domingo, novembro 14, 2010

Biografia do Missionário Robert Morrison - Missões na China

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Blog Ojo Protestante

Tradução: João Cruzué

Robert Morrison nasceu na Escócia em 1782, de uma piedosa família de crentes Presbiterianos. Eram muito pobres e seu pai trabalhava fabricando formas de sapatos. Robert teve que deixar os estudos ainda criança para ajudar-lhe, mas como gostava de aprender, seguiu com os estudos em casa.

Aos 15 anos entendeu o que é mais importante na vida: que ele era um pecador, um homem perdido e para se salvar devia aceitar a Jesus como seu Salvador. Assim ele fez, e depois disso, compreendeu que era seu dever levar também a outros a história desse Salvador para que todos também pudessem se livrar de seus pecados.

Depois de trabalhar por uns tempos nas Igrejas da Inglaterra, Morrison associou-se na Sociedade Missionária de Londres com a idéia de se tornar um missionário na China. Por essa ocasião já dominava o latim, o grego e o hebraico.

Como não havia nenhum missionário protestante ainda na China, Morrison se apresentou para ser o primeiro. Como a principal tarefa que lhe haviam encomendado foi a tradução da Bíblia para o mandarim, se propôs a estudá-lo, enquanto se preparava em medicina e astronomia.

Quando encontrou um manuscrito que continha a tradução de alguns trechos da Bíblia em uma biblioteca, tirou uma cópia para estudar detalhadamente, com a ajuda de um chinês que se ofereceu para ajudar. Esse esforço lhe foi muito útil, pois lhe permitiu economizar um tempo precioso quando esteve na China.

Para chegar até teve que viajar por cinco meses. Em 04 de setembro de 1807 aportou-se na cidade de Cantão, ao SUL do país, ao lado de Macau, uma colônia portuguesa. Permaneceu ali durante algum tempo, depois conheceu a jovem Mary Morton, com quem se casou em fevereiro de 1809.

Morrison não se deu conta de quão grandes eram as dificuldades que precisava vencer para chegar lá. O que sabia do idioma não lhe permitia o necessário para uma tradução, e quando buscou um mestre não pode encontrá-lo, pois havia uma lei que condenava à morte qualquer pessoa que ensinasse a língua chinesa a um estrangeiro.

Finalmente apareceram dois homens que tinham conhecido alguns missionários católicos que aceitaram ajudar, embora cheios de temor. O medo que possuíam não era tanto quanto à morte em si, senão pela sua forma, em meio a torturas terríveis. Estavam a tal ponto assustados que levavam sempre consigo um frasco com veneno para suicidarem-se caso fossem descobertos.

Aprender o chinês não era coisa fácil e por aquela época era ainda pior, pois não existiam nem dicionários nem bons professores.

John Wesley afirmou certa vez que “ O chinês era um invento do diabo para que não se pudesse pregar o evangelho aos chineses”. Milne, um missionário que mais tarde seria companheiro de Morrison, dizia que para aprender o mandarim era preciso: um corpo de bronze, pulmões de aço, cabeça de carvalho, olhos de águia, coração de apóstolo e memória de anjo... e a vida de Matusalém”

Além de trabalhar na tradução da Bíblia, Morrison se ocupou de fazer uma gramática e um dicionário, para que os missionários depois dele, pudessem aprender o idioma com mais facilidade.

Um chinês chamado Tsae A-ko, foi um grande instrumento preparado por Deus para ajudar o trabalho de Morrison.. Ele ia de noite a sua casa, as portas e as janelas eram bem fechadas, para que ninguém de fora visse o que faziam, por que corria perigo de vida, e ali se punha a traduzir ou corrigir, enquanto que Morrison lhe ensinava as verdades do Evangelho.

Foram gastos 14 anos para traduzir a Bíblia e 16, para concluir o dicionário que foi editado em quatro volumes, com cerca de 4.500 páginas cada um. Tsa A-Ko compreendeu finalmente que aquilo que o missionário lhe ensinava era a Verdade e se batizou em 1814, tornando-se então o primeiro evangélico chinês

Depois de ter traduzido a Bíblia, o problema era sua publicação, pois as penas para quem imprimisse livros cristãos eram tão severas como para aquele que ensinava o idioma. Afortunadamente, depois de muito trabalho, Morrison encontrou quem o fizesse, todavia secretamente. Para diminuir o medo do impressor, quando os pacotes com as Bíblias eram entregues, ele os rotulava com um título falso para disfarçar o “perigoso conteúdo”.

Porém, Morrison não se dedicou somente a traduzir, senão que chegou a estabelecer uma escola chamada Colégio Anglo-Chinês, mais tarde conhecido como Ying Wa College. Esta escola foi transladada para Hong Kong no ano de 1843, quando este território passou a ser controlado pelos britânicos. Esta instituição permanece até os dias de hoje como uma escola secundária.

Robert Morrison nunca teve uma boa saúde e, como trabalha muito, era mesmo impossível que sarasse completamente. Morreu quase repentinamente em 1º de agosto de 1834 em Cantão, China, quanto tinha 52 anos.

Durante sua vida conseguiu a conversão de poucas pessoas, mas seu trabalho traduzindo a Bíblia, preparando o dicionário inglês-mandarim e de edição de uma gramática sino-inglesa, fez com que fosse possível a conversão de milhares de chineses depois da sua morte.

Fonte: não está mais disponível.



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sábado, novembro 13, 2010

Café com Jesus 5

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MUDANDO DE FOCO

João Cruzué
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Semana passada eu me tornei avô. Isto evidentemente significa que já tenho bastantes cabelos brancos, preciso de óculos e não consigo ouvir todas as palavras que são ditas, enfim... tenho tudo para me dar bem naquela fase melancólica da vida onde a rabugice e o papo sobre doenças e remédios são predominantes. A não ser por um detalhe, o que já disse define bem o João Cruzué com 54 anos em novembro de 2010. Eu não quero falar de coisas tristes, nem de doenças nem de medicamentos que estereotipam as pessaos da minha idade. Eu quero falar é do tal detalhe.

Quando tinha 18 anos vim para Capital paulista em busca de trabalho e um carreira universitária. Mas houve uma grande mudança nos anos finais de minha adolescência: eu me converti ao Evangelho e tornei-me um crente em Cristo Jesus. Família inteira católica, muitas criticas... Confesso que passei por dias bem ruins. Mas ao longos dos quase 40 anos que separaram o adolescente de um vovô, eu tentei estreitar minha comunhão com o Senhor e aprendi algumas coisas.

Eu não posso negar: O Senhor é meu Pastor e cuida bem de mim. Os primeiros anos de minha velhice são definitivamente mais bem-aventurados que os da adolescência, a força que perdi com os anos sei onde posso buscá-la. Há alguém que pode vencer as piores batalhar para mim, seu olhar contempla minhas necessidades 24 horas por dia. Andam dizendo por aí que religião é para fracos e que Deus não existe. Bobagem, eu sei que religião são falhas, mas Deus é real. Eu converso com Ele e Ele me ouve.

É bem verdade que passei por dias duríssimos, mas eles terminaram. E se outros dias ruins vierem, sei que meu socorro virá da mesma fonte: da misericórdia do Senhor Jesus.

Eu não tenho o direito de reclamar da vida; nem de manter papos monótonos sobre doenças e remédios, comuns aos da minha idade, pois fui epiléptico - e Jesus curou-me. Não tinha um lar, e Jesus me deu esposa, filhas, genro e neto. Fiquei 11 anos desempregado, e nos últimos 12 meses fui chamado para a posse em dois concursos e convidado e aprovado para trabalhar na Secretaria de Finanças do Município de São Paulo. Não vou dizer onde estou trabalhando, mas entre os três pude escolher o melhor. Eu não o direito de olhar a vida de dizer que meus dias são maus.

É de conhecimento geral que vivemos os anos mais corruptos que esta nação já viu. E não tenho vergonha de dizer que uma das coisa que mais me assunta é ver a situação da Igreja Evangélica no Brasil. Muitas coisas ficaram mais claras nesta última eleição. Eu teria todos os motivos para escrever um blog postar um zilhão de assuntos de corrupção nos meios evangélicos envolvendo de A - Z. Sei que bastaria escolher umas cinco Igrejas dessas que descaradamente metem a mão no bolso dos fiéis vendendo um evangelho avarento. Mas não vou cair nesta armadilha.

Para cada pastor corrupto que está se dando bem na política e nas finanças existem 10 outros que nunca terão seus nomes conhecidos, nem apareceram suas obras em blogs, mas que hoje voltaram para seus lares contentes, porque ganharam ao menos uma alma para Cristo. Eu prefiro olhar para as lágrimas de um novo convertido, que perder meu tempo malhando um falso profeta que, também hoje, está verificando quantos milhões foram depositados na conta da "Igreja". Eu não poderia me esquecer que os olhos do Senhor a tudo estão atentos. Ele, sim, é o juiz e já reservou um lugar na eternidade para justos e ímpios; santos e profanos; sábios e murmuradores; ajuntadores e espalhadores.

Se eu olhar ao meu redor da mesma forma que os pessimistas olham eu perderia os grandes detalhes da vida - que geralmente passam despercebidos. Deus não é Deus de pessimistas nem de desanimados. Quantas vezes há na Bíblia testemunhos e conselhos para que levantemos e tenhamos bom ânimo? Apenas para me lembrar de quão maravilhosa é a boa vontade de Deus para conosco, vou ficar com a última pescaria mal-sucedida de Pedro. A noite toda jogando as redes tanto à direita quanto à esquerda na companhia de outros pescadores, mas bastou que o Senhor dissesse: "Lancem a rede agora do lado direito do barco", que ela veio surpreendentemente lotada!

Assim também pode acontecer hoje, se não tivermos olhos convertidos. Olhamos as "redes "redes vazias dos "pescadores" que trabalham à noite e começamos a falar mal deles. A comentar sobre as redes, o barco, o lago, a incompetência - tudo. Pela manhã, já fomos embora irritados e deixamos de ver que um homem estava na praia assando um peixe no fogo, e que mandou os pescadores jogarem a rede à direita do barco.

Os olhos do cristão precisam ser educados a ver além da miséria e da corrupção, pois é assim que o Senhor nos olha. Se não fora por Sua imensa graça, o que eles enxergariam em nós? Trapos de imundície! É como se saíssemos da casa de Remissão e no caminho de volta agarrássemos o pescoço de nosso devedor para sufocá-lo. É claro que não estou falando de fingir que não vejo a corrupção na Igreja, estou, sim, dizendo, que não posso concentrar o foco do meu olhar na lama dos porcos, mas no que a graça do Senhor está fazendo e nas maravilhas que o Senhor continua fazendo. Eu não posso olhar como olham os repórteres da TV brasileira: roubos, assaltos, desfalques, assassinatos, pedofilia, separações, propinas, mentiras, espertezas - afinal se for olhar somente para estas coisas, ocuparia todo o meu tempo apenas com as obras do diabo.

netos nascendo; árvores florindo; crentes orando; demônios saindo; curas e milagres; pessoas chegando em casa, em segurança, depois de passar o dia inteiro trabalhando em uma cidade violenta. Há muitas coisas para ver, escrever e blogar sem se ocupar apenas com a pauta do diabo. Por último quer dizer mais uma coisa.

Lembro-me do dia que entrei no mercado e o dinheiro que tinha deu para comprar meio quilo de café. A minha volta passavam pessoas com um, dois, três carrinhos lotados. Mas eu levava em u'a mão apenas meio quilo de café. Quando cheguei em casa, eu chorei e orei agradecendo pelo café. A solução do meu problema ainda demoraria uns sete anos. Hoje, muitos anos depois, posso comprar muito mais que três carrinhos cheios no supermercado, mas os olhos do Senhor estavam atentos quando orei por apenas um pacote de meio quilo de café. Eu poderia ter chegado naquele dia em casa e reclamado, e murmurado, e me amargurado com a lembrança das pessoas com carrinhos cheios de compras - o que seria bem lógico e razoável. Mas por sorte minha não murmurei.

O olhar do Senhor é diferente do nosso. Quando ele olha para um crente, por exemplo para o João Cruzué, Ele sabe que o João tem 99 defeitos e uma única virtude. E o que o Senhor faz? Ele não vai jogar na cara do João uma lista com 99 reclamações. Eu sei que a bondade e a misericórdia do Senhor me vê de uma forma "amazing", um vez que não há uma palavra específica em português para definir este olhar. O foco apenas em uma virtude, esquecendo-se dos 99 defeitos. Eu sei que cada caso é um caso; que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, mas que existe uma grande diferença entre o olhar do Senhor e a maneira que costumamos medir a vida do próximo - isto há. Foi dessa forma que ele tratou com Pedro naquela última pescaria.

Eu também me lembro do meu primeiro café com Jesus. Bem de manhã, enquanto me preparava para ir ao trabalho, aqueci uma xícara de café com leite. Ajoelhei-me junto ao sofá da sala para orar enquanto tomava meu café. Eu conversava com o Senhor, e para ganhar tempo tomava o café. Aí, a xícara entornou no braço do sofá! Fui um pouco desastrado, como também sei que os olhos do Senhor estavam atentos. Eu me sinto bem, quando tomo meu café com a companhia de Jesus.

Neste café de hoje, contei com sua presença, leitor, no blog Olhar Cristão. Há muitas coisas ruins acontecendo em todos segmentos da sociedade, inclusive na Igreja. Mas nossa forma de olhar precisa ser diferente. Como você deve fazer, eu não sei. Humildemente, vou sugerir que não se habitue a ver com os olhos da razão ou da lógica, mas que pense bem e descubra como seria o olhar de Jesus diante das cenas do seu cotidiano. Os olhos são o espelho da alma, de acordo como você vê, da forma como você vê, assim é você diante de Deus.

Obrigado pela sua companhia em mais este café.