terça-feira, março 18, 2014

Oração para adolescentes evangélicos

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CONVERSANDO A DOIS SOBRE A ORAÇÃO

e comentários sobre os filmes de Stephenie Meier

ORANDO NO MAR
João Cruzué


Eu imagino que haja neste momento uma multidão de adolescentes cristãos se perguntando se temos mesmo necessidade de orar, uma vez que os exemplos que temos e vemos pode nos levar a uma compreensão de que Deus não esteja ouvindo palavras tão falsas ou desprovidas de sabedoria. Assim como disse o Salmista, também digo eu: "Fui moço, e agora estou velho, mas nunca vi o justo desamparado nem a sua descendência mendigar o pão." O justo do salmo é a figura de um cristão que mantém um diálogo contante com Deus, ao mesmo tempo que evita a comunhão com o mundo.

A oração que funciona é aquela que é feita em secreto. Mateus 6.6. Você conversa com Deus, longe da atenção e da curiosidade de todos. Até isto se tornar um hábito depende de você. Nosso Paizinho (Aba Pai) se interessa pelo que vai em seu coração. Pela fé, você crê que o Senhor está lhe ouvindo, assim com fazia Davi, ao escrever seus muitos salmos. A partir de certo ponto, você sabe, no íntimo, que Deus está ouvindo seus agradecimentos, seus pedidos, suas dores, suas necessidades e seus desejos.

Para orar e ser ouvido, você precisa ser honesto(a) com Deus. Andar a uma boa distância do mundo. Sendo mais claro e bem atual: Há uma sequência famosa de filmes de vampiros no cinema. Stephenie Meier. Entenda, você tem a liberdade para assistir o que quiser, mas para andar com Deus, e ser ouvido por Ele, é bom que não coloque coisas más diante de seus olhos.

Assim como um grande amor pode ser destruído pouco a pouco pela perda de interesse comum, de ficar junto, o Espírito Santo que nos levou a reconciliar e aproximar do Senhor, fica do lado de fora, quando você entra em um cinema para assistir romances de bruxos ou vampiros. O Diabo vendeu uma "boa" ideia para Eva de que o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal era agradável e potencialmente perfeito para dar todo conhecimento. A ideia era: Deus está mentindo para você, não tem nenhuma importância tomar e comer desse fruto. Seus olhos vão ser abertos, vocês não vão morrer, pelo contrário, serão sabidos, iguais a Deus. Ele não disse que perderiam o contato, a comunhão, e que também conheceriam a dor e os espinhos. Assim também, por um simples filme, você pode deixar Deus fora de sua vida. Você é livre para escolher e fazer seu caminho.


Depois de ter lido o parágrafo acima, o que você acha
da "coincidência" da ilustração da capa do primeiro livro "Twilight"?

Deus não nos obriga a andar no caminho estreito, mas o caminho que leva a ter uma profunda comunhão com Ele, é de fato estreito. Separado, distanciado daquilo que o mundo aprova e se alegra. Não obstante, Deus não pode ouvir as orações do mundo, porque Ele é Santo, e todos os que quiserem chamá-lo de Pai, precisam também negar-se ao mundo para viver uma vida de comunhão com Ele.

A diferença entre o caminho largo ou o moderno caminho "meio-termo" nem muito largo, com o caminho ESTREITO está tanto no dia a dia quanto no final da caminhada. No dia a dia, aquele que, voluntariamente, procurar agradar a Deus, andando em santidade, quando orar, sua oração vai ser ouvida e no tempo apropriado - respondida. As bênçãos de Deus são para esta vida e também para a vida futura. (Marcos 10: 28-30).

A pior coisa que pode acontecer na vida de um cristão nominal, que encara a santidade apenas em termos relativos é que: no dia que estiver diante de uma grande necessidade, sua oração não vai ser ouvida. Além da necessidade de arranjar tempo para conversar com o Senhor, também é preciso andar com uma consciência pura, sem acusações, diante Dele.

Tempo é algo que sempre dizemos que não temos. Isto não é verdade. Sejamos honestos. Quantas horas passamos diante de tantas coisas... Tempo para conversar com Deus, para estarmos com Ele, e separação das coisas que são valorizadas pelo mundo. Esses dois segredos são tudo o que você precisa para ser abençoado por toda sua vida.

O que significa orar para mim? Significa, hoje, orar e saber que o Senhor vai me ouvir e responder. Isso custou-me um grande preço, mas como valeu a pena. Passei por dias muito difíceis; eles não foram poucos. Foi isto que ensinou-me algo muito valioso - que O Paizinho me conhece e ouve-me as orações que faço. Eu tenho por costume ir mais cedo para o trabalho, para descer dois três kilômetros antes, para poder orar um pouco. Agradecer, abrir meu coração para compartilhar minhas preocupações e pedir pelas pessoas que me são próximas.

É claro que podemos orar em conjunto na Igreja, nas reuniões de oração, cultos, junto com a família, entretanto, foi Jesus que nos ensinou, em várias passagens do Evangelho: enquanto seus discípulos iam para suas casas dormir, ele, sozinho, às vezes, passava noites em oração. NO Getsêmane, também podemos vê-lo, a um tiro de pedra, orando em particular e reservadamente com o Pai.

O que posso dizer de orações decoradas e repetidas dezenas de vezes? Fui católico, e aprendi a rezar com minha mãe, quando era bem pequeno. Eu ganhava balas nos balcões de vendas, porque as pessoas gostavam de ver uma criança de dois três anos recitando o Pai Nosso inteirinho sem errar. Mas depois que me tornei adulto, e crente, orar para mim é como um namoro, onde palavras decoradas, repetidas, tem menos valor do que aquelas que brotam da sinceridade de um coração romântico. Orar não é isso. Orar é abrir o coração para Deus, agradecendo, chorando de alegria ou de sofrimento, as palavras têm de ser autênticas, pessoais, do fundo da alma.

Orar, significa dizer para Deus o que estou sentindo. precisando. E enquanto oro, também fico em silêncio ouvindo o que meus pensamentos e meus olhos têm a dizer. Eu oro menos do que preciso, mas aprendi a confiar, que quando oro o Senhor está me ouvindo.




cruzue@gmail.com


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A Mensagem de Eclesiastes 11.1

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LANÇA O TEU PÃO SOBRE AS ÁGUAS

PORQUE DEPOIS DE MUITOS DIAS O ACHARÁS

Lança o teu pão sobre as águas.
JOÃO CRUZUÉ

Não posso esquecer a emoção que senti, quando a voz silenciosa do Espírito Santo falando dentro de mim. Eu acabara de receber a carta de um preso e ainda estava com ela nas mãos. Vou contar de novo este fato, pois faz ele parte das boas coisas que aconteceram comigo durante um longo período de tribulações financeiras devido a onze anos de desemprego.

De 1994 a agosto de 2000 eu cuidei de uma congregação. Por motivos pessoais licenciei-me da Igreja para dar mais atenção a minha mãe. Seis meses depois, de volta a São Paulo, eu comecei a passar uma temporada de solidão ministerial. Era como se eu estivesse tentando atravessar de barco o "Mar da Galileia". Eu tinha tudo para naufragar,mas Jesus a tudo observava.

Um dia, olhei no portão de casa para ver se chegara mais uma conta. Lá estava um envelope cor de rosa, estranho. Remetente? Um presidiário da P1 de Avaré. Destinatário? Curiosamente, tinha os mesmos dados de um velho carimbo de literatura: "Cortesia a Missão Evangélica tal... A surpresa: seis anos foram o longo tempo que aquele "pão" passou  até chegar na grade do meu portão.

Ao ler a carta e conhecer os dados do carimbo eu percebera que Deus estava falando comigo. Ao compreender que aquela carta era o brotar da primeira semente de uma semeadura de seis anos, um tempo muito longo de onde nada havia brotado, chorei, e alegrei-me no espírito.

O Espírito Santo martelava no meu coração as palavras de Eclesiastes 11:1: : Lança o teu pão sobre às águas, porque depois de muitos dias o acharás; foi como se alguém o marcasse com brasas. Na tradução literal: Lança a tua semente sobre as águas...

Este foi o começo de um ministério de dois anos e meio. Mais de meia tonelada de literatura usada recolhida e despachada para 30 penitenciárias diferentes dentro do Estado de São Paulo. Mais de 500 cartas recebidas e 800 enviadas. Desempregado e solitário na Igreja, aquela ocupação caiu do céu para ocupar-me até o início de meus dias de novo emprego.

Se por um lado, foram aproximadamente 11 anos de deserto, principalmente financeiro, foi também o período em que mais busquei a presença do Senhor. Eu era como um grão de areia dentro da ostra em um processo de criação de uma pérola. Ainda não sou a pérola, mas passei por um polimento rigoroso.

Vejo com muita preocupação os dias da Igreja Evangélica brasileira. Todo ano são centenas e centenas de ministérios abertos, de todas as correntes, matizes, ideologias e idiossincrasias. Somos muito divididos e pouco coesos. A julgar pelo Evangelho, "reinos" divididos são reinos enfraquecidos. Enquanto isso mais de uma centena de milhões de brasileiros ainda não tiveram um encontro verdadeiro com Deus. Eles estão famintos, mas não confiam em nós. Com muita justiça, nossa imagem perante eles é de uma avareza e hipocrisia ímpares.

Há um evangelho "água de batata" sendo pregado na terra do café. Ele faz comichão nos ouvidos das pessoas porque elas gostam de ouvi-lo. São palavras lindas de se ouvir: Vitória! Bênção! Ouro e prata! Portas abertas! Carrões, mansões, viagens ao exterior! Ô maravilha!

Um evangelho de palavras! Focado em testunhos de prosperidade de A, B e C. A publicidade está direcionada para homens de sucesso. Isto não passa de castelos construídos na areia e com a areia da praia. Quando o "rei" do castelo cai, o estrago não pode ser medido. Jesus ficou fora do foco e isso é um mau sinal.

Estive lendo "Aurora" de Nietzsche esta semana. Ele fala uma linguagem muito apreciada pelos não crentes, pelos crentes desviados. Ele estudou teologia numa escola que poucos tiveram e têm o privilégio de estudar. Pais luteranos, estudou Teologia e Filosofia na Universidade de Bonn. Cumpriu literalmente em Nietzsche este versículo bíblico "A letra mata, mas o Espírito vivifica.

Nietzsche não teve a oportunidade de um encontro verdadeiro com Jesus. Se teve, com certeza deve tê-la desprezado. Ele deu testemunho do apóstolo Paulo, segundo ele o homem que atirou ao mar boa parte do lastro do judaísmo pelas bordas do navio do cristianismo para conseguir navegar por águas gentílicas. Nietzsche testemunhou que, se não fora o ímpeto do apóstolo Paulo, já há muito não se falaria do cristianismo. O interessante é que Nietzsche como teólogo tinha um potente "telescópio" para ver com muito mais acuidade que qualquer outro. Mas ele era completamente cego. Não cria no Espírito Santo. Achava que Paulo foi o motor que impulsionou o cristianismo até os nossos dias. Paulo pode até ter sido o motor, mas não era o combustível, a energia - assunto tão prioritário em nossos dias.

Paulo dizia claramente que não pregava um evangelho de palavras persuasivas de retórica humana. Ele fazia questão de afirmar que pregava um Evangelho de poder, de arrependimento, de sinais e milagres. O Evangelho da diferença, o Evangelho que faz o pecador sentir a presença de Deus. O Evangelho do arrependimento e do compromisso. É por isso que estamos passando por dias ruins, estamos presenciando a busca por um evangelho pragmático.

Estamos presenciando um paradoxo no meio evangélico. Nunca tivemos tanto, mas continuamos famintos. Ministérios, mansões, carross, megatemplos, megaeventos, superpregadores, mas o povo continua faminto da presença de Deus.

É como dizia certo pregador: É preciso ter para poder dar! Quem não tem a presença de Cristo na própria vida, não tem nada para semear, a não ser palavras de um falso evangelho, que parece, mas não é!

Por isso, não se engane com palavras bonitas, compre as verdadeiras sementes em um processo de aproximação constante do Senhor. Alguém tem que fazer o trabalho duro, este alguém pode ser você. Há uma multidão de famintos em nossa nação, são muito exigentes: eles detestam o pão dos exploradores da fé. Há muita pregação e pouco Evangelho. Muito espetáculo e pouca colheita. Se hoje ouvires a voz do Espírito: semeie, pregue, ensine, louve, reparta, ore - AJA!]

cruzue@gmail.com

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