segunda-feira, março 03, 2008

Quando penso que estou fraco


"EU TRABALHEI EM VÃO"
Pr. David Wilkerson

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Conferência para Pastores e Esposas
Renovando sua Paixão por Cristo
05 a 07 de março 2008

Pastor David Wilkerson

"Essa é uma mensagem para todos os que estejam vivendo embaixo de um peso de desencorajamento. Você olha para a sua vida e se deprime com as expectativas que falharam. Você sente que não realizou muito na vida, e à medida que o tempo se esvái vê que muitas promessas não foram cumpridas. Durante anos você orou e orou, mas as coisas que acredita Deus ter lhe falado não se realizaram. Outros que lhe cercam parecem ter tudo, desfrutando do cumprimento de muitas promessas - mas você carrega uma sensação de fracasso.

Olhando ao passado, você se lembra de todos os momentos difíceis. Você conheceu rejeição, sensação de total incapacidade e de fraqueza. Você amou tanto o Senhor, entregando corpo e alma para agradá-Lo, fazendo tudo que sabia. Mesmo assim, finalmente chegou um momento quando se convenceu: "Trabalhei em vão; me esforcei por nada. Foi tudo futilidade". E agora uma coisa irritante entra na cabeça, e cochicha, "Você errou o alvo; não chegou nem perto. A sua vida é prova de que não fez diferença alguma no mundo".

Se você está passando por essa sensação de fracasso, então está em boa companhia. Em verdade, está entre gigantes espirituais.

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Muitos Grandes Servos de Deus ao Longo da História

Acharam Ter Falhado em Seu Chamado
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O profeta Elias olhou sua vida e gemeu: "Senhor, leve-me. Não sou melhor do que os meus pais, e todos eles falharam contigo. Por favor, tire a minha vida. Tudo foi em vão" (parafraseado).

E o rei Davi? Ele ficou tão desanimado quanto àquilo que achava ser unção desperdiçada em sua vida, que queria bater asas como um pássaro em direção a um lugar isolado. "Quem me dera asas como de pomba! Eis que fugiria para longe e ficaria no deserto" (Salmo 55:6-7).

Até mesmo o grande apóstolo Paulo tremeu de medo ao pensar ter vivido uma vida como obreiro inútil, "Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco" (Gálatas 4:11).

João Calvino, um dos pais da Reforma, teve a mesma terrível experiência. Na hora da morte disse, "Tudo que eu fiz não teve valor algum...os ímpios alegremente atacarão essa palavra. Mas repito tudo de novo: tudo que fiz não teve valor algum".

São Bernardo também suportou esse terrível desânimo. Em seus últimos dias ele escreve, "Falhei em meus propósitos...As minhas palavras e meus escritos foram um fracasso".

David Livingstone foi um dos missionários mais usados no mundo - seus feitos reconhecidos até mesmo pelo mundo secular. Livingstone abriu o continente africano para o evangelho, plantando muitas sementes e sendo usado por Deus para despertar a Inglaterra às missões. Deu corpo e alma, seguindo uma vida sacrificial para Cristo.

No entanto, durante o vigésimo terceiro ano no campo missionário, Livingstone expressou as mesmas dúvidas terríveis destes outros grandes servos. Ele também achou que seu ministério todo teria sido em vão. O seu biógrafo o cita em seu desânimo: "Tudo que eu fiz apenas serviu para que se abrisse o comércio de escravos africanos. As sociedades missionárias não mostram fruto após vinte e três anos de trabalho. Todo o trabalho parece ter sido em vão...eu trabalhei em vão".

Um dos grandes missionários que impactaram a minha vida foi George Bowen. A sua vida foi um exemplo poderoso, e seu livro, "Love Revealed" (amor revelado), é um dos maiores livros que já li sobre Cristo. Solteiro, Bowen se afastou da riqueza e da fama para ser missionário em Bombaim, na Índia, no meio do século 19. Quando viu os missionários lá vivendo bem acima do nível das pessoas às quais ministravam, Bowen deixou o sustento da missão e escolheu viver em meio às mais pobres delas. Se vestia como os indianos, e abraçou a pobreza, vivendo numa habitação humilde, e subsistindo às vezes só com pão e água. Ele pregava nas ruas sob calor sufocante, distribuindo literatura do evangelho e chorando pelos perdidos.

Esse homem tremendamente consagrado havia ido à Índia com altas esperanças pelo ministério do evangelho. E havia dado tudo que tinha com essa finalidade, o seu coração, a mente, corpo e espírito. Mesmo assim, em seus mais de quarenta anos de ministério na Índia, Bowen não teve nenhum convertido. Foi só após a sua morte que as missões descobriram que ele era um dos mais amados missionários do país. Até mesmo os adoradores de ídolos viam Bowen como exemplo do que é um cristão.

Hoje, a vida humilde de Bowen e suas palavras de poder ainda incendeiam a minha alma, e a alma de outros pelo mundo. Contudo tal como muitos antes dele, Bowen suportou uma terrível sensação de fracasso. Ele escreve: "Sou o ser mais inútil da igreja. Deus me fere e esmaga com desapontamentos. Ele me edifica, e então permite que eu caia de novo ao nada. Eu gostaria da companhia de Jó, e simpatizo com Elias. Todo o meu trabalho é em vão".

Alguns leitores podem dizer, "Os grandes homens de Deus não deveriam usar uma linguagem dessas. Eles não deveriam nem ter esse tipo de sentimentos. Isso soa como medo e incredulidade". No entanto essa é a linguagem de muitos gigantes da fé, grandes homens e mulheres que consideramos exemplos fiéis. Todos eles tiveram o mesmo horrível sentimento de que "Não consegui chegar àquilo que Deus me chamou. Eu fracassei". Conheço o terrível som dessa linguagem em meu próprio coração".

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"Você Ficaria Chocado Se Soubesse

que Jesus Experimentou Essa Mesma Sensação

de Ter Realizado Pouco?"
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A MENSAGEM CONTINUA: A Q U I

http://www.tscpulpitseries.org/portuguese/ts051219.html
Sermão do Pastor David Wilkerson em 19/09/2005

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Viajando de baleia

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O profeta Jonas

João Cruzué

Jonas é um dos profetas antigos que mais se contextualiza em nossos dias. Quero dizer com isso que as Igrejas estão cheias de Jonas. Há um lado animador em sua história: quando foi confrontado por Deus, entrou em um processo reeducação, e para sair com vida, teve que submeter-se à vontade de Deus .

1 - Jonas era um teólogo moderno, pois se achava mais sabido do que Deus. Não que todo teólogo seja assim, mas grande parte são pessoas inchadas. Mas graças a Deus por eles, tanto pelos noviços quanto pelos que já provaram na própria pele, através de experiências com Deus. Dizem que na Faculdade de Gamaliel, Saulo de Tarso cai do cavalo. E Jonas, como costuma fazer muitos teólogos modernos, posicionou-se como crítico da vontade de Deus.

2 - Jonas estava seco do Espírito - apesar de ter vocação de profeta, andava envolvido por demais com as opiniões da época, em lugar de arranjar mais tempo para ouvir a voz de Deus. Hoje é do mesmo jeito: fazemos tudo correndo - até a oração é rápida, bem diferente da prioridade dos primeiros apóstolos. Estes, quando se viram envolvidos com muitos assuntos administrativos e de assistência social, separaram sete diáconos para servir às mesas e voltaram à oração e pregação da Palavra. Quando nós não temos tempo para ficar na presença do Senhor, perdemos a direção e depois a compaixão. A compaixão é um olhar com os olhos do Espírito de Deus, é o profundo entendimento de Deus das fraquezas humanas. Quando a compaixão sai, fica apenas o formalismo religioso. Se Jonas queria de fato a destruição do povo, já não enxergava mais com os olhos do Espírito.

3 - Por que Jonas não foi substituido ? Deus poderia muito bem ter nomeado outro profeta para pregar em Nínive; havia dezenas ou centenas deles em Israel. O fato é que a boa obra que Deus começara em Jonas não iria deixá-la inconclusa. Ele foi criado para um grande propósito: anunciar as palavras de juízo aos ninivitas e servir de exemplo às gerações futuras de profetas . Quando propositalmente não foi, o plano B de Deus entrou em ação. Jonas mudou de atitude porque tinha somente dus alternativas: ou ia ou morria.

4 - Jonas não era um pregador eloqüente - ele apenas repetia uma frase: "Em quarenta dias, Nínive será subvertida". Era isto mesmo que queria. Pregava a própria vontade. Isso mostra que Deus tem compromisso apenas com Sua vontade. Jonas pregava desejando que o juízo sobreviesse e destruísse os ninivitas. Mas a vontade de Deus era diferente: com as palavras do profeta, o Senhor queria que acontecesse um arrependimento.

5 - Por que há tantos Jonas nas Igrejas? Porque estamos passando por uma época de pregações de um evangelho distorcido. Assim como Jonas, Deus criou cada um para um propósito santo. Todavia, há um evangelho secularista pregado focando apenas as necessidades dos cristãos. Tenho visto, por repetidas vezes, ao final de mensagens nos cultos, pregadores conclamando e até mesmo forçando as pessoas com problemas para virem à frente. E nada acontece.

6 - Quando cristãos passam por lutas continuadas, a primeira coisa que deve ser analisada são as causas e não apenas as conseqüências. Pode ser que estejam no "ventre da baleia" passando por um processo de instrução prática, para abandono de suas próprias vontades. Se esta for a causa, não há oração que os tire de lá a não ser que primeiro façam um compromisso de obediência com Deus.

7 - Se é o seu caso, verifique atentamente se não está ocioso na obra do Senhor, ou querendo receber as bênçãos sem cumprir os compromissos de fidelidade da ocasião do seu batismo. Quando batizei-me ouvi isto bem claro: "Você promete ser fiel a Deus enquanto viver? Por isso compremeta-se com vontade do Senhor se quiser sair vivo do "ventre da baleia".


João Cruzué
Blog Olhar Cristão
cruzue@gmail.com

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