terça-feira, abril 25, 2017

Pastor da Assembleia de Deus foi degolado no massacre do Mato Grosso


João Cruzué

O pastor Sebastião Ferreira de Souza, de 57 anos, provavelmente, de Rondônia foi uma das 09 vítimas do Massacre da Gleba de Taquaraçu do Norte, município de Colniza, estado de Mato Grosso. Segundo reportagem do G1,  o corpo do pastor apresentava muitos sinais de tortura, além de ter sido degolado vivo. Para quem quer saber como o estado brasileiro NÃO FUNCIONA, basta ver as fotos, abaixo, que garimpei na internet.






As vítimas foram identificadas por uma equipe da Politec composta por um médico legista, um papiloscopista e técnico de necropsia. São elas:  Izaul Brito dos Santos, de 50 anos, Ezequias Santos de Oliveira, 26 anos, Samuel Antônio da Cunha, 23 anos, Francisco Chaves da Silva, 56 anos, Aldo Aparecido Carlini, de 50 anos, Edson Alves Antunes, 32 anos, Valmir Rangeu do Nascimento, 55 anos e Sebastião Ferreira de Souza, 57 anos (fonte Olhar Direto).





segunda-feira, abril 24, 2017

Família Collingsworth - Pesquisa Gospel abril 2017


The Collingsworth Family
João Cruzué


Não é novidade aqui no Blog Olhar Cristão a pesquisa musical no Spotify que comecei a divulgar a partir de janeiro/2015. Pois bem, estou de volta com mais um dica. 


Para mim a Collingsworth Family era desconhecida. Hoje, enquanto ouvia o Pastor Mathew Hagge no Spotify,  ouvi um outro artista. Daí fui conferir. Ouvi o hino  "You're About to Climb". A vocalização por alguns momentos lembra o dueto de Karem e Richard Karpenter. 

Outra linda canção é "Gotta get to Jesus". 

Também gostei dos solos de trompete em  "Trumpet Medley".

A discografia é extensa. Ouvi  e adorei um solo de piano do hino "My Tribute". 

Por fim, a qualidade dos arranjos musicais é indiscutível.


Confira.


O que pode vir depois da corrupção


Efeito Venezuela

Cupins 
João Cruzué


Causa-me muita preocupação as notícias que surgiram depois da liberação de sigilo das delações premiadas da Odebrecht. Um país com seus principais políticos e partidos vendidos por dinheiro como bananas na feira de rua. Onde é que mora o perigo do tamanho da corrupção revelada de supetão, é o que gostaria de comentar em algumas palavras.

Nos anos 70 e 80, enquanto o chicote da ditadura comia solto em toda América do Sul, a Venezuela nadava de braçadas no mar da democracia. Mas a corrupção foi aumentando, aumentando, até que nos primeiros anos da década de 90 o Presidente Carlos Andrés Peres foi deposto. Seu sucessor fez uma coisa inimaginável: assinou um tipo de perdão político para um grande narcotraficante venezuelano. Em seguida, o sistema financeiro veio abaixo com a quebra do Banco Latino. Foi neste meio que surgiu a figura de Hugo Chaves. O resto não necessita comentários.

As revelações mais recentes da imprensa brasileira, depois a liberação de boa parte do sigilo da delação dos executivos da Odebrecht foi uma coisa estarrecedora. O que sobrou de pé da honra dos políticos brasileiros foi quase nada. Qual vai ser a reação do povo nas eleições majoritárias de 2018, é algo ainda não conhecido, todavia, com certeza, preocupante.

Corremos o risco de trocar o péssimo por algum muito pior, haja vista o que se passou na Venezuela. Ali a corrupção não acabou.  Depois de uma breve lua de mel, com o preço do barril de petróleo nas alturas, as coisa começaram a piorar. Junto com a corrupção vieram o desabastecimento, a inflação, a violência, o narcotráfico e um país caído na mais profunda miséria.

Sei que este blog não tem muitos leitores. A maioria dos que chegam até este parágrafo são meus amigos de blogs evangélicos de longa data. Pois bem, se você já orava uma hora por dia. Pode dobrar este tempo. O Brasil está a beira do abismo, e somente muita oração vai nos livrar do desastre.

Ora, o que temos de tão ruim assim? Um congresso moralmente corrupto. Os partidos políticos enrolados até o pescoço. Uma Igreja encantada com a política secular e uma sociedade aparentemente passiva. O desemprego segue crescente, o casamento gay veio para ficar. Um secularismo crescente e Deus, no meio de tudo isto, tem sido um grande esquecido. 

Preciso dizer onde tudo isto vai dar? Então,  meu caro irmão e amigo, agora só na oração e no jejum.






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domingo, abril 23, 2017

O Papel da Igreja Evangélica no Brasil em 2017


A MISSÃO DA IGREJA É PREGAR O EVANGELHO

BÍBLIA
João Cruzué

Quero deixar registrado com bastante clareza, aqui, minha opinião sobre o papel da  Igreja  e de seus pastores na política da nação brasileira. Blogueiro evangélico desde 2005, e cristão servo do Senhor Jesus Cristo desde os 19 anos, sou compelido a posicionar-me de forma clara, de acordo com o conhecimento da vontade do Senhor que adquiri neste quase 40 anos. Se o interesse exagerado da Igreja Evangélica brasileira  e de seus pastores não for criticado, comentado, reprovado, combatido, ele só vai aumentar!

É certo que sem a Política, o Estado não vai destinar com eficiência e equidade os recursos dos tributos que pagamos. A Política, para mim, é a arte de conversar com o propósito de conhecer os problemas da nação e levar recursos  para onde há maior carência. Por exemplo: estamos praticamente em 2014 e a transposição do Rio São Francisco ainda não foi concluída. Por outro lado, fala-se abertamente na licitação do trem bala, entre São Paulo - Rio de Janeiro, a um custo de 50 bilhões de reais. Nos meios políticos, o feeling é que a primeira obra está atrasada e precisa ser concluída, enquanto que não é hora de licitar a obra do trem bala.

Quanto a Igreja, O Senhor Jesus não a edificou para outro propósito senão para ser uma casa de oração para todos os povos. Uma instituição divina e mística para cuidar da vida espiritual das pessoas. A Igreja é a porta e o caminho de  reino totalmente distinto do mundo social. Dessa forma, representação política e Igreja são coisas bem distintas. Na Igreja, a autoridade maior é o SENHOR JESUS. Na política, a autoridade maior pode ser qualquer cidadão/cidadã. Mas, em nenhuma passagem do Novo Testamento, seja pelas palavras do SENHOR, ou de Paulo, João, Pedro ou Tiago está escrito que a missão da Igreja é fazer política. A César o que é de César e a DEUS o que é de DEUS.

"Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura" (Marcos 16:15) - é esta a missão da Igreja.

O abandono do arado. É esta, a imagem que vejo quando percebo a preocupação das grandes denominações evangélicas, através de seus líderes,  em participar ativamente de projetos políticos, aspirando posições e cargos de poder temporal. Isto  não é bom. Isto é condenável. Um pastor que recebeu a convocação do SENHOR, a unção ministerial para cuidar do rebanho do SENHOR, quando larga tudo isso para ser um Vereador, um Deputado, Senador, Governador, ou até mesmo um Presidente, está trocando o sagrado pelo profano. Está jogando no lixo o dom do SENHOR.

Não importa se esse pastor, bispo, evangelista, apóstolo seja quem for: trocou a chamada para cuidar do rebanho do SENHOR por uma  cadeira de representação política, sinto muito. É sim, um profeta velho e um homem desviado.

Um erro de estratégia. Uma falta de paciência. Se as denominações evangélicas estivessem trabalhando prioritariamente em projetos de evangelização nos últimos 20 anos, a metade do Brasil já seria do Senhor Jesus. Isto por si só, evitaria a grande perda de tempo (e ministérios pastorais) em projetos políticos, porque se o povo de uma nação se converter ao Senhor, seus políticos serão homens com temor de DEUS.

O que a Igreja tem ganhado com a participação direta de seus pastores nas casas legislativas brasileiras? Meu comentário: pode até  ter colocado muitos pastores no poder, pode a bancada evangélica até ter chegado a 20%. Todavia,  a um custo muito alto daa sua credibilidade. Hoje, diante dos olhos da nação, qual tem sido a imagem, por exemplo: de Bispo Macedo, de um Marco Feliciano, de um Valdomiro Santiago, R. R. Soares, Silas Malafaia...Decididamente a de homens de negócios! Têm fama, mas estão perdendo a credibilidade perante o povo. Têm poder, mas seu sucesso não é sinônimo de inerrância. Poder temporal e fortuna são duas coisas que destoam do perfil do CRISTO. Aliás, alguém não andou oferecendo isto ao próprio Cristo?

Lugar de Pastor evangélico não é na política, mas cuidando da sua missão espiritual: Orando, evangelizando, pastoreando, consolando, aconselhando, repreendendo, ajudando a levantar, a perdoar... Deixar o espiritual pelo material pode ser loucura ou queda da graça de Deus. 

O crente deve ficar afastado da política? Note bem: até agora estava criticando a postura de LIDERANÇAS EVANGÉLICAS que têm exagerado em projetos políticos. Quanto aos crentes que não têm chamada pastoral, nem unção ministerial para o trabalho do SENHOR, ao meu ver, estão livres para ser: médicos, políticos, cantores, esportistas, militares, juízes, advogados, ministros, deputados, governadores, senadores e até presidentes. Cada um ore e aja sempre de acordo com o propósito de Deus para si.

O papel da Igreja não é fundar partidos políticos, nem  separar seus pastores mais populares para serem candidatos a cargos eletivos. Eles têm compromisso com Aquele que os separou. Se a Igreja fizer isto, estará pisando nos dons ministeriais de seus líderes e Deus não vai deixar isto impune, não!

O papel da Igreja Evangélica é pregar o Evangelho da salvação aos pobres para que eles encontre o caminho da prosperidade; é orar pelo enfermo para que ele receba a cura; é repreender  o demônio do oprimido pelo diabo para que ele seja liberto; é dizer ao corrupto para que ele deixe de roubar o sustento do pobre, a correção da aposentadoria da viúva,  o sustento dos velhinhos, o pão da criança desamparada. Isto sim, faz parte da missão da Igreja.

O papel da Igreja é condenar a corrupção, e não caminhar ao lado dos corruptos. O papel da Igreja é preparar seus jovens para apregoar o ano aceitável do Senhor Jesus, em lugar recrutá-los para distribuir "santinhos" nas portas dos templos.

O papel da Igreja não trazer candidatos ao púlpito, mas ensinar  os novos convertidos o som da voz do Espírito Santo, para que possam discernir de pronto  se é o santo ou o profano que está falando. 

Com tantas almas perdidas na miséria e no pecado, a Igreja está precisando de mais Pastores, mais Bispos, mais Apóstolos para enviar ao campo em lugar de mandá-los para ser políticos em Brasília. Mais juízo e menos vaidade.

Por outro lado, é também o papel da Igreja levar, por meio da Palavra de Deus, homens e mulheres  a possuírem o temor de Deus, para que sejam aptos a toda a boa obra, inclusive, servir à nação em qualquer cargo ou função da carreira pública. Se isto não for feito, a corrupção continuará apodrecendo a política e roubando o futuro de milhões de brasileiros.

Crente na política e Pastor na Igreja!










O Ministério Pastoral e a Representação Política na Igreja Evangélica


Comentários sobre os sofismas mais comuns


Parece tudo igual, mas não é.
João Cruzué

Escrevi sobre este assunto há algum tempo, mas ele me parece pertinente para contextualizá-lo. Ainda mais, nestes dias em que a imprensa vem descortinando o mercado de compra e venda de políticos pela construtora da família Odebrecht e por outras construtoras cujas delações estão a caminho. Enquanto milhões de brasileiros passam por todo tipo de privações, a maior parte dos congressistas praticam a corrupção. Diante disso, quero deixar adiante minha opinião, como presbítero da Igreja Evangélica Assembleia de Deus. Não falo oficialmente pela Igreja Assembleia de Deus, porém minha opinião se encaixaria perfeitamente como o pensamento (bom senso) entre meus pares. Adiante.

1. Uma Igreja deve praticar ativismo no sentido de fundar um Partido Político?

Blog Olhar Cristão: A missão da Igreja foi dada claramente por Jesus Cristo. Basicamente é: Ir por todo o mundo para pregar o Evangelho, curar os enfermos, expulsar os demônios e convidar os perdidos para reconciliação com o Senhor Deus misericordioso. O líder de Igreja que encabeçar direta ou indiretamente a criação de um partido político EM NOME DESTA IGREJA, digo sem nenhum medo de errar: é alguém  que JÁ está caído da graça de Deus. A pregação do Evangelho para a libertação das almas oprimidas pelo diabo é prioridade máxima da Igreja. Se isto não estiver sendo feito, é por que não mais se trata mais de uma Igreja.  mas de uma organização qualquer onde Deus já não tem mais a soberania. Trata-se de uma abominação.

2 - "Política não é coisa para crente".

Blog Olhar Cristão: Se os crentes não participarem da política nacional, tudo o que for feito de ruim, indiretamente, serão responsáveis por pecado de omissão. A Bíblia fala na Carta de Paulo aos Romanos sobre a existência de dois tipos de autoridades: Autoridades políticas e Autoridades religiosas. Também diz que não há autoridade que não provenha da vontade ou da permissão de Deus. Por isso creio que se o princípio da autoridade vem de Deus, quem considerar a política como algo maligna, erra por não conhecer as escrituras. E comete um erro maior se recusar o direito de agir politicamente, pois deixa sua oportunidade para que outros façam o que bem entender.

A Igreja, como corpo de Cristo, é composta de salvos. Sua função é ser o sal e a luz do mundo - em todas as organizações sociais lícitas. Talvez pela omissão de muitos crentes, que enxergam o diabo em tudo, o mal esteja mesmo se alastrando tanto, porque não encontra resistência à altura.

3 - "Pastores não devem participar de política".

Blog Olhar Cristãoatualmente existem dois tipos de ministros: os que têm o cargo e exercem o ministério pastoral e aqueles que possuem apenas o cargo sem o ministério. Para os que exercem o Ministério e pretendem concorrer a cargos públicos minha opinião é que não devam fazer isto, pois estariam abandonando o "arado". Entretanto, para os ministros que possuem apenas o cargo, sem chamada pastoral, não vejo incoerência . Todavia, qualquer crente, membro de Igreja ou ministro que aspire seguir a carreira política, deve ter uma orientação muito segura de Deus. Se forçar a barra e romper o muro, como diz a Bíblia, vai encontrar uma cobra (o diabo) do outro lado para picá-lo.

Explico: se Moisés não tivesse uma chamada real, CONFIRMADA por DEUS, em lugar de tirar o povo de Israel do Egito, teria contribuído, isto sim, para a destruição do povo. Sem direção de Deus, em lugar de conquistar um cargo político, o membro ou ministro da Igreja com certeza vai entrar por sua própria conta e risco, não em "Canaã", mas no "Egito" para ser escravizado pelo "faraó" deste mundo. O preço desta aventura ainda não está totalmente informado: faltou dizer que neste caminho infeliz as outras vítimas são a família além e o nome da própria Igreja.

Brevemente veremos uma enxurrada de artigos na internet do tipo: "Não voto em Pastor" Quando eu era "menino" achava esta frase corretíssima. Depois de uma melhor análise, cheguei à conclusão de que esta afirmação é uma campanha preconceituosa, com impacto negativo entre os crentes e principalmente entre os eleitores não crentes. Se Deus chamar um ministro para a política, com ou sem o voto dos crentes, ele vai se eleger de qualquer jeito. Porém, há muita gente enrolada por aí, forçando a barra e falando pelos cotovelos, dizendo que sua chamada para a representação política  foi por direção de divina. Desconfie.

Enquanto isto, na Espanha, tempos atrás o ex-Papa Bento XVI dava seu aval para que sacerdotes católicos concorram a cargos políticos, para impedir o avanço do secularismo. Quem gostou disso foi o Bispo Lugo, que chegou a ser Presidente do Paraguai. Neste infeliz exemplo, cumpriu na vida dele a vontade de Deus. Com era dado a saltar a "cerca", e não honrava a batina, veio à tona os muitos  filhos que teve. Como já tinha perdido mesmo o cajado, sua entrada na política contribuiu para que sua sem-vergonhice viesse a ser exposta à luz do meio-dia. Uma cova que chamou um outra maior.

4 - A carreira política é melhor que o ministério pastoral?


Blog Olhar Cristão: Sou completamente contra este pensamento. Qualquer um poderia exercer um cargo político, basta que gaste bastante. Já o ministério pastoral depende de uma chamada genuína e seu exercício é muito  mais valioso que ter um cargo de representação política.  A Mensagem do Evangelho é muito mais importante que qualquer discurso político. Ganhar uma alma e zelar dela, como ministro de Deus, vale mais que ganhar a presidência de um país. Embora isso pareça loucura, é assim que Deus vê. Portanto, entre o ministério pastoral e a representação política, fico com o primeiro, pois o ministério pastoral é dado pelo próprio Deus para homens especiais.

5 - "Não voto em candidato evangélico, porque ele vai se corromper"

Blog Olhar Cristãoisso é puro preconceito. Em princípio, votar em um candidato que tenha o temor de Deus é uma decisão correta. Se no futuro ele trouxer decepção, na sua próxima candidatura não o eleja mais. Como de fato aconteceu em 2006, quando o povo evangélico deixou de eleger muitos políticos evangélicos que se corromperam no escândalo das "Sanguessugas". O recado foi dado. Não basta ter nome de evangélico para permanecer na política - é preciso ser evangélico de fato. O perigo de negar o voto a um candidato cristão para votar em qualquer um, ou naquele que asfaltou a rua da sua casa, reside na seguinte armadilha: quando uma lei não-cristã em votação, o político evangélico tem um compromisso com a Bíblia, já o "qualquer um" pode votar até contra a liberdade de culto - pois lhe deram um mandato (cheque em branco) para fazer o que quiser.

Vejamos um caso concreto: O ex-Prefeito de São Paulo - Gilberto Kassab - diante de um assunto que envolvia o uso da Avenida Paulista para sediar três manifestações: Dos evangélicos (Marcha para Jesus), de sindicalistas (Dia do Trabalho - CUT), e do movimento GLTBS (Parada Gay), Kassab fez sua opção sem titubear em favor de manter a Parada Gay na Avenida porque achava que ela dá um toque de modernidade e visibilidade mundial à Capital paulista. Em 2014 ele saiu candidato ao Senado, só que não vai ser eleito.

6 - "Não voto em candidato escolhido pela minha Igreja"

Blog Olhar Cristão: muitos crentes não se sentem confortáveis em votar nos candidatos "oficiais" da Igreja, geralmente pessoas escolhidas sem o referendo da membresia. Talvez seja esta falta de democracia que tenha impedido o sucesso de muitos candidatos. Por outro lado, há Igrejas que manipulam o eleitorado tentando fazer com membros um curral eleitoral com a prática do voto de cabresto. Recentemente, ouvi um pastor recomendando o voto em determinada pessoa da  parentela do Bispo da Igreja. E um dos argumentos que usou era que seria uma prova de gratidão ao Bispo, e que o candidato tinha conseguido colocar um irmão doente em um hospital. Ora, vejo isto de forma diferente: quem tem que usar de gratidão e fazer o que o povo precisa é o candidato.

Quanto a este assunto, ainda há duas coisas a considerar: O voto é secreto e inviolável. Diante da urna o eleitor cristão vota em oração, com consciência e intuição de acerto. Votar no melhor, isto é, naquele que no exercício do poder não vai aprovar leis ímpias contra a liberdade de expressão religiosa, como, por exemplo, a lei da mordaça gay. Nem aprovar legislação pró-aborto, nem naqueles que já sujaram o bom nome da Igreja por atos de corrupção. Votar corretamente é difícil, mas possível. Basta que na eleição seguinte, não se repita os mesmos erros.

Igreja x Política
7. Conclusão 

Blog Olhar Cristão: Ouvimos de um antigo Pastor, já falecido, que o pior erro é o erro doutrinário. Trazendo isso para este contexto ficaria assim: O pior erro é um erro de princípios. De tudo o que escrevemos aqui, cremos que o perigo maior reside em pensar que a representação política seja uma tarefa que Deus deixou aos cuidados do diabo. Conceitualmente trata-se de um sofisma. Se de fato o exercício da representação política fosse um atributo exclusivo do diabo, todos os que pensam assim estariam deixando nas mãos dele o destino de pessoas, comunidades, bairros, cidades, estados, países - o mundo. Deus há de cobrar caro todo pecado dos corruptos tanto quanto a omissão dos ignorantes!

Por outro lado, Deus deu Pastores para cuidar do Seu rebanho. Quem dera que todos os representantes políticos fossem homens tementes a Ele. Isso só é possível, se a Igreja cumprir a missão dela.  O que é preciso discernir neste assunto é que se um pastor quiser trocar o ministério por um cargo político, das duas uma: Ou ele nunca foi um pastor de fato ou é um profeta velho, caído da graça de Deus.

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"O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos,
dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética.
O que mais preocupa é o silêncio dos bons."
Martin Luther King







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domingo, abril 09, 2017

Eleições CGADB 2017 foram suspensas pelo TJRJ - Processo 84255-87.2017.8.19.001


Pesquisa no portal do TJRJ em 09/04/2017

Autor da pesquisa: João Cruzué

http://www4.tjrj.jus.br/consulta


Processo: 0084255-87.2017.8.19.0001
Tipo do Movimento: Decisão

Descrição: Trata-se de Tutela Cautelar de Urgência proposta por ROBERTO SOUZA DA SILVA e JOÃO ALVES GOMES em face de CONVENÇÃO GERAL DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS DO BRASIL e SCYTL SOLUÇÕES DE SEGURANÇA E VOTO ELETRÕNICO LTDA, a fim de suspender as eleições para escolha da nova direção e do conselho fiscal da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil Alega o requerente, em síntese, que a partir da meia noite deste domingo, 09/04/17, teve início as eleições da mesa diretora e do conselho fiscal da Convenção Geral das assembleias de Deus do Brasil, por meio de votação eletrônica, com término previsto par às 18 h do mesmo dia. Ocorre que, a realização do certame vem sendo alvo de diversas demandas judicias em todo o país, buscando conter ilícitos e fraudes no referido processo eleitoral, inclusive com o descumprimento de decisão judicial proferida pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Careiro - AM, o qual deferiu a intervenção judicial nomeando administrador judicial para acompanhar o processo eleitoral. É o breve relatório. 
DECIDO.
Após a análise dos fatos narrados e documentos acostados verifico o descumprimento da decisão judicial da Vara Única da Comarca de Careiro - AM, a qual não foi revogada pelo Juízo da 1ª Vara Cível Regional de Madureira - RJ, declarada competente após o julgamento do conflito de competência nº 151.295/RJ do Egrégio STJ. Vale frisar que a referida decisão nomeou administrador judicial para a conclusão dos trabalhos relativos às eleições perante ambos os réus, o que não foi observado conforme RO 5431/2017-0 da polícia Civil do Distrito Federal acostado. (DOC 4), bem como termo circunstanciado datado de 08/04/17. (DOC 7) Desse modo, analisando os requisitos para a concessão da liminar, observo que o fumus boni iuris vem demonstrado pelo impedimento do administrador judicial ao processo eleitoral. O periculum in mora evidencia-se no ambiente de instabilidade política e social que o ato atacado pode provocar se levado à deliberação na data designada, especialmente considerando o descumprimento a comandos judiciais. 

Ante o exposto, CONCEDO A LIMINAR requerida e DETERMINO a suspensão das eleições da mesa diretora e do conselho fiscal da Convenção Geral das assembleias de Deus do Brasil para o quadriênio 2017/2021, devendo ser designada nova data com a observação de todas as ordens judicias proferidas. Intimem-se os réus pelos respectivos endereços eletrônicos mencionados no item 50 do pedido. Expeça-se carta precatória ao Juízo de Plantão do TJDF, conforme requerido no item 51 do pedido da inicial. Após, encaminhe-se ao juízo competente.

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A Santa Ceia e o Lavapés

Lavapés
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Por João Cruzué.
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O texto do Evangelho de São Marcos, capítulo 14:12-26, é muito parecido com o  texto do mesmo assunto em Lucas 22:7-23. Já o Evangelho de São João conta um detalhe que os outros três autores não registraram. É o que veremos adiante.

Os evangelistas Lucas e Mateus registraram que os discípulos foram instruídos  por Jesus Cristo para encontrar um lugar especial para celebrar a Páscoa. Desta instrução constava um sinal, que era o de procurar por um homem que levava um cântaro d'água.  Mateus não cita tal detalhe. João, também, não.

Mas João aprofundou-se em outros detalhes. Ele ele deixou implícito no texto que os 12 discípulos celebraram a páscoa com os pés sujos. Em complemento do assunto, em Lucas 22:24-30 transparece com muita sutileza uma certa contenda que teria surgido no início da celebração. O texto fala de uma disputa entre eles de quem seria o maior. Na verdade, estavam procurando eliminação o menor, para que este fizesse o serviço mais baixo que era o de lavar os pés dos "maiores". Como não chegassem a um consenso, participaram da ceia com os pés sujos.

Também, o texto de Mateus 18 parece tratar de outro registro do mesmo assunto. Também estavam procurando quem seria o menor entre eles, para que este servisse os outros 11, lavando-lhes os pés. Culturalmente, lavar os pés era uma atribuição para os criados da casa. Neste registro,  Jesus entra em cena e toma uma criança, põe-na no meio deles e dá uma boa descascada: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis  no  Reino dos céus.

A esta altura, parece-me que o cântaro e sua água estivessem ligados à lição do lavapés. E, neste sentido, o detalhe que os três escritores não mencionaram, João registrou no capítulo 13:1-20.

Por não terem chegado a um consenso, os discípulos desistiram de lavar os pés ao se sentarem no chão para celebrarem a última Páscoa com a presença de Jesus. Todo mundo era "grande". Ninguém quis se rebaixar  ao nível de um criado da casa para lavar os pés. Imagino que depois de terem caminhado muito durante o dia, assentar-se no chão com os pés sujos não deveria ser muito confortável.

Jesus esperou que a celebração da Páscoa terminasse para ensinar humildade e serviço aos 12 discípulos. Como ninguém queria se rebaixar à condição de criado, depois de ter ceado, Jesus tirou uma toalha entre suas vestes e chamou, um por um, os discípulos e lavou-lhes os pés.  Foi uma lição inesquecível.  

O ambiente daquela Páscoa corria com relativa tranquilidade, até o momento que o Senhor falou em alto e bom som que um dos 12, que metia a mão no prato junto com ele, era um traidor. A partir daí, a tristeza, como uma nuvem cinzenta, pairou sobre o cenáculo. Como ninguém conhecia o traidor, ou uma pergunta recorrente: Por ventura sou eu, Senhor?  A seguir, veio a lição de humildade. O Maior colocando-se na posição de criado e colocando um novo conceito de grandeza: Quem quiser ser o maior no Reino dos Céus, que então sirva os irmãos. Foi assim que o Senhor destroçou a hipocrisia deles, com uma lição infalível. Por fim, um tristeza completa inundou o ambiente, com o desmascaramento de Judas.

Espiritualizando.

O que significaria a  sujeira dos pés em um corpo de um discípulo que já estava com o corpo limpo? isto eu não o sei, mas posso conjecturar. Eles cearam com os pés sujos, porque não queriam servir. Por este lado, o desejo de ser  o "maior", revelava um desconhecimento  enorme dos discípulos sobre o que ser um servidor do Cristo. Ao tomar a toalha para lavar a poeira dos pés aos apóstolos, Jesus estava dizendo duas coisas: que o cristão deve servir como seu Mestre. Que a celebração da Ceia foi tudo, menos alegre. Ali aconteceram dois fatos: a exposição da hipocrisia e a revelação da existência de um traidor.

O poeira dos pés para mim, simboliza a necessidade da graça de Deus todos dias, porque não conseguimos fazer todo o bem que devemos durante as 24 horas do dia. 

Também, para mim, esta poeira é parte da cultura mundana, da cultura humanista  já denunciada por Martin Luther King. Praticar a corrupção sem que ninguém percebesse era coisa dos mais espertos. Até hoje esta iniquidade é considera por baixo dos panos como um "virtude". Pela cultura mundana de nossa época é vergonhoso servir e apreciável o mandar, exercer autoridade sobre outros.

A poeira dos pés é uma sujeira inevitável. Basta colocar o pé na rua, para sujá-lo com a poeira. Também poderia significar orgulho, soberba e preconceito. Orgulho, por não querer servir. Servir era coisa de criados, servos e escravos. Todos os 12 queriam ser servidos. Como o lavapés somente aconteceu depois de terem ceado, fica evidente que eles participaram da santa ceia de modo indigno aos olhos de Jesus Cristo. Tanto foi assim que o Mestre não deixou o assunto da sujeira sem água. Tomou a toalha, cingiu-se e começou a lavar pés de cada um, a começar pelos pés de Pedro.

Também mostra que o Senhor não gosta de sujeira de nenhum tamanho. Inclusive da pequena sujeira. 

Também não aceitou que os apóstolos terminassem a celebração da Páscoa com sujeira nos pés. 

Jesus era amoroso. Seu amor foi demonstrado pela postura de humildade. Pelo desejo de servir e ajudar seus discípulos a desvencilharem-se da herança cultural romana. Pequenas iniquidades que passariam despercebidas, ou mesmo que um pastor da época considerasse como "não faz mal".

Depois do lavapés, os discípulos foram para casa envergonhados, por participarem da celebração com os pés sujos. Por terem se recusado a servir uns aos outros, por pura soberba.

O cântaro, a Santa Ceia, a água e a atitude de Jesus. Um coração como de criança é o padrão para ser aceito a entrar no reino de Deus. Uma das coisas que estava implícita naquele episódio era a falta de perdão. O lavar os pés uns aos outros fala justamente de perdão. Naquela disputa de quem seria o maior, e que posição e honrarias teria cada um, discussão de direitos e posição no Reino de Deus, fez com que alguns deles se indispusesse uns com os outros.

Por fim, aquela celebração de Páscoa mostrou que por mais que seja o homem limpo, ele sempre carrega alguma mancha  u mau cheiro que necessita da graça de Deus para para ficar limpo.

Nossa atual geração não nasceu para servir. Querem mandar e ser servidos. Estou falando, principalmente, de Pastores, Bispos, Apóstolos e afins. 

Esta atitude arrogante, independente, precisa sair  da minha e da sua vida, para receber com dignidade que possamos receber o tratamento  de seguidor de Cristo. A letra pode até induzir o homem ou a mulher a pensar que a graça de Deus é um benefício comum e ordinário, mas não é. Ao lavar os pés de cada um, os grãos de poeira de todos  foram descartados. Se nossos pés não forem lavados, Jesus disse que não temos parte com Ele. 

Senhor Jesus, tenham misericórdia de nós.


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A rede no lado direito do barco

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Lago da Galileia
João Cruzué

O capítulo 21 do Evangelho São João é muito especial para os servos de Deus, que uma vez receberam a chamada ministerial.  Sete discípulos, a poucos dias de receber o apostolado, estavam passando por um período de falta de orientação espiritual. E a experiência por que passaram não deixou mais dúvidas, principalmente no coração de Pedro.

A pescaria durou a noite toda. nada apanharam. Aqueles homens tinham famílias, ainda não tinham sustento da Igreja. A atividade da pesca era a forma de garantir o peixe cotidiano, para esposas, sogras, filhos, vizinhos, a parentela. A vida continuava.

-- Filhos, tendes alguma coisa par comer?

--Não!

-- Lançai a rede à direita do barco e achareis.

Quando Pedro disse que iria pescar, foi acompanhado pelos outros seis. Não tinha se esquecido do compromisso com Jesus, mas não sabiam o que deveriam fazer naqueles dias. Principalmente Pedro.

A mesma rede, o mesmo barco e o mesmo Lago de Tiberíades. Sob a ordem "lançai", um cardume de 153 grandes peixes  se formou à direita do barco à espera da rede. A mesma voz que  falava com os homens, comandava peixes.

Por que os sete pescadores passaram a noite inteira trabalhando e nada conseguiram? Atrevo-me a dizer que estavam fazendo certo a coisa: lançando a rede. Fazer certo é diferente de fazer certo a coisa certa. Jogo de palavras para comparar eficiência com eficácia. Para pescar era preciso um barco e uma rede. Mas, para apanhar os peixes era preciso lançar a rede sobre um cardume. 

E os pescadores foram abençoados porque precisavam sustentar suas famílias. E quando o dia raiou não tinha apanhado nem um peixe sequer. Mas, eis que o Senhor apareceu e mandou lançar de novo a rede à direita do barco e ela se encheu.

Nós podemos ficar muito frustrados, mesmo sendo servos de Deus. Não basta só uma rede e um barco para pegar muitos peixes. Na pressa de fazer muitas coisas, corremos o risco de frustração, se não considerarmos a vontade de Deus. Uma vez salvos e servos de Cristo, nada deve ser mecânico: eu vou, eu faço e eu consigo. Não! Agora não deve ser mais assim. Temos que consultar o Senhor, como fazia Davi antes de definir o planejamento da guerra contra os filisteus.

Fazer a coisa certa, mas fora da vontade de Deus. O Rei Saul era useiro e vezeiro de agir assim. Toma a frente de Deus e até mudava as ordens dele, e depois racionalizava com justificativas esfarrapadas.

--Senhor, hoje nós precisamos pescar para ter o peixe na mesa de nossas famílias amanhã. Foi esta oração que o Apóstolo João registrou no Evangelho? Não!  Às vezes, fazer  uma coisa parece tão óbvio, que julgamos não haver a mínima necessidade de orar. Mas, estas obviedades podem trazer muitos transtornos. 

Estar no lugar errado na hora errada, pode, sim, ter consequências muito graves. Você sabe o que quero dizer. Então, é melhor acostumarmo-nos a depender de Deus e orar, até mesmo diante das coisas simples. 

Quando o Senhor perguntou três vezes: "Pedro, tu me amas?" estava chamando a sua atenção para uma mesma falha. A questão da profecia do cantar do galo e do impulso de subir no barco para ir pescar. Na primeira vez, Pedro não considerou a possibilidade de sua coragem falhar. Na segunda, também não imaginava que a pescaria também poderia fracassar.

Não podemos sair vitoriosos de uma empreitada se não considerarmos primeiro o Deus quer de nós. Isto tem a ver com nossa chamada ministerial.  Pedro tinha um chamado e uma missão. Se ele servisse ao SENHOR no ministério, o SENHOR sustentaria a casa de Pedro. De João, de Antônio, de José...

A questão é:  se somos cristãos, devemos submeter nossos planos a Cristo. Será que, se Pedro tivesse reunido os outros seis, e antes de ir para o lago tivessem pedido a bênção do SENHOR, pescariam a noite inteiro sem ter pegado nem um peixe?

Nos dias de hoje, você faria do mesmo jeito?








terça-feira, abril 04, 2017

Eleições CGADB 2017 - Pouca coisa mudou



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João Cruzué
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Neste próximo fim de semana,  domingo 09/04/17 haverá eleições para a mesa diretora da CGADB 2017.  Desta vez a 3ª via está representada pelo Pastor Cícero Tardim, do Paraná. O Pr. José Wellington (pai) cede o lugar para o Pastor Wellington Junior para o embate com com a candidatura do Pr. Samuel Câmara, da Assembleia de Deus do Belém do Pará.

Não mudou muita coisa, a jugar por esta matéria (abaixo) que escrevi em dezembro/2011 - há quase 6 anos. Então veja o escrevi naquela ocasião.

"A situação política na CGADB no final de 2011, pela semântica da época, era a seguinte:

Primeira Via: Ainda sem nome definido para concorrer à presidência da Mesa. Há uma forte possibilidade de que o grande eleitor da situação, o Pr. José Wellington Bezerra da Costa, faça seu sucessor como fez o ex-presidente Lula. E quem pode ser este sucessor? Provavelmente um de seus filhos: Pastor Joel Freire da Costa, Pastor Paulo Freire da Costa ou Pr. José Wellington Jr. Minha preferência entre eles, é pelo Pr. Joel, com base em fatos no final dos anos 80's.

Segunda Via: O nome mais forte da oposição já está definido, há pelo menos duas eleições: Pastor Samuel Câmara, da Igreja-Mãe, em Belém do Pará. A seu favor tem o fato de ter feito (quase sozinho) as construções do Centenário das Assembleias de Deus no local de sua origem. Mostrou competência. Tem no momento, um grande cabo eleitoral: O Pr. Silas Malafaia, também muito admirado, não só na Igreja Assembleia de Deus, como em todo meio evangélico e católico carismático, pela sua destacada participação em Brasília em protestos e audiências públicas de assuntos de grande interesse religioso: Aborto, Lei da Homofobia, Kit Gay e projetos de mudanças constitucionais. Pesa contra o Pastor Câmara pesa o fato de ser um "eterno" presidente das convenções do Pará e o cerceamento de liberdade de expressão do blogueiro Victor Leonardo Barbosa do Blog Geração que Lamba.

Terceira Via: O pastor Geremias do Couto vem encabeçando um movimento político que critica o dualismo e a falta de opções que vêm acontecendo nas últimas eleições majoritárias da CGADB. O Pr. Geremias é um conceituado líder da Igreja, tenho sido escolhido em 2007 pela Associação Billy Granham para tocar o projeto evangelístico interdenominacional "Minha Esperança Brasil" em 2008, o que fez com muita competência e excelência. Pessoalmente o Pastor não falou de um nome para encabeçar a Terceira Via. Minha opinião é que ele, o Pr. Geremias do Couto, possa ser o candidato. Seu nome também honrará o pleito, devido aos grandes serviços que já prestou e continuará prestando à Instituição chamada Assembleia de Deus.

Pesa contra a candidatura da Terceira Via, o fator financeiro. Os gastos para uma eleição desta magnitude não sairá por menos de 5 milhões de reais. Mas, em se tratando de Assembleia de Deus e do momento político próximo à Eleição, no momento isso não significa inferioridade . Pr. Geremias tem, sim, grande desembaraço na mídia eletrônica, sendo um dos blogueiros mais antigos da websfera evangélica.

Este é o xadrez que está posto. A Igreja Evangélica Assembleia de Deus brasileira ainda não entrou no III Milênio. Prova disso foi a incapacidade política de seus quatro maiores líderes : Pr. José Wellington, Pr. Samuel Câmara, Pr. Manuel Ferreira e Pr. Silas Malafaia de não conseguirem celebrar o Centenário juntos. Um rol de picuinhas de 35 anos acabou produzindo um efeito de tristeza e desânimo nos membros.

A cizânia foi mais forte que o Salmo 133.

Espero que as eleições da CGADB em 2013 levem, de uma vez por todas, o oxigênio do novo século para reavivar o grande e simples projeto assembleano de evangelização. Aviva, ó Senhor, a tua Obra e conceda um espírito de humildade, força e amor aos nossos Pastores.


Em 11.12.2011



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