segunda-feira, julho 30, 2018

Como acabar com a corrupção no Brasil




Por: João Cruzué


O título deste artigo, na verdade, seria melhor assim: como reduzir nos próximos anos o escandaloso nível de corrupção existente hoje, 30 de julho de 2018, no Brasil. Assim, fica melhor. A corrupção para mim é como o esgoto de um grande pântano localizado em um lugar acima da sociedade. Com o passar do tempo, o esgoto começa  romper as barreiras e derramando um mar lama sobre a sociedade.  O que aconteceu  ha alguns anos com a barragem de Mariana, está acontecendo no seio da sociedade brasileiro. Meu propósito, aqui,  é pensar com você sobre  a  existência de um remédio eficaz que pudesse reduzi-la.

Estamos em tempos de eleições majoritárias. Pois bem, de quatro em quatro anos, você e eu ouvimos a velha proposta de combater a corrupção pelo exercício da política. Mais leis, mais regulamentos, um enxurrada de propostas para agradar os ouvidos. 

Por outro lado, a corrupção não esta circunscrita à política. Ela está presente em todos seguimentos sociais. Sua ação, também, não se restringe ao mundo físico, aliás, ela não nasceu aqui, senão nas esferas metafísicas, ou na dimensão espiritual, como entendo.

Pois bem, sem estender-me muito com restrição de foco: a corrupção nasce e cresce dentro da família brasileira, seja ela evangélica, católica, espírita, islâmica ou ateia. Por outro lado, também é dentro da família  que ele deve ser combatida.

Como evangélico, uso o conteúdo da Bíblica Sagrada como minha fonte de regras e prática. Assim, posso dizer que, por enquanto, nem Deus acabou com a corrupção. Mas Ele trabalhou e tem trabalhado por milênios para reduzi-la. Seu plano definitivo foi implantado há 2.000 anos, como o nascimento de Jesus Cristo, o filho unigênito do eterno Deus.

Deus começou o mundo dos humanos com uma família. Ela cresceu, veio o mal e a corrompeu totalmente. Deus preparou outra família - a família de Noé; sua família cresceu e tornou a se corromper. Deus separou Abraão e Sara - outra família, para abençoar cada família em todas as nações da terra. E esta bênção chegou com o nascimento de Jesus Cristo, aquele de quem foi profetizado que iria pisar a cabeça da serpente - o mal.

Jesus Cristo executou o grande escopo do plano de Deus fundando a Igreja.

No plano físico, a Igreja é constituída de famílias. Jesus disse uma parábola, em certa ocasião, contando sobre  a existência do trigo e do joio. O santo e o corrupto. Não há dúvida, que sob o mesmo teto das Igrejas chamadas cristãs, convivem o santo e o corrupto.

Infelizmente, em meus dias, posso dizer que há mais corruptos que santos nas Igrejas ditas cristãs. De uns 30 anos para cá a corrupção vem aumentando e apodrecendo, principalmente, no meio evangélico. Se isto está acontecendo aqui onde a palavra de Deus é apregoada toda semana, imagina, como não estará a corrupção no ambiente externo.

Deus elaborou seu Plano da Graça. Jesus Cristo já o executou na cruz e fundou sobre si a Igreja. Ele se foi, mas enviou o Espírito Santo de Deus para vivificar esta Igreja.

Ora,  nem o Executivo, Legislativo,  Judiciário ou Ministério Público nunca vão conseguir acabar com a corrupção. A Lava-Jato, também não. Ela só pode ser combatida com eficácia dentro de família temente a Deus.

Você, que é um homem ou uma mulher temente a Deus, ponha em ordem a sua casa, ensinando o caminho da justiça e cobrando santidade no seio da sua família. Nada de mentiras, falsidade, atitudes egoístas e abandono das coisas de Deus. E, sobretudo muita oração e jejum.

Se não houver mudança de rumo dentro de cada família, da injustiça para a justiça, do egoísmo para a bondade, das trevas para a luz, do desprezo para com as coisas de Deus para uma aproximação Dele, não veremos nenhuma mudança neste país.

Hoje, na parte da manhã, eu ouvi uma grande jornalista (Miriam Leitão) chorando em uma conversa na Rádio CBN. Ela estava preocupada e entristecida com a possibilidade de ter que desistir do Brasil, diante de tantas notícias ruins no meio político. Fiquei surpreso, ao ouvir sua voz embargar.

O Brasil tem jeito? Tem!  O caminho é fácil? Não!

O único remédio que pode reduzir a corrupção no Brasil chama-se TEMOR DE DEUS. A receita não é de todo desconhecida. Está com todas as letras no Livro de 2ª Crônicas 7:14:

"E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra"
É tempo de cada um mudar o destino do Brasil no meio da sua própria família.












sexta-feira, julho 27, 2018

O processo de secularização na Europa cristã

 .
Celuy Roberta Hundzinski Damásio*

"O problema da secularização persiste em toda a Europa e vem, cada vez mais, tornar-se assunto de primeira ordem. Para compreendermos melhor a forte secularização européia é interessante olharmos a historia: o espírito das luzes e da Revolução Francesa do século XVII. A Europa conheceu um anti-clericalismo violento que, enfaticamente na França, deveria “esmagar a Igreja”, como disse Voltaire. Os meios intelectuais propagaram essas idéias voltadas, sobretudo, para a economia. Quando a escola tornou-se obrigatória, sendo função do Estado central, as crianças foram encharcadas dessa inteligência secularizada.

O termo “secularização” já aparecia nos escritos neotestamentários do apostolo Paulo designando sob o aspecto “saeculum”, o século[1]: trata-se da temporalidade deste mundo, a dimensão mundana da vida humana, associada à  dimensão do pecado. Compreende-se assim, que a expressão “retornar ao século” significa retornar ao mundo profano, identificando-se desta forma, com a laicização. Mais globalmente, a secularização designa o processo visível desde o final da Idade Média que vê atividades ou dimensões da vida humana ligados à esfera religiosa como a Arte, a Ética, a Moral ou a Política cortar-se de toda referência ao sagrado ou transcendência. Hoje, a expressão secularização é usada para definir um processo no qual o mundo e a história humana se compreendem a partir deles mesmos, de maneira propriamente imanente.

Foi, em 1922, na obra Teologia Política de Carl Schimitt que o termo “Säkularisation” aparece pela primeira vez: um neologismo alemão baseado no francês “sécularisation”, indicando a translação política moderna de noções provindas da teologia e reinvestidas no vocabulário da vida política. Em 1941, Martin Heidegger começou, também, a fazer uso desse termo, estimulando sua propagação.

Desde que os homens conquistaram o mar e começaram a fazer grandes viagens, as sociedades puderam ser comparadas umas às outras, fazendo com que houvesse um maior questionamento sobre sua organização. Os séculos XVII e XVIII foram herdeiros dessa racionalização progressiva do pensamento social. Nessa época, triunfam a filosofia das luzes e o pensamento racionalista e individualista moderno; as artes e as ciências emancipam-se progressivamente da tutela da Igreja. O estado moderno se constrói centralizado e burocrático.

Com essa mudança epistemológica, filosófica, política e social, a religião se torna um objeto a ser pensado, podendo ser representada como uma realidade positiva, relativa, histórica, como uma construção institucional ligada a um conjunto doutrinal abstrato, controlando as práticas, impondo normas.

Esse processo desenrolou-se lentamente, com elementos que influenciaram desde o século XIV, relativizando valores que caracterizam nosso universo racional e intelectual no qual as religiões – na Europa, sobretudo o cristianismo – foram perdendo sua credibilidade.

Segundo o sociólogo D. Hervieu-Léger, a secularização é o impacto da modernidade – em diferentes níveis: econômico, social, político, intelectual, simbólico, etc. – sobre a religião ou mais exatamente, sobre a configuração tradicional das relações entre a religião e a sociedade.

Ela envia, primeiramente, a um fenômeno jurídico-político: a separação das Igrejas e do Estado. Com todas as transformações, o Estado moderno, temendo perder a soberania, não tolera o domínio da instância religiosa, mas quer estreitar juridicamente, suas relações com ela, a fim de proteger sua independência. A secularização designa igualmente, a localização da religião fora da esfera pública, e seu limite ao domínio privado. Enfim, ela remete a um processo de laicização pelo qual as diversas instituições sociais conquistam sua autonomia dotando-se de ideologias, referências e regras próprias.

Não importa em que domínio, a religião entra em concorrência com uma nova visão do lugar do homem num mundo a conquistar e a organizar. Como a Igreja, que era a peça mestra do dispositivo de socialização e do controle social das sociedades do passado, perde essa função, aí, o conceito de secularização pode, extensivamente, designar a perda de influência da religião na sociedade.

Com isso, foram-se criando movimentos religiosos, que desvinculavam-se, total ou parcialmente, dos grandes sistemas religiosos tradicionais. Pois, houve uma liberação formal de profissões da fé. Juntamente com o enfraquecimento da religiosidade clássica veio o retorno ao sagrado, por essas novas correntes que ao invés de contradizer o movimento geral de secularização das sociedades vêm atuar como seu prolongamento: exprime ao mesmo tempo um protesto contra a incerteza devida à crise da mudança, e um tipo de religiosidade compatível com a nova sociedade.

Félicité de Lammennais (1782-1854)- juntamente com Louis de Bonald e Joseph de Maistre – já questionava se a Igreja deveria ou não adaptar-se à sociedade em torno dela, e em seu conjunto sua resposta era, preferencialmente positiva, entretanto suas idéias foram condenadas por excesso, em 1832, pelo papa Gregório XVI; decepcionado, ele abandona a Igreja. Isso ocasionou a “descristianização” do mundo operário, mas suas idéias com relação à liberdade, independência e pobreza, foram mais tarde, retomadas por seguidores mennaisianos.

O que houve, durante todo esse percurso, foi a descentralização do poder das instituições religiosas clássicas, não significando o desaparecimento das Igrejas tradicionais. Esse poder foi transferido para o Estado, que denomina-se leigo. Aí cabem os questionamentos mais difíceis de serem respondidos: como pode o Estado ser leigo se não é constituído 100% por pessoas leigas? Quero dizer com isso que há uma profissão de religiosidade persistente nas pessoas que constituem o Estado, ainda que essa profissão seja dissimulada ou personalizada: 63% dos suecos designam-se “cristãos à sua maneira”, essa realidade estende-se por toda Europa e não atinge, somente, o cristianismo.

Há uma dificuldade geral em separar o cultural do religioso, o que não devemos estranhar, pois o homem é um todo e não partes. Assim sendo, o parlamento, para ser laico, deveria ser composto somente de pessoas laicas, o que ocasionaria um processo discriminativo. Somente suprimir os signos religiosos em lugares públicos não interfere na formação individual de cada ser humano. Não proporcionando, desta maneira, a verdadeira laicidade estatal.

Porém, penso que o grande problema hodierno, mas fruto de todo esse processo, é a secularização ou a laicização por conveniência. Há um grande número de atitudes tomadas em nome da secularização que atinge interesses próprios de cada linha política. E há, também, o lado anti-secularização que atua em benefício próprio. Não quero afirmar, aqui, que todas as resoluções ou causas têm esse intuito, mas temos vários exemplos disso.

Estamos, na França, em plena discussão sobre o feriado de pentecostes. Foi suprimido o dia de folga sendo alegado que a lei que instaura um dia de solidariedade – adotada pelo parlamento em 30/06/2004 – permitirá financiar os cuidados às pessoas idosas pela “Sécurité Saciale” – Segurança Social (Saúde Publica). Entretanto, várias empresas privadas conservarão o feriado, compensando com um minuto a mais de trabalho por dia.

No início, a discussão para a abolição do feriado era que fosse suprimida uma comemoração religiosa, por causa da laicidade. O foco, agora, converteu-se para o dinheiro público, e as discussões sobre o assunto, não abordam somente a secularização. Além do mais, falava-se na época em que a lei foi votada, em um feriado para outras profissões religiosas. O que seria a laicidade, nesse caso?

Sabemos que em toda essa problemática, mora o risco de transformar ciência em cientificismo, laicidade (sentido nobre do reconhecimento da divergência dos sistemas de crenças) em laicismo (utilização do espaço público para desvalorizar ou ridicularizar as crenças), da mesma maneira que pode-se degenerar o Estado em estadismo. Todos esses desencadeamentos voluntários descartam as religiões, tentando mesmo, destruí-las.

O problema não está na separação da Igreja e do Estado, mas na maneira como se faz e nos objetivos que levam a isso. Há uma acomodação em cima de teorias, até bem fundadas, que levam os poderes a fazer o que bem quiserem de acordo com o que lhe é mais conveniente. Esse lado da questão deve ser bem tratado, averiguado e detectado por todo cidadão para que seja, no mínimo, denunciado. Sobretudo, não devemos ignorar que o ser humano não é somente composto pela sociedade ou pela religião, pelo intelecto ou pelo sentimento, e que tanto uma faceta quanto à outra, compõem o Estado, bem como a Igreja. Não há discordância que não possa ser discutida e superada, desde que ambos os lados estejam despojados da ganância e do interesse próprio. Utópico? Eu diria: difícil, mas não impossível".

*Doutora pelo Institut Catholique de Paris e Université Marne-la-Vallée - Revista Espaço Acadêmico


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A oração do profeta que Deus não ouviu

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PARA DEUS NÃO HÁ CAUSA IMPOSSÍVEL

Clama a mim, e responder-te-ei.
João Cruzué

Quero escrever esta mensagem para você. Sei que vai digitar alguma coisa na Internet procurando por algo, por uma palavra de Deus, para que fale ao seu coração. Agora são meia-noite de 14 minutos. Eu preciso dormir, mas sinto-me compelido a escrever este pequeno texto, sob o que imagino ser o propósito de Deus.

E Jonas tomou o navio e fugiu para Társis, em clara desobediência ao mandado de Deus que disse assim: Levanta e vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela com aquela pregação que eu te disse. E a razão de Jonas ter desobedecido é que ele desejava do fundo de seu coração, que os ninivitas fossem destruídos. Um povo mau e carniceiro, com um exército destruidor.

E Jonas tinha razão.

Depois de ter passado pelo ventre do grande peixe, voltou à praia para ouvir de novo a mesma ordem do Senhor: Levanta e vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela com aquela pregação que eu te disse.

E mesmo a contragosto o profeta cruzou a cidade caminhando por três dias. Caminhava e clamava a todos pulmões que em poucos dias Nínive seria subvertida. Ele queria que a cidade fosse destruída. Tinha interesse nisso, por causa do "dente-por-dente-e-olho-por-olho".

Mas mesmo com o coração distante da mensagem, houve uma conversão do Rei ao animal. E eles jejuaram e buscaram arrependimento. E o que Jonas não queria, aconteceu: A cidade se arrependeu e o juízo de Deus não se abateu sobre a cidade naquele tempo.

Quando a vontade de Deus está em uma causa, não importa quem pregue nem o que fale. É Deus que está agindo. E se Deus teve misericórdia nos habitantes daquela cidade e lhes mudou o coração por uma palavra, isto significa que sua causa ainda não está perdida, e sua filha, ou seu filho, ou seu esposo, ou sua esposa, ou mãe, ou pai, ou quem quer seja não está definitivamente perdido nos caminhos por onde tem andado.

Deus é o Deus da Misericórdia. Aquele que é ruim, que não presta, que não tem qualquer possibilidade de mudança, ainda que esteja morto, para  Deus isto não é causa perdida.

O Senhor Jesus é o filho do Deus Único. Jesus o melhor advogado. Ponha a causa de seu filho, ou de sua filha, ou quem for nas mãos do Senhor. Clame, insista, jejue,  peça para o Senhor se lembrar de você, na sua oração e de agir em seu favor.

Se ele teve misericórdia do povo de Nínive e teve perdão para eles, também Ele diz para você levantar a  cabeça e continuar orando,  e clamando e esperando, porque há vitória de Deus no caminho da sua oração. Agora, se Ele tiver um propósito para sua vida e você estiver fugindo, enquanto não se colocar no lugar que o SENHOR quer, você pode passar por um problema parecido com o  do profeta Jonas. É melhor obedecer a voz de Deus.

Jeremias 33:3

Amém.






quinta-feira, julho 26, 2018

Frida Vingrem e o Apóstolo Paulo: destinos bem semelhantes


Crédito da  foto: arquivo da CPAD
Frida Strandberg Vingren  (1891 - 1940)
Por: João Cruzué

Ultimamente, tenho dedicado pouco tempo ao Blog. Mas, fui compelido a voltar para deixar aqui o que comecei a pensar depois de uma semana para cá, depois da reportagem de Camilla Veras Mota publicada pela BBC News.  Comparando o texto da jornalista  com  o trabalho científico de conclusão do Curso de Teologia de Daisy Mota Ferreira Bispo, na Universidade Metodista de São Paulo, publicado no periódico DISCERNINDO - Revista Teológica Discente Metodista, percebi que há uma grande probabilidade de que há uma grande semelhança entre o sofrimento do apóstolo Paulo e de Frida Strandberg Vingren em seus últimos anos de vida. 


1. Para começar, vamos ao primeiro trecho, da BBC News:

"A história da missionária passou décadas esquecida e, nos últimos anos, vem sendo resgatada tanto na Suécia quanto no Brasil. Foi tema de livro, de tese de doutorado e voltou a alimentar o debate – atual e ainda polêmico – sobre o papel da mulher na Assembleia de Deus, a maior religião pentecostal do país, com 12 milhões de fiéis" 
(...)
"Em 1964, Pethrus fundaria o partido democrata-cristão sueco – o Kristdemokraterna (KD) –, de centro-direita. 
Diante dos reiterados pedidos de Frida, o líder afirma que seu trabalho no Brasil havia prejudicado a missão e dá-lhe um não definitivo. 
Ela levanta então recursos por conta própria e decide ir para Portugal.
Detida na estação de trem de Estocolmo, ela já sai com uma camisa de força em direção ao hospital psiquiátrico. 
A Igreja lhe tira a guarda dos filhos e doa todos os seus pertences. 
Para Kajsa Norell, é difícil dizer se, naquele momento, Frida realmente tinha algum tipo de doença psiquiátrica. "Ela estava esgotada, física e mentalmente, já tinha tido malária no Brasil e, provavelmente, sofria de alguma doença na tireoide". 
Em nenhum dos prontuários médicos, contudo, há o diagnóstico de que ela sofria de algum distúrbio mental"                    

2. Agora vamos a um excerto do trabalho científico de Daisy Mota Ferreira Bispo:

         (DISCERNINDO - Revista Teológica Discente Metodista)
"Com o falecimento do esposo, Frida sentiu o desejo de retornar ao Brasil com seus filhos, pedido rejeitado por Lewi Pethrus que considerava imprudência enviá-la novamente ao Brasil viúva e com cinco crianças . 
Então resolveu que partiria para Portugal onde trabalhava o missionário sueco Jack Hardstedt, mas em 1935 adoece, impossibilitando a viagem.  
Frida permanece enferma por seis anos interruptos. Seu filho Rubens a internou no Hospital Sanatório Langbro. Apenas Rubens e Ivar visitavam a mãe, pois só a partir de quinze anos de idade era permitido visitas. As três crianças menores foram acolhidas pela hospedaria missionária da Igreja Filadélfia. A ausência das crianças agravou ainda mais a sua saúde.  
Após dois anos internada, Frida passou a morar com o filho Ivar, mas não se recuperou e foi novamente internada, desta vez no Hospital Beckomberga. Sentia muitas dores no corpo e tristeza emocional, pelos rumores que transitava entre os pastores de Filadélfia, de que sua doença tratava-se de doença mental"

3. Minhas considerações.


Em1964 o pastor Lewi Petrus era a maior liderança pentecostal da Igreja Philadelphia na Suécia.  Ele esteve à frente da fundação do Partido Democrata-Cristão sueco o Kristdemokraterna. Ou seja, ora estava com o "arado", ora estava na militância política.  Lá em 1932, este mesmo pastor,  sabendo que Frida estava a caminho de Portugal, consentiu/mandou que alguém fosse até a Estação para buscá-la à força. Foi assim que ela veio contida, dentro de uma camisa de força, direto para um hospital psiquiátrico - traduzindo um manicômio.

Apóstolo Paulo, em seus últimos dias estava sozinho. Os judeus (religiosos) o achavam um herético, se não fosse o poder de Roma, já o teriam morto em Jerusalém. Muitos líderes cristãos da sua época o achavam um homem sem fé. Como poderia um filho de Deus, passar por tantos sofrimentos? Tal qual os "amigos" de Jó eles não criam que o sofrimento era algo que glorificava o Senhor. Na cosmovisão deles só o pecado ou a falta de fé causaria tanta má sorte.  Isto está muito claro em nas últimas cartas de Paulo, principalmente as endereçadas a Timóteo.

Diante desta simples comparação, ouso pensar que há mesmo uma grande possibilidade desta senhora ter sido imensamente injustiçada, perseguida, maltratada, internada à força como louca, privada da guarda dos filhos, expropriada de todos seus bens, e EXCLUÍDA da Igreja sob a liderança de um pastor que mais tarde veio a ser um militante político. Aquela aura de santidade dos "grandes" líderes missionários, parece-me que ficou muito chamuscada, pelo sol da verdade do meio-dia. Se isto, assim é, cumpriu-se em 2017  a palavra de Deus: Não há nada que se faça em oculto, que um dia não seja revelado!

Que vergonha! Agora, vamos ver se a minha Igreja, a Assembleia de Deus, vai ter coragem para reescrever algumas biografias. Bom exemplo não falta. Em toda a Bíblia, não há um personagem humano sequer que não tenha suas falhas expostas. Nada de ufanismo ou pseudo santidade.  Infelizmente, caro leitor, não importa a Igreja (organização humana) que pertença, a hipocrisia não foi patenteada pela Assembleia de Deus.

Santo e digno de honra e glória só o SENHOR JESUS!

....

COMPLEMENTOS:

1. Fonte: mariosergiohistoria.blogspot.com

Mensagem de Frida Vingren no Mensageiro da Paz de Fevereiro de 1931:

"Despertemo-nos, para atender o chamado do Rei, alistando-nos nas suas fileiras. As irmãs das "assembleias de Deus", que igualmente, como os irmãos têm recebido o Espírito Santo, e portanto, possuem a mesma responsabilidade de levar a mensagem aos pecadores precisam convencer-se que precisam fazer mais do que tratar dos deveres domésticos. 

Sim, podem também, quando chamadas pelo Espírito Santo, sair e anunciar o Evangelho. Em todas as partes do mundo, e especialmente no trabalho pentecostal, as irmãs tomam grande parte na evangelização. 

Na Suécia, país pequeno com cerca de 7 milhões de habitantes, existem um grande número de irmãs evangelistas, que saem por toda parte anunciando o Evangelho, entrando em lugares novos e trabalhando exclusivamente no Evangelho. Dirigem cultos, testificam e falam da palavra do Senhor, aonde há uma porta aberta. (Os que estiveram na convenção em Natal e ouviram o pastor Lewi Pethrus falar desse assunto sabem que é verdade). 

Por qual razão, as irmãs brasileiras hão de ficar atrasadas? Será, que o campo não chega, ou que Deus não quer? Creio que não. Será falta de coragem? Na "parada das tropas" a qual teve lugar aqui no Rio, depois da revolução, tomou também parte, um batalhão de moças do estado de Minas Gerais, as quais tinham se alistado para a luta." (MP 1º de fevereiro de 1931 p.6)



2. KAJSA NORELL (LIVRO LANÇADO NA SUÉCIA)

Versão para o Inglês: João B. Cruzué

Rewarded journalist about the poor savior! A wonderful story of Swedish origin A journey to the poor in the fools of God's church, there is no other dare to be at the beginning of the last century, two young Swedes landed on the Amazon River's beach in Belém in northern Brazil. They had no money, they had nowhere to live and they did not understand a word of what was said. But in a revelation, God had told them to go there. The story of Daniel Berg and Gunnar Vingren is now told as a story for the children of more than 10 million pingst friends in Brazil. Halleluja, Brazil! is the book about Daniel Berg and Gunnar Vingren but, above all, the eloquent people in the fools of the fools, for which the church they founded offers perhaps the only opportunity for a good life. 

Kajsa Norell has followed the congregation of God for several years, which is at the forefront of making the world's largest Catholic country a nation of tongue-telling popstresses. She has met Eduardo pastor who has a bullet from the bark war left in the body but now is a Christian warrior. She meets Sônia in a small community next to a dump that managed to build an organization that contributes to the supply of hundreds of women, yet explaining that the woman is in third place after Jesus and the man. We also meet those who are fighting for the money and the power and the perpetrators of the road, as the pioneer's wife, Frida Vingren, who was hospitalized and excluded from the Philadelphia Philharmonic Assembly.

Kajsa Norell has been sighted of teenage boys in shorts, linen, swimwear and automatic weapons on their way up to Rio de Janeiro's slum areas. For the church of God there are no other churches dare to establish themselves. There they play a decisive role for Brazil, which is becoming a modern country, not the way the pingst wetting affected Sweden. And in order to be elected, Brazil's new president, Dilma Roussef, had to promise not to enforce the requirement for legal abortion, although little girls often appear with stupid belly in Brazil's slum. 

What began in childish and simple belief 100 years ago, now affects the daily lives of 192 million Brazilians. Kajsa Norell is a radio and television journalist, active at Sveriges Radio. She discovered the 2006 Assembly of God when she lived in Brazil's capital, Brasília, and discovered that all she felt in the favelan was in the church founded by her compatriots. Kajsa Norell has been awarded the European Parliament's Great Journalist Prize 2010 and the Vilhelm Moberg Scholarship 2000. It is her debut. That's why I'm giving out Halleluja, Brazil !: 

It's an incredibly exciting trip she made, journalist Kajsa Norell. I myself have always been interested in reading about everything that I do not dare or have the opportunity to do. Knowing that I will have an experience-like reading trip with Kasas book / Annika CHARACTER: Kajsa Norell TITLE: Halleluja, Brazil! CIRCUMSTANCES: Hanne Lindberg COLLECTION PHOTO: Charlotte Strömwall EXECUTIVE: Inb 320 pages Published in September 2011 ISBN 978-91-86603-07-6















quarta-feira, julho 25, 2018

A influência da pós-modernidade na Igreja atual

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"metamorfose ambulante"
AUTOR:  JOÃO CRUZUÉ
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Este post foi inspirado em um sermão pregado pelo pastor Américo, no dia 21 de junho 2015. Vou desenvolver o assunto a (má) influência do pós-modernismo na Igreja Evangélica de nossa época a partir dos três aspectos citados pelo pastor: Pluralismo (de verdades) Relativismo (tanto faz) e Antropocentrismo (teologia da prosperidade). Vou utilizar alguns conceitos simples de uma fonte de pesquisa não científica - a Wikipedia). E para  fazer isso um pouco mais denso, fui buscar subsídio no portal da Social Science Research Network (SSRN),  minha fonte internacional de artigos para pesquisa científica.  De forma bem simples: vou escrever sobre a influência negativa da cultura e dos valores mundanos dentro da nossa Igreja Evangélica.

Podemos começar falando sobre o Iluminismo. Segundo Immanuel Kant, 

"O iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que estes mesmos se impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de outrem. É-se culpado da própria tutelagem quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento, mas da falta de resolução [atitude] e coragem para se fazer uso do entendimento, independentemente da direção de outrem. Sapere aude! Ter coragem para fazer uso da tua própria razão! - esse é o lema do iluminismo."

O iluminismo é uma atitude geral de pensamento e de ação. Os iluministas admitiam que os seres humanos têm condições de tornar este mundo um lugar melhor. O que pode ser feito pela introspecção, livre arbítrio, espírito voluntário e engajamento político-social. Isto pode ser exemplificado da seguinte forma: de acordo com a pesquisa de SOARES, Evanna  (2011):

"O iluminismo forneceu inspiração teórica para a condenação da escravidão adotada pelo antigo regime, mas não se mostrou forte o suficiente no Brasil para apressar o fim da exploração da mão de obra servil. Os ideais de igualdade e liberdade que ecoaram da Revolução Francesa penetraram na intelectualidade brasileira de forma lenta e com pouca intensidade, a ponto de tolerar a ambiguidade de apregoar o discurso liberal, mas praticar e apoiar-se no trabalho escravo."

Isto quer dizer que na Europa de Spinoza, Locke e Isaac Newton e, depois, Diderot, Voltaire e Motesquieu o Iluminismo trouxe um pensamento novo para a sociedade. No que tange à escravidão, foi através da força dele que os grilhões foram quebrados. Pessoas lutando para fazer do mundo um lugar melhor para se viver.

Depois do Iluminismo veio o Positivismo.

Positivismo parte do princípio de que o conhecimento científico é a única forma de conhecimento verdadeiro. O culto à ciência; desconsideram-se todas as outras formas do conhecimento humano que não possam ser comprovadas cientificamente. O que não puder ser provado pelo método científico são considerados crendice e vãs superstições, área de domínio teológico-metafísico.

Para os positivistas, o progresso da humanidade depende única e exclusivamente dos avanços a ciência, o único caminho capaz de transformar a sociedade e o planeta Terra no paraíso que as gerações anteriores pensavam existir na vida depois da morte.

A pá de cal sobre o positivismo veio recentemente no projeto de sequenciamento do do DNA humano, através do Projeto Genoma. Explicando: o que era para ser o eureka do código d humano acabou trazendo mais dúvidas. A frustração da sociedade veio da convicção de que a  tal Ciência, a partir do final do século XX não tem as repostas para todas as perguntas. Se no período do obscurantismo, o conhecimento científico foi censurado, tolhido e ameaçado pela religião católica, agora, tendo conquistado sua liberdade, a Ciência percebeu que é ignorante em muitas áreas, principalmente na Biologia e na Medicina. Assim, o deus-ciência perdeu um pouco da sua arrogância.

Segundo a pesquisa de CARDONA e CRUZ (REVISTA INTERNACIONAL ADMINISTRACION , 2014):

O contexto histórico atual corresponde ao pós-modernismo (início depois da segunda metade do século XX), que tem sua origem na Europa, se fortalece nos Estados Unidos e atinge a América Latina pelo contágio ou reflexo devido à globalização e relação econômica, política e cultural americana. A pós-modernidade surge com a perda da confiança em projetos de transformação das sociedades, onde o futuro é sacrificado por um presente livre de compromissos, despreocupado e relativista (tudo depende e tudo vale)

A pós-modernidade se caracteriza por uma rejeição às ideias de grandes proporções, a aversão a comprometer-se com um sentido único da vida, pela subordinação do comum ao individual, proclama o predomínio do sentimento sobre a razão. Não se apega a nada nem sequer a seus próprios critérios, apud SEVERIANO (2005, p. 13)

O consumismo conserva uma estreita relação com o hedonismo, comportando-se este último como facilitador para os produtores. O consumo pós-moderno  é uma atividade que transcende o uso ou a compra de produtos e serviços, é mais que um intercâmbio de valor comercial. É um atividade individual e social, que permite ao indivíduo o desfrutar de coisas para satisfazer suas necessidades, seus desejos, mas também lhe traz o sentido de pertencimento a um grupo determinado, ou ao menos pretendê-lo. 

Por isso, o indivíduo entra em uma compulsão de ter, comprar, renovar modelos e aparelhos para continuar sendo reconhecido e apreciado pelos amigos e por si mesmo.


O pós-modernismo trouxe a ideia de um pluralismo de verdades. Já no capítulo 18, v.38 do Evangelho segundo São João, Pilatos desdenha da afirmação de Jesus, respondendo: "O que é a verdade?" e nem esperou pela resposta. Jesus tinha dito: "Todo aquele que é da verdade, ouve a minha voz". Ao considerar a existência de múltiplas verdades, a verdade primeira foi relativizada pelo pensamento pós-modernista. E o que é a verdade absoluta: Está em João 14.6 : "Disse Jesus: Eu sou o caminho, a VERDADE e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim". Ou seja, o único Deus existe, e para haver uma reconciliação individual com Ele, o caminho é Jesus, e o como fazer é ouvir o que diz a Palavra de Deus.

O que há por trás desta ideia falsa de pluralismo de verdades? Meu sentir é que o pós-modernismo quer dizer isto: Todos os deuses de qualquer religião são caminhos possíveis e verdades relativas para o homem. Dessa forma, fica excluída a existência de um Deus único.

Quanto à relatividade, conta-se que Einstein certa vez procurou explicar a Lei da Relatividade mais ou menos da seguinte forma: Fique uma hora com a pessoa amada e vai parecer que ficou só um minuto; coloque a mão no fogo por um minuto e vai parecer que ela ficou uma eternidade. O pensamento da relatividade das coisas vai de encontro ao princípio mais elementar defendido sem concessões pelos Apóstolos Paulo, Pedro e João.

Estamos falando do erro doutrinário. O combate às novidades heréticas que tentavam desconstruir a fé dos novos convertidos era a segunda prioridade de Paulo. A primeira era pregar o Evangelho e a segunda, a defesa da fé. Os três apóstolos sabiam que o fermento, mesmo em pequena quantidade, com o tempo iria apodrecer toda a massa. Quando a Igreja da nossa época permite a pregação de várias heresias em seus púlpitos, por exemplo, o uso da teologia da "prosperidade", ou seja, aquela palavra que dá comichão nos ouvidos dos crentes, está implicitamente considerando que o Evangelho é uma verdade relativa ou uma pluralidade de verdades. Desta forma, a vontade de Deus é encoberta aos olhos e ouvidos dos fiéis. 

Depois do pluralismo, do relativismo, a terceira onde de ataque à Igreja Evangélica é feita pelo antropocentrismo. Uma igreja-de-faz-de-contas para uma congregação inclinada a ouvir aquilo que lhe agrada aos ouvidos. Isto é o que a teologia da prosperidade faz: a relativização do Evangelho. Um evangelho falsificado que produz um pseudo-crente que não tem nem mesmo certeza da salvação, mas, que por outro lado, economicamente é um grande negócio. A mensagem da prosperidade coloca no centro as necessidades do homem e o Evangelho cede lugar aos textos e personagens do Velho Testamento. A palavra mais citada é "vitória".

Por trás deste evangelho da prosperidade há um jesus cristo falso, um gênio, que ao esfregar da lâmpada, está pronto para atender aos desejos de carros, casas, negócios e empresas.

O pluralismo, o relativismo e o antropocentrismo são as cunhas do pós-modernismo para rachar a comunhão da Igreja com o Cristo. Estas três armas trabalham como a ação de um veneno, lenta e gradualmente, causando a inversão de valores morais.

Nicodemos foi de noite até Jesus e, surpreso, perguntou: Como pode o homem nascer de novo, sendo já velho? Ou como pode tornar ao ventre da sua mãe, para tornar a nascer? Nicodemos fazia parte do Sinédrio, o Conselho político-religioso da sua época. Ele estava tão associado a pessoas ímpias e incrédulas que não tinha a menor noção do que seja a regeneração, a obra do Espírito Santo feita no coração de quem aceita o senhorio de Cristo.

Em Mateus 7.14 está escrito: E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. A porta é Jesus. A porta estreita é o novo nascimento, a regeneração. O caminho para a salvação é Jesus. O caminho apertado é a santificação. Sem regeneração e sem santificação ninguém receberá a vida eterna. Uma pessoa regenerada não estará pensando em carros e mansões, mas em aprender a palavra para conhecer o propósito de Deus para sua existência. Uma pessoa que procura andar no caminho da santificação (jejum, oração, sinceridade, retidão e distância do mal) procura chegar mais perto do Senhor Jesus, a fim de prestar um serviço perfeito na obra de Deus.

Quando as portas da Igreja se abrem para a cultura do pós-modernismo, a regeneração é  algo incompreensível, o caminho estreito é substituído por um atalho "intermediário" e os costumes dos adolescentes e jovens da Igreja passam a incorporar, naturalmente, a forma mundana de namoro. O prazer vai na frente e a santificação na berlinda. Os pastores não se importam em combater os evangelhos falsos, passando até a pagar altas quantias para ter os maiores pregadores de prosperidade nos eventos principais da Igreja. 

Sem sal e sem luz, a sociedade ficará exposta aos ventos da pós-modernidade que a cada estação trazem novidades chocantes. Por exemplo, hoje, a consagração mundial do casamento homossexual. Amanhã, conforme previsto no livro "Os quarenta anos finais da terra" o casamento entre pais e filhos. O que de  mais podre houver no coração do diabo, é isto que ele vai revelar às mentes desviadas.

Que Deus tenha misericórdia de nós.





1. SOARES, Evanna. Abolição da escravatura e princípio da igualdade: reflexos na legislação do trabalho domésticoRevista Jus Navigandi, Teresina, ano 16n. 28356 abr. 2011. Disponível em: . Acesso em: 26 jun. 2015.

Evanna Soares: Procuradora Regional do Ministério Público do Trabalho na 7ª Região (CE). Doutora em Ciências Jurídicas e Sociais (UMSA, Buenos Aires). Mestra em Direito Constitucional (Unifor, Fortaleza). Pós-graduada (Especialização) em Direito Processual (UFPI, Teresina).
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2 EL CONSUMO EN LA POSTMODERNIDAD
Madeline Melchor Cardona, Universidad Autónoma de Occidente
Carmen Elisa Lerma Cruz, Universidad Autónoma de Occidente
REVISTA INTERNACIONAL ADMINISTRACION & FINANZAS ♦ VOLUMEN 7 ♦ NUMERO 1 ♦ 2014
http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=2327901






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segunda-feira, julho 16, 2018

Seis passos para vencer as dificuldades da vida

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Foto: João Cruzué
Subida do Parque Estadual da Serra do Rola Moça
João Cruzué

Primeiros ensinos cristãos

"Disse Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crer em mim, 
ainda que esteja morto, viverá.” São João 11:25.

Cristão é aquele que crê e segue os mandamentos de Cristo; em qualquer situação que você estiver, se tiver a coragem de aceitar Jesus, com certeza o mesmo Jesus vai lhe ajudar a vencer as dificuldades – grandes e pequenas – da sua vida.

Foi o mesmo Jesus que também falou: “Vinde a mim, todos os que estão cansados e oprimidos e eu os aliviarei”.

O primeiro passo para uma vida vitoriosa é aceitar JESUS.

O segundo passo para ter uma vida vitoriosa é conhecer e entender a vontade de Deus para sua vida. Só existe um caminho para isto: ler a Bíblia sempre e fazer um curso bíblico adequado, para compreender os segredos bíblicos. Jesus disse: “A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida”.

O terceiro passo para uma vida vitoriosa é adquirir o hábito da oração nas suas várias formas: ação de graças, petição, intercessão, clamor etc., e também aprender sobre o jejum. Oração e Jejum são duas armas que, se usadas de acordo com a vontade de Deus, derrubam qualquer muralha.

O quarto passo é a conversão verdadeira. O abandono sincero das más companhias, dos maus hábitos, da idolatria, dos vícios, dos palavrões, da prática da mentira, da avareza, do egoísmo, de qualquer tipo de prostituição, da sodomia; pois, aquele que aceita Jesus de coração tem força necessária para se libertar das correntes do pecado.

O quinto passo é produzir frutos para Cristo na vida cotidiana: trabalhando, esforçando-se, perdoando ofensas novas e antigas – condição imposta para ser também perdoado. O lugar de produzir frutos é no trabalho, na escola, na profissão, na família, na Igreja, no comércio etc. O fruto a ser produzido é: a alegria, a paz interior, a humildade, a paciência, persistência, o coração perdoador, a capacidade de ouvir conselhos, temperança de comportamento (evitar os extremos ), o respeito as autoridades constituídas.

O sexto passo é buscar o batismo com o Espírito Santo verdadeiro. Ele é aquele que nos leva até Jesus, que nos aproxima de Deus, a voz que fala ao coração do cristão fiel. Um coração limpo e convertido é o templo do Espírito Santo. Ele não mora em um coração sujo. Quando Ele é convidado a entrar – a sujeira vai embora; e quando ela pouco a pouco está de volta, Ele também, na mesma proporção, vai se entristecendo, se apagando, vai saindo até o dia em que abandona definitivamente o ex-cristão.

O Espírito Santo é o guia, o conselheiro, a voz que dirige o cristão dentro da vontade do Senhor Jesus. Amizade íntima com o Espírito Santo é alegria, paz, poder para ganhar muitas almas perdidas, coragem para pregar a palavra de Deus, força para renúnciar as prática mundanas. Tudo com Ele – e nada sem Ele. Depois que Jesus subiu para o céu de glória, Ele foi enviado e está presente todo o dia conosco. A presença do Espírito Santo em nossa vida é a garantia de que quando Jesus voltar para buscar sua Igreja, estamos preparados e subiremos ao encontro dele.

Para andar um quilômetro, já foi um bom começo.


cruzue@gmail.com






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O conhecimento da Verdade no Evangelho de João


"E CONHECEREIS A VERDADE, E ELA VOS LIBERTARÁ"
Foto: João Cruzué
João 8:32

João Cruzué

O diálogo de Jesus com alguns fariseus no templo de Jerusalém, no capítulo 8 de São João, é muito muito esclarecedor. É possível perceber ali que o Espírito que havia em Jesus não comungava com o espírito dos fariseus, pois aquele diálogo foi muito difícil. Durante a conversa, alguns deles creram, mas Jesus olhou para os outros e disse: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará".

Jesus não estava falando com publicanos, nem com samaritanos, nem a gregos. Ele proferira essa palavra para, nada mais nada menos, a elite politico-religiosa de Israel. Foram palavras duras, brandidas contra três pontos: pecado, escravidão e cegueira espiritual.

Fariseus eram homens doutos, nascidos em berço religioso. Ouviam a palavra de Deus desde bebezinhos e a maioria deles tivera grandes rabinos como mestres. E mesmo assim, há um diagnóstico estarrecedor, pois  Jesus de vez em quando chamava alguns deles de filhos do diabo. E era assim, porque tinham um desejo homicida em seus corações.

Quão distanciados de Deus estavam aqueles fariseus. Jesus falou sem reservas que eles eram escravos do pecado, mentirosos, filhos do diabo. Infere-se também no diálogo ríspido que aqueles fariseus eram o grupo que mais resistência oferecia ao ministério do Cristo, e por isso, naturalmente, o diagnóstico estava certo: Se eles faziam oposição cerrada, somente o diabo poderia estar por detrás disso.

A maior prova  aconteceu mais tarde, quando um jovem fariseu chamado Saulo de Tarso fazia ferrenha perseguição aos cristãos para matá-los. Saulo pensava que agradava a Deus, porém, desgraçadamente, não via que seu coração estava sendo manipulado pelo diabo. No encontro que teve com a presença misericordiosa de Deus, literalmente caiu do cavalo, assim como caem os endemoniados.

Os fariseus eram religiosos que pertenciam também a um partido político. No tempo de Jesus eram minoria em um Sinédrio governado por um outro grupo religioso - os saduceus.

Fico imaginando a partir de que momento aqueles fariseus, entendidos em teologia, se tornaram filhos do diabo. Onde foi que erraram e se desviaram? Resposta: Não foi da noite para o dia.

Envolvidos em conchavos e acordos políticos foram descendo de degrau em degrau, de mentira em mentira, de prevaricação em prevaricação, até perderem a presença de Deus. Eles se tornaram assim instrumentos à disposição do diabo. Eram exatamente eles, as pessoas que o diabo manipulava para tentar, ofender com palavras duras: endemoniado e bastardo. E não apenas isso, como também para matá-lo. É só ler o capítulo 08 de João para perceber isto.

Religiosos que deixaram a dedicação ao Ministério (contra a vontade de Deus) para se imiscuírem em outras atividades, políticas por exemplo.  Puseram os interesses pessoais adiante de Deus e enganavam-se a si mesmos na vã suposição de estavam servindo a Deus. Estavam servindo ao diabo e não se apercebiam disso. Cegos.

Não é muito diferente de líderes religiosos de nossa época. Quando os vejo andando com tanta desenvoltura nos meios políticos, sendo bajulados aqui e ali,  eu me pergunto: estarão andando sob a vontade de quem?  Fico assombrado com a quantidade de pastores que estão deixando a frente do curral das ovelhas em busca de emoções menos nobres, seguindo o interesse político de de seus chefes. 

O projeto de  evangelismo da Igreja, não vai bem. Não tenho visto entusiasmo. A vontade do Espírito Santo ainda não mudou. Jesus disse no mesmo capítulo, v. 47, uma receita infalível: Quem é de Deus ouve as palavras de Deus. E os que lhe não lhe dão ouvidos só podem ser:  homens desviados.

Dependendo do momento, é quase imperceptível notar a diferença entre a vontade de Deus, a nossa vontade e a vontade do diabo. Não há como descobrir no "cara ou coroa". Não está escrito na testa, mas no caráter. Algumas coisas dão para perceber: A liderança que estiver sempre na contramão da palavra de Deus. Isto  é um mau sinal.

A Igreja Evangélica de nossos  dias está muito interessada em fazer política secular. Costurando muitos acordos. Fazendo muitos planos. Procurando os pastores mais populares para cooptá-los a ser candidatos a uma vaga promissora, mas  em uma função menor, de um reino corrupto bem menor ainda.

Era dessa mesma forma, que agiam os fariseus e saduceus do início da era cristã. Eles navegam com os pés em dois barcos. Na Igreja e no mundo. E foi assim que eles trocaram a vontade de Deus por interesses pessoais. E com o tempo, passaram a servir o maligno. Foram bem menos resistentes que Jesus diante das insinuantes propostas do diabo na tentação no deserto.

Líderes religiosos escravizados. O pecado trouxe os grilhões de uma corrente cuja ponta estava nas mãos do diabo. Pensavam que poderiam servir a dois senhores ao mesmo tempo, mas tendo  perdido a consciência pura também perderam a visão. Achavam-se livres, mas eram cativos. Caíram quando procuravam estabelecer uma terceira via. Um caminho: nem muito estreito e nem muito largo. Racionalizaram o santo com o profano e "inventaram" a Igreja com um tempero mundano. Que Deus nos guarde.

Foi diante deste contexto que Jesus profetizou em João 8; 32: E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará."




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domingo, julho 01, 2018

O que acontece depois do deserto


Deserto do Sinai
João Cruzué

"E quero irmãos que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do Evangelho, porque a vós foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, mas padecer por Ele, mas Deus é o que opera em nós tanto o querer como o efetuar, segundo sua boa vontade". Filipenses 2; 13.

Escrevi esta mensagem para quem está passando um longo período de deserto ou no vale da angústia. Tudo o que você fez até agora, não deu nada certo. Embora tenha molhado muitas vezes seu rosto com as lágrimas do abandono, você está confuso, porque Deus não tem respondido suas orações. Vim aqui para dizer que o SENHOR não lhe abandonou. Este deserto, este vale escuro vai passar e o Sol da vitória novamente vai se levantar sobre sua vida para brilhar mais que no passado.

Seus pensamentos estão confusos e seu coração está triste porque está lhe faltando quase tudo. E, quando você observa as pessoas a sua volta, principalmente, seus parentes, as pessoas não crentes, você percebe que elas não estão passando por falta nenhuma. Então decepcionado você procura um lugar solitário e ali derrama suas lágrimas e pergunta ao Senhor - por quê?

Se o Senhor está provando você porque Ele o ama. Os dias que você está passando no vale não são um tempo perdido, mas tempo de capacitação e investimento. Até Jesus passou por dias assim. Há algo de precioso que o Senhor vai confiar a você para fazer, e será no vale que você vai aprender a ver da maneira como Senhor vê. Mas não saia de porta em porta procurando por profetas para tentar saber a visão antes do tempo. O Espírito Santo vai falar ao seu coração no tempo apropriado. 

Na primeira oportunidade que tiver, Olhe-se na frente do espelho. Olhe bem nos seus olhos, e diga para Jesus algo do fundo de seu coração. 

Sabe, às vezes adquirimos uma cultura religiosa errada, monótona, cega, insensível. As quatro paredes de um Templo podem nos impedir de ver o que se passa lá fora. Você sabia que nunca tivemos tantas Igrejas, tantos pastores, tanta facilidade para falar do amor de Deus e paradoxalmente o mundo nunca antes teve tantas pessoas perdidas e tantas almas sedentas sem saber nem do que? Sabia também que em meio a tantos crentes, há uma carência muito grande de pessoas que tenham um compromisso de servir a Deus sinceramente?

O Senhor não quer que você seja mais um(a) assentado no banco dos insensíveis, na cadeira dos hipócritas, um cego que pensa que vê. O Senhor está muito mais perto de você que antes. Ele quer lhe dar olhos que enxergam as necessidades das pessoas, mãos que não sejam egoístas, um coração que se enterneça com as necessidades do próximo. É no vale que o Senhor se aproxima de nós, porque choramos mais, oramos mais, questionamos mais e conseguimos abrir nosso coração até dizer o que Ele quer ouvir de nós.

Quando saí da casa de meus pais, para vir à cidade de São Paulo, tinha dois propósitos: trabalhar e me graduar em uma universidade. Todavia o Senhor tinha um outro propósito maior - de escrever meu nome no livro da vida. Em 11 anos aqui, aceitei Jesus, graduei-me, fiquei bem financeiramente, casei-me, constitui um lar cristão com esposa e duas filhas. Mas dias vieram anos à frente, em que a necessidade bateu à nossa porta. Também foram longos 11 anos de desemprego, frustrações, privações, humilhações, desesperança e muitas lágrimas.

A primeira visão que o Senhor deu-me foi coletar e enviar literatura bíblica para grupos de crentes presos nas penitenciárias do Estado de São Paulo. Faltavam três anos para sair do vale. Ao lado do CDD do Correio aonde fui - durante dois anos - postar cartas sociais para aconselhamento de presidiários, tem um hospital público. No final dos 11 anos de vale, isto é, em 2003 o Senhor enviou uma pessoa à minha casa para comunicar a existência de uma oportunidade temporária com contador daquele hospital. Tive muitas vitórias. Sendo a última um sonho: auditor concursado em um Tribunal de Contas.

Em seguida veio um concurso em que consegui definitivamente o direito ao cargo - pela graça de Jesus. Ali, uma surpresa: aprendi muitas coisas sobre computadores e programas. Voltei a escrever - nos anos 80 fui jornalista, editor de uma tabloide evangélico. Tive oportunidade de estudar inglês por dois anos. O mundo hoje fala inglês, e três bilhões de pessoas ainda não sabem quem é Jesus. 

Durante os 11 anos no vale, fiz um compromisso comigo mesmo de glorificar o nome dele trabalhando com a palavra escrita. Sem nenhum exagero, tenho usado a WEB para evangelizar e fortalecer pessoas tanto no Brasil quanto na Ásia. Algumas das mensagens que Jesus deu-me, eu as traduzi para o inglês e tenho recebido testemunhos de pessoas que foram tocados pelo Espírito do Senhor enquanto as liam tanto do Brasil como de outros países.

Antes eu apenas via as quatro paredes da Igreja. Hoje eu consigo olhar para toda a terra, e com as ferramentas que o Senhor capacitou-me posso falar de Jesus sem dificuldades para muita gente. Minha maior alegria são os testemunhos que recebo das pessoas que se alegram com as mensagens que o Senhor concede-me escrever.

O amor por este trabalho de escrever - foi amadurecido nos três últimos anos no vale, durante o tempo em que escrevi quase mil cartas de próprio punho para aconselhar e comunicar-me com presos. Cheguei a ficar com dores no cotovelo direito e no ombro de tanto escrever à mão. Foi um ótimo investimento.

Por isso, nesse tempo que você está no vale, ocupe-se. Reaviva seu compromisso de servo(a) do Senhor e não se envergonhe de fazer aquilo que o Espírito Santo falar ao seu coração. Será do meio deste vale que o Senhor vai tomar sua mão e conduzi-lo(a) passo a passo para lugares mais altos. Não para ser engrandecido(a), mas para servir. Chegará tempo, que você olhará para trás e vai agradecer ao Senhor por esses dias difíceis que podem fazer de você um cristão compromissado e sincero com Deus.

Anime-se! Continue fiel ao Senhor no vale. Se seus olhos pudessem ver, todas as vezes que você está aflito(a) poderia contemplar O Senhor perto de você dizendo carinhosamente: "Continua! Não desfalece, pois a sua bênção está muito perto".

Jesus é fiel, Ele nunca vai abandonar você.





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