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segunda-feira, janeiro 12, 2026

Relatório 2024 de Perseguição Religiosa no Irã

Pesquisa de João Cruzué

Fonte: Comissão Americana para Liberdade Religiosa Internacional

SITUAÇÃO DA LIBERDADE RELIGIOSA NO IRÃ EM 2023

Em 2023, as condições de liberdade religiosa no Irã permaneceram extremamente ruins. Protestos contra as leis do hijab obrigatório e outras restrições à liberdade religiosa continuaram, apesar da repressão violenta das forças de segurança. As autoridades assediaram, prenderam, detiveram, estupraram e torturaram manifestantes, inclusive menores de idade. Em março, o Relator Especial da ONU, Javaid Rehman, afirmou que o tratamento do governo pode constituir crimes contra a humanidade Iran Report 2024

Durante o ano, o Irã executou pelo menos oito manifestantes com base em acusações de natureza religiosa. Em maio, dois homens foram executados por blasfêmia. Em novembro, cinco homens foram executados em Karaj, Ahvaz e Zahedan por acusações como “corrupção na Terra” e “inimizade contra Deus” Iran Report 2024

O parlamento aprovou a Lei de Proteção da Família pela Promoção da Castidade e do Hijab, que ampliou o escopo de práticas e expressões religiosas proibidas. O governo intensificou a vigilância e financiou secretamente uma “guarda da moral” para perseguir mulheres sem véu Iran Report 2024

A ONU exigiu investigação independente sobre a morte da jovem Armita Geravand, espancada no metrô por não usar hijab corretamente. O governo também não investigou ataques químicos contra escolas de meninas e reprimiu famílias que exigiam apuração. Celebridades foram presas por se oporem a restrições religiosas sobre minorias de gênero Iran Report 2024


REPRESSÃO A MINORIAS RELIGIOSAS


Muçulmanos sunitas

Protestos sunitas em Zahedan foram reprimidos violentamente. Líderes religiosos foram presos. O governo intensificou a perseguição contra o clérigo Molavi Abdolhamid, defensor da liberdade religiosa Iran Report 2024

Bahá’ís

O governo prendeu dezenas de bahá’ís, condenou líderes a longas penas e confiscou cemitérios e propriedades. Mulheres bahá’ís foram especialmente visadas. Dois terços dos presos bahá’ís são mulheres, incluindo líderes históricos como Mahvash Sabet e Fariba Kamalabadi Iran Report 2024

Cristãos

Apesar de algumas libertações, 69 cristãos foram presos em 11 cidades. Pastores foram condenados por “propagar o cristianismo”. Igrejas domésticas foram criminalizadas Iran Report 2024

Outras minorias

Sufis, judeus, espiritualistas e o movimento Erfan-e-Halgheh sofreram repressão, prisões e torturas. Comunidades judaicas foram coagidas a protestar contra Israel Iran Report 2024


AÇÕES DO IRÃ NO EXTERIOR

O Irã também perseguiu dissidentes fora do país e tentou atacar alvos judeus:

Grécia: tentativa de ataque a centro Chabad

Chipre: plano terrorista frustrado

Brasil: ataque planejado por Hizbollah com apoio iraniano contra alvos judeus e israelenses Iran Report 2024


Política dos Estados Unidos

Os EUA levantaram a questão da liberdade religiosa durante todo o ano. O Irã foi novamente designado CPC em 29 de dezembro de 2023. Os EUA impuseram sanções a autoridades iranianas, bloquearam fundos, e atacaram milícias apoiadas pelo Irã após ataques a forças americanas e israelenses Iran Report 2024


Link: https://www.uscirf.gov/sites/default/files/2024-05/Iran.pdf

SP-12/01/2025

sábado, janeiro 20, 2018

Mapa de restrição religiosa nos 25 países mais populosos




João Cruzué

Para entender: no eixo vertical estão os índices de hostilidades sociais contra religiões, no eixo horizontal estão os índices de restrição dos governos contra religiões. Na leitura dos resultados, o Japão e o Brasil mostram-se menos restritivos.  A China e o Irã são os governos que mais restringem. Para aprofundar no assunto: http://www.pewforum.org .





segunda-feira, fevereiro 11, 2013

Banda carioca faz clipe com imagens de culto, ridicularizando Igreja Evangélica


Pastor  Maurício Price


Imagens compiladas por João Cruzué

Banda carioca edita clipe, com imagens ilegais, ridicularizando cultos evangélicos. Pastor critica o vídeo e afirma que a Igreja Evangélica no  Brasil sofre de uma nova onda de perseguição religiosa.  Entre as imagens, aparecem flashes do Pr. Silas Malafaia, do Apostolo Valdemiro Santiago, e de uma centena de de crentes do "ré-té-té" expostos ao ridículo.

Causou-me espanto e repúdio a matéria intitulada “Banda carioca lança clipe com imagens de cultos evangélicos” cuja edição maliciosa e preconceituosa do vídeo da canção “Pélvis” do Grupo "Os Azuis" coloca os fiéis dançando ao ritmo do rock e expondo ao ridículo o que deveria ser no mínimo respeitado, quando não se é compreendido. 

Permita-me dizer que não sou adepto da teologia da prosperidade, nem tão pouco compactuo com qualquer tipo de modismo neopentecostal contemporâneo. Aliás, abomino tudo aquilo que deturpa a simplicidade e pureza do Evangelho de Cristo registrado nas Sagradas Escrituras. Deixo isso aqui bem claro. 
        
Embora, possa admitir que exista atualmente no cenário evangélico brasileiro uma real e histórica diversidade litúrgica e doutrinária entre as denominações evangélicas em nosso país, sinto-me também no dever de reconhecer que a maioria das igrejas evangélicas sérias desse país, tem preocupação com a coerência entre o discurso pregado e a prática vivenciada na vida dos fiéis. É sabido também que uma minoria não segue essa regra. Mas, como já disse, é uma minoria que não representa a grande totalidade da nação evangélica brasileira. Que isso fique bem claro!  
         
Ora, a nação evangélica brasileira é um fenômeno populacional. Isso é inquestionável! Hoje, segundo dados do censo demográfico do IBGE (2010), os evangélicos já somam mais de 42,3 milhões de fiéis ou 22,2% da população brasileira. Logo, essa massa populacional usufrui também dos direitos e deveres de qualquer cidadão nesse país, independentemente de sua filiação religiosa. Parece-me que os autores do vídeo sarcástico que zombam daquilo que não entendem nem compreendem foram profundamente infelizes ao concluírem que o “vídeo é uma comédia”. 

O vocalista do Grupo Azuis, Greco Blue, afirma o seguinte: “ – Não fomos desrespeitosos em nenhum momento. Fizemos apenas um vídeo engraçado. Ninguém vai ficar ofendido”. Ledo engano. Aliás, são milhões de brasileiros que estão sendo ofendidos e afrontados por causa da sua fé e de sua religiosidade. 



Embora as cenas repetidamente exibidas não sejam a regra nas liturgias dos cultos evangélicos na maioria das igrejas do país, afirmo que  faltou prudência. Faltou respeito. Um vídeo claramente preconceituoso que incita a intolerância religiosa e zombaria.  




          
Assim sendo, o conteúdo de tal vídeo é digno da manifestação de repúdio da nação evangélica nesse país, pois demonstra claramente uma “evangelicofobia” declarada e crescente em nosso país cada vez mais notória na mídia de massa. Permita-me lembrar que  a  Constituição de 1988  garante liberdade de fé e religião.  O artigo 5º da Carta Magna diz que "É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias." 
          
É importante ressaltar que a fé protestante não compactua com manifestações de ódio e violência contra aqueles que não seguem o mesmo credo. Porém, é digno de ser mencionado que o povo evangélico brasileiro não é composto de cidadãos alienados e despreparados que aceitam facilmente manifestações preconceituosas e discriminatórias. 

Ao contrário disso, a nação evangélica brasileira  acredita também que possuí o seu direito irrevogável e constitucional de defender e expor publicamente a sua fé conforme claramente subscreve  esse signatário.

Mauricio Price é  Pastor evangélico da Igreja Assembleia de Deus. Mestre em Teologia. Presidente do Diretório Estadual no Rio de Janeiro e Conselheiro Nacional da Sociedade Bíblica do Brasil. Membro da Academia Evangélica de Letras. Médico pós-graduado. Escritor, conferencista e radialista. www.mauricioprice.com.br