quarta-feira, junho 29, 2016

O tempo da mudança de sorte de David

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Ponto de Inflexão
Ponto de Inflexão
João Cruzué
Quando estava no segundo ano da faculdade, o professor de matemática ensinou sobre o famoso ponto de inflexão da parábola. Em nossa vida cotidiana, à semelhança de uma parábola, também existe o momento da virada, em que nós paramos de descer e começamos a subir. Um exemplo muito real desta situação aconteceu com Davi, e ele está registrado em I Samuel 30.6. Recordo que este texto bíblico  foi muito útil para mim durante uma época muito difícil, tempo que passei por uma  provação de 11 longos anos de desemprego.

A luta com Golias trouxe fama para o jovem Davi. A partir daquele dia, ele começou a ser visto com um olhar de ciúmes pelo rei Saul. Foram muito poucos os  dias da sua  fama no palácio real. Caçado como um animal, fugindo da morte, Davi escreveu os versos: Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! "Salmo 42:1".

  O cervo era o órix, um animal que se escondia nas mais altas rochas dos montes de Israel para  fugir dos caçadores. Quando estava no limite da morte pela sede, ele descia do monte bramando de angústia diante dos caçadores, em busca de água. A sede extrema o obrigava se expor, mesmo sab
endo que seus algozes estavam à espreita.

Davi conhecia na própria pele essa angústia. 
Ele foi descendo pela curva da parábola. Do matador de gigante a um foragido. De libertador a uma ameça. O diabo sabia do propósito de Deus para a vida de Davi e procurava levá-lo a  erro para matá-lo pelas mãos de Saul. Davi era ungido de Deus, mas seus dias de glória ainda estavam no futuro. Quanto ao presente,  andava se escondendo em cavernas
,  desertos e até morando com o inimigo: Os filisteus.

Não se iluda. Para conquistar uma grande bênção, Deus nos permite matricular na faculdade das aflições. Se você tiver atitudes, disciplina e muita paciência, pode correr o risco de abandonar a luta a poucos dias da vitória. Quando mais insuportável ficam as provações, menos dias faltam para o momento da virada.  Não tem jeito, só dá para descobrir insistindo - principalmente em oração, que é o exercício físico da alma.

A Davi foram se juntando os homens aflitos, endividados, amargurados - cerca de 400 homens.
 
O momento da virada na sua vida aconteceu quando  passava por uma aflição duríssima. Depois dela, a providência de Deus mudou a sua sorte.

Estando fora da cidade onde pousavam, vieram os  amalequitas e deram com ímpeto sobre a cidade de Ziclague, incendiando todas as casas e levando cativas as famílias de Davi e de seus 40
0 seguidores.

Quando estes homens viram a cidade queimada, saqueada, as famílias levadas cativas, entraram em um desespero tão grande que decidiram apedrejar Davi. Eles o culpavam pela má sorte. Seguiam um homem azarado.
 

Enquanto eles procuravam por pedras, Davi chegou ao seu limite. 


Mas ele era diferente. Mesmo naquela hora de desespero ele tomou a decisão certa: Foi buscar a face do Senhor. Mandou chamar o sacerdote Abiatar, el colocou o éfode, e Davi consultou ao Senhor.

--Perseguirei e alcançarei esses amalequitas? E o Senhor respondeu: Persegue, porque, decerto, os alcançarás e tudo libertarás! E se cumpriu.

Ah! meu amigo leitor, como esta palavra fez bem ao  coração em meus dias de aflição!
Foi naquele momento, que Davi enfrentou a última prova, antes de seguir para um reinado de 40 anos. O diabo apertou Davi na beira do "precipício", mas saiu "derrotado" porque Davi em vez de murmurar, blasfemar, desesperar-se, ele foi buscar a presença do Senhor.
Foi ali o grande momento de virada na vida de Davi. Ali, ele parou de descer e começou a subir de novo. Dias depois, Saul morreu. Davi foi aclamado rei de Judá. Sete anos mais tarde, rei de todo Israel. 

Ele tinha razão, quando escreveu:" Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Salmo 46, 1-2. 

Se você ceder ao desespero diante do seu limite, seu adversário - o diabo, vai se alegrar, vai gargalhar às escondidas, enquanto você pode estar culpando Deus pela derrota. Mas, se em lugar de desesperar-se, você se levantar da poeira e buscar a presença de Deus, como Davi buscou, quem vai beijar a poeira vai ser o adversário!
 Irmão/irmã quem sabe você esteja diante da maior provação da sua vida, igual a que  Davi passou em Ziclague?

Fique firme! Se já veio batalhando até aqui, caminhe mais um pouco. Lembre-se do que o apóstolo Paulo falou sobre o atleta que se priva de tantas coisas se aprimorando para correr a maratona. A coroa do ganhador só é dada no final da corrida. E você pode ser o grande vencedor.

Na  angústia extrema, sobre qualquer circunstância, e diante de qualquer problema, não se desespere,  não saia correndo, nem jogue tudo para o alto.  Estes momentos costumam acontecer bem próximo dos dias em que Deus vai  cumprir na sua vida as promessas que Ele fez. Basta ter um pouco mais de paciência. Continue na maratona. Ore ao nosso Paizinho Celestial para vencer as provações de mais um dia. E de mais outro. Contra todas as circunstâncias  espere no Senhor. Clame ao Senhor.


Vai chegar um momento que o Senhor vai olhar para você e colocar um ponto de inflexão positivo em sua vida. Você vai parar de descer e vai começar a subir.  Não se esqueça de que quando mais fundo for o poço, mas profundas serão as raízes que vão sustentar as maiores  bênçãos da sua vida.

Aconteceu comigo, e também vai acontecer na sua vida.

Ô Glória!  

O Profeta de Deus em época de crise

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Pastor Maurício Price*


''Eis que hoje te ponho por cidade fortificada, por coluna de ferro, e por muros de bronze, contra todo o país; contra os reis de Judá, contra os seus príncipes, contra os seus sacerdotes e contra o seu povo. Pelejarão contra ti, mas não prevalecerão; porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te livrar...se apartares o precioso do vil, tu serás a minha boca'' Jr 1.18-19 , 15.19

        O profeta Jeremias viveu numa época de intensa crise moral e espiritual em Judá. O período abrangido pelo livro de Jeremias é estimado em 67 anos, período este cheio de acontecimentos e revelações de Deus ao seu povo através do profeta. Em torno  do ano 647 a.C., o 13.° ano do reinado do rei Josias de Judá,  o Senhor Deus  comissionou o jovem sacerdote Jeremias, que também era filho do sacerdote Hilquias, de Anatote, uma cidade reservada aos sacerdotes, no interior, ao norte de Jerusalém. Aprouve ao Senhor Deus o elevar ao ministério profético naquele tempo turbulento e perigoso.

        É importante ressaltar que o avô do rei Josias, que temia a Deus, cujo nome era Manassés, induziu o povo a praticar horríveis rituais demoníacos e orgias, de maneira que estava habituado a oferecer incenso à "rainha dos céus" e sacrifícios humanos a falsos deuses. Manassés, como líder político, contaminou Jerusalém com sangue inocente, conduzindo o povo às catástrofes espirituais e morais resultantes do terrível pecado da idolatria. Pense nisso.

         Desta forma, a missão de Jeremias não era fácil. Na qualidade e na autoridade de profeta de Deus precisava anunciar tanto a desolação de Judá e de Jerusalém, como também a destruição do templo de Deus que seria incendiado, e ainda que seu povo seria levado ao cativeiro. Haja coragem ! Haja determinação!  Haja unção! O jovem profeta havia de continuar o seu ministério em Jerusalém por 40 anos, durante os reinados mal-sucedidos dos  reis Jeoacaz, Jeoiaquim, Joaquim (Conias) e Zedequias. Ainda mais tarde, no Egito, teve de profetizar contra as idolatrias dos judeus refugiados que ali se encontravam. Seu livro foi completado em 580 a.C.

        Confesso que estou convicto que Deus precisa urgentemente de vozes proféticas também em nossa geração. Quando a Igreja caminha de forma sadia na fé e na verdade da Palavra de Deus, seus pastores e mestres, exercem discretamente e silenciosamente as atividades regulares da Igreja do Senhor. Entretanto, toda vez que o povo de Deus é incitado a se desviar da sã doutrina, Deus precisa urgentemente comissionar líderes de sua Igreja, que se coloquem na estreita brecha em favor de seu povo. Geralmente, estas vozes ecoam alto no mundo, atraindo ódio, inveja e discriminação. São as vozes proféticas em épocas de crise. São os atalaias de Deus cujas vozes ecoam e influenciam cidades, estados e nações inteiras. Pense nisso.

         Recordo-me da voz profética de um dos arautos do Evangelho e destemido pregador avivalista, George Whitefield, quando lembra a Igreja do seguinte:

''Deus não pode enviar a uma nação ou a um povo maior bênção do que dar-lhes ministros fiéis, sinceros e retos, assim como o maior anátema que Deus possa dar ao povo deste mundo é dar-lhes guias cegos, não-regenerados, carnais, mornos e ineptos.''

         A História nos ensina que o profeta Jeremias, como atalaia de Deus,  proclamou destemidamente uma mensagem bombástica a um povo ímpio e irreverente.Observando a realidade do Cristianismo em nosso Brasil posso chegar também a uma honesta e sincera conclusão: estou horrorizado com grande parte desse '' mundo evangélico ''! Aliás, essa denominação de ''evangélico'' já era! Você sabe muito bem disso ! Biblicamente, prefiro usar a expressão '' cristão'' para aquele que é crente de verdade e da verdade, como era desde o princípio quando lemos: ''em Antioquia foram os discípulos pela primeira vez chamados cristãos'' At 11.26. Isso mesmo, meu amigo(a):'' cristãos'', que significa   ''pequenos Cristos'', isto é, '' imitadores de Cristo.''

          Hoje, existem ''evangélicos'' que disfarçadamente e malignamente se utilizam do Evangelho para  manipularem e abusarem das ovelhas de Cristo, ao invés de serví-las. Aparentemente são sinceros em suas atividades religiosas, porém os ''bastidores'' e intenções são bem diferentes. Acorda Brasil ! Acorda Igreja ! É bem possível que hoje tenhamos o maior índice de pessoas freqüentando templos religiosos no Brasil, com o mais baixo e medíocre índice de espiritualidade de todos os tempos. É hora de mudança e transformação em nosso país. Oh, Senhor Deus, sopra o Teu Espírito sobre essa nação !

          Portanto, entendo que o Rio de Janeiro, o Brasil e o mundo precisam urgentemente de vozes proféticas em épocas de crise, pois assim diz o Senhor: ''o profeta que tem sonho conte-o como apenas sonho; mas aquele em quem está a minha palavra, fale a minha palavra com verdade.'' Jr 23. 28.

Aviva Senhor a Tua obra!  Ele espera por você! Aleluia!

No amor de Cristo,   Pastor Mauricio Price


www.mauricioprice.com.br / mauricioprice@gmail.com 



Missionário e médico. Ministro do Evangelho filiado a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). Presidente do Diretório Estadual no Rio de Janeiro e Conselheiro Nacional da Sociedade Bíblica do Brasil(SBB). Membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil(AELB). Evangelista, radialista e escritor.





terça-feira, junho 21, 2016

Precisa-se de Matéria Prima para construir um país


.Arte by João Cruzué

Crônica

...........De 
João


........................Ubaldo

.....................................Ribeiro


"A crença geral anterior era que Collor não servia,

bem como Itamar e Fernando Henrique.

Agora dizemos que

Lula não serve.



E o que vier depois

de Lula também

não servirá para

nada...



Por isso estou começando a

suspeitar que o problema

não está no ladrão corrupto

que foi Collor, ou na farsa

que é o Lula.



O problema está em nós.

Nós como POVO.

Nós como matéria prima de um país.

Porque pertenço a um país onde a

..................."ESPERTEZA“

é a moeda que sempre é valorizada,

tanto ou mais do que o dólar.



Um país onde ficar rico da noite

para o dia é uma virtude mais apreciada

do que formar uma família, baseada em

valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente,

os jornais jamais poderão ser vendidos como

em outros países, isto é, pondo umas caixas

nas calçadas onde se paga por um só jornal

E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO

..................OS DEMAIS ONDE ESTÃO.



Pertenço ao país onde as



"EMPRESAS PRIVADAS" são papelarias particulares de seus empregados

desonestos, que levam para casa, como se fosse correto, folhas de papel, lápis,

canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos...

E para eles mesmos.



Pertenço a um país onde a gente se

sente o máximo porque conseguiu

"puxar" a tevê a cabo do vizinho, onde

a gente frauda a declaração de imposto

de renda para não pagar ou pagar menos

impostos.



Pertenço a um país onde a

falta de pontualidade é um hábito.

Onde os diretores das empresas não

valorizam o capital humano.

Onde há pouco interesse pela ecologia,

onde as pessoas atiram lixo nas ruas e

depois reclamam do governo por não

limpar os esgotos.



Onde nossos congressistas trabalham

dois dias por semana para aprovar

projetos e leis que só servem para

afundar o que não tem, encher o saco

do que tem pouco e beneficiar só a alguns.

Pertenço a um país onde as carteiras

de motorista e os certificados

médicos podem ser "comprados",

..........sem fazer nenhum exame.



Um país onde uma pessoa de idade

avançada, ou uma mulher com uma

criança nos braços, ou um inválido,

fica em pé no ônibus, enquanto a

pessoa que está sentada finge que

dorme para não dar o lugar.



Um país no qual a prioridade

de passagem é para o carro e

não para o pedestre. Um país

onde fazemos um monte de coisa

errada, mas nos esbaldamos em

criticar nossos governantes.



Como "Matéria Prima"

de um país, temos muitas

coisas boas, mas nos falta

muito para sermos os

homens e mulheres de que

nosso País precisa.



Esses defeitos, essa

"ESPERTEZA BRASILEIRA"

congênita, essa desonestidade em

pequena escala, que depois cresce e

evolui até converter-se em casos de

escândalo, essa falta de qualidade

humana, mais do que Collor, Itamar,

Fernando Henrique ou Lula, é que

é real e honestamente ruim, porque

todos eles são brasileiros como nós,

ELEITOS POR NÓS.



Nascidos aqui, não em outra parte...

Entristeço-me.

Porque, ainda que Lula renunciasse

hoje mesmo, o próximo presidente

que o suceder terá que continuar

trabalhando com a mesma matéria

prima defeituosa que, como povo,

somos nós mesmos.



E não poderá fazer nada...

Não tenho nenhuma garantia de que

alguém o possa fazer melhor. Mas

enquanto alguém não sinalizar um

caminho destinado a erradicar primeiro

os vícios que temos como povo,

ninguém servirá.



Nem serviu Collor, nem serviu Itamar,

não serviu Fernando Henrique, e nem

serve Lula, nem servirá o que vier.

Qual é a alternativa?

Precisamos de mais um ditador, para

que nos faça cumprir a lei com a força e

por meio do terror?



Aqui faz falta outra coisa.

E enquanto essa "outra coisa" não comece

a surgir de baixo para cima, ou de cima

para baixo, ou do centro para os lados, ou

como queiram, seguiremos igualmente

condenados, igualmente estancados...

Igualmente sacaneados!



É muito gostoso ser brasileiro.

Mas quando essa brasilinidade

autóctone começa a ser um empecilho

às nossas possibilidades de

desenvolvimento como Nação, aí a

coisa muda...

Não esperemos acender uma vela

a todos os Santos, a ver se nos

.............. mandam um Messias.



Nós temos que mudar! Um novo

governante com os mesmos

brasileiros não poderá fazer nada..

Está muito claro...

Somos nós os que temos que mudar.




Agora, depois desta mensagem,

francamente decidi procurar o

responsável, não para castigá-lo,

senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe)

que melhore seu comportamento e

que não se faça de surdo, de

desentendido.



Sim, decidi procurar o

responsável e

ESTOU SEGURO QUE

O ENCONTRAREI

QUANDO

ME OLHAR NO ESPELHO."


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A lição do profeta Jonas

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Jonas
João Cruzué

Jonas é um dos profetas antigos que mais se contextualiza em nossos dias. Quero dizer com isso que é provável que as Igrejas estejam cheias de Jonas. Há um lado animador em sua história: quando foi confrontado por Deus, entrou em um processo re-educação, e para sair com vida, teve que submeter-se à vontade de Deus .

1 - Jonas era um teólogo moderno, pois tinha um pensamento crítico ao pensar de Deus. Não que todo teólogo seja assim, mas grande parte, sim. Mas graças a Deus por eles, tanto pelos noviços quanto pelos que já provaram na própria pele, experiências com Deus. Dizem que na Faculdade de Gamaliel, Saulo de Tarso cai do cavalo. 

2 - Jonas estava seco do Espírito - apesar de ter vocação de profeta, andava envolvido por demais com as opiniões da sua época, em lugar de arranjar mais tempo para ouvir a voz de Deus. Hoje é do mesmo jeito: fazemos tudo correndo - até a oração é rápida, bem diferente da prioridade dos primeiros apóstolos. Se Jonas queria de fato a destruição do povo, já não enxergava mais com os olhos do Espírito.

3 - Por que Jonas não foi substituído? Deus poderia muito bem ter comi outro profeta para pregar em Nínive; havia dezenas deles em Israel. O fato é que a obra que Deus começara em Jonas não iria deixá-la inconclusa. Ele foi criado para o grande propósito de anunciar palavras de juízo aos ninivitas e servir de exemplo às gerações futuras de profetas. Quando propositalmente não foi, o plano "B" de Deus entrou em ação. Jonas mudou de atitude porque tinha somente duas alternativas: ou ia ou morria.

4 - Jonas não era um pregador eloquente - ele repetia apenas uma frase: "Em quarenta dias, Nínive será subvertida". Era isto mesmo que queria. Pregava a própria vontade. Isso mostra que Deus tem compromisso apenas com Sua vontade. Jonas pregava desejando que o juízo sobreviesse e destruísse os ninivitas. Mas a vontade de Deus era diferente: com as palavras do profeta, o Senhor queria que acontecesse um arrependimento.

5 - Por que há tantos Jonas nas Igrejas? Porque estamos passando por uma época de pregações de um evangelho distorcido. 

6 - Quando cristãos passam por lutas continuadas, a primeira coisa que deve ser analisada são as causas e não apenas as consequências. Pode ser que estejam no "ventre da baleia" passando por um processo de instrução prática, para abandono de suas próprias vontades.

Se esta for a causa, não há oração que os tire de lá a não ser que primeiro façam um compromisso de submissão a Deus.



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segunda-feira, junho 13, 2016

A Vale, a Samarco e o velório do Ribeirão do Carmo

Casa perto do Ribeirão do Carmo no Córrego do Bubu
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POR: JOÃO CRUZUÉ
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Eu conheci o Ribeirão do Carmo em 1965, quando tinha nove anos. Embora tivesse nascido ao lado dele, fui embora aos seis meses de idade. Minha viagem de volta foi cheia de aventuras, apesar de poucos dias, guardei lembranças que ainda perduram por 50 anos. Assim como existe aquele Livro "O Velho e o Mar", vou parodiar o assunto com "O menino e o Rio". Esta história, recentemente, teve um final triste, porque a  Companhia Vale do Rio Doce, disfarçada de "Samarco" acabou com a vida existente na metade da extensão do Ribeirão do Carmo.

Antes de reclamar do assunto, quero dizer uns desaforos. Assim como o ouro de Minas Gerais foi surrupiado pelos portugueses e acabou no bolso dos ingleses, as montanhas mineiras de hematita estão indo embora a preço de banana. Preço de banana, não! Depois deste mar de lama que desceu da barragem de Bento Rodrigues, o prejuízo ambiental foi tanto, que 100 anos de exportação de minério não vai conseguir recuperar. "Parabéns!" Companhia Vale do Rio Doce.


Rio do Carmo - um Rio ferido de morte pela Cia Vale do Rio Doce
Meu pai, Seu Militino Vitorino Cruzué, nasceu em um sítio no Córrego do Bubu, e foi registrado em Barra Longa. O o velho Sebastião Vitorino Cruzué, meu avô, era de São Pedro dos Ferros. Eu também nasci no tal Córrego do Bubu, um pequeno afluente do Ribeirão do Carmo, mas fui registrado em Cartório de Ponte Nova.

Quando voltei em 1965, para rever meu berço natal, eu fiz uma breve viagem acompanhando a Dona Glória, minha mãe. Nós saímos de Iapu,  de ônibus, para Caratinga. Em Caratinga nós compramos passagem na Empresa Pássaro Verde, em direção a cidade de  Ponte Nova. Chegando em Ponte Nova, eu conheci, pela primeira vez a "Maria Fumaça". Quando aquele monstrengo de aço veio atrás de mim, soltando um vulcão de fumaça pela chaminé, rugindo como um trovão, eu tremi nas minhas calças curtas. Se minha mãe não segurasse minha mão, eu estaria correndo até hoje.

Fomos de Maria Fumaça, da Companhia Leopoldina Railway, itinerário de Ponte Nova - Dom Silvério. Pelo caminho, passamos por Pontal e descemos em uma pequena vila chamada Chopotó ou Xopotó. O trem soltava uma nuvem enorme de fumaça e pequenos grãos de carvão ou de algo parecido de sua chaminé. aquelas bolinhas caiam nos olhos dos passageiros, e eles ficavam vermelhos. De Ponte Nova à Dom Silvério, boa parte do caminho seguia à margem do Rio Piranga, e depois de Chopotó, onde eu desci, ele se junta com o Ribeirão do Carmo para formar o Rio Doce.

Assim que descemos, caminhamos uns 05 quilômetros até a casa do Tio Zé Brás. Minha mãe tinha muita afinidade com Tia Maria. À noite fui com as duas para tomarmos banho na cachoeira do Rio Carmo, onde as águas borbulhantes à luz da lua, era como prata pura. Hoje, passou a ser pura lama da Vale do Rio Doce e Samarco.

Das coisas desta viagem, lembro de ter ido à missa em Chopotó com minhas tias Laudelina e Mariquita, irmãs de meu pai. Mesmo tenho passado 51 anos, também me lembro do sermão do padre, falando sobre detalhes de anatomia das crianças. Que quando fossem corrigir os filhos, não dessem sovassem os pirralhos a não ser no bumbum, parte do corpo que, segundo ele, Deus tinha feito especialmente para levar umas chineladas. Que não se devia bater em outros lugares do corpo.

Também me lembro dos bichanos e dos cachorros das tias, assim como do cardume de barrigudinhos que havia no poço de um córrego, onde caía uma bica d'água para lavar vasilhas.  Lembro-me da fazenda Apaga Fogo, de um vizinho de meu pai, Sr. João da Silva Lana. Para terminar, vi e visitei a casa onde nasci. Curiosamente, há pouco tempo recebi uma foto, presente de meus primos paternos. Ela ainda está de pé. Veja!

Eu ouvia dizer que depois de terminadas as atividades das colheitas, o povo pegava as bateias e iam batear ouro no leito do Ribeirão do Carmo, que desce de Ouro Preto. Dizia os antigos que conheci que este curso d'água também tinha o nome de "Corgo do Ouro".


Bateando ouro no Ribeirão do Carmo
O que restou disso hoje é uma sepultura de lama. Você pensa que com o rompimento da barragem, a lama acabou? Não! Ela continuou correndo por dias e meses. De Barra longa para baixo, o Ribeirão do Carmo morreu e foi sepultado. Da sua junção com o Rio Piranga, nasce o Rio Doce. Deste trecho até o mar capixaba, é pura lama e é lama pura.

Não bastasse a expropriação do ouro do século XVIII, agora as montanhas de ferro das Gerais exportadas à preço de banana. Neste processo, o lixo remanescente é estocado em lagoas de lama, com barragens de contenção feitas com material de terceira. Um gatilho de armadilha que foi acionado e o estrago foi muito grande. Acabou-se o Ribeirão de cachoeiras prateadas e o Rio Doce só voltará a ser doce, de fato, daqui a uns 50 anos - e olhe lá.

Eu bem sei que aquelas multas bilionárias, são apenas conversa fiada para enganar o ouvido de tolos.



terça-feira, junho 07, 2016

O Ministério da caixa de bebês



Traduzido e compilado
Por Wilma Rejane


Lee Jong-rak é um pastor coreano ( Coreia do Sul). Sua história de fé,  esperança e amor, comove a tal ponto que tem levado centenas de pessoas a converterem-se ao Evangelho de Cristo.

Ele criou uma caixa para bebês. Esta caixa fica anexada à sua igreja e tem por finalidade recolher bebês abandonados que são fisicamente ou mentalmente deficientes e indesejados por suas mães. O ministério de Lee começou de modo muito singular. Ele e sua esposa tiveram um filho deficiente, com função cerebral limitada. Seu bebê passou os primeiros 14 anos de vida em um hospital e Lee teve que vender seu mercado de alimentos, pegar dinheiro emprestado e assumir biscates para poder manter as despesas do hospital.

Durante os 14 anos em que acompanhou o filho, Lee visitava os quartos de outras crianças deficientes incentivando os pais a não desistirem delas. E as pessoas começaram a chamá-lo de pastor naturalmente.Posteriormente, Lee se matriculou em uma escola de teologia e se oficializou pastor.

Inicialmente ele não queria aceitar o fato de ter um filho com deficiência,  diz que perguntava a Deus: " Por que você me deu uma criança deficiente? Eu não sou grato por esse bebê". Mas, o amor de Lee por seu filho foi aumentando e levando-o para mais perto de Deus.

É incrível, pois, o motivo da grande decepção de Lee, acabou por se tornar sua causa de amor que iria salvar muitas pessoas. Pastor Lee registrou seu filho deficiente sob o nome de Eun-man que significa "cheio da graça de Deus". Eun-man atualmente se encontra em casa, com a família. Passa a maior parte do tempo em uma cama, ocasionalmente solta um ronco ou suspiro e sua saliva é sugada através de um buraco traqueal em sua garganta.

A Caixa:




Construída  em um anexo da casa do pastor, somente no ano de sua criação havia recebido 383 crianças. De lá para cá a caixa já ultrapassou a marca de milhares de crianças abandonadas. Sem condições para cuidar de todas as crianças que recebe, o pastor transfere algumas para orfanatos, sob cuidados médicos. Algumas mães acabam voltando para recuperar seus filhos.

Hoje, a casa do pastor foi reformada e conta com 21 alas, abrigando pouco mais de 20 crianças. O mais jovem tem dois meses de idade e o mais velho 18. É Lee e sua esposa que acordam no meio da noite, trocam fraldas, preparam mamadeiras e acompanham algumas das crianças na escola.

Autoridades do governo tentaram fechar o orfanato da caixa alegando que o pastor não tem treinamento formal e não há espaço suficiente para todas as crianças. O Ministério da saúde na Coreia alega que a caixa incentiva o abandono de crianças. Contudo, algumas empresas privadas se solidarizam com a causa e ajudam na manutenção do ministério do pastor Lee. Ele diz que Deus lhe concedeu essa obra e não tem deixado nada faltar, nem para ele, nem para o orfanato.

“Era doloroso ver a realidade, mas eu precisava fazer o que fiz. Não é algo que planejei. Não é algo que fiz porque sou uma pessoa boa. Foi realmente Deus quem orquestrou e me levou a este caminho. Todas essas crianças são preciosas para Deus"

Histórias da caixa:

O interior da caixa contém uma toalha grossa cobrindo o fundo e  luzes de aquecimento para manter o bebê confortável. Um sino toca quando alguém coloca um bebê na caixa, em seguida, os associados da equipe pastoral e sua esposa, vêm recolher o bebê . 

O ministério da caixa de bebês se transformou em filme.  Brian Ivie, o cineasta de 22 anos que decidiu fazer o filme, após ler sobre o trabalho do pastor, não se considerava cristão antes das filmagens. Ou melhor, era um cristão nominal, mas ele afirma que se converteu verdadeiramente a Jesus após conhecer e entrevistar o pastor Lee, podendo testemunhar com seus próprios olhos o amor que ele afirmava que antes só ouvia falar. Parte dos lucros do filme serão usados para ajudar o ministério de Lee e outros programas de assistência social cristãos.

A seguir trailler do filme sobre o ministério do pastor Lee e uma reportagem mostrando como funciona a caixa e as acomodações na casa do pastor. Ambos estão em inglês (infelizmente ainda não aprendi legendar vídeos), mas permitem conhecer o modo excepcional, o amor de Deus que transborda na vida desse trabalho.

Trailler:


Reportagem:



Deus o abençoe.

domingo, junho 05, 2016

Conselhos cristãos para passar em Concurso Público

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Por João Cruzué

Tenho lido e visto centenas de textos e palestras sobre como passar em concurso público, principalmente naquele concurso dos sonhos. Eu, pela graça de Deus, passei e fui chamado em três concursos. Autarquia Hospitalar do Município de Paulo, Tribunal de Justiça de São Paulo e no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo;  em 2003, 2009 e 2010. Mas poderia ter passado na Secretaria da Receita Federal em 1994, se não fosse por um erro de estratégia.

Sem muita conversa. Hoje é muito mais fácil se preparar do que nos anos pretéritos.

Se você puder pagar, faça um cursinho. Alguém mais sabido que eu já disse que a modalidade EAD - Ensino à Distância é muito boa, porque você não perde tempo em trânsito e pode estudar na sua casa ou em um lugar tranquilo.

Se você ficar só na leitura de apostilas, até que consegue passar, mas isto demora muitos anos. Eu fiquei nessa, e levei muitos anos para ficar no ponto. Se tivesse feito um cursinho, ou uma imersão lá atrás, eu já estaria aposentado na Receita Federal há muito tempo.

Onde foi que errei. No caso da SRF,  eram 200 questões e dois dias seguidos de prova. Eu  deixei de ser chamado por 14 pontos, ou seja,  deixe de acertar  mais 4 questões sobre IPI.

Hoje, por exemplo, você já consegue achar de tudo no YOUTUBE, mas aquele plus  (táticas de uso do tempo, leituras diferenciadas) para colocar você nas primeiras posições, só por meio de um cursinho, ou melhor, um curso em uma escola boa.

Ninguém vai vencer uma guerra usando uma estratégia ruim nem usando armas improvisadas. Você tem que entrar com boa estratégia, disciplina e muitas horas de treino.

Por que estou dizendo tudo isto: Este é um blog cristão, escrito para pessoas que têm o temor de Deus. Se você veio parar aqui, provavelmente, deve ser um Filho de Deus que está precisando de um bom conselho porque está atravessando dias de deserto.

Primeiro conselho: continue orando e pedindo a Deus inteligência. O temor de Deus é o princípio da sabedoria, isto é bíblico.

Segundo: consiga ajuda financeira e faça um cursinho preparatório em uma escola boa, ou matricule-se em um curso à distância de um professor top para concursos públicos. 

Você vai passar, vai ser chamado e vai voltar aqui para me agradecer: cruzue@gmail.com

Jeremias 33.3.


* Exemplo de fonte de Curso à Distância (gratuito) sobre Auditoria Governamental.

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quinta-feira, junho 02, 2016

Contando as estrelas do céu


Aprendendo novamente a sonhar com Deus


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Conting Stars 
"Foi o Senhor que fez isto, e é coisa maravilhosa aos nossos olhos" 

AUTOR: JOÃO CRUZUÉ

Se você examinar de perto a vida de Abraão, verá que o Senhor, o Deus Altíssimo, falou com ele pelo menos umas oito vezes. Eu me identifico muito com Abrão, pois também tive que deixar a terra natal, a  parentela e a casa dos pais, para ser abençoado e salvo em uma terra estranha. Sempre que tenho a oportunidade de olhar para um céu escuro e estrelado, longe da cidade,  eu me  lembro da ocasião em que "EL SHADAI" mandou Abrão levantar a cabeça para olhar e contar as estrelas do céu. Abraão ainda não era muito crente, mas sua fé foi sendo fortalecida aos poucos, Gênesis 15:1-6, à medida que se tornava mais íntimo de Deus.

A primeira vez que Deus falou com Abrão, em Gênesis 12:1, Ele estava em Ur da Caldeia. O verbo está no imperativo: "sai-te", portanto foi uma ordem para sair da sua terra, do meio da parentela e da casa de Terá. Seu Destino seria uma terra, que apenas conheceria no futuro, se saísse. As vantagens seriam: poder, fama e motivo de prosperidade para todas as famílias da terra. Abrão deve ter saído com interesse em alguma dessas coisas e, junto com ele, foram o pai e o sobrinho. No meio do caminho, em Harã, o pai morreu. Mas, o sobrinho continuou. Ficavam ricos, à medida que seguiam em frente.

A segunda vez que o Senhor lhe apareceu , foi para dizer que a Terra de Canaã, onde chegara, era sua Terra Prometida. Abrão tinha um segredo, uma profunda frustração, que Deus conhecia bem, mas Abrão não tocava no assunto. Disse Deus: "A tua semente vou dar esta Terra", provocando seus sentimentos. A terra prometida trouxe uma surpresa: a fome!

E veio uma grave fome sobre a Terra de Canaã. Por isso Abrão desceu à terra do Egito e Ló, o sobrinho, continuava junto. Como "bons" negociantes do Oriente, uma mentirinha aqui, outra ali, não faria mal... e, foi assim, por causa de uma mentira que o Faraó os expulsou do Egito. Saíram ricos, muito ricos em gado, ouro, prata, criados, escravos, de volta à Canaã - às custas de esperteza. 

Era gado de mais e terra de menos em Canaã. Isso foi o estopim de contendas que entre os pastores do tio e os do sobrinho. Assim, finalmente, Abrão chegou ao último ponto da exigência de Deus: sair de perto da parentela. Deixou o sobrinho escolher em primeiro lugar os pastos. E o sobrinho não titubeou , com muita esperteza, escolheu os melhores pastos, na Campina do Jordão. O Tio ficou com o resto, a região das montanhas - os pastos piores. 

Por isso, pela terceira vez o Senhor apareceu para um Abrão solitário, que amargava uma ingratidão. Abrão tinha tudo: ouro, gado, 300 homens de guerra; cerca de 1.000 pessoas serviam-no.

Ou quase tudo. Sua família, de verdade, agora era constituída de dois velhos: Sara e ele próprio. Ao olhar as famílias dos servos, dos escravos, ele podia observar que eles tinham filhos. Todo seu ouro, prata, gado, escravos não eram o bastante para fazer nascer um herdeiro legítimo de um casal de velhos.

Conhecendo Deus sua frustração - e Ele conhece as de todo mundo, inclusive as suas e as minhas - apareceu e disse: Abrão! levanta, agora, seus olhos e olha toda esta terra, para o Norte, para o Sul, para o Oriente e para o Ocidente - toda esta terra que vês, te hei de dar a ti e à tua semente, para sempre. Esta promessa, a mais valiosa para Abrão, somente foi pronunciada depois que ele cumpriu a toda a vontade de Deus: sair da sua terra, da casa do pai, e do meio da parentela. 



contando estrelas

Deus não ficou somente nestas palavras, continuava a lhe provocar: "A tua semente, Abrão, será como o pó da terra. Levanta-te e percorre com seus olhos essa terra, no seu comprimento e na sua largura, porque a ti darei".

A partir desse ponto, o coração de Abrão não estava mais nas suas posses. Deus queria despertar nele um novo sonho. Mas Abrão nem de longe pensava nisso, continuava remoendo ocultamente sua frustração. não sabendo que "Aquilo que nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano é o que Deus tem preparado para aqueles que o amam", I Coríntios 2:9.

Creia nesta palavra. 

Deus apareceu a Abraão pela quarta vez, e isso aconteceu depois do seu retorno da guerra em que se envolveu para resgatar o sobrinho e família, o Ló das campinas do Jordão. Armado com 318 homens conseguiu trazer de volta a família do sobrinho e recuperar tudo. Na volta deu o dízimo daquilo que foi recuperado. Agora ele tinha certeza de que por trás da sua prosperidade estava a boa mão de "El Shadai". 

Mas a guerra fez Abrão tremer. E, Deus apareceu para lhe dizer: " Não temas Abrão, eu sou o teu escudo (segurança na guerra) e o teu grandíssimo galardão". E o significado dessa palavra: galardão, para Abrão ainda era desconhecido. Mas, foi nesta vez que Abrão abriu seu coração para revelar a sua mais profunda frustração: "Senhor, me falta uma coisa para que esta casa seja feliz de verdade. Eu não tenho filhos, e o meu herdeiro vai ser o mordomo, o estrangeiro Eliezer.

E veio a palavra do Senhor ao espírito de Abrão para lhe dizer uma grande surpresa: "Este mordomo, não vai ser o teu herdeiro, mas aquele que gerar de ti será, este sim, será o teu herdeiro".

E levou-o para fora e repetiu a ordem: OLHA, agora, para os céus e e conta as ESTRELAS, se as puderes contar. E concluiu: "Assim, será a tua semente". Contar estrelas aqui significa reacender sonhos. Assoprar novamente as cinzas. Pode ser que ainda tenha ali uma pequena brasa acesa. Aprendi sobre isso, depois de 11 anos de desemprego. Minha melhor oportunidade somente veio quando já estava "velho" com 48 anos. Quanta frustração naqueles 11 anos, mas Deus não me deixou ficar para sempre frustrado e envergonhado.

Minha vizinha, Andrea, recebeu a mesma bênção de Abrão. Ela, seu esposo e seus amigos oraram 17 anos por um filho. Ela contava que certo dia, ela fora humilhada por outra vizinha que disse mais ou menos isso: "Cadê o seu Deus? Eu tenho dois filhos e você nenhum!" Sabe o que aconteceu? Passaram-se 17 anos. Quando chegou o 18.º ano de casamento, Deus disse: Basta! e lhe deu o primeiro filho que nasceu de sete meses.. Um ano depois, uma filha com nove meses de gravidez. Um casal, herança de nosso Deus. Foi uma noite de choro que demorou quase dezoito anos, mas a manhã veio porque o Senhor é fiel.

Abrão, àquela altura, já possuía mais intimidade com o Senhor. Entretanto, ele também era uma pessoa apressada que não gostava de perder tempo. E quase pôs tudo a perder quando ouviu a sugestão da esposa, para que tivesse um filho com a escrava. E Agar - a escrava - concebeu e deu o primeiro filho a Abrão, Ismael, o pai do povo árabe. 

Quando Deus fala, se formos fiéis, nosso espírito sentirá uma paz incomum. Quando a voz não é Dele, nosso coração fica com dúvidas. E, se decidirmos com dúvidas o maligno pode roubar nossas bênçãos verdadeiras. Abrão perdeu 14 anos de seu tempo por uma decisão errada. Ele seguiu a voz da razão porque achava loucura receber sua maior vitória no tempo da velhice.

Em Gênesis 17, Deus apareceu pela quinta vez a Abrão já com 99 anos idade. Sara, sua esposa, com 89 anos. Um casal de velhos gagás, como se diria hoje. Nesta oportunidade Deus lhe cobrou santidade: "Eu sou o Deus Todo Poderoso; anda, Abrão, em minha presença e sê perfeito". Em seguida,trocou o nome dos dois. Agora, eram Abraão e Sara!

A confirmação da promessa de um filho, naquela idade, fora motivo de risos por parte dos dois. Risos de singela incredulidade. Eles ainda não acreditavam completamente. Foi por isso que Deus deu nome ao sonho de Abraão: ISAQUE! 

Caro leitor, vamos fazer uma nova pausa. Antes de conhecermos completamente o poder de Deus, costumamos carregar lá no fundo do "baú" as mais diversas frustrações, as montanhas de impossibilidades. Gênesis 18:14 diz: "Há alguma coisa difícil para Deus realizar? E, Lucas 1:37 responde: "Porque para Deus nada é impossível!" 

Na sexta vez o Senhor lhe apareceu pessoalmente, com dois anjos na forma de visitantes - Gênesis 18. Sara ainda estava com dúvidas. Deus veio para confirmar que dali a nove meses, a partir daquela visita, o ISAQUE IA CHEGAR. Também avisou a Abraão sobre a destruição de Sodoma e Gomorra. No capítulo 21, Isaque nasceu. Isaque significa riso. Riso, porque se alguém soubesse da história, com certeza riria. E cresceu o menino e Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado. Os risos da alegria verdadeira invadiram aquela casa. Ela deixou de ser uma tenda de velhos tristes e rabugentos para ser um lar radiante e barulhento. A "loucura" do que Deus pode fazer. 

Isaquinho era o príncipe daquele lar. Abraão não tinha mais frustração. Não tinha mais sonhos. Isaque era tudo. Sua fé ainda não tinha sido posta à prova. Era um crente em Deus crescido no verão, em tempos de chuvas, em tempos de bênçãos. Ouro, prata, gado, criados, escravos e por fim, o Isaque. As lutas tinham sido até pequenas até ali.

E veio então a sétima vez que o Senhor lhe apareceu. E lhe pôs à prova.


Abrão e  Isaque - quadro de Rembrandt (1634)

--Abraão! disse Deus, toma, agora, o teu único filho, Isaque, a quem amas e vai a terra de Moriá, e o sacrifica, e o oferece em holocausto a mim. Então, Abrão se levantou e foi cumprir a ordem de Deus. Só não a cumpriu, literalmente, porque o próprio Deus enviou um anjo para impedir.

Naqueles três dias, que caminharam até próximo do Monte Moriá, Abraão teve para meditar profundamente na gravidade do seu compromisso. Ele decidiu certo. Ia obedecer a ordem de Deus. Uma ordem cruel e duríssima. No seu coração ele tinha uma coisa: paz com Deus. Ele cria em Deus. O mesmo Deus que dava filhos a velhos gagás, proveria uma solução para o caso. Assim, chegou Abraão a conclusão de que Deus era tudo para ele. Lhe daria o primeiro lugar Isaque já estava no segundo plano. Tal atitude comoveu o coração de JEOVÁ. A fé de Abraão atingira a maturidade completa: chegara à perfeição, pois, agora, trocaria tudo para agradar e fazer a vontade de Deus. Abraão amava o Senhor de todo o coração.

Por causa da fé de Abraão, são abençoadas todas as famílias da terra. O Isaque simbolizava Jesus Cristo, o único filho do Deus Vivo, do Deus Altíssimo, do Deus Eterno, do Deus Todo Poderoso. Jesus descendia de Abraão. O seu sangue no sacrifício da cruz do calvário é o suficientemente necessário para que todos que nele crêem possam chegar diante do Pai e alcançar a paz da reconciliação.

E uma vez reconciliados por Cristo, podemos confiar em seu amor. Se você apresentar a Ele, em oração, suas frustrações, suas feridas, suas limitações, suas quedas, saiba que Cristo pode trocar todas elas por sonhos e novas visões. Olhe, para o céu da noite e conte as estrelas. Seja fiel; Romanos 12:2; e o Senhor cumprirá o desejo do seu coração; Salmo 37:4.

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