Pesquisa de João B. Cruzué
20/09/2026
Nos dois quadros é possível observar a taxa de fecundidade, nas 20 nações mais ricas, caiu em todos os países nos últimos 25 anos.
Pesquisa de João B. Cruzué
20/09/2026
Nos dois quadros é possível observar a taxa de fecundidade, nas 20 nações mais ricas, caiu em todos os países nos últimos 25 anos.
João Cruzué
Saul era um moço humilde, sem ambições,
quando teve um encontro com o profeta Samuel. E foi porque havia humildade em seu coração
que Deus o revelou para o profeta. No Capítulo 9 de I Samuel, versículo21, ele
não se via como grande, nem como merecedor do trono. Exatamente nesse estado que
ele foi ungido por capitão da sua herdade. Depois da unção, o Espírito do
Senhor veio sobre ele, mudando o seu coração (I Samuel 10:9) capacitando-o para
liderar e vencer batalhas. Isso deixa claro que a unção não depende de status,
mas de coração quebrantado e disponível.
Sob a orientação direta de
Deus, Saul experimentou vitórias reais e autoridade espiritual. Quando o
Espírito do Senhor vinha sobre ele, Saul era transformado, recebia ousadia e
discernimento, e liderava Israel com firmeza contra seus inimigos. Nesse
período, suas decisões eram acompanhadas de confirmação divina, mostrando que,
quando há direção do Espírito, o povo é protegido e o líder é fortalecido.
Enquanto Saul permaneceu
sensível à voz profética, sua liderança fluiu com equilíbrio. Ele ouvia Samuel,
respeitava os limites espirituais do seu chamado e reconhecia que a guerra era
do Senhor. No entendimento pentecostal, esse é o retrato de um líder que
governa debaixo da unção: não age sozinho, mas se submete à direção de Deus
antes de agir.
Contudo, Saul se mostrou
ansioso. E a ansiedade deu início do declínio de Saul quando deixou de esperar
no Senhor. Em Gilgal, dominado pelo medo e pela pressão das circunstâncias, ele
toma para si uma função que não lhe foi dada, agindo sem direção profética (I
Samuel 13:8 e 9). Aqui se percebe o começo de seu declínio em direção à queda. Primeiro,
vem esfriamento espiritual: Saul ainda queria o favor de Deus, mas já não
estava disposto a obedecer plenamente. A fé começa a ceder lugar à ansiedade.
É nesse ponto que o diabo
derruba a muitos. Tomar decisões sem a paz e calma do Senhor morando no
coração.
O segundo e mais grave passo a
continuação do declínio de Saul vem com a desobediência consciente na guerra
contra Amaleque. Ele escolhe obedecer apenas em parte e tenta espiritualizar
seu erro com justificativas religiosas (I Samuel 15:15). O entendimento é claro:
não existe obediência parcial diante de Deus; sacrificar nunca vai substituir o
obedecer.
A declínio espiritual é
progressivo. Nesta fase o Espírito do Senhor se afasta, e Saul passa a viver
atormentado interiormente. Onde antes havia ousadia, agora surge medo; onde
havia direção, nasce confusão. A ausência da presença de Deus não deixa vazio
neutro, um espírito maligno aparece e ocupa sorrateiramente seu lugar. Saul não
percebia, mas era visível a sua transformação. De moço humilde sem ambições, a
um rei iracundo sem direção de Deus.
A ascensão de Davi expõe o
coração já enfraquecido de Saul. Dando lugar ao espírito maligno, reage com
ciúme e perseguição ( I Samuel 16:14). O líder que antes protegia Israel agora
luta para mater sua posição. Saul desce, já não anda no Espírito mas na carne.
O fundo do poço espiritual
aparece na consulta à médium de En-Dor. Saul, que antes recebia direção por
meio do profeta, agora busca respostas em caminhos diabólicos. Esse ato revela
ruptura total: quando a voz de Deus é rejeitada repetidamente, o homem passa a
buscar orientação de qualquer fonte, inclusive maligna
A queda de Saul foi espiritual antes de ser militar. Ele morre derrotado no monte Gilboa, isolado e sem direção, apesar de ainda ocupar o trono. A lição espiritual é solene: quem abandona a obediência e a dependência do Espírito Santo perde primeiro a presença de Deus, depois a autoridade e, por fim, o propósito. Saul começou ungido, mas terminou vazio porque trocou intimidade com Deus pelo medo (ansiedade) e pelo orgulho.
Que nosso Senhor e Deus nos livre e guarde.
* Imagens criadas e editadas no GROK sob sugestão e instrução de João Cruzué.