domingo, fevereiro 02, 2014

A guitarra de Brian May no Morumbi

Brian May Guitar

JOÃO CRUZUÉ
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Quando eu tinha 25 anos, o Queen veio pela primeira vez ao Brasil. Eu trabalhava na rua 24 de Maio, no Centro de São Paulo, estudava Economia na Faculdade São Luís dos jesuítas, e congregava na Igreja Assembleia de Deus de Santo Amaro do Pr. João Galdino. Era março de 1981. Os assuntos daqueles dias eram a vinda da Banda Queen para tocar no Estádio do Morumbi e a primeira Cruzada Evangélica da JUADSA no Feirão do Jardim São Luís.

O Centro da Cidade de São Paulo, não era como agora. Ainda tinha o Mappin, a Piter, a Mesbla e o  Buraco do Adhemar. O Instituto Roosevelt, a Casa Manon, os dois Churrasquetos, O Massa D'oro da rua Sete de Abril, o Bon Giovanni da Pedro Américo,  o vegetariano Ewel e concerto de piano de Magdalena Tagliaferro no Theatro Mvnicipal.

O grande comício das "Diretas Já" só viria dois anos mais tarde , em 25 de janeiro de 1983.

A JUADSA - Juventude Unida das Assembleias de Deus de Santo Amaro e Congregações estava em ebulição. Estava por vir a Primeira Cruzada da Igreja - a ser realizada no Feirão do Jardim São Luís, sob a liderança do moço Edson José dos Santos, noivo da Simeia, irmã do Simeão - os dois, da valente mocidade da Assembleia de Deus do Jardim Ibirapuera, dirigida pelo presbítero Rui Felipe dos Reis.

Eu, líder de mocidade e guitarrista da banda Melodia Celeste da Assembleia de Deus do Jardim Duprat, última congregação a comprar uma bateria (Gope de madrepérola) por ordens do Ministério.

Foi neste período que o Queen veio ao Brasil. A publicidade nas FMs alardeava que o som da guitarra de Brian May poderia ser ouvido a três quilômetros de distância do estádio do Morumbi.

O líder da mocidade do Jardim Ibirapuera, o jovem Simeão Rosa de Lima, estava fazendo Teologia no Instituto Betel do Pastor Cherloques de Souza. E creio que foi de um colega Batista do Simeão a ideia de ir até o Morumbi para distribuir folhetos de evangelização na saída do show do Queen.

Uma Kombi foi lotada. Bem antes da chegada ao estádio, a guitarra do Queen já se fazia ouvir. O cara era um virtuose na coisa. Como o show já estava no fim, os portões de saída do Morumbi estavam abertos, e nós entramos. Cada um para o seu lado. Cheguei a ver, lá dentro, no final do show uma "pirâmide" de três pessoas. E nós distribuindo folhetos.

Um mar de pessoas saiu e foi embora. Mas, como o rock n' roll também tem seu lado químico, uma multidão ficou entorpecida ao redor do Estádio. Foi o meu primeiro contato com aquilo que,  na minha opinião, era uma proto-cracolândia. Fiquei impressionado com aquele subproduto do rock. 

Era tanta gente, que me perdi do grupo de evangelização. Tive que voltar a pé para casa. Umas três horas de canela.

Eu voltei ao Morumbi, poucos anos depois, por causa disso,  para evangelizar na vinda de outra banda - o Kiss. Fui com a mocidade da Igreja do Assembleia de Deus do Jardim Duprat, dos tempos do Pastor Luiz França Filho.

Quando veio a Cruzada do Feirão do Jardim São Luís, mais de 400 almas aceitaram Jesus, depois da pregação da " Capa do Cego Bartimeu". Quem pregou foi o Pastor Hidekazu Takayama. A maioria dos novos convertidos chegou até o batismo.

E passaram-se quase 33 anos.

Eu, hoje,  estou com 58 anos, casado, avô e presbítero da Assembleia de Deus


Simeão foi consagrado ao pastorado e está com a cabeça quase sem cabelos. Edson é Pastor do Belém, casou com Simeia, irmã do Pastor Simeão.  Irmão Rui Felipe dos Reis morreu nos anos 90, quando pastoreava a Igreja AD do Jardim Pastor no Capão Redondo. 

O Feirão do Jardim São Luís primeiro virou estacionamento de ônibus do Centro Empresarial. Depois foi derrubado e, hoje, é uma praça com Jardim e um prédio de Batalhão da Polícia Militar.


Os jesuítas da Faculdade São Luís agora têm um Papa da mesma Ordem e  argentino.


A AD de Santo Amaro está decadente. Apareceu recentemente na lista da propina do escândalo dos fiscais do ISS. Foi a única Igreja da Lista. A geração de lideranças da JUADSA dos anos 80s, foi quase toda desprezada pela Igreja e seguiram cada um seu caminho.


Os crentes no Brasil do Censo IBGE 1980 eram 6,63% de  119 milhões. No censo de 2010 eram 22,14% de 191 milhões. Hoje já estão próximos de 25% da população brasileira. 

O Queen já se foi há muito tempo. 

Freddie Mercury (Farrock Bulsara), o vocalista do Queen, morreu em 24 de novembro de 1991. Brian May, o guitarrista, ainda está vivo, mas sua guitarra já não faz o mesmo barulho de 1981. 

Aquela proto-cracolândia, infelizmente, explodiu e mudou de lugar. Não só explodiu, como se tornou um dos maiores problemas sociais que o país já teve. Vem destruindo milhares de pessoas sem distinção de classe, cor, raça, religião, opção sexual, seja no campo ou na Cidade.















sábado, fevereiro 01, 2014

Boicote ao patrocínio das novelas da Globo

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TV GLOBO
JOÃO CRUZUÉ:

Em resposta a uma suposta afirmação do Pastor Silas Malafaia, o autor de folhetins, Walcyr Carrasco, autor da novela Amor à Vida, foi irônico:

" Não acho justa a acusação de que Amor à Vida promove qualquer causa. Ela dá um retrato das famílias, dos relacionamentos da atualidade. Desde os de vanguarda, onde parceiros do mesmo sexo estabelecem famílias, até, sim, e acho que com bastante qualidade, os evangélicos. A obra é do autor, e tive liberdade para escrevê-la, o que só depõe a favor da Globo. Mas fico feliz que o pastor Silas Malafaia seja um telespectador atento da novela, já que ele parece não perder um capítulo, mesmo criticando alguns aspectos. (UOL NOTÍCIAS)

Comentário do blogueiro: Na minha opinião ele faltou com a verdade. Passou a novela inteira com uma causa só e com os mesmos protagonistas: Pai e filho.

Voltando à TV Globo, Se você acha que esta organização tem sido há muitos anos a grande fonte pedagógica e promotora de causas de desagregação familiar e coisas do gênero, não basta fazer campanhas hipócritas para que os "OUTROS" deixem de assistir suas novelas.  Acho muito mais lógico e eficiente boicotar as marcas comerciais que financiam estes folhetins. 

Quando o prejuízo chega ao caixa dessas empresas, elas mudam muito rápido de opinião. Tanto já é verdade este detalhe, que desafio você a tentar achar a resposta na busca do Google. Eu demorei mais de 20 minutos para encontrar quem foram as grandes empresas que compraram as cotas de patrocínio da novela "Amor a Vida" - que de amor a vida não tinha nada.

Uma novela não consegue se manter sem patrocínio. E um patrocinador só continua financiando novelas se elas lhe trouxerem retorno. Se o tiro sai pela culatra, o patrocinador cai fora e o autor da novela muda o script. Fazer TV custa muito caro. São Milhões.

Eis aqui, o nome das Empresas (marcas) que financiaram o beijo gay: O Banco Itaú, Kia e Nextel. 

Elas são livres para financiar o que quiserem. E eu, livre, para abandonar qualquer uma. Trata-se de um processo democrático de fidelização reversa. Se não me agradam, caio fora!

Digamos que você é um cristão consciente e também quer ser pedagógico com a TV Globo. Sabe aquele serviço ou aparelho da Nextel que você usa?  Proponha nunca mais colocar esta marca dentro da sua casa e seja didático para sua família. 

Sabe aquela conta no ITAÚ que você tem? Pois feche e diga ao gerente por quê está fechando.

Sabe aquele carro bonito da Kia que você está namorando? Compre de outra marca. 

Não faça isto de forma secreta. Diga sempre que puder, as razões que o/a levaram a fazer isto: O amor a sua família e à sociedade brasileira. Você já deve ter ouvido o conceito de "fidelização", isto é, ser fiel a uma marca comercial. Pois bem, seja fiel primeiro ao Senhor Jesus, depois à família, e às empresas e pessoas que não procuram financiar modismos e atrasos.

Quer saber de uma coisa? Já conferi e percebi que estas empresas já temem o boicote dos crentes/evangélicos. Como disse acima, tente encontrar na busca do google quais foram os patrocinadores de Amor à Vida. Pode ser que você não ache. Isto é o que eu chamo de prudência ou proteção deliberada às fontes de financiamentos ou de patrocínio.

Por outro lado, quero também dizer outras verdades:

Sabe, a resposta do sr. Walcyr Carrasco ao Pr. Silas, a meu ver, foi apropriada.  Não foi o pastor que foi bater a porta da Rede Globo para que ela abrisse espaço para os evangélicos? E depois não ficou se auto elogiando pela "conquista"  de espaço através do Festival Esperança?  

Pois é, não foi a Rede Globo que estava se convertendo, mas certos líderes artistas evangélicos presunçosos que estavam (e estão) interessados em sucesso a qualquer preço e escolheram "habitar nas campinas do Jordão".

Não sei quantas novelas a Globo já fez para apologia ao homossexualismo. Mas tenho certeza de uma coisa: A próxima deve continuar batendo no mesmo assunto. Por que Alguém estaria mesmo tão  interessado, pelos esforços mostrados, a tornar homossexual toda a sociedade brasileira? E, ainda por cima, têm usado como bode expiatório o fundamentalismo religioso dos evangélicos. 

A ironia é que  se se olhassem no espelho,veriam que fazem parte de um outro fundamentalismo muito mais velho que o cristianismo. Aquele que era praticado por toda sociedade de Sodoma e Gomorra nos tempos de Abraão e Ló -  há "apenas" 4.000 anos. 

Se fundamentalismo religioso é crer que a Bíblia Sagrada é a palavra de Deus para salvação e conversão do homem, eu não tenho nenhuma vergonha em dizer que sou um cristão fundamentalista. O que não posso ser é omisso como Pilatos, que preferiu não tomar uma atitude digna, porque temia pagar o preço dela.

Sim. Atitudes cristãs têm um preço. Mas este preço também pode ser o prejuízo de certas empresas que sempre foram uma fonte de financiamento de desagregação familiar. Se você começar a pensar, já disse Ellen Keller, pode ser que você não vá gostar das conclusões.

Ou, pelo contrário, que comece a gostar!





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