quarta-feira, novembro 17, 2010

Dia da Consciência Negra - A voz de Martin Luther King

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ALÉM DO VIETNAM

Depois deste sermão, contundente, ele começou ficar sem amigos.
Na década seguinte, a guerra do Vietnã acabou.


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capa do livro: Perfis de Poder

Excerto em português

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"...Uma genuína revolução de valores significa, em última instância, que nossa fidelidade deve ser mais ecumênica que sectária. Toda nação deve desenvolver uma fidelidade maior à humanidade, a fim de preservar o melhor de cada sociedade em particular.

Este chamado a um companheirismo universal, que eleva o respeito fraterno acima de raças, povos, tribos, classes e nações é, na realidade, um chamado a sentir pela humanidade um amor maior, abrangente e incondicional. Esse conceito muitas vezes incompreendido, tantas vezes mal interpretado, tão prontamente considerado pelos Nietzsches da vida como uma força fraca e covarde, tornou-se agora uma necessidade absoluta para a sobrevivência do homem.

Quando falo de amor, não estou falando de alguma resposta frágil e sentimental. Não estou falando de uma força que seja uma tolice sentimental. Estou falando de uma força que todas as grandes religiões tomaram como princípio unificador supremo da vida. O amor é, de algum modo, a chave que abre a porta da realidade última. Esta crença hindu-muçulmana-cristã-judia-budista sobre a realidade última, é maravilhosamente sintetizada na primeira Carta de São João:

"Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros." IJoão 4: 7, 8 e 11.

Esperemos que este ânimo se torne a Ordem do Dia.

Agora meus amigos, encaremos o fato de que o amanhã é hoje. Defrontamo-nos com a feroz urgência do agora. Neste misterioso enigma da vida e da história, às vezes é tarde demais. A procrastinação é ladra do tempo, e a vida freqüentemente nos paralisa e ficamos carentes, nus e abatidos diante de uma oportunidade perdida. Se não agirmos, seremos certamente arrastados pelos longos, escuros e vergonhosos corredores do tempo, reservados àqueles que possuem poder sem compaixão, vigor sem moralidade e força sem visão.

Comecemos agora. Dediquemo-nos novamente à longa e amarga, mas bela, luta por um mundo novo. Ese é o chamado dos filhos de Deus , e nossos irmãos esperam ansiosamente a nossa resposta. Devemos dizer que as dificuldades são grandes demais? Precisamos dizer que a luta é muito dura? Precisamos explicar que as forças [ocultas] conspiram para impedir que os nossos "inimigos" tornem-se homens íntegros, e que lhes enviemos o nosso profundo pesar? Ou haverá outra mensagem - de desejo, de esperança, de solideriedade com a Sua compaixão, de compromisso com a Sua causa, custe o que custar?

A escolha é nossa e, apesar de talvez desejarmos que fosse diferente, devemos fazê-la neste momento crucial da história do homem." Como o nobre bardo do passado James Russel Lowe se expressou com eloqüência:

"A todo homem ou nação cabe decidir um dia
Entre o falso e o verdadeiro, se ao bem ou ao mal se alia
Essa escolha decisiva, que traz viço ou prostração
Segue então eternamente entre a luz e a escuridão

Quando rompe esse momento, o nobre escolhe a verdade.
Tem-se glória como prêmio e a ventura da eqüidade.
O covarde sai de cena, segue avante o valoroso
Para a fé então negada ser a virtude de todos".

E se fizermos a escolha certa, seremos capazes de transformar essa pendente elegia cósmica num Salmo de paz multiplicador. Se fizermos a escolha certa, seremos capazes de transformar os clamores dissonantes do nosso mundo em uma bela sinfonia de fraternidade. Se fizermos a escolha certa, seremos capazes de antecipar o dia, em toda a américa e em todo o mundo, em que a mustiça correrá como as águas, e será a virtude uma corrente poderosa".

Além do Vietnam
Sermão proferido na Igreja Riverside
NY - 04 de abril de 1967.
Fonte: Coleção Iluminados da Hunanidade
Fernanda Cury
Compilado e corrigido por João Cruzué

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terça-feira, novembro 16, 2010

Qual é a medida da graça de Deus.

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João Cruzué

Na Ceia passada  encontrei com um irmão amigo dos tempos da minha juventude. Hoje, ele é Pastor. Ja esteve no campo missionário na Argentina em Portugal e outros lugares., hoje o responsável pela extensão da Faculdade de Teologia da Igreja e dirige uma congregação da Igreja Assembleia de Deus. Eu perguntei para ele sobre o significado da Graça de Deus. O que ele definiu não como "favor imerecido" como eu imaginava ouvir, mas como a atitude de Deus abaixando-se ao nível dos homens, para lhes prover reconciliação, perdão, etc. Como não sou teólogo, confesso que aquela  definição me surpreendeu.

Mas ela é de fato bíblica. 

No Salmo 40, aparece o inclinar de Deus já no primeiro versículo: "Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor". O Rei Ezequias também orou ao Senhor dessa maneira: "Inclina, SENHOR, o teu ouvido, e ouve; abre, SENHOR, os teus olhos, e olha; e ouve as palavras de Senaqueribe, que enviou a este, para afrontar o Deus vivo". Também no Salmo 17, Davi faz esta oração: "Eu te invoquei, ó Deus, pois me queres ouvir; inclina para mim os teus ouvidos, e escuta as minhas palavras".

Mas o que mais me tem admirado sobre a profundidade da graça de Deus, é a escolha de Salomão para sucessor do trono do Rei Davi. Deus neste episódio mostra sua grande misericórdia. De quem Salomão era filho? De Bethsaba. A mulher de Urias; aquela com quem Davi adulterou; e depois planejou a morte do esposo na frente da batalha. O filho do adultério morreu. O segundo filho foi Salomão. Davi teve outros filhos com várias mulheres, mas nenhum deles foi escolhido por Deus para se assentar no trono.

Davi pagou muito caro ao diabo pelo muro espiritual derrubado pelo pecado do adultério. Mas o perdão de Deus ficou muito evidente na escolha de Salomão para ser o herdeiro do trono. Isto mostra para mim que todos que se voltam para Deus com um arrependimento sincero, podem obter o favor do perdão de Deus.À oração de um coração quebrantado, de um pecador arrependido, Deus não se fará de surdo, mas inclinar-se-á enternecido para perdoar. Ou para abraçar, como fez o pai do "filho pródigo". A imagem de um Deus vingativo não corresponde a um exame bíblico mais acurado.

As misericórdias do Senhor não têm fim, e a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo está ao alcance de quem se arrepende e busca a presença de Deus em oração. Se quiser saber mais sobre reconciliação veja : aqui.