sexta-feira, janeiro 24, 2014

A derrota da invencível armada - momentos da Reforma Protestante

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Invencible Navy
A "Invencível" Armada

Daniel Dañeiluk

Tradução: João Cruzué

Lá pelo fim do século XVI, a Contrarreforma já se havia estabelecido e o catolicismo recuperava o terreno que outrora foi conquistado pelos protestantes. Por certo, não pela força do convencimento, senão pela aniquilação sistemática. Entretanto houve um momento na História que se definiria o destino da Reforma: sua consolidação ou seu desaparecimento.

Desde 1556, Felipe II reinava em Espanha, pela Casa dos Habsburgo, aliados de Roma e arqui-inimigos dos protestantes. No apogeu de seu poder, decidiu invadir a Inglaterra - então um bastião protestante. Para este objetivo, ele preparou uma força naval imensa que foi chamada de "A Invencível Armada".

Em 20 de maio de 1588, partiram de Lisboa rumo a Inglaterra 130 brigues com 8.253 marinheiros, 2.088 remadores, mais 19.295 homens de guerra. As possibilidades britânicas eram escassas, mas não segundo a visão da Rainha Elizabeth I. Longe de qualquer ideia de acordo ou capitulação, ordenou a defesa e convocou uma campanha de oração. E o impossível aconteceu.

As forças de Felipe II foram surpreendidas em meio a mais terrível das tempestades. Alguns historiadores contana que o clima era tão adverso e a confusão de tal magnitude, que a esquadra espanhola foram dispersas, enquanto algumas de suas naves se chocaram entre si. Enquanto isso, na costa inglesa, o clima se mostrava mais tranquilo, com ventos mar adentro que favoreciam o alcance dos canhões, de tal maneira, que os ingleses levaram bastante tempo em se darem conta da magnitude das baixas que os frustrados invasores haviam sofrido.

Como resultado desta batalha, o equilíbrio das forças mudou até os dias de hoje. Entre outras consequências, os ingleses passaram a dominar os mares e o destino do desaparecimento da invencível armada.

Depois da catástrofe, Felipe II disse: "Eu enviei minhas naves para lutar contra homens, não contra tempestades." Por seu lado, a Rainha Elizabeth I mandou fazer uma inscrição que dizia: "Deus assoprou e foram dispersos"




El Ojo Protestante blog




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Quanto vale um sonho


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A Final do Britain's Got Talent 2009

João Cruzué


Quando Susan Boyle terminou de cantar "Sonhei um sonho" na final de 2009 do programa de talentos da TV Britânica, os apresentadores, jurados e a plateia levantaram-se para aplaudi-la de pé. Mas ela não conquistou o primeiro lugar , tendo ficado em segundo. Imagino que ela  tenha ficado surpresa e até chorado de frustração. Deus tinha dito em seu coração que ela seria vitoriosa, devia ter sido apenas divagação boba. Mas ela só iria entender o tamanho  daquele "segundo" lugar meses à frente, quando, Deus contradisse o que o compositor escreveu no último verso da canção, ao transformar Susan em um fenômeno mundial.

Deus escreve certo por linhas misteriosas para nós.

Francamente eu nunca soube quem conquistou o primeiro lugar daquele concurso do BGT. Nem ao menos ouvi a performance vencedora. Contra todos os estereótipos, e mesmo tendo ficado em segundo diante do juri, Susan Boile tornou-se um fenômeno musical, não apenas da Inglaterra. Sua voz foi ouvida em todo o mundo, ela foi convidada para cantar em palácios de reis e rainhas. Eu mesmo comprei os três CDs dela, pois a metade de suas canções são do gênero "Gospel".

Susan não era bela, nem jovem, nem curvelínea, nem de família de artistas. Ela era mais comum das pessoas. Mas aquela escocesa de 47 anos tinha um sonho: de um dia poder mostrar para sua mãe que seria alguém. Curiosamente, a letra da canção é fatalista:


  • Eu tive um sonho que minha vida seria
  • Tão diferente deste inferno que eu vivo
  • Tão diferente agora do que parecia ser
  • Agora a vida matou o sonho
  • Que eu sonhei.

Mas  Deus tem um fino senso de humor.

O compositor escreveu que a vida matou seu sonho. Susan, na época tinha quase 50 anos. Sua figura não se encaixava nos padrões de novos artistas, em que é preciso beleza, inteligência e performance. E um grande paradoxo: enquanto ela cantava que a vida tinha matado o seu sonho, Deus fazia exatamente o contrário: do que o compositor pensava, tornando real o sonho da cantora.

E com certeza ela orou por isso. E a oração de um cristão quando chega ao Trono da Graça de Deus muda o que não pode mudar, e ressuscita aquilo que você pensava que estava morto e acabado.


Susan deve ter orado por muitos anos. Os anos passavam, e nada.

E quando pensou que Deus não tivesse respondido suas orações - pelo segundo lugar, foi surpreendida com uma conquista iria muito além do prêmio daquele programa de TV.

E a explicação está aqui: Porque para Deus os últimos serão os primeiros. Os quebrantados de coração se levantam do pó da derrota mediante a Graça da resposta do Senhor.

Há tempo para tudo na face da terra - disse o Rei Salomão. E quando Deus responde uma oração, até os que ficam em segundo, em terceiro, em último, resplandecerão para mostrar que a Glória pertence a Deus.

Há alguma dúvida de que a mão de Deus está na vida de Susan Boyle? Porque para Deus cada sonho tem valor. Basta você batalhar por ele. Susan fez a parte dela, ensaiou e cantou. E Deus fez a parte dele: fez dela uma referência entre os artistas nascidos no Reino Unido. Como achou que era coisa pouca, a tornou conhecida em todas as nações do mundo. Este é o nosso DEUS.


Confira agora no 
YouTube a final apresentação que lhe rendeu o segundo lugar.