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sábado, janeiro 17, 2026

A Recompensa de Mardoqueu no Livro de Ester

 

Mardoqueu e Hamã*

João Cruzué

Mardoqueu aparece na Bíblia como um homem simples, que vive no exílio, longe da sua  terra e das promessas que pareciam esquecidas. Ele não começa sua história em destaque, mas à porta do palácio, em um lugar de espera. Ali, ele cria Ester como filha com amor, cuidado e temor a Deus. Antes de Deus usar Mardoqueu para mudar decretos, Ele o formou no silêncio da integridade e fidelidade diária.

Em certo momento, Mardoqueu descobre uma conspiração para matar o rei Assuero. Assunto perigoso. Ele poderia ter lavado as mãos, mas não era do tipo que se escondia na indiferença. A vida do rei foi preservada, mas Mardoqueu não recebeu honra alguma. Seu nome foi apenas registrado em um livro de crônicas do reino em meio a tantos. Esse foi um vale doloroso: fazer o bem, agir corretamente e não receber nada. Mardoque se tornou invisível. Contudo, Deus nunca perde a memória da fidelidade dos seus filhos.

A prova mais dura veio quando Mardoqueu se recusou a se curvar diante de Hamã - aquele que no começo foi honrado em seu lugar. Mardoqueu não agiu por rebeldia, mas por fidelidade a Jeová. Essa decisão gerou ódio e perseguição, na forma de um decreto de morte contra todo o povo judeu. O homem fiel agora vestiu um pano de saco, chora, jejua e clama. Parecia que até Deus tinha se esquecido dele.

Mesmo quebrantado, Mardoqueu não perdeu a visão espiritual nem esmoreu. Ele chama Ester à responsabilidade do propósito, declarando com fé que o livramento viria de Deus, com ou sem ela. Suas palavras atravessam o medo e despertam coragem: “Quem sabe se para tal tempo como este chegaste ao reino?”. Deus usou um homem  esquecido para acender fé em outro coração. Ester percebeu que teria que se expor.

Então Deus aparece no cenário e começa a mudar tudo de forma inesperada. O Kairós de  Deus. Então, em determinada noite, fugiu o sono do Rei. Ele começa a andar pelo Palácio sem saber porquê. De repente mandou buscar o livro de memória das Crônicas.  Durante a leitura o nome de Mardoqueu foi  citado no caso do livramento da conspiração, e o Rei perguntou:

-- Que honra e galardão Mardoque recebeu por isso? E em resposta ouviu:

--Coisa nenhuma se lhe deu.

Naquele momento, Hamã [o perseguidor dos judeus] entra no pátio, para pedir o pescoço de Mardoqueu.  Assim que entrou, o Rei fez a famosa pergunta bíblica: 

--Que se fará do homem de cuja honra o Rei se agrada?

E foi assim que a roda girou e uma inesperada mudança aconteceu na vida de Mardoqueu. O Rei olhou para a Hamã e ordenou: Apressa-te. Toma a veste e o cavalo, como disseste, e faze assim para com o judeu Mardoqueu, que está assentado do lado de fora do palácio. e coisa nenhuma deixes de fazer de tudo que respondestes. Em vez de ser pendurado na forca, Mardoqueu foi passeando pela cidade, com o cavalo sendo puxado por Hamã - seu pior inimigo - que anunciava a todos: "assim se fará ao homem de cuja honra o Rei se agrada".

Com a queda de Hamã veio o livramento do povo judeu. Mardoqueu é elevado à posição de autoridade. Ele sai da porta do palácio para o centro das decisões do império. Mas sua promoção não gerou soberba. A Bíblia afirma que ele buscava o bem do seu povo e falava de paz. Deus não levanta apenas para exaltar; Ele levanta para confiar responsabilidades maiores.

A história de Mardoqueu nos ensina que Deus governa o tempo, honra a fidelidade e escreve finais felizes que o inimigo não consegue apagar. Há dias de choro, mas também há o dia  da exaltação. Há silêncio, mas nunca abandono. Quem permanece fiel quando ninguém vê, verá Deus agir quando todos verão. Se for da VONTADE DO SENHOR, o mesmo Deus que permite o vale é o Deus que prepara a honra. Em tempos de tanto secularismo, humanismo, consumismo e inversão de valores, quando chegar o Kairós de Deus, não importa a profundidade do "vale", ninguém vai nos separar do amor de Nosso Senhor Jesus Cristo.

SP - 17/01/2026.


*Imagem gerada pelo Grok com prompts da autoria de João Cruzué.



terça-feira, maio 08, 2018

Johann Gutemberg era judeu

.

Bible, Luther Translation

"Bemühe dich darum, dich vor Gott zu erweisen

als einen rechtschaffenen und untadeligen Arbeiter,

der das Wort der Wahrheit recht austeilt."

2 Timotheus 2:15

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Joao Cruzue

Você sabia que Johann Gutenberg era judeu e que sua invenção influenciou a vida de bilhões de pessoas, em todas as nações, durante cinco séculos? Sabia também que 35% dos laureados com o Prêmio Nobel são judeus? Tudo isto tem muito a ver com a palavra escrita e no limiar deste novo século, a partir de 1992, uma outra revolução está acontecendo onde a era da mídia impressa está sendo substituída rapidamente pela era digital. Se você ainda não edita um Blog, mas tem um compromisso de fidelidade com o Senhor Jesus Cristo, dê-me cinco minutos para lhe mostrar coisas novas que talvez ainda não sabe.

A segunda razão de tantos judeus ficarem em evidência tem uma explicação: por motivos religiosos Israel sempre focou em educação. Já na época de Cristo não havia analfabetismo em Israel. E antes disso, Deus já tinha provido meios de influenciar sucessivas gerações de judeus, escrevendo sua vontade na Torah. A Bíblia que temos hoje é o maior exemplo da prioridade divina.

Nos dias que seu filho está saindo para o campo missionário, William Carey lhe deu este conselho: Primeiro ensine o povo a ler; depois pregue o Evangelho". Naturalmente usando a palavra escrita.

Hoje, 500 e poucos anos anos depois de Gutenberg, há uma nova revolução na forma de transmitir a palavra escrita. Desde 1992 é possível abrir páginas virtuais com textos e imagens na tela de um monitor. É um formidável salto tecnológico.
Há mais de 2 bilhões de almas lá fora que podem ler a palavra de Deus através de um monitor ou celular. E este número está crescendo.

Deus tem nos dado os meios, gratuitos, para dizer aos quatro cantos da terra
que Jesus Cristo, seu unigênito, salva os perdidos, perdoa pecadadores, cura enfermos, expulsa demônios, ressuscita mortos, levanta caídos, ama os discriminados, reconcilia os distantes, alegra os tristes, batiza com o Espírito Santo, porque seu nome é Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.
Por um lado, há uma promessa divina de que toda palavra enviada na vontade de Deus não voltará vazia, mas irá, e prosperará, e cumprirá o propósito para que foi enviada. Por outro, ainda há falta de iniciativa ou de atitude daqueles que invocam o nome do Senhor, mas ainda não atentaram para uma das últimas oportunidades que Ele nos dá.

Ou você acha que esta revolução nas comunicações virtuais veio do nada, sendo um simples fruto do acaso? Não! O Altíssimo tem novos propósitos à medida que os séculos passam e a humanidade adquire maturidade para entender os propósitos divinos.

Eu creio, e sempre martelo está mesma visão: que toda liderança evangélica deveria publicar conteúdo cristão na Internet. Sair de uma posição confortável (leitor) para subir um degrau a mais na escala da efetividade, se tornando um publicador de conteúdo. Muitos respondem que há falta de tempo; mas na verdade a grande maioria não escreve por timidez ou receio de não escrever direito e ser criticada.

Não guarde suas experiências com Deus apenas para você. Compartilhe com o mundo. Isto mesmo! Compartilhe seu testemunho, as bênçãos que você tem recebido de Deus, as palavras que Ele tem falado ao seu coração. Outros também precisam ouvir. Isto é ir na contramão do pós-modernismo; deixar o caminho do individualismo para investir na visão de João: "Tantos como areia da praia".

O caminho mais simples para falar de suas experiências com Deus na Internet é através de um blog. Simples, gratuito, fácil de publicar, basta querer. Irmão, seu espaço na Internet ainda está vazio. Conquiste-o! E para não ficar apenas em palavras, aqui vão dois endereços para você aprender algumas dicas:Como Blogar e Curso de Blogs.


Irmão João Batista Cruzué

Associação de Blogueiros Cristãos.

cruzue@gmail.com