domingo, março 04, 2012

Dia Internacional da Mulher - Reflexão Evangélica em 2014

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Dia Internacional pela Luta em Defesa dos Direitos da Mulher

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João Cruzué

O mundo muda devagar. O reconhecimento dos mesmos direitos para gêneros diferentes tem evoluído mais nos últimos 90 anos que em qualquer outra época. Principalmente no meio da sociedade cristã, que veio do judaísmo. Mesmo assim, a cultura preconceituosa latente da pouca valorização da mulher dentro dessa sociedade, ainda tem muito que melhorar.

No Brasil, já não é mais estranho que a mulher seja Prefeita, Governadora, Juíza, Ministra ou Presidente. Por outro lado, se formos utilizar dados estatísticos, para tabular de que sexo é a maioria dos bebês que são abortados e abandonados pelas próprias mães, você e eu já sabemos a resposta: É do sexo feminino. É o que chamo de cultura preconceituosa latente.

Na Índia, existem programas  de políticas públicas do governo com o objetivo de estimular a mulher a continuar os estudos depois do casamento. Analisando de perto o problema, entendi que a preocupação é mais econômica do que de valorização. A economia indiana perde trilhões de rúpias, todo ano, pela falta de graduação das mulheres. Com menos estudos, elas ficam com menor potencial de produção e de consumo - um tropeço paquidérmico em um mundo cada vez mais globalizado.

Na Arábia Saudita, o berço do Islã onde fica a cidade sagrada de  Meca, na casa de Mohamad - o  Profeta de Alah, a mulher é tão inferior ao homem que ainda não tem o direito de dirigir um automóvel nas ruas.  Coisa mais comum que acontece, por exemplo, na Cidade de São Paulo.

Por que a Inglaterra e os Estados Unidos prosperaram tanto nos últimos 400 anos? Por que será que o Cristianismo cresceu mais que todas as religiões no mundo? Minha resposta ainda não tem base científica, pois não tive tempo para pesquisar. No entanto, minha intuição diz que isso foi devido a aceitação crescente da mulher como ser inteligente e do seu papel na sociedade como ser mais sensível, solidário, responsável e comunicativo. Isto teve, sim,  grande influência social, política e econômica.

Agora vamos falar de liderança eclesiástica feminina na Igreja evangélica brasileira. Tomamos por exemplo a Igreja Assembleia de Deus - a minha casa. Durante 16 anos frequentei as reuniões de obreiros desta Igreja em São Paulo. período que foi de 1988 a 2004. Tanto no ministério de Madureira quanto na "Missão". Naquela época, era apenas um "clube do Bolinha" onde nenhuma mulher punha os pés - nem a esposa do Pastor. De sete anos para cá mudou. Melhorou. Tornou-se  rotina a presença de oficiais e suas esposas. Naturalmente, seguindo o costume do que já acontece lá fora, há décadas. 

Será que a Igreja Evangélica atual esta errando ao outorgar ministério as mulheres? Literalmente, sim. Mas biblicamente, não. Deus colocou um sacerdócio provisório nas mãos da tribo de Levi. Mas o sacerdócio definitivo mudou para a tribo de Judá, por promessa e pelo advento do Messias. Creio que quanto ao ministério feminino, quem decide sobre está questão é o Espírito Santo. No tempo de Jesus havia servidão e escravidão. Ele não polemizou sobre essas práticas e, com o tempo elas foram reprovadas, repudiadas e banidas do meio cristão. Mas, quanto às mulheres, ele as considerava publicamente, coisa admirável naqueles dias.

O livro de Hebreus trouxe uma mensagem revolucionária demais, para os dias que foi escrito. Registra  os conceitos de uma mudança radical do Velho para o Novo Testamento. Mostra  que expiação dos pecados feita pelo sangue de bodes e cordeiros tinha passado e caducado. O sangue do Cristo inocente, derramado na cruz do Calvário, dali por diante alcançava o status de sacrifício perfeito, definitivo e eterno. A aceitação desta mudança não foi coisa de dias nem de anos. Até hoje, há judeus que não aceitam Jesus como o Messias profetizado. 

Lembro-me  também  quanto foi traumática a experiência de Paulo.  Ele só conseguiu enxergar o Cristo que estava combatendo depois do momento que ficara cego.

Jesus tinha uma cultura particular para tratar com as mulheres. Nas muitas vezes que o vemos na Bíblia dialogando, seja com a mulher samaritana, a viúva de Nain, a mulher do fluxo de sangue, a mulher encurvada, a mulher adúltera, a ex-prostituta  lhe enxugando os pés na casa do fariseu Simão, Maria Madalena, Marta e Maria irmãs de Lázaro, a mulher sirofenícia OU o destino de sua mãe aos cuidados do evangelista João. Isto dispensa comentários e mostra que Jesus era muito diferente da cultura machista daquela época.

A crescente aceitação e valorização da mulher no mundo cristão ao longo dos séculos vem, ou pelo menos deveria vir, da forma com que Cristo olhava para as mulheres. Ele as olhava como seres humanos iguais e não inferiores aos homens. É isto que penso.

Quanto à questão do aborto. Vejo, principalmente, os líderes políticos de influência ateu-marxista tomarem a iniciativa de propor e lutar por leis que descriminalizam o aborto e defendem o casamento gay em nome da modernidade. Pessoalmente, do ponto de vista cristão, acho que estas medidas de suposta proteção feminina escondem um grande sofisma. Na verdade isto  é prejudicial às próprias mulheres.  Explico: Se o aborto se tornar legal no Brasil, ele também vai aumentar a banalização da vida. Nos países onde isso é permitido (Japão, por exemplo) nos pré-natais alguns médicos induzem descaradamente as pacientes pobres e fragilizadas a abortarem.  E nesta decisão a pressão é maior se o feto for do sexo feminino.  Mulher abortando mulher. Que espécie de direitos da mulher fazer o que quiser com o próprio corpo é este?


A violência contra a mulher está longe de ser resolvida no Brasil. A prostituição infantil aumenta insidiosamente. As delegacias da mulher, espalhadas pelo país, ainda não são institutos fortes. Os estupros praticados por pais, padrastos, avôs e, pasmem: bisavôs, ainda continuam escondidos (e tolerados) debaixo do tapete. E estas coisas acontecem muito porque falta uma consciência verdadeiramente cristã dentro dos lares. É preciso de uma mudança endógena, de dentro da fora. A igreja cristã deve bater mito forte na bigorna dos VALORES cristãos. É contra uma cultura milenar de desvalorização feminina que é preciso lutar.

A mulher cresce e potencializa-se econômica, social, sentimental e profissionalmente quando a família abre a porta para o Cristo que bate.

Que venham dias melhores. Eu estou orando e torcendo por isso.

Salve  08 de Março de 2014,  Dia Internacional da  Mulher




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11 comentários:

Daladier Lima disse...

Prezado João, se prepare para ser crucificado. Os contrários à sua posição não admitem debater estas ideias.

Joao Cruzue disse...

Ao anônimo, sem personalidade, que mandou tirar a foto da Presidente do Banner do Blog pelo passado dela.

Eu não votei nela, mas uma vez que foi eleita, tem todo o meu respeito, oração e torcida para que faça um bom governo para crentes e não crentes. É bíblico: "Dai a Cesar o que é de Cesar, e a Deus o que é de Deus.

Mas se você não está satisfeito com nossa presidente, pode escolher um lugar melhor: Por exemplo o Irã!

disse...

VOU POSTAR NO MEU BLOG!COLOCAREI CERTAMENTE SUA AUTORIA E SEU LINK!
ABRAÇOS JOÂO!

Juscelino Nery disse...

Ué! Então por que tirou mesmo a foto da nossa presidenta, irmão João? Não entendi. E por que manteve a da mulher do presidente dos EUA? A propósito, no meu ponto de vista, primeiro devemos valorizar o que é nosso, nossas mulheres brasileiras. Pareço um pouco conservador em dar valor, e muito, a minha pátria, quando muitos brasileiros que por aqui estão só sabem falar e reclamar de nossas mazelas e que os outros lugares do mundo é que são bons. Prefiro meu país, apesar de tudo. Amo meu país, minha pátria, meu povo. Parece discurso de político demagogo, mas não é. Já reparou que em todos os filmes americanos sempre aparace a bandeira dos EUA? Pois é. Quando nós brasileiros deixamos aflorar esse sentimento de patriotismo, logo aparece alguém pra criticar e achar uma bobagem ou de nenhum valor. Pois eu não acho. Claro que a igreja do Senhor, a verdadeira, é universal. Mas isso não é pretexto pra eu não dar valor às coisas do meu país. Amo este país e gostaria muito que ele fosse muito melhor do que é. É por isso que enquanto puder e tiver forças, farei a minha parte para que haja, verdadeiramente, o senso de cidadania; de lutar contra a ignorância, a favor do conhecimento, da educação. Parabéns às mulheres brasileiras! E parabéns pela homenagem prestada por você, irmão João, às mulheres. Abraços.

Joao Cruzue disse...

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Oi Juscelino,

A pedido, tirei a Obama e recoloquei a Dilma.

Interação é isso.

Juscelino Nery disse...

Obrigado, irmão João.

Aluizio Araujo disse...

Prezado irmão Cruzué ‘saudações’
Gostei muito desse artigo, que nos leva a refletir sobre aspecto diverso que essas conquistas englobam e o que falta ainda para melhorar a vidas das mulheres, das famílias e da sociedade. Caso esteja de acordo aqui vai minha mensagem a essas guerreiras.

DIA 08 DE MARÇO
MENSAGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Deus criou a mulher para ser auxiliadora, companheira do homem e a família, sendo a primeira instituição criada por ELE, para que também a mulher fosse respeitada e inserida no contexto social, formando a família, a célula maternal e o primeiro núcleo social dos filhos sendo a família a principal coluna na construção das nações.

Que bom que, ‘depois de muitas lutas’, o mundo vem devolvendo as mulheres esse direito de igualdade como cidadã, restando infelizmente alguns poucos países que ainda insistem nesse processo injusto e criminoso da exclusão social da mulher. Um fato benéfico é que a web tem influenciado na libertação dessas culturas arcaica, como também influenciado seus povos a aderirem em suas nações o regime democrático, e pelo que vemos está funcionando.

Ainda precisamos melhorar muito, excluindo das nossas mentes essa cultura diabólica do machismo. Possuímos a lei número 11.340, decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lei essa que levou o nome da própria vítima, Maria da Penha, é uma história de martírio e terror que essa mulher sofreu. Mas só uma lei não resolve a bestialidade dessas mentalidades doentias, por que existem muitas brechas e recursos que ‘pode não amedrontar o agressor’, mas já o primeiro passo, e agora servindo também para agressores namorados ou companheiros sem registro no papel...

Mas agora vamos falar de coisa mais agradável, graças a Deus aqui no Brasil assumiu no dia primeiro de janeiro de 2011, por vontade soberana do povo brasileiro o posto de Presidente(a) e chefe de Estado e de governo da República Federativa do Brasil a Excelentíssima, Dilma Vana Rousseff, que tem essa responsabilidade, ‘também como a primeira presidenta do Brasil’ de fazer acontecer orquestrando as demais autoridades a construírem uma nação com mais justiça e melhor qualidade de vida para todos os brasileiros.

Possuímos hoje milhões de mulheres que com sua força de trabalho e capacidade profissional, administrativa estão inseridas no processo construtivo em segmentos institucionais diversos, público e privado, reforçando a economia doméstica, outras sendo a principal fonte de renda familiar. Sabemos também que nessa mudança de paradigma a mãe foi obrigada a terceirizar a educação dos seus filhos...

Enfim, todas vocês mulheres que receberam de Deus também essa incumbência divina de gerar filhos para povoar nações, merecem de todos nós homens o nosso respeito, carinho e admiração. Parabenizo as mulheres que representam na minha família os diferentes ciclos de gerações: minha mãe Natália ‘a matriarca da família’, minha esposa Eronita, minha filha Alessandra e todas as mulheres do universo! Aluizio Araujo.

Jose de Ribamar Castro Reis disse...

Olá prezado irmão, lhe coloquei na lista de parcerias do meu blog, http://missaonolar.blogspot.com, poderia por o meu blog na sua lista de parceiros? Jesus abençoe o seu ministério..

Joao Cruzue disse...

Abraço, Irmão Aluizio

A paz do Senhor.

Obrigado pelo comentário.

Joao Cruzue disse...

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Irmão Daladier,

Gostaria de receber + críticas, mas acho que meus irmãos desistiram de criticar-me.


A paz e um abraço.

Joao Cruzue disse...

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Obrigado, Rô pelo comentário.


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