de layouts, estudo de HTML, CSS, uso do corretor ortográfico do Office... enquanto compartilho meus progressos em dois tutoriais: Como Blogar e Curso de Blogs. Outro dia um colega de blogs avisou-me: João eu quero permissão para publicar o texto tal, mas dá uma passada lá, porque tem uma frase que você escreveu "pobrema". Interessante. Escapuliu! E quando fui revisar o texto inteiro, tinha mais de 10 escorregões.

É bem verdade que a qualidade não acompanhou a quantidade dos blogueiros cristãos, mas ela existe e pode ser apreciada em muitos blogs que surgiram de 2009 em diante.

Continuamos insistindo no mesma bigorna: Cada líder cristão, principalmente quem trabalha no ministério do ensino bíblico, deveria transpor a linha digital que marca o limite entre o usuário passivo e um publicador de conteúdo cristão na Internet. Cem
mil blogs até o final de 2012, esta marca é um sonho meu. E para não ficar apenas em palavras, investi do próprio bolso também, porque acredito na efetividade e no poder de um blog: Prêmio Blogueiro Cristão. E seria muita pretensão minha achar que estive sozinho nisso. Há dezenas, talvez centenas de blogueiros que fazem discipulado com consciência e anonimato.

Por natureza, um blogueiro evangélico típico é uma pessoa individualista e até narcisista, plenamente contextualizado com esta era pós-moderna. Minha visão começa a mudar aqui. Para que a Weblogosfera cristã comece de fato a ser efetiva precisa deixar um pouco o individualismo para trabalhar o lado social, desenvolvendo laços entre companheiros, compartilhando espaços em seus blogs para outros editores, convidados. Do individual para o comunitário. Esta é a visão.

A título de exemplo, há três semanas Ariana Huffington vendeu o Huffington Post que na verdade era um espaço agregador que divulga links de 9.000 blogueiros afiliados. Não estou aqui fazendo apologia dos ganhos financeiros (315 milhões de dólares) que obteve na transação com a AOL, mas da capacidade estratégica que teve, consciente (ou não) do princípio bíblico da unidade composta.

Ainda há espaço para um novos blogs evangélicos na Websfera? É uma boa pergunta.

Tenho uma excelente notícia para você: Se ainda não criou seu blog, seu espaço continua vazio por lá. Há milhões e daqui a menos de uma década,bilhões de leitores esperando textos que compartilhem experiências de vida, conselhos bíblicos, testemunhos de superação, boas notícias de evangelismo, missões, ações sociais, etc.

Crie seu blog e comece a escrever nele sua cosmovisão, sobre as coisas que você acredita. O que passa a sua volta. Não tenha medo de escrever. É preferível começar alguma coisa errando (e depois melhorando) do que deixar o medo embotar um dom que você talvez nem saiba que tem.

Mas não comece sozinho/a. Tente primeiro compartilhar seus planos com alguém amigo. Um planejamento a dois é bíblico. Vai reduzir o tempo de amadurecimento e aumentar as chances de qualidade do conteúdo de suas publicações.


A maioria dos presbíteros, professores e superintentendes de EBD de nossos dias vieram de tempos da, ou imediatamente pós ditadura, onde um grau maior de passividade foi ensinado e aceito por esta geração. Tenho observado isso em minhas tentativas de convencimento de destacados colegas, mestres em teologia e docentes da Escola Dominical. Usam com maestria a palavra escrita, têm consciência da proeminência dela, mas quando se fala em escrever, apresentam as mais variadas desculpas.

Uma pena porque daqui a cinco anos, em 2016, 100 milhões de Tablets e smartfones estarão substituindo os atuais celulares nas bolsas e valises de cada brasileiro. Um equipamento de fato portátil, onde se pode ler a Bíblia na igreja, anotar o sermão do pastor, fazer ligações telefônicas para o mundo, ler jornais, baixar arquivos da internet, fazer treinamento de EAD e gravar aulas na escola. Isto é irreversível!

Não podemos começar a pensar nisto daqui a cinco anos, mas agora. Se você estiver na blogsfera, potencialize sua criatividade, amplie seus olhos e seu coração em uma janela onde seus leitores possam ver aquilo que você está vendo e sentindo.

Comente sobre todos os assuntos com RESPONSABILIDADE, sem cair na crítica improdutiva e perigosa, pois há um crescente aumento de
processos por ofensa moral sendo julgados nos tribunais, contra difamações gratuitas. Comente sobre tudo, pois é preciso estar nas primeiras páginas dos buscadores virtuais para atingir todas as áreas em busca de todos os leitores.

E se precisar de alguma dica ou informação, cruzue@gmail.com, as suas ordens.


Escrito para o Blog Olhar Cristão e Associação de Blogueiros Cristãos.






.

Julgamento do caso Eloa Pimentel - Atualizado


Julgamento do assassino de Eloá Pimentel

Eloá Pimentel

Por João Cruzué


Lugar: Forum de Santo André - SP

Data:início em 13 de fevereiro de 2012, às 09:00

Duração: Previsão de até 03 dias.

Juíza: Dra. Milena Dias

Promotora: Dra. Daniela Hashimoto

Assistente da Promotoria: Dr. José Beraldo

Jurados: Sete sorteados entre 25 cidadãos.

Testemunhas: 19 .

Fonte: Internet.
Materia atualizada em 18/12/2025




Principais Pontos sobre o Caso Eloá Pimentel

  • O caso envolve o sequestro e assassinato de Eloá Cristina Pimentel, uma adolescente de 15 anos, ocorrido em outubro de 2008 em Santo André, São Paulo, e é considerado um dos mais emblemáticos crimes passionais do Brasil, com duração de mais de 100 horas de cárcere privado.
  • Lindemberg Fernandes Alves, ex-namorado de 22 anos, invadiu o apartamento de Eloá, mantendo-a refém junto com sua amiga Nayara Rodrigues da Silva; embora Nayara tenha sobrevivido a um tiro no rosto, Eloá foi baleada na cabeça e na virilha, falecendo por morte cerebral.
  • Evidências sugerem falhas policiais, como o retorno forçado de Nayara ao cativeiro e atrasos na invasão, além de interferências midiáticas que podem ter agravado a situação, transformando o evento em um "circo televisivo".
  • O julgamento resultou em condenação inicial de 98 anos e 10 meses para Lindemberg, reduzida para 39 anos e 3 meses, destacando debates sobre limites penais e direitos humanos.
  • O caso expôs controvérsias familiares, incluindo o pai de Eloá, Everaldo Pereira dos Santos, foragido por crimes na década de 1990 e preso graças à cobertura midiática.
  • Impactos incluem indenizações, como os R$ 150 mil pagos a Nayara em 2018, e reflexões sobre ética jornalística e policial, com um documentário recente na Netflix revisitando o tema.

O Que Aconteceu

O sequestro começou em 13 de outubro de 2008, quando Lindemberg invadiu o apartamento de Eloá durante uma reunião de estudos escolares. Ele libertou dois colegas inicialmente, mas reteve Eloá e Nayara. As negociações com a polícia se estenderam por dias, culminando em uma invasão policial em 17 de outubro, após suposto disparo ouvido pelos agentes. Eloá morreu no dia seguinte, e o caso ganhou repercussão internacional devido à sua duração e ao espetáculo midiático.

Pessoas Envolvidas

Eloá era filha de Ana Cristina Pimentel e Everaldo Pereira dos Santos, este último com histórico criminal. Lindemberg, o agressor, foi defendido por advogados como Ana Lúcia Assad. Nayara, sobrevivente, processou o estado por danos. Especialistas como Rodrigo Pimentel criticaram a polícia e a mídia.exame.comgazetadopovo.com.br

Controvérsias e Legado

Pesquisas indicam que a mídia, incluindo entrevistas ao vivo por Sônia Abrão, interferiu nas negociações, elevando audiências mas comprometendo a segurança. A polícia foi acusada de erros táticos, e o caso influenciou debates sobre feminicídio e direitos das vítimas. Um documentário de 2025 na Netflix resgata a narrativa da família, criticando o "circo" televisivo.ufsm.bryoutube.com


O Caso Eloá Pimentel, ocorrido em outubro de 2008, representa um dos episódios mais trágicos e controversos da crônica policial brasileira, envolvendo sequestro, homicídio e uma intensa cobertura midiática que transformou um crime passional em espetáculo nacional. Eloá Cristina Pereira Pimentel, nascida em 5 de maio de 1993 em Maceió, Alagoas, era uma adolescente comum de 15 anos que morava em Santo André, São Paulo, com a mãe Ana Cristina Pimentel. Seu pai, Everaldo Pereira dos Santos, era um ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas, acusado de integrar a "Gangue Fardada", um grupo de extermínio responsável por assassinatos por encomenda na década de 1990. O sequestro iniciou-se em 13 de outubro, por volta das 13h30, quando Lindemberg Fernandes Alves, de 22 anos e ex-namorado de Eloá, invadiu armado o apartamento onde ela e amigos realizavam um trabalho escolar. Inicialmente, quatro jovens foram feitos reféns: Eloá, Nayara Rodrigues da Silva (15 anos), e dois meninos, que foram libertados logo após. Lindemberg, motivado por ciúmes após o término do relacionamento, manteve Eloá e Nayara em cárcere privado, marcando o início de um calvário que duraria mais de 100 horas – o mais longo registrado no estado de São Paulo.

As negociações com o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) da Polícia Militar de São Paulo se arrastaram, com o advogado de Lindemberg, Eduardo Lopes, atuando como intermediário. Em 14 de outubro, Nayara foi libertada por volta das 22h50, mas, no dia seguinte, a polícia a convenceu a retornar ao apartamento para auxiliar nas tratativas, uma decisão amplamente criticada por especialistas como Marcos do Val, instrutor de defesa pessoal, que apontou o risco desnecessário e inédito globalmente. Durante o cativeiro, Lindemberg manteve contato com a mídia, incluindo uma polêmica entrevista ao vivo com a apresentadora Sônia Abrão no programa "A Tarde É Sua" da RedeTV!, que bloqueou linhas policiais e interferiu nas negociações, elevando a audiência para 5 pontos, mas gerando acusações de irresponsabilidade. O Ministério Público Federal moveu ação civil pública contra a emissora, pedindo R$ 1,5 milhão em danos morais coletivos. A cobertura televisiva foi intensa: a Record liderou com 15 pontos de audiência, e programas como o "Fantástico" da Globo atingiram 30 pontos, enquanto a transmissão ao vivo aumentou em 15% o número de televisores ligados na Grande São Paulo.ufsm.br

Em 17 de outubro, após ouvir um suposto disparo, policiais do GATE e da Tropa de Choque explodiram a porta do apartamento, invadindo o local. Em meio à luta corporal, Lindemberg disparou contra as reféns: Eloá foi atingida na cabeça e na virilha, e Nayara no rosto. Nayara saiu andando, ferida, enquanto Eloá foi carregada inconsciente. Lindemberg foi imobilizado, mas imagens divulgadas mostraram policiais pisando em seu pescoço e, posteriormente, ele nu e algemado com o rosto inchado, sugerindo espancamento – o que levou o Condepe a pedir investigação e a Corregedoria a abrir inquérito sobre vazamento de vídeo, negociado por R$ 50 mil segundo a Folha de S.Paulo. Eloá foi levada ao Centro Hospitalar de Santo André, onde faleceu por morte cerebral em 18 de outubro, às 23h30. O caso repercutiu internacionalmente, com destaque no jornal espanhol El País pela comoção no Brasil. Nayara sobreviveu após cirurgia para remoção da bala e longa recuperação; em 2018, recebeu R$ 150 mil de indenização do governo de São Paulo por danos morais decorrentes de erros policiais.jusbrasil.com.br

Lindemberg foi preso imediatamente e transferido para o Centro de Detenção Provisória de Pinheiros. Denunciado por 12 crimes – incluindo homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio, cinco cárceres privados e quatro disparos de arma de fogo –, foi julgado em júri popular de 13 a 16 de fevereiro de 2012, na Penitenciária de Tremembé. A juíza Milena Dias o condenou a 98 anos e 10 meses de reclusão, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo reduziu a pena para 39 anos e 3 meses em 6 de junho de 2013, considerando o limite legal de 30 anos à época (posteriormente elevado a 40). A defesa alegou que o crime não foi premeditado, mas passional, conforme análise do Ministério Público. O julgamento foi transmitido ao vivo por emissoras como Globo, Record e BandNews, intensificando o debate ético.jusbrasil.com.br

Controvérsias permeiam o caso: especialistas como Rodrigo Pimentel, ex-BOPE, criticaram a mídia por "irresponsabilidade criminosa" e a polícia por prolongar o sequestro e enviar Nayara de volta, tornando a situação inconstante em crimes passionais. O jurista Luís Flávio Gomes denunciou a "fascistização" da sociedade pelo desrespeito aos direitos de Lindemberg. Além disso, o pai de Eloá, Everaldo, foragido desde 1993 por quatro homicídios – incluindo o do delegado Ricardo Lessa e seu motorista em 1991 –, foi identificado e preso em dezembro de 2009 em Maceió graças às imagens televisadas dele passando mal durante o sequestro. Ele foi condenado a 33 anos e 6 meses em novembro de 2009, com Lindemberg atuando como testemunha em seu processo em março de 2010.exame.com

O impacto cultural e social do caso é profundo, inspirando debates sobre feminicídio, ética jornalística e táticas policiais. Em 4 de maio de 2023, o programa "Linha Direta" da TV Globo reconstruiu os eventos. Mais recentemente, em 2025, a Netflix lançou o documentário "Caso Eloá: Refém ao Vivo", dirigido por Cris Ghattas, com 85 minutos de duração e indicação para maiores de 14 anos. A obra utiliza o diário íntimo de Eloá, depoimentos de familiares, amigos e especialistas para humanizar a vítima, criticando o "circo midiático" e as falhas policiais, como a demora na neutralização apesar de atiradores de elite posicionados. Um jornalista envolvido defendeu sua ação, mas a narrativa devolve o foco à família de Eloá.gazetadopovo.com.bryoutube.com

Nayara, hoje engenheira, evita comentar o caso publicamente, focando em sua recuperação. A família de Eloá processou emissoras e o estado, mas ações como a de indenização à família foram negadas em 2015 pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. O caso expôs vulnerabilidades em negociações de sequestros e o risco de sensacionalismo midiático, influenciando protocolos policiais e regulamentos de imprensa no Brasil.tjsp.jus.br

Para ilustrar a cronologia, segue uma tabela resumindo os eventos principais:

DataEvento PrincipalDetalhes
13/10/2008Início do sequestroLindemberg invade apartamento; reféns iniciais: Eloá, Nayara e dois colegas. Dois libertados.
14/10/2008Libertação parcialNayara é solta à noite; negociações com GATE e advogado.
15/10/2008Retorno de NayaraPolícia envia Nayara de volta para auxiliar negociações.
17/10/2008Invasão policialExplosão da porta; tiros em Eloá e Nayara; prisão de Lindemberg.
18/10/2008Morte de EloáConfirmada morte cerebral no hospital.
08/01/2009Decisão judicialDeterminada submissão a júri popular.
13-16/02/2012JulgamentoCondenação inicial a 98 anos e 10 meses.
06/06/2013ApelaçãoPena reduzida para 39 anos e 3 meses.
2018Indenização a NayaraR$ 150 mil por danos morais do governo de SP.
2025Documentário Netflix"Caso Eloá: Refém ao Vivo" estreia, revisitando o caso.

Essa tabela destaca a sequência temporal, evidenciando a extensão do cativeiro e os desdobramentos legais.jusbrasil.com.br

O caso continua a ser estudado em análises criminais, como em artigos que classificam o crime como passional, não premeditado, e enfatizam a necessidade de abordagens sistêmicas para prevenir violência doméstica. Documentos acadêmicos, como o PDF da UFSM sobre o envolvimento de Sônia Abrão, reforçam críticas à ética midiática. Em resumo, o Caso Eloá não apenas marcou a história judicial brasileira, mas também serviu como catalisador para reformas em protocolos de crise e regulação de coberturas jornalísticas sensíveis.oabmt.org.brufsm.br

Apesar dos anos passados, o legado persiste em discussões sobre direitos humanos, com juristas como Luís Flávio Gomes alertando para o risco de "fascistização" social em respostas a crimes violentos. O documentário recente na Netflix, com entrevistas inéditas, reforça que Eloá era uma jovem com sonhos, não apenas uma vítima estatística, convidando à reflexão sobre como a sociedade e as instituições falharam em protegê-la.gazetadopovo.com.br

Key Citations




Os pais de Eloá autorizaram que alguns orgãos dela sejam doados,
o que acontecerá madrugada de domingo 20 de outubro de 2008.



Veja mais: album e textos sobre Eloá e Nayara

NÃO DEIXE DE LER:

Quando Deus tem um propósito para sua vida