segunda-feira, junho 23, 2008

A coragem de Cristina Fernández Kirchner


"Presidente Cristina Kirchner, decide trocar Tedeum
por "Cerimônia Multirreligiosa"


C K

Dona Marisa, Presidente Lula e a Presidente da Argentina Cristina F. Kirchner

DANIEL DAÑEILUK
Blog El Ojo Protestante

"Aunque he sido usualmente crítico del Gobierno de la Presidente Cristina Fernández de Kirchner, y escéptico en cuanto a los resultados de su gestión -y he expresado particularmente mi oposición al manejo de la crisis del campo y a su alineación con Hugo Chávez - hoy diré que aplaudo su decisión de cambiar el tradicional Tedeum que se realizaba cada 25 de mayo, por una ceremonia multirreligiosa. (Agencia Federal de Noticias)

Ya se están escuchando las primeras repercusiones. Algunos comentan que es un intento por callar la voz de la curia opositora. Quizás haya algo de verdad en esto. Pero el punto es que por alguna u otra razón, por primera vez en Argentina se toma una actitud concreta que enfrenta el problema de la discriminación religiosa que existe desde siglos.

La República Argentina, desde su Constitución Nacional marca que el Estado sostiene el culto Católico Apostólico Romano. Este “sostener” significa aportar dinero para la subsistencia y desarrollo de las actividades de la Iglesia de Roma.

Aunque este hecho es discriminatorio en si mismo, porque el Estado solo sostiene a la Iglesia de Roma, y no así a la Ortodoxa, a las entidades judías, musulmanas, a las cada vez más numerosas congregaciones evangélicas, etc. la cuestión es aún más radical.

Hasta hace poco, para ingresar a una repartición oficial, se debía llenar un formulario dejando constado la adhesión a la Fe de Roma, incluyendo fecha de bautismo y comunión. Aún hoy existen los mismos formularios. Solo que ya no tienen el mismo peso de antes. Es más, los evangélicos, preguntados sobre su Fe declaran que son “cristianos” y con eso basta para cumplir con la formalidad.

Pero la discriminación es más profunda y va más allá de los papeles. Hay un poder de la curia tras bambalinas que tiende a obstaculizar cualquier tipo de acto o desarrollo evangélico (verdaderamente evangélico, por supuesto. Con esto excluyo a los mutantes ecumenistas). La curia maneja los movimientos en las cúpulas policiales, militares y judiciales.


Las Asociaciones Evangélicas, que desgraciadamente están a todas luces infiltradas de ecumenistas, han presentado, una y otra vez, proyectos de una nueva legislación que regule la actividad de Cultos (A veces pienso que también aspiran a ser sostenidos por el Estado). A pesar de todo, creo que la propuesta es necesaria. Me gustaría que el cambio sea profundo pero a la vez evidente de una forma efectiva.

De movida, creo que la Constitución Nacional debe cambiar y anular su cláusula discriminatoria consignada en el artículo 2º de su primera parte que reza textual: “El Gobierno federal sostiene el culto católico apostólico romano”.
(Tomado de "Discriminación" para Sitio Web de la Iglesia El Faro)

Deseo que esta decisión de la Presidente sea algo más que una movida política, que una actitud oportunista. Espero que los protestantes, los judíos, los musulmanes, etc. no desaprovechen la oportunidad y se hagan presentes en el acto por el Día de la Libertad en Salta, y en cuanto acto sean convocados.


Una luz arriba de una mesa rinde mucho más que debajo de ella.


Daniel Dañeiluk
http://www.elojoprotestante.com/
http://www.elojoprotestante.blogspot.com/


Comentários:
1 . Se o Brasil é mesmo um país "laico" por que a TV cultura de São Paulo todo domingo de manhã transmite a Missa direto de Aparecida do Norte e não dá a mesma oportunidade para Igrejas Evangélicas?

2 . Quando é que os pastores protestantes de São Paulo vão ter coragem de questionar esta discriminação? Afinal os impostos que o Estado de São Paulo recebe são pagos apenas por católicos?

3 . Onde estão os Projetos de Leis que propõem isonomia, os direitos iguais de tratamento religioso?

4 . Se já existem tantas redes de TVs Católicas, porque o Canal TV Cultura de São Paulo precisa transmitir Missa todos os domingos? A Fundação Anchieta é uma fundação privada ou é sustentada com impostos de pessoas de todas as religiões?

Eu gostaria muito de saber.

João Cruzué


cruzue@gmail.com






4 comentários:

Tatiani disse...

É incompreesível como seria possível querer forçar alguém a professar uma fé,ou declará-la,não estando dentro de sua vontade fazê-lo.

Daladier Lima disse...

Fiz seus questionamentos a quem poderia responder, mas não tive retorno. Nossos representantes, aqueles que hão de vir pedir votos não se mexem para questões dessa natureza. Infelizmente!

Joao Cruzue disse...

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Replica.

Tati, fiquei honrado com sua visita e muito mais com sua participação, deixando um comentário.

Se entendi bem seu comentário, vou expor melhor meu ponto de vista.

Gosto de ler Maiakovski, Martin Luther King, Gandhi e no momento vendo alguma coisa de Nietzsche, pois a idiosincrasia deles ajuda-me a pensar. Eu continuo sendo o mesmo caipira que cresceu no sítio até os 18, e veio para a Cidade estudar e trabalhar, e a leitura desses autores não vão fazer de mim uma pessoa presunçosa, porque pelo menso tenho consciência de minha propensão à isto.

Não é possível obrigar, ou forçar as autoridades políticas a professar nem a minha nem qualquer outra fé. Mas como o Brasil é um democracia, o direito da maioria é mais ou menos imposto sobre as minorias. Em política muda-se as coisas através de mudança de consciência seguida de pressões.

Você primeiro precisa de uma mudança de consciência, para depois buscar seus direitos. Por que razão repercuti o Assunto de Cristina Kirchner? Primeiro, porque este blog já se tornou um endereço de leitura de pessoas que formam e compartilham opiniões.

A Presidente da argentina não mudou a comemoração de maio porque os evangélicos do país pressionaram, ela não mudou porque deixou de ser católica, se é que ela seja, ela mudou porque precisa do apoio da população argentina, e ao fazer isto trouxe para si o agrado de todas as pessoas que não são católicas, inclusive evangélicas.

Uma das melhores coisas que o Brasil conseguiu depois do apodrecimento da ditadura é o direito à liberdade de expressão. E usando deste direito, ao postar o assunto deste "post" implicitamente estou informando aos leitores deste blog que ao receber os candidatos às eleições de outubro e novembro deste ano, precisamos comunicar-lhes que o povo evangélico desta nação quer democraticamente utilizar os espaços e mídias publicos a que tem direito, naturalmente porque nosso país é constitucionalmente LAICO.

Parafraseando Maiakovski, se nunca dissermos nada, vamos continuar sempre por baixo. Mas se dissermos e quem detiver o poder ouvir, vamos nos eximir do pecado da omissão.

Terminando com um exemplo: se no seu trabalho deve ter pessoas que são muito competentes. Quando elas estão insatisfeitas com o salário, vão ao chefe e comunicam sua insatisfação. Se elas tiverem mesmo o peso que acham que tem, o chefe vai atendê-las. Mas se existir alguém que não esteja satisfeito, mas por medo ou insegurança não tem coragem de comunicar, naturalmente não vai receber nada.

É uma questão de consciência e comunicação. Penso, então ajo.

Muito obrigado.

Joao Cruzue disse...

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Daladier,

Admiro seu trabalho, mais ainda seus textos; achei um irmão que tem se transformado em amigo.

Imagino quantas vezes Gandhi, Martin Luther King e os políticos brasileiros bateram na mesma tecla e continuaram pressionando até a Índia derrubasse o jugo da Inglaterra, os negros americanos conquistassem uma emenda constitucional que garatissem direitos iguais nos EUA e a democracia brasileira conquistasse o direito de eleger seus representantes no cair da ditadura.

O importante, como ensina Jesus Cristo, é continuar batendo na porta. Nós blogueiros temos uma missão muito importante: despertar em nossos leitores uma consciência mais aguda através das palavras, não nos furtando no dia a dia que agir de acordo com elas.

Um processo de mudança acontece como aquela Lei, se não me engano de Lavoisier: "A toda ação corresponde uma reação, com a mesma intensidade, em sentidos opostos.

A Presidente Cristina Kirchner mudou um lado da equação porque apostou que vai ter o apoio necessário em novas forças políticas - não porque é generosa, mas por insegurança.